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Justiça ao povo Guarani e Kaiowá em Mato Grosso do Sul

 
O Fórum Ecumênico ACT – Brasil, integrado por igrejas e organizações baseadas na fé, incluindo o CONIC, solidariza-se com as comunidades indígenas Guarani e Kaiowá do estado de Mato Grosso do Sul e expressa sua indignação diante das reiteradas violências impetradas contra elas. Denunciamos o incêndio da Casa de Reza da Comunidade Guarani Laranjeira Nhanderu, no município de Rio Brilhante, bem como os ataques a tiros na mesma comunidade.
 
Nada justifica os atos de violência como o ocorrido em Dourados, no último dia 3, que deixou três indígenas e um “segurança” dos latifundiários feridos. É grave o uso de armas letais, incluindo granadas, nas ações militares. Recebemos a informação de que uma criança indígena teve os dedos mutilados ao manusear, posteriormente, uma granada deixada no local. Exigimos que estes casos de violência sejam investigados de forma independente o mais breve possível. Assim como exigimos investigações sobre atropelamento de uma família indígena na cidade de Dourados.
 
Em função deste quadro de permanente agressão e tentativa de extermínio das comunidades Guarini e Kaiowá, o Fórum Ecumênico ACT – Brasil manifesta seu apoio à missão emergencial realizada na última quarta-feira, dia 8 de janeiro, por diversas organizações ecumênicas. Apoiamos as reivindicações desta Missão Ecumênica Emergencial, que são:
 
- Respeito às religiões originárias dos povos indígenas, fortemente simbolizadas, no caso Guarani e Kaiowá, por suas Casas de Reza;
- Responsabilização e consequente punição das pessoas mandantes e das pessoas que praticaram os atos de violência;
- Proteção incondicional às comunidades tradicionais e responsabilização dos órgãos estatais que descumprem o mandato de proteger esses grupos;
- Retomada dos processos de identificação e regularização dos territórios Guarani Kaiowá por parte da FUNAI, do Ministério da Justiça e da Presidência da República, único meio concreto de impedir um genocídio ainda maior;
- Acordos justos de indenização por interesse social aos proprietários rurais que estão em terras indígenas para amenizar os conflitos.