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"Apenas 1 em cada 100 pessoas é resgatada do tráfico humano", de acordo com a chefe do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, em Nova York.
 
Simone Monasebian disse à Rádio ONU que "todos os países são destino, trânsito ou origem" do tráfico humano, um "negócio" que movimenta "bilhões de dólares". Este sábado, 30 de julho, é o Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas.
 
Brasil
 
De Brasília, o analista de programa do Unodc no Brasil, Gilberto Duarte, falou sobre as ações que a agência tem feito para combater o crime no país. Ele afirmou que o Unodc vem trabalhando com o governo brasileiro no área desde 2002.
 
"Ultimamente nós temos feito uma série de treinamentos (…) além disso, nós contamos com a Ivete Sangalo, que nos ajuda a disseminar mensagens de prevenção ao tráfico de pessoas. Nós destacamos também a semana de mobilização que acontece todos os anos na semana do dia 30 de julho. Esta semana, por exemplo, a Defensoria Pública da União lançou aqui no Brasil um concurso de redação, em parceria com o Unodc e outras instituições, que é voltado para estudantes de escolas públicas."
 
Para o especialista, essa é uma forma "muito interessante de levar o tema para debate nas escolas".
 
Crime Parasita
 
Para o diretor-executivo do Unodc, o tráfico humano é um "crime parasita que se alimenta de vulnerabilidade, prospera em tempos de incerteza e lucra com inação".
 
Em mensagem sobre a data mundial, Yury Fedotov afirmou que "criminosos se aproveitam de pessoas passando necessidade e sem apoio e vêem os migrantes, especialmente crianças, como alvos fáceis para exploração, violência e abuso".
 
Crises Humanitárias
 
Fedotov ressaltou que "conflitos armados e crises humanitárias expõem as pessoas presas no fogo cruzado a um risco maior de serem traficadas para exploração sexual, trabalho forçado, remoção de órgãos, servidão e outras formas de exploração".
 
Segundo o chefe do Unodc, o relatório do Escritório, que será lançado este ano, destaca a ligação entre o tráfico humano e os fluxos de refugiados de países incluindo Síria a Eritreia e envolvendo refugiados Rohingya do Mianmar e Bangladesh.
 
Fundo e Convenção
 
Fedotov pediu aos governos que ratifiquem e implementem a Convenção da ONU contra o Crime Organizado Transnacional e seus protocolos sobre tráfico e contrabando de migrantes para proteger as vítimas e promover a cooperação internacional necessária para levar os criminos à justiça.
 
Ele também fez um apelo a governos, empresas e indivíduos que apoiem o Fundo Voluntário da ONU para as Vítimas do Tráfico de Pessoas.
 
Fonte: www.unmultimedia.org
Foto: Rede Brasil Atual / Divulgação

O papa Francisco pediu aos jovens nesta quinta-feira (28) para acolher os imigrantes e refugiados, contrastando de forma direta com o governo polonês no seu segundo dia de visita ao país.
 
O papa falou para mais de 600 mil jovens reunidos na cidade de Cracóvia. Depois de assistir a performances de vários lugares do mundo, ele pediu aos jovens em discurso para deixar as suas zonas de conforto e estarem prontos para acolher os necessitados.
 
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"Um coração misericordioso é capaz de ser um lugar de refúgio para aqueles que estão sem casa ou que perderam as suas casas. Um coração misericordioso é capaz de construir um lar e uma família para aqueles obrigados a migrar. Ele conhece o significado de ternura e compaixão”, declarou ele.
 
"Um coração misericordioso se abre para acolher refugiados e imigrantes”, afirmou o papa aos jovens reunidos num grande campo perto do centro da cidade.
 
O governo conservador do partido polonês Lei e Justiça discorda do papa sobre o tema dos refugiados e se opõe a cotas obrigatórias da União Europeia para os que buscam asilo.
 
Jornada Mundial da Juventude
 
Francisco chegou na quarta-feira (27/07) à Polônia. Ele ficará até o próximo domingo para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2016. Em seu primeiro ato, ele foi ao Castelo Real para uma reunião com o presidente polonês, Andrzej Duda.
 
