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CONIC: 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres

 
Neste domingo, 25 de novembro, inicia a Campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”.
 
O dia 25 de novembro é, oficialmente, o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres, entretanto, considerando a situação de violência vivida por mulheres nas diferentes regiões do planeta, até 10 de dezembro, diversos países realizam esta Campanha. O objetivo é dizer um BASTA para toda e qualquer situação que coloca em risco a vida das mulheres. 
 
O Brasil registra cerca de 600 casos de violência doméstica e 160 estupros por dia. Dos 55.900 homicídios que acontecem por ano no território nacional, 4.539 são de mulheres. Muitos destes homicídios são realizados por namorados ou maridos. Em um ano, 193 mil mulheres registraram queixa por violência doméstica, de um total de 221 mil casos. Por dia, 530 mulheres acionam a Lei Maria da Penha. Esses dados estão disponíveis no 12° Anuário Brasileiro da Segurança Pública.
 
Mas o que nós, cristãos e cristãs, temos com isso? A fé em Jesus Cristo não aceita nenhum tipo de violência. Ferir a integridade física, moral ou religiosa das mulheres é contrário ao que Jesus nos ensina. Jesus é o príncipe da paz (Is 9:6), por isso, como pessoas batizadas, temos de ser “seus imitadores” (1 Cor 11:1). Enquanto imitadores e imitadoras Daquele que veio trazer a Boa Nova, não podemos tolerar a violência. Somos filhos e filhas de um Deus de amor (1 Jo 4:8). A bíblia diz que o amor “...não maltrata e não se alegra com a injustiça” (1 Cor 13:4-6).
 
Não podemos esquecer que muitos casos de violência doméstica contra a mulher ocorrem em lares cristãos. Diante disso, precisamos nos perguntar: até que ponto o ensinamento de Jesus transforma nossas práticas e condutas? De que forma compatibilizar o testemunho cristão com a violência doméstica? É importante lembrar do conselho bíblico que orienta: “Sede praticantes, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1:22).
 
Num país onde a maior parte da população se reconhece cristã, é inaceitável que as estatísticas e histórias de violência contra a mulheres sejam tão altas. 
 
Conclamamos todas as comunidades de fé a organizarem ações pelos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. 
 
Não sabe o que fazer? Comece tentando uma simples e descontraída roda de conversa. Pode até ser em pequenos grupos. Dependendo da dinâmica da igreja, o tema pode ser abordado na Escola Dominical, na Catequese, no círculo bíblico. Reflita também sobre a violência doméstica nas homilias das celebrações de domingo e nos grupos de casais. Fique atento para identificar casos de violência doméstica em sua comunidade de fé. Se uma mulher que sofre violência te procurar para conversar, não peça para ela suportar a violência pelo bem da família, ao contrário, fortaleça-a para que consiga denunciar a situação de violência. A ausência da denúncia pode significar uma morte futura. Nosso silêncio e omissão nos torna cúmplices.
 
Não se cale.
Ligue 180 e denuncie!
Violência contra a mulher é crime.
 
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil