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Anita Sue Wright: uma vida dedicada ao ecumenismo

 
O CONIC realizou, no mês de maio, sua Assembleia Geral Ordinária em São Paulo. Na ocasião, foram escolhidos os novos membros da diretoria que ficarão à frente do Conselho até 2022. Anita Sue Wright foi eleita para a 1ª Vice-Presidência. 
 
Biografia
 
Anita nasceu na capital baiana, Salvador. Membro da Igreja Presbiteriana Unida (IPU), hoje ocupa o cargo de moderadora da IPU – cargo máximo na estrutura da Igreja. Formada em Educação Artística pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e com e especialização em Abordagens Contemporâneas em Arte-Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), trabalhou por 25 anos na rede de ensino da Prefeitura de Vitória. Hoje é aposentada.
 
Sua experiência eclesiástica vem de berço, já que é filha de pastor – aliás, filha de Jaime Wright, nome conhecido por todos que lutaram contra a Ditadura Militar no Brasil, já que foi um dos líderes mais destacados a combater as violações de Direitos Humanos por parte do Estado brasileiro. Desde cedo Anita aprendeu “o caminho em que deve andar” (Pv 22:6). Foi professora de Escola Dominical, diaconisa, presbítera; a primeira mulher a ser eleita Moderadora de sua igreja, bem como a única neste cargo a ser reconduzida pela segunda vez.
 
“Também já fui moderadora do Presbitério de Vitória por duas gestões, e nosso Conselho Coordenador era composto exclusivamente de mulheres, outro fato inédito na história do Presbitério e da IPU”, comenta Anita.
 
Vida pessoal
 
Do casamento de 28 anos com Wilson Lords Torres, também pastor da IPU, vieram duas filhas: Rebeca, formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), e Isabel, que cursa Direito pela Multivix, em Vitória.
 
O que pensa sobre o Ecumenismo?
 
“Ecumenismo para mim é seguir o conselho de Santo Agostinho: ‘No que é indiscutível, UNIDADE; na dúvida, LIBERDADE; acima de tudo que prevaleça o AMOR.’ É unir forças para uma caminhada de fé, onde o respeito e o diálogo marcam sempre presença, na busca dos valores do Reino de Deus”, disse.
 
E sobre o CONIC?
 
“O CONIC tem papel fundamental no fomento do diálogo, por exemplo, quando promove a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), mas não só isso; também na defesa de direitos humanos, da mulher, dos negros e indígenas, dos LGBT e demais minorias; defesa dos direitos trabalhistas e sociais, entre muitas outras frentes de atuação que coadunam com sua missão de “promover a interlocução com organizações da sociedade civil e governo para a incidência pública em favor de políticas que promovam a justiça e a paz”. 
 
Perguntada sobre como recebeu a notícia sobre o cargo que passaria a assumir, garantiu que foi com tranquilidade “por entender que o CONIC faz parte de minha trajetória ecumênica”. Para ela, o “maior desafio do movimento ecumênico nos dias de hoje é a fidelidade aos princípios que sempre nortearam o ecumenismo, quais sejam: a defesa de direitos; a luta ao lado daqueles e daquelas que sofrem; o compromisso com o diálogo, a justiça e a paz”.
 
“Também precisamos superar a polarização que tomou conta não só do país, mas também de nossas comunidades e igrejas; superar os obstáculos da indiferença presente em nossa sociedade com relação a temas tão caros para o movimento ecumênico, como a inclusão, a solidariedade às pessoas marginalizadas e oprimidas, aos imigrantes...”, ponderou.
 
Gratidão
 
“Sou grata a Deus por fazer parte da caminhada ecumênica desde minha adolescência, ao acompanhar a trajetória do meu pai na defesa dos direitos humanos e no exercício do ecumenismo muitas vezes de forma profética; Jaime Wright fez a diferença para muitas pessoas em sua trajetória como pastor, missionário, líder ecumênico; me espelho em seu exemplo para fazer minha própria caminhada como cristã, mulher, educadora e liderança eclesiástica”, finalizou.