Durante o voo até a Cracóvia, o pontífice disse que a série de ataques recentes, incluindo o assassinato de um padre na França, é a prova de que o "mundo está em guerra". No entanto, ele destacou que culpar a religião por isso não é responsável, segundo a Reuters.
 
Com informações da Reuters
Foto: EPA

Entre os dias 22 e 24 de julho FLD e CONIC participaram do 3º Seminário Regional AIDS e Religiões - Ecumenismo na prática: solidariedade em ação pelo cuidado com a Casa Comum na luta contra a Aids, que aconteceu no Centro de Expansão na cidade do Crato, Ceará.
 
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O seminário, de caráter inter-religioso, contou com a participação de 63 pessoas entre lideranças comunitárias, agentes de pastoral, representantes de religiões afro brasileiras, representantes de instituições governamentais e organizações da sociedade civil que atuam na garantia de direitos de populações vulneráveis e pessoas vivendo com HIV e Aids.
 
O evento contou com o apoio da Fundação Luterana de Diaconia (FLD) por meio do seu Programa de Pequenos Projetos (PPP) e também pela participação de seu assessor de projetos, Rogério Oliveira de Aguiar. Sua assessoria teve como tema a violência de gênero como fator de vulnerabilidade à infecção pelo vírus HIV. Além disso, Rogério conduziu a oficina Justiça de gênero e diversidade sexual, que aconteceu dentro do espaço da exposição Nem tão doce lar (NTDL), aberta à visitação durante o evento.
 
Também participaram de assessorias: Pai Celso, da Secretaria de Saúde de São Paulo e RENAFRO/SP, Alexandre Pupo, da Igreja Metodista e da Koinonia/SP, Gil Casimiro, do Ministério da Saúde, pa. Romi Bencke, da Igreja Luterana (IECLB) e CONIC, Frei Luis Carlos Lunardi, coordenador da Casa Fonte Colombo (Centro de Promoção da Pessoa Soropositiva HIV) e assessor da Pastoral da Aids, e Artur Fernandes, da Liga Acadêmica Saúde e Espiritualidade (UFCA).
 
Fonte: FLD
Foto: Reprodução

Entidades que atuam na defesa dos direitos humanos e movimentos sociais lançam nesta quinta-feira, dia 28, em Brasília, a campanha nacional ‘Mais Direitos, Mais Democracia’ – Todos os Direitos para Todas as Pessoas. A campanha é uma iniciativa construída coletivamente que visa fazer uma disputa de valores no campo dos direitos humanos e pela garantia e ampliação da democracia no Brasil. O lançamento será na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), às 17 horas.
 
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“O objetivo da campanha é estabelecer e ampliar o diálogo com diferentes públicos sobre a importância de fortalecer uma cultura de direitos como condição necessária à construção de uma democracia real”, afirma Darci Frigo, coordenador da Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil, uma das redes que organiza a campanha nacional.
 
A crise econômica que se abateu sobre o país, somada à desestabilização política, à eleição de um Congresso conservador e ao recente processo de impeachment aberto contra a presidenta da República, contribuem para o agravamento dos retrocessos. A própria democracia vem sendo posta à prova, com ações que priorizam a moral privada em detrimento da ética pública e que escancaram, no cotidiano, o fascismo, o machismo e o racismo presentes na sociedade.
 
A campanha busca “enfrentar a onda conservadora que afronta os direitos e as liberdades no país e sensibilizar a sociedade para uma cultura de direitos e não de privilégios”, destaca Enéias da Rosa, Secretário Executivo da Articulação para o Monitoramento dos DH.
 
A partir desta perspectiva, buscando uma ampla articulação entre parceiros nacionais, regionais e locais, que atuam em diferentes esferas de promoção e defesa de direitos, a campanha pretende, ainda, afirmar a identidade e a autonomia de grupos oprimidos e marginalizados, bem como promover a mobilização e a formação destes grupos para uma atuação de convergência que vise o alargamento da democracia. “Para avançar na construção de uma cultura de direitos é preciso promover o reconhecimento e a afirmação das identidades de sujeitos e grupos e enfrentar as práticas discriminatórias”, diz Frigo.
 
