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Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa 2020

 
Nesta terça-feira, 21 de janeiro, igrejas, comunidades de fé, movimentos sociais e organizações da sociedade civil, em todo o Brasil, lembraram o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data coincidiu com a abertura do Fórum Social das Resistências, em Porto Alegre. Na cidade, a XII Marcha Estadual Pela Vida e Pela Liberdade Religiosa do RS contou com a presença de centenas de pessoas, de todas as fés. A mensagem era uma só: não podemos aceitar que a intolerância religiosa tome conta de nossas cidades, nossos corações.
 
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No Distrito Federal, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) abriu as portas da Diocese Anglicana de Brasília para um ato inter-religioso em memória às tantas vítimas de intolerância. Representantes de diversas religiões estavam presentes, incluindo povos de terreiro e indígenas. A IEAB é uma igreja-membro do CONIC e, ano após ano, tem destacada atuação em favor do diálogo ecumênico, inter-religioso e multicultural. 
 
 
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No Rio, uma vigília inter-religiosa também reuniu adeptos de várias comunidades religiosas. O tesoureiro do CONIC, Mayrinkellison Peres, participou. O momento contou com diversas atrações, incluindo o Festival Cultural Inter-Religioso Cantando A Gente Se Entende; participação das Escolas de Samba Acadêmicos do Grande Rio, Estação Primeira de Mangueira, da cantora Varda, do coro Bienas e Prim, do cantor gospel Kleber Lucas, entre outras atividades voltadas à conscientização de que uma sociedade só pode ser verdadeiramente próspera quando todos possuem direitos iguais, e isso inclui o direito de crer no que se quer, ou mesmo não crer em nada.
 
 
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Em Maceió, o Fórum de Diálogo Religioso de Alagoas e a Aliança de Batistas do Brasil (membro do CONIC), em parceria com a Igreja Batista do Pinheiro e da Alegria, organizaram um encontro sobre o tema. O evento foi aberto pra toda a comunidade local. 
 
Na avaliação do pastor Vando Oliveira, membro da Aliança de Batistas, é muito importante que as igrejas cristãs assumam essa luta de combate às intolerâncias “como forma até de retratação, sobretudo com os irmãos que professam alguma fé de matriz africana”, disse. Vando acrescentou que, neste dia, foi criado Fórum de Diálogo Inter-Religioso de Alagoas, que passará a reunir cristãos, judeus, budistas, espíritas, entre outros. 
 
 
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Na capital baiana, Salvador, uma das celebrações pelo Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi conduzida pela Yalorixá Jaciara de Oxum, diante do Busto de Mãe Gilda, nas margens da Lagoa do Abaté, junto ao povo Terreiro e com a presença da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), Koinonia – Presença Ecumênica, Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (CEBIC), Coletivo Mulheres Políticas Públicas e Sociedade (MUPPS) e representantes de várias comunidades , incluindo anglicanos, católicos e presbiterianos. O encontro reafirmou o respeito à diversidade religiosa e a Laicidade do Estado Brasileiro, que deve ser o garantidor da liberdade de Culto.
 
 
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A Igreja Anglicana de Santa Maria promoveu uma atividade ecumênica. Todas as representações religiosas de Santa Maria foram convidadas, passo importante na busca da consolidação de uma cultura da paz entre os diferentes credos presentes no município.
 
 
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Em Goiânia, o Núcleo Inter-Religioso do estado se reuniu para lembrar que a unidade na diversidade ainda é possível: com respeito, fraternidade e disposição para escutar o outro. Ainda em 2019, as cidades campeãs de intolerância religiosa foram Natal, com 191 casos, seguida de São Paulo, com 91, e Rio de Janeiro, com 61. Porém, vale lembrar que, em 2018, uma pesquisa do então Ministério dos Direitos Humanos (MDH) revelou que Goiás liderava o ranking de intolerância religiosa.
 
 
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Em São Paulo, foi realizado um Ato e Celebração Inter-Religiosa na Igreja Betesda. A atividade foi articulada pela Frente Inter-Religiosa Dom Paulo Evaristo Arns, CONIC, Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Koinonia Presença Ecumênica, Evangélicas Pela Igualdade de Gênero e Rede FALE. 
 
Pessoas das mais diversas tradições estiveram reunidas para demarcar a importância da data, do 21 de janeiro, saudando também a memória de Mãe Gilda de Ogum, do Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador, inspiração para a criação do Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa. 
 
 
 
Manifesto Evangélico contra a Intolerância
 
Aproveitando a data, evangélicos lançaram um Manifesto contra todo tipo de intolerância. O documento, que pode ser assinado na plataforma Avaaz, assume “a defesa incondicional da liberdade religiosa de todas as pessoas” e se posiciona “contra toda forma de intimidação, discriminação, agressão verbal e violência física oriundas de pessoas e igrejas evangélicas”.
 
Clique aqui para ler a íntegra do Manifesto... e também assinar!