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Nos dias 28 e 29 de maio, a secretária-geral do CONIC, Romi Bencke, esteve na cidade alemã de Leipzig para participar do Katholikentag (Dia da Igreja Católica). O evento é realizado a cada dois anos, sempre em cidades diferentes. Este foi o evento de número 100. Valores humanos como compaixão, misericórdia, diálogo, ecumenismo, convivência, justiça climática, entre outros, foram centrais no evento.

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No dia 28, o CONIC se fez representado em um evento para falar sobre “Testemunho cristão em um mundo plural”. O Seminário iniciou com a saudação do presidente da Missio (organização promotora do evento), Laus Krämer, e do Dr. Christoph Anders, diretor da Evangelischen Missionswerk (EMW), parceira do CONIC.

Duas perspectivas foram apresentadas: a brasileira, que chamou a atenção para o aumento do fundamentalismo religioso com ênfase cristã no Brasil e de como os espaços políticos formais, como o Congresso, tem sido instrumentalizado por grupos religiosos. Também se deu destaque para iniciativas de muitas igrejas que se organizam para chamar a atenção de que ser evangélico não é ser fundamentalista e nem contrário à democracia. O trabalho do movimento ecumênico brasileiro em favor da diversidade religiosa também foi destacado.

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Outra perspectiva foi apresentada pelo arcebispo indiano Felix Machado, que refletiu sobre o crescimento e os impactos do nacionalismo hindu em seu país. Por fim, destacou-se que as ondas migratórias atuais apresentam um desafio para a Alemanha, que precisará refletir sobre conceitos como a liberdade religiosa. A perspectiva do diálogo inter-religioso e sua importância para o reconhecimento da diversidade como um princípio foi a tônica do painel.

O encerramento do Katholikentag foi no dia 29, com uma grande celebração. Destaca-se a homilia do cardeal Reinhard Marx, que refletiu sobre a força do Evangelho na transformação da sociedade. Ele ainda falou da importância da Igreja estar sempre aberta e engajada pelo ser humano. Ressaltou que a Europa precisa valorizar a democracia e não levantar fronteiras. Ser aberta para a acolhida das pessoas refugiadas e migrantes. Ao final, da celebração, representações da Igreja Evangélica Alemã fizeram um chamado especial para os 500 anos da Reforma.

Os trabalhos do Santo e Grande Concílio da Igreja Ortodoxa foram selados pela concelebração dos 10 primazes sob a presidência do patriarca ecumênico na Igreja dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo em Chania. A liturgia foi caracterizada por um grande temor reverencial e por solenidades dignas da tradição bizantina da qual a Igreja Ortodoxa se orgulha de ser a herdeira e a continuadora.

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A reportagem é de Ioannis Maragós, publicada no sítio Settimana News, 29-06-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Durante a liturgia foi lida a "Mensagem do Santo e Grande Concílio ao povo ortodoxo e a todas as pessoas de boa vontade", da qual oferecemos uma síntese.

1) A prioridade absoluta do Santo e Grande Concílio foi a proclamação e a manifestação da unidade da Igreja Ortodoxa, fundada sobre a Eucaristia e a sucessão apostólica dos bispos. A unidade é realidade presente, mas é necessário que ela seja reforçada continuamente para trazer novos frutos. A Igreja una, santa, católica e apostólica é uma sociedade-comunhão divino-humana, antecipação e experiência vital das realidades últimas dentro da Eucaristia. A Igreja Ortodoxa manifesta a sua unidade e a sua catolicidade no Sínodo. A sinodalidade inspira a organização, o modo de decidir e determinar o próprio caminho. As Igrejas ortodoxas autocéfalas não são uma confederação de Igrejas, mas a Igreja una, santa, católica e apostólica.

2) A Igreja não cessa de rezar e de se esforçar para dar testemunho aos que estão perto e aos que estão longe. É a re-evangelização do povo de Deus que vive dentro das modernas sociedades secularizadas, assim como a evangelização daqueles que ainda não conheceram Cristo.

3) A Igreja tem o dever de dar testemunho da verdade e dá importância particular ao diálogo com os cristãos heterodoxos, a fim de que tomem conhecimento da tradição ortodoxa na sua genuinidade e inteireza. Os diálogos realizados não devem, por razão alguma, envolver compromissos.

4) "As explosões de fundamentalismo observadas dentro de várias religiões representam uma expressão de religiosidade mórbida. Um diálogo inter-religioso sóbrio ajuda significativamente a promover a confiança, a paz e a reconciliação mútuas." A Igreja Ortodoxa condena inequivocamente a propagação da violência militar, as perseguições, as expulsões e o assassinato de membros das comunidades religiosas, a coerção para mudar de credo religioso, o tráfico de refugiados, os sequestros, as torturas, as abomináveis execuções. Além disso, denuncia a destruição de igrejas, de símbolos religiosos e de monumentos das civilizações passadas. Em particular, expressa a sua angústia e preocupação com a situação dos cristãos e de todas as minorias perseguidas no Oriente Médio