Embora uma campanha não seja suficiente para acabar com as violações de direitos humanos, certamente, “ela se constituirá em importante instrumento de fortalecimento das redes e movimentos sociais e entidades que atuam nas lutas em defesa dos direitos humanos”, aponta da Rosa. Para tanto, a campanha se propõe a atuar a partir de três eixos estratégicos: a) comunicação e sensibilização da sociedade sobre o que são direitos humanos e sua conexão direta com a democracia; b) articulação e mobilização para afirmar a identidade e a autonomia de grupos oprimidos e marginalizados para construção de uma atuação de convergência; e c) formação política visando construir novos conceitos e metodologias que objetivem a ampliação de direitos e a consolidação de uma sociedade mais democrática e participativa.
 
A iniciativa está sendo puxada pelas redes Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil e Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos, que atuam na defesa e promoção dos direitos humanos, e conta com apoio da Fundação Ford, Pão Para o Mundo e Misereor.
 
SERVIÇO:
 
Data: 28/07/2016
Local: Conselho Federal de Psicologia (CFP) – Edifício Via Office – SAF SUL, Quadra 2, Bloco B
Horário: Às 17 horas
 
Grupo Operativo
 
Nesta primeira etapa a campanha conta com um grupo operativo composto pelas organizações: Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT); Ação Educativa, Assessoria, Pesquisa e Informação; Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB); Conselho Federal de Psicologia (CFP); Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social; Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e Processo de Articulação e Diálogo (PAD); e Rede Marista.
 
Assessoria de Imprensa
 
Ana Claudia Mielke – Coletivo Intervozes
Telefone: (11) 99651-8091
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Anderson Moreira – Plataforma Dhesca
Telefone: (41) 8774-7474
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Na última semana, a delegação do Sínodo Norte Catarinense da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) teve agenda cheia na Alemanha. Foram vários encontros com o tema imigração e as diversas maneiras que a Igreja da Baviera contribui e desenvolve trabalhos de acolhida, integração e formação com os refugiados. Um dos exemplos conhecidos foi a ONG Tür an Tür.
 
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Também foi possível contato com o Grand Hotel, que oferece parte de sua estrutura como abrigo e integração para refugiados.
 
Na sexta-feira, luteranos brasileiros estiveram em München para conhecer a sede administrativa da Igreja Luterana da Baviera. Em conversa com Michael Martin, que é o responsável por este trabalho em toda a Igreja, foi possível ter uma maior visão sobre a situação do Iraque e Síria, de onde vem o maior número de imigrantes para a Europa.
 
No final de semana, o grupo se dividiu em dois, onde participaram das celebrações de culto.
 
Na terça-feira da próxima semana serão iniciadas as visitações nas cidades onde Lutero viveu e onde iniciou a Reforma: Eisenach, castelo de Wartburg onde Lutero traduziu o NT; Erfurt, onde viveu no Mosteiro agostiniano e, por último, Wittenberg, o centro da Reforma Luterana.
 
Fonte: IECLB
Foto: Reprodução

Entre os dias 24 e 29 de julho, Timbó (SC), no Sínodo Vale do Itajaí, receberá caravanas de todo o país e de igrejas-irmãs da Federação Luterana Mundial (FLM) para o 23º Congresso Nacional da Juventude Evangélica da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Serão cerca de 1.500 pessoas reunidas em torno do tema: Pela Graça (não?) temos valor! O CONIC está representado no evento pela secretária-geral Romi Bencke, que também é pastora luterana.
 
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“A juventude da IECLB tem dado um bonito testemunho de vivência da fé luterana, de compromisso com o evangelho de Jesus Cristo e de unidade. O trabalho que os jovens estão realizando nos grupos, nas comunidades, nos sínodos e na IECLB como um todo tem trazido muita alegria e despertado lideranças. Neste Congrenaje queremos reafirmar que, pela graça de Deus, o jovem tem valor”, enfatiza o pastor-presidente da Igreja, Dr. Nestor Paulo Fredrich.
 
