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Egito quer "Caminho da Sagrada Família" como Patrimônio Mundial

 
O Ministério das Antiguidades do Egito elaborou um fascículo ilustrado, em inglês e árabe, sobre o "Caminho da Sagrada Família”, um itinerário que une os locais pelos quais, segundo tradições milenares, Maria, José e o Menino Jesus passaram ao buscarem refúgio no Egito fugindo da violência de Herodes.
 
O dossiê intitulado "Estações da viagem da Sagrada Família" faz parte das iniciativas colocadas em prática pelas autoridades egípcias, para inserir o "Caminho" da Sagrada Família na lista de locais reconhecidos como "Patrimônio Mundial" da UNESCO.
 
O fascículo contém documentação e fotos dos vários lugares que fazem parte do itinerário, como os Mosteiros de Wadi Natrun, chamado de "Árvore de Maria" em el Matariya (subúrbio do Cairo), a Igreja da Virgem Maria em Jabal al-Tayr (Província de Minya) e o Mosteiro de Deir al Muharraq, na Província de Assiut, onde a Sagrada Família, segundo tradições locais, se estabeleceu por mais de seis meses em uma gruta, posteriormente incorporada na antiga Igreja da Virgem.
 
Khaled al Anani, ministro egípcio das Antiguidades, sublinhou a relevância histórica e eclesial da permanência da Sagrada Família em território egípcio, relançando as hipóteses históricas segundo as quais a Virgem Maria, São José e o Menino Jesus permaneceram no Egito por anos, retornando à Palestina somente após a morte de Herodes. São pelo menos 25 os locais que reivindicam terem sido tocados pela Sagrada Família, durante a sua fuga ao Egito.
 
Já há algum tempo, as autoridades egípcias estão empenhadas em promover o "Caminho da Sagrada Família" no Egito, também em vista do turismo religioso. No dia 4 de outubro de 2017 o Papa Francisco, no contexto da Audiência Geral das quartas-feiras, saudou uma grande delegação egípcia vinda a Roma para promover peregrinações ao longo do "Caminho da Sagrada Família".
 
Fonte: Vatican News com Agência Fides
Imagem: Reprodução