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CESEEP: inscrições abertas para o Curso de Verão 2019

 
 
O Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) organiza, para os dias 9 a 17 de janeiro de 2019, a XXXII edição do Curso de Verão, com o tema "Por uma cidade acolhedora: Somos todos migrantes"
 
Popular, ecumênico e realizado em mutirão, o Curso é organizado para um grande número de pessoas e, ao mesmo tempo, garante trabalho em pequenos grupos. Dentro da proposta metodológica da Educação Popular, combina reflexão e criatividade, arte e celebração, além da convivência fraterna e o compromisso transformador no retorno à prática nas pastorais e movimentos sociais.
 
INSCRIÇÕES
 
As inscrições podem ser feitas diretamente neste link: www.cursodeverao.com/inscricao
Valores: R$ 210,00 até 15/12/18.
Após esta data: R$ 240,00.
Almoço: para os interessados, o restaurante da PUC venderá tickets de almoço pelo mesmo valor praticado para os estudantes.
Hospedagem: os participantes que residem fora de São Paulo e precisarem e hospedagem, serão acolhidos gratuitamente por famílias e comunidades comprometidas com o mutirão que, além do pouso, oferecem café da manhã e jantar.
Bolsa: a comunidade ou movimento que pagar 4 (quatro) inscrições, terá direito a uma quinta inscrição, gratuita.
 
CONTEXTUALIZAÇÃO
 
As migrações tornaram-se um dos fenômenos centrais do nosso mundo contemporâneo. Os migrantes são mais de 250 milhões, dos quais 22,5 milhões são refugiados. As cidades são seu principal destino e não mais o campo.
 
Muitos partem movidos pelo sonho de uma vida melhor. Outros, acuados por guerras, fogem em busca de um lugar, onde possam criar seus filhos em paz. Jovens saem em busca de trabalho estudo ou aventura. Outros ainda, tangidos pela fome, migram depois de perder tudo por secas, inundações e outras mudanças climáticas.
 
Dos quase 210 milhões de brasileiros, 180 vivem em cidades, para onde migraram eles, seus pais, avós ou bisavós. Nesse sentido, cabe o mote do curso: somos todos migrantes. E é preciso, como diz o Papa Francisco, “acolher, proteger, promover e integrar” essas pessoas, já que muitos países fecham suas fronteiras, erguem cercas, muros e varias outras barreiras para contê-las. A maioria é confinada em verdadeiros campos de concentração, encarcerada ou expulsa, por terem entrado sem os documentos exigidos. Nesse movimento migratório, padecem os mais vulneráveis: mulheres e crianças, idosos, pessoas com deficiência e enfermos.
 
O sentimento anti-imigrante entra também em nossos corações por propaganda contrária, por xenofobia, por medo de perder o próprio emprego ou por nos sentirmos ameaçados em nossa identidade, cultura ou religião.
 
As cidades, lugar de oportunidades e de rica diversidade cultural e religiosa, de movimentos sociais e políticos, também tornam extremas as desigualdades econômicas e sociais. Discriminam, isolam e empurram para a periferia os mais pobres e, entre eles, os migrantes. Tornam suas vidas precárias e sobrecarregadas pelas longas horas perdidas nos deslocamentos para o trabalho, escola, postos de saúde ou locais de lazer. A ausência dos equipamentos sociais mais elementares e os meios de transporte insuficientes e caros penalizam os que vivem longe das áreas centrais e são um dos obstáculos, junto com a falta de moradia e trabalho, para a construção de cidades mais humanas e acolhedoras.
 
Migrar é também uma aventura espiritual: Abraão parte para uma terra desconhecida, como se visse o invisível; no êxodo, um povo todo sacode a escravidão e ruma para uma terra de liberdade; a estrangeira Rute sai de Moab, para habitar no meio de um povo que não era o seu.
 
Na verdade, somos todos peregrinos e aqui não temos morada permanente, mas temos que ter bastante claro em nossos corações e compromisso, que somos convocados a transformar nossas cidades, em lugares, onde imperem amorosidade, igualdade, partilha, solidariedade e fraternidade.
 
Para saber mais sobre outras atividades do CESEEP, acesse: ceseep.org.br