A programação inicia no domingo, às 15h, no Centro de Eventos Henry Paul, com celebração especial e cerimonial. No decorrer dos cinco dias, estão previstas palestras, estudos bíblicos, música, apresentações culturais e painéis com debates, que terão como foco a diaconia, com temas como tráfico de seres humanos, a justiça de gênero, cuidados ambientais, mercantilização dos seres humanos e dos bens, direitos humanos e espiritualidade. Também os mais de 30 jovens vindos de outros países terão espaço para relatar suas experiências e seu protagonismo na sociedade em que estão inseridos.
 
O pastor sinodal Breno Carlos Willrich diz que o evento é uma oportunidade que a juventude tem para mostrar a força da IECLB. “Somos uma Igreja viva e atuante e queremos experimentar esta espiritualidade com outras pessoas, vindas de várias partes do mundo. Queremos compartilhar nossa experiência de que a graça de Deus supera nossas obras, de que a graça de Deus nos concede valor”, afirma.
 
Grito da Juventude
 
Sempre, durante o Congresso, pessoas jovens saem às ruas e compartilham com a sociedade suas experiências. O Grito da Juventude é uma manifestação pública e ativa da fé Luterana, por um mundo mais justo e solidário, que promova vida digna para todas as pessoas, independente de raça, credo religioso, gênero, etc. O ato acontecerá na quinta-feira, 28/07, às 16h e terá como itinerário a saída do Centro de Eventos Henry Paul até o Parque Central de Timbó, passando pelas ruas principais da cidade. No final, formarão a Rosa de Lutero, principal símbolo do luteranismo mundial e agradecerão a Deus, com uma celebração especial. “A ideia é envolver a população local, integrando centenas de moradores, numa demonstração de que Deus é presença viva neste mundo. Queremos transmitir alegria e fé e marcar nossa visita pela região”, compartilha o coordenador do Conselho Nacional da Juventude Evangélica da IECLB, Rodolfo Fuchs.
 
Jovens estrangeiros
 
A Rede de Jovens da América Latina e Caribe, que está organizando o programa internacional, ampliou a participação na conferência, como parte dos preparativos para o 500º aniversário da Reforma Luterana no próximo ano. Os delegados irão incluir membros da rede global de ‘jovens reformadores’ da FLM, que foi iniciada em 2013 para mobilizar a contribuição dos jovens para as comemorações em 2017.
 
A Secretária para a Juventude da FLM, Caroline Bader, participará e falará sobre o movimento dos reformadores jovens em igrejas-membro da federação em todo o mundo. “Ao conectar uns com os outros em todas as regiões, podemos aprender sobre as igrejas da Reforma no século 21. Através da experiência intercultural e discussões sobre como os jovens estão servindo as pessoas em situação de necessidade, nós nos tornamos uma expressão da comunhão global”, enfatiza.
 
Países que estarão representados: Alemanha, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Indonésia, Guatemala, Guyana, Honduras, Letônia, Lituânia, Myanmar, Nicarágua, Peru, Suécia e Suriname.
 
Impacto Ambiental
 
O encontro também terá um viés ambiental. O programa Galo Verde estará presente em Timbó. Reunir pessoas num evento deixa uma pegada ambiental considerável. A juventude da IECLB deixará uma bonita demonstração do cuidado com a criação, deixando exemplos concretos de ações para reduzir este impacto.
 
Está prevista uma campanha de conscientização durante o Congrenaje; o monitoramento do consumo de água e energia elétrica nos alojamentos e no centro de eventos; a separação dos resíduos sólidos com reciclagem e compostagem dos orgânicos; o cálculo das emissões de carbono e a compensação com o plantio de árvores, entre outros.
 
A Fundação Vianei vai calcular o índice de emissões do CO2, levando em conta o número de participantes, os dias do encontro, tipo de transporte para ir a Timbó e outros fatores. O plantio de árvores para compensar o impacto será feito pelos indígenas Laklãnõ-Xokleng com acompanhamento via internet pelos jovens, que serão padrinhos das árvores por meio de coleta para comprar as mudas.
 
A cidade de Timbó
 
Em Santa Catarina, no Vale do Itajaí, no Sul do Brasil, encontra-se a cidade de Timbó, com seus quase 40 mil habitantes. É formada, em sua grande maioria, por descendentes de alemães e italianos. Hoje, também reúne pessoas que vieram de outras regiões do Brasil e, inclusive, acolhe estrangeiros vindos do Haiti ou outros países em dificuldade.
 
