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Carta de Compromisso do Curso de Verão de 2020

 
Tocados por tantos testemunhos e renovados pelo Espírito, voltamos enriquecidos para nossas famílias, comunidades e demais espaços de vida e trabalhos, depois da rica experiência ecumênica e inter-religiosa de acolhida, partilha, celebração, festa, encontro e compromisso, vivenciada no 33º Curso de Verão, de 08 a 16 de janeiro de 2020: ESPIRITUALIDADES NA CIDADE: POR UMA DIMENSÃO LIBERTADORA.
 
O Curso foi organizado pelo Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular – CESEEP, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o Teatro da Universidade Católica (TUCA) e com o apoio e colaboração de outras pessoas, entidades, movimentos sociais, Igrejas, comunidades e famílias. Cada qual contribuiu, de forma generosa e gratuita, para a formação de lideranças pastorais e sociais num grande mutirão.
 
Neste ano, o curso reuniu 479 pessoas entre participantes (341), 06 assessores/as, 132 voluntários/as, dos quais 71 eram monitores/as e 61 integrantes das equipes de serviço. Eram pessoas de diferentes Igrejas cristãs, religiões e filosofias de vida que vieram de todas as regiões do Brasil, de outros países latino-americanos, da África e da Europa. Além delas, passaram pelo TUCA mais de 200 visitantes, que chegaram a cada dia para as atividades das manhãs.
 
Os momentos orantes e as palestras da parte da manhã no TUCA, assim como as celebrações de abertura e encerramento foram transmitidas ao vivo pela equipe de comunicação do Curso no canal do YouTube e tiveram mais de 16 mil visualizações. Houve ainda a divulgação de boletins diários e publicações (notícias, vídeos, fotos, áudios...) na página do Facebook, que alcançaram mais de 30 mil pessoas, bem como interações nos sites oficiais do CESEEP e do Curso, no Instagram, no Flickr, no Whatsapp e por E-mail.
 
Estiveram na abertura do evento e saudaram as/os participantes a Reitora da PUC, Professora Maria Amália Pie Abib Andery, o Pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias da PUC, Prof. Antônio Carlos Malheiros, membros da diretoria da CESEEP, a pastora luterana Haidi Jarschel, sua vice-presidente representando o Presidente, Pe. Benedito Ferraro, o prof. Wagner Lopes Sanchez, seu secretário, o Prof. Luiz Eduardo W. Wanderley, que por mais de vinte e cinco anos foi seu vice-presidente, além do Pe. José Oscar Beozzo, coordenador geral do CESEEP e de Cecília Bernardete Franco, coordenadora do Curso de Verão.
 
Interpelados pela dura realidade dos mais pobres e movidos por testemunhos proféticos e comoventes, acerca das espiritualidades na cidade, trazidos pelos assessores/as e por participantes nas tendas, assumimos compromissos em relação:
 
1. À REALIDADE ECONÔMICO-SOCIAL, ÀS MÍDIAS E À PARTICIPAÇÃO POPULAR
 
- Repensar a realidade em conjunto; escutar com sensibilidade e simpatia o clamor das pessoas em situação de exclusão nas periferias reais e existenciais; assumir suas causas, mesmo tendo dúvidas, e fortalecer a luta popular, no combate às desigualdades.
 
- Conhecer as raízes da crise brasileira e mundial a partir da leitura do modelo econômico vigente.
 
- Comprometer-se com a partilha dos bens materiais e com seu consumo consciente e sóbrio, em busca de maior igualdade e justiça social.
 
- Promover a reflexão acerca da consciência de classe, do consumismo, da propaganda comercial e ideológica, da influência da mídia e da importância da participação popular.
 
- Promover nas comunidades a prática da análise de conjuntura, a partir do enfoque da realidade sofrida das grandes maiorias e de um olhar atento às minorias e às suas demandas.
 
- Buscar a informação em mídias confiáveis; produzir e espalhar apenas conteúdos verdadeiros, com responsabilidade ética em relação à informação e educar-se para um exame crítico do que é veiculado nas redes sociais.
 
- Democratizar a comunicação e valorizar as mídias alternativas para uma leitura crítica no mundo da informação.
 
- Garantir espaços coletivos de escuta que gerem uma articulação comunitária em vista de projetos sociais voltados para pessoas mais vulneráveis.
 
- Estar atentos para a construção das alianças e parcerias nas próximas eleições.
 
- Manter o diálogo com todos e cultivar sementes do pensamento crítico.
 
2. À ESPIRITUALIDADE MILITANTE E ESPERANÇADORA
 
- Assumir o Pacto das Catacumbas pelo cuidado da Casa Comum na busca por uma convivência ecológica integral, com a natureza e os demais humanos.
 
- Trabalhar com as novas lideranças para se alcançar um olhar mais amplo da realidade social e do campo religioso e para acolher a rica diversidade de pertenças religiosas e de caminhos espirituais.
 
- Cultivar, numa atitude de respeito para com a diversidade, a escuta atenta da realidade e das pessoas, sabendo que tudo está interligado.
 
- Aproximar-se uns dos outros, dialogando mais com a sociedade e levar para as pessoas do nosso convívio a experiência de que é possível quebrar paradigmas frutos de preconceitos, discriminação e exclusão e manter viva a esperança.
 
- Desenvolver o diálogo ecumênico e inter-religioso e lutar pela causa do bem comum e do bem viver.
 
- Caminhar para uma mística libertadora, sustentável e perseverante, identificando as belezas que existem para além de nossas comunidades, construindo pontes e unindo linguagens.
 
- Organizar redes de assessoria para movimentos populares, no campo da espiritualidade e da militância.
 
- Através da noite escura da fé, manter a confiança no Amado, em solidariedade com todos que trilham esse caminho.
 
- Sair da nossa zona de conforto para abraçar a espiritualidade de Jesus: ecumênica, samaritana e Madalena.
 
Encerramos nossa jornada, dando graças pelo caminho percorrido, com os olhos já voltados para o 34º. Curso de Verão, de 07 a 15 de janeiro de 2021, com o tema, CUIDAR DA CASA COMUM: POR UMA CIDADE SUSTENTÁVEL.
 
São Paulo, 16 de janeiro de 2020