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A instrumentalização do terror para instaurar medo e insegurança

 
Domingo de Páscoa. Época de relembrar a Ressurreição de Cristo. No Sri Lanka, porém, foi dia de contar centenas de corpos, pessoas inocentes, que perderem suas vidas para o fundamentalismo. Os alvos prioritários eram os cristãos. Um mês antes, na Nova Zelândia, os alvos eram muçulmanos que rezavam. Em ambos os casos, algo em comum: pessoas fiéis a uma fé sendo massacradas em nome do ódio que cega.
 
No Sri Lanka, três igrejas e quatro hotéis foram atacados. O saldo de mortos só cresce. Até o momento do fechamento deste texto (25/04) eram 359. Mas cresce também a solidariedade. Lideranças religiosas de todo o mundo estão se manifestando. Nas mensagens, algo em comum: a esperança de que o amor triunfará. 
 
Confira:
 
O papa Francisco pediu “a todos para que não hesitem em oferecer a esta querida nação toda a ajuda necessária”. Ele também frisou esperar “que todos condenem estes atos terroristas, atos desumanos, não justificáveis."
 
O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, Olav Tveit, afirmou: “A Cruz de Cristo é um sinal de solidariedade - particularmente com as vítimas do pecado. Estamos chocados com os terríveis ataques no Sri Lanka. A Cruz vazia é um protesto contra toda a injustiça e comportamento pecador. Mais uma vez, precisamos deste sinal de esperança, do túmulo vazio. O pecado e a morte não vão reinar para sempre”.
 
"Que difíceis, irritantes e tristes são estas notícias, especialmente porque os ataques aconteceram enquanto os cristãos comemoravam a Páscoa", lamentou o assessor de líderes da Igrejas na Terra Santa, Wadie Abunassar, que transmitiu sua solidariedade "ao Sri Lanka e a todos os seus habitantes nas várias confissões religiosas e origens étnicas".
 
O arcebispo de Colombo, Sri Lanka, cardeal Malcolm Ranjith, pediu que os autores dos ataques sejam punidos. Ele disse que "apenas os animais podem se comportar assim" e fez um apelo para que o governo lance uma "investigação imparcial e forte".
 
Condenando os atentados, o bispo anglicano de Colombo, rev. Dhiloraj Canagasabey, disse: “A Igreja no Sri Lanka condena sem reservas esses atos covardes e cruéis de terrorismo e oferece suas profundas condolências às famílias e amigos daqueles que perderam suas vidas e foram feridos. Rezamos por eles e por suas famílias para que a presença consoladora de Deus continue com eles nessa trágica experiência”.
 
Lideranças da Igreja Metodista no Reino Unido também falaram. “Enquanto cristãos do mundo todo celebram o dia da ressureição, nós também compadecemos por todos que tiveram suas vidas tiradas nas igrejas e hotéis no dia de hoje. Oferecemos nossas orações e saudações aos irmãos e irmãs da Igreja Metodista, a todos cristãos, todas as pessoas de fé e de bem no Sri Lanka”, Michaela Youngson e Bala Gnanapragasam, presidente e vice-presidente da Conferência Metodista. “Oferecemos nossas orações e saudações aos irmãos e irmãs da Igreja Metodista, a todos cristãos, todas as pessoas de fé e de bem no Sri Lanka”, completaram.
 
O patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, também fez ouvir a sua voz firme de condenação de “todo ataque terrorista e atos de ódio, violência e fundamentalismo, independentemente de sua fonte”, convidando todos a cooperar “a fim de construir a coexistência pacífica e a colaboração e o respeito mútuo”.
 
O patriarca de Moscou, Kirill, enviou uma mensagem de condolências ao presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisene. “Estou profundamente chocado”, escreveu. “Espero que as autoridades estatais e os organismos competentes façam de tudo para que não somente os executores, mas também os organizadores desses crimes sangrentos, não fujam da responsabilidade dessas ações malvadas que cometeram”.
 
CONIC
 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) também se solidariza com os familiares das vítimas. Todo tipo de violência, sobretudo em nome da fé, é uma contradição sem limites. Deus é amor (1 João 4:8), e todo ato que está fora do amor não pode ser inspirado por Deus.
 
Que nossas esperanças triunfem sobre ódios e discursos que cegam e matam.
 
CONIC com agências
Foto: Reprodução