Timbó é classificada pela ONU como a 10ª melhor cidade do país para morar. Economicamente ocupa o 14º posto de arrecadação do Estado de Santa Catarina. O índice de analfabetismo é de apenas 1,9%, sendo Timbó, em nível estadual, a 3ª cidade em qualidade de ensino.
 
Timbó foi fundada por Frederico Donner, imigrante alemão, em 12 de outubro de 1869; data em que construiu sua moradia e a primeira casa comercial às margens do rio Benedito. Logo chegaram outras famílias alemãs. Nos anos seguintes vieram também os imigrantes italianos, cujos descendentes atualmente correspondem à metade da população. As primeiras famílias se estabeleceram na região rural e a agricultura era basicamente de subsistência. Atualmente é uma cidade industrializada, que abriga as sedes de grandes empresas de renome nacional.
 
A comunidade luterana é muito forte na localidade. Hoje, a Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Timbó, reúne 10.500 membros, divididos em cinco comunidades. A Igreja da Ressurreição é o principal templo da cidade e é considerada a maior construção luterana da América Latina.
 
“Estamos esperando a juventude luterana em Timbó. Somos uma cidade bonita e acolhedora em uma das regiões mais seguras do Brasil”, convida o prefeito da cidade, Laercio Schuster Junior.
 
Promoção
 
O Congrenaje é uma parceria entre a Secretaria Geral da IECLB, o Conselho Nacional da Juventude Evangélica (CONAJE), o Sínodo Vale do Itajaí e a Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Timbó. Com apoio da Prefeitura Municipal de Timbó.
 
Fonte: IECLB
Foto: Reprodução

A aprovação pelo governo alemão do relatório 2015 sobre exportações de armamentos apresentou a oportunidade para as Igrejas do país de exigir uma legislação mais severa na matéria. De fato, a venda de equipamentos de guerra por parte da Alemanha praticamente dobrou em um ano.

À luz das novas autorizações - que permitem exportação de armas também para as chamadas “regiões de conflito” - as Igrejas Protestantes e Católica sublinharam a urgência na mudança de rota.

EPA1785335 ArticoloaBlindado "Panther" é uma das armas exportadas pela Alemanha - Foto: EPA

"A necessidade de uma lei mais precisa - observa Martin Dutzmann, delegado da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) junto ao Bundestag e ao governo - já havia sido acenada em fevereiro passado também pelo Ministro da Economia, Sigmar Gabriel; por exemplo, deveria ser possível anular os pedidos, uma vez verificado que o comprador não respeita os direitos humanos ou tem intenções que possam tornar-se perigosas para a segurança pública. Não podemos permanecer em silêncio diante de tão poucas certezas”.

Por parte dos católicos, o Bispo Dom Karl Justen usou palavras semelhantes, divulgadas por meio de um comunicado da GKKE, uma Comissão Inter-religiosa protestante e católica que se ocupa do desenvolvimento.

Nas 132 páginas do documento, aprovado na última quarta-feira pelo Governo alemão, lê-se que armas e equipamentos renderam 7,9 bilhões de euros, em comparação com os 4 bilhões em 2014, ou seja um aumento enorme.

Somente as entregas ao Catar chegaram ao montante de 1,6 bilhões de euros, o que levantou fortes críticas das Igrejas: "O Catar está envolvido no conflito iemenita, em uma área geográfica no centro da violência e dos conflitos, e nós nos tornamos então cúmplices de obscuras tramas e violências que estamos cansados de saber”.

41% das vendas de 2015 foram direcionadas a países da União Europeia e da OTAN, enquanto 59% foram direcionadas para outros países.

Por outro lado, a exportação de armas de baixo calibre decresceu em um terço no valor total, “mas isto é devido em parte, também ao fato de que a Alemanha concedeu licenças, por exemplo, à Arábia Saudita, para que possa produzir as armas que lhe são necessárias dentro das próprias fronteiras”, conclui Martin Dutzmann.

Fonte: Rádio Vaticano

encontro pela paz2Em 2002,João Paulo II esteve em Assis para encontro pela paz / Foto: Rádio Vaticano

Passados 30 anos do histórico Dia de Oração das Religiões pela Paz, convocado pelo Papa João Paulo II em 1986 em Assis, será realizado em Úmbria, na Itália, de 18 a 20 de setembro, um novo encontro internacional pela paz promovido pela Comunidade de Santo Egídio.

A iniciativa, apresentada na manhã desta quarta-feira, 20, em Perugia, dá continuidade ao caminho traçado pelo Papa Wojtyla, como resposta às violências e aos desafios enfrentados pelo mundo de hoje. Confira detalhes sobre o encontro na entrevista com o Presidente da Comunidade de Santo Egídio, Marco Impagliazzo:

Marco Impagliazzo – Em 1986, a questão central era a Guerra Fria: o mundo estava dividido em dois blocos e havia muitas guerras e focos de guerra provocados por esta Guerra Fria. Por isto João Paulo II quis reafirmar o papel decisivo das religiões pela paz. Foi um discurso profético, porque depois – como se viu – nos anos sucessivos não somente cai o Muro de Berlim, mas nasceram tantas “pazes” deste compromisso também das religiões. Eu penso em 1992, na paz em Moçambique: depois de tantos anos de guerra e mais de um milhão de mortos, foi mediada precisamente por uma comunidade cristã – a nossa – junto à Igreja de Moçambique. Também penso em tantos outros conflitos que terminaram nestes anos, até as boas notícias que chegam da Colômbia recentemente ou a reconciliação entre Estados Unidos e Cuba, graças à ação do Papa Francisco. Portanto, foi uma ideia profética e também genial para um mundo em que – infelizmente – as religiões, também em outros contextos, foram utilizadas como gasolina no fogo da guerra. Hoje o contexto é o do terrorismo, da violência difusa, da violência que nasce do narcotráfico, da difusão das armas. Portanto, os religiosos que nós chamamos para Assis, serão este ano chamados para tratar destes temas e, sobretudo, sobre o tema do valor de continuar a rezar pela paz, de fazê-lo mais, com mais força e com mais insistência.

Qual a contribuição concreta para a paz que vocês esperam deste encontro?

Marco Impagliazzo – Antes de tudo, não isolar nenhuma religião. Nós sabemos que o Islã não é um problema: é uma religião de paz nos seus livros sagrados, mas tem um problema no sentido de que dentro de certos países, que se definem islâmicos, nasceram grupos terroristas que estão semeando o terror e não somente na Europa e no Ocidente, mas sobretudo no Oriente Médio. Penso em particular na Síria e no Iraque. Assim, nós devemos, antes de tudo, pedir aos nossos irmãos muçulmanos um esforço mais forte e mais claro neste ponto, de uma separação total da violência de qualquer tema religioso. E depois, naturalmente, de serem todos mais unidos para trabalhar, junto à nossa gente e os nossos povos, pela paz: as religiões devem fazer da pregação de paz e da educação à paz um elemento muito mais forte do que foi feito até agora. Devem deixar de falar sempre com uma linguagem pouco clara sobre este tema, mas ser muito mais fortes precisamente sobre o tema da paz.

Quem serão os representantes do mundo islâmico e das outras religiões que participarão deste evento?

Marco Impagliazzo – Do mundo islâmico, temos personalidades expressivas: certamente o Reitor da Universidade de al-Azhar, o Grão Mufti do Líbano e de todos os países do Oriente Médio. Estarão também líderes da Ásia: penso na presença de dois líderes das duas maiores Irmandades muçulmanas indonésios, que englobam 60-70 milhões de seguidores. Depois, estamos muito felizes em poder anunciar a presença de Patriarcas das Igrejas Ortodoxas, primeiro de todos o Patriarca Bartolomeu, do Arcebispo de Cantuária. Estarão presentes os grandes líderes – quer pastores como bispos – das Igrejas Luteranas reformadas. Participarão também personalidades do mundo do budismo japonês, do mundo judaico de Israel e da Europa. Em suma, existe realmente uma sede de paz no mundo: uma sede que é a sede dos pobres, que é a sede das pessoas que sofrem pela guerra e pelas vítimas da violência. E penso nas tantas mulheres que são vítimas da violência. Portanto, a presença de um número tão vasto de personalidades religiosas, ao lado das populações que sofrem, me parece ser um belo sinal para o futuro do mundo.

Os representantes islâmicos que irão ao encontro são líderes que, com esta participação, manifestam também uma disposição ao diálogo e à abertura. O senhor espera e pensa que eles possam ter alguma influência significativa sobre aqueles que estejam, talvez, um pouco mais distantes deste diálogo?

Marco Impagliazzo – Acredito que o Islã esteja se confrontando com este problema: as grandes escolas, as grandes universidades são desafiadas hoje por uma mensagem simplificada, que é uma caricatura da religião, do qual fazem uso os terroristas e os seus apoiadores. Portanto, acredito que também o Islã esteja colocando o problema – e se o colocar também em Assis – de renovar a linguagem e de encontrar novos caminhos para tocar o coração dos jovens, para educar para a paz. Nós estaremos ao lado deles para ajudá-los nesta grande batalha para a paz.

O que se poderia falar sobre a presença do Papa Francisco?

Marco Impagliazzo – Nós soubemos recentemente que o Papa Francisco visitará Assis em 4 de agosto próximo, para a Festa do Perdão. É o Ano Jubilar e o Papa está muito empenhado em Roma com as celebrações jubilares. Certamente nós sentimos a sua presença, que será testemunhada de uma forma ou outra, como foi anunciado. Não sabemos ainda de que forma, mas certamente não com a sua presença física. Mas haverá um acompanhamento da parte dele. O Papa foi atualizado recentemente sobre o evento pelo Prof. Riccardi e expressou toda a sua satisfação e apoio. Naturalmente, estarão presentes também personalidades da Cúria Romana, ou bispos ou cardeais que representarão – de uma forma ou outra – o pensamento do Papa neste evento.

Fonte: Notícias Cancaonova / Rádio Vaticano

Os povos indígenas do Amazonas, suas organizações e redes de articulação como a Coiab, Foreeia, Umiab, Copime, IAJA, caciques, lideranças, mulheres, jovens, agentes de saúde, professores, estudantes e entidades aliadas e militantes da causa indígena preocupados com o atual contexto político marcado por um governo ilegítimo, que assumiu o poder de forma oportunista, para impor a sociedade brasileira um projeto que foi derrotado pelas urnas, vem a público denunciar e manifestar sua indignação diante da anunciada desconstrução dos direitos indígenas, de anulação de atos demarcatórios de terras indígenas, da violência, do desmonte das políticas sociais e de extinção ou ocupação dos órgãos públicos afetos a questão indígena por pessoas, cujo interesse é beneficiar os setores que tentam se apossar das riquezas existentes em nossos territórios.

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Manifestamos nossa indignação e repúdio:

  • De modo particular contra a bancada de deputados federais do Amazonas, estado em que vivem mais de 65 povos e onde se localiza a maior população indígena do país, que de forma articulada e unânime se prestou ao papel mesquinho de pleitear junto ao governo interino de Michel Temer, a pedido de fazendeiros e grileiros, a anulação da demarcação de duas terras indígenas localizadas no município de Autazes e Careiro da Várzea. Com esse ato consciente contra os direitos indígenas eles nos deram a certeza de que não temos nenhum representante na Câmara Federal e esperamos que eles tenham a decência de não se apresentar em nossas comunidades como aliados em futuras eleições.
  • A decisão do governo de paralisar ou rever a demarcação de terras indígenas, com a anulação dos recentes atos demarcatórios oficiais.
  • As crescentes manifestações de racismo, intolerância religiosa e estímulo a violência contra os povos indígenas e negros, bem como a criminalização de lideranças, organizações e comunidades indígenas e de organizações de apoio para desarticular e enfraquecer a luta em defesa dos direitos dos povos indígenas, especialmente os direitos territoriais.
  • A violência do Estado, através da execução de reintegrações de posse em favor dos fazendeiros invasores.
  • O desmonte dos órgãos responsáveis pelas políticas públicas voltadas para os povos indígenas como a Funai (corte anunciado de 33% no orçamento e de 142 cargos, o que inviabiliza o funcionamento das Coordenações Regionais e Coordenações Técnicas Locais do órgão), da Secretaria de Direitos Humanos, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi)/MEC e do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA).
  • A paralisação das atividades do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI).
  • A indicação de nomes manifestamente contrários aos direitos indígenas, a serviço daqueles que pretendem saquear as riquezas existentes nas terras indígenas ou promover a conquista religiosa e ideológica das nossas comunidades, para a presidência da Funai e para outros cargos da administração pública voltada para os povos indígenas.
  • A intenção de municipalizar a saúde indígena, jogando na lata do lixo a proposta indígena, em construção, do subsistema próprio com autonomia administrativa, financeira e controle social, inviabilizando qualquer possibilidade de uma atenção específica, diferenciada e de respeito e valorização dos saberes indígenas e da medicina tradicional, além de facilitar enormemente o desvio dos recursos financeiros federais destinados a saúde indígena.
  • A PEC 215 e a numerosas outras iniciativas legislativas no âmbito do Congresso Nacional para a supressão dos direitos dos povos indígenas, protagonizada pela base do governo interino vinculada a setores do agronegócio, da mineração e da conquista espiritual.
  • A construção de megaempreendimentos de infraestrutura para promover o saque dos recursos naturais da Amazônia pelas grandes empresas petrolíferas, mineradoras, madeireiras, de energia e aquelas vinculadas ao agronegócio, num processo violento de agressão aos povos da região, a seus direitos e suas formas próprias de organização e de convivência com a natureza.
  • A negação da identidade indígena para a supressão de direitos e a ausência do debate em torno de políticas públicas especificas para responder as demandas indígenas nas cidades.

Afirmamos que os direitos dos povos indígenas não são moedas de troca colocadas num balcão de negócios para barganhas políticas, mas estão assegurados na Constituição federal e em tratados internacionais e cabe ao Estado respeitá-los e fazê-los respeitar.

Manifestamos nossa disposição firme e inarredável de lutar em defesa do Estado Democrático de Direito, para salvaguardar esses direitos conquistados a duras penas, num processo que dizimou povos indígenas inteiros ao longo da história.

Não admitimos uma política, que pretende retroceder na história, fechando as portas para o futuro dos povos indígenas.

Foto: © G. Miranda/FUNAI/Survival

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Em 2014, aconteceu o primeiro Encontro Nacional de Juventudes e Espiritualidade Libertadora, em Fortaleza. Reunindo mais de 400 jovens de diversas cidades do Brasil.

Neste ano, em preparação para o II Encontro nacional, acontecerá o Encontro de Juventudes e Espiritualidade Libertadora da Região Sudeste entre os dias 09 a 11 de setembro em Belo Horizonte/MG no Centro Referencial da Juventude. Teremos como tema e lema:

Fé que oprime ou Fé que liberta?
Desafios contemporâneos e o Amor como critério ético

A proposta é construir um espaço onde os Sagrados dialoguem, a partir das distintas vivências de espiritualidade das Juventudes. Por meio de partilhas e vivências de uma mística libertadora que fortaleça nas juventudes um senso de cidadania, compromisso com os movimentos sociais, tendo em vista a construção de um caminho de transformação revolucionária da sociedade, para a garantia de direitos juvenis e a incidência em Políticas Públicas para as Juventudes, faremos debates e experiências com pessoas que fizeram/fazem de sua produção intelectual uma expressão de fé e amor pelos excluídos.

O evento contará com a participação de jovens cristãos, judeus, candomblecistas, umbandistas e diversas outras religiões e sem religião.

As vagas são limitadas e a programação pode ser conferida no site: www.espiritualidade2016.com.br

O Encontro é uma promoção conjunta da Rede Ecumênica da Juventude, Pastoral da Juventude Leste II, CEBI Sudeste, Caritas, Judeus Progressistas e Observatório de Evangelização da PUC Minas.

Informações:
Jonathan Felix – (31) 9 9353-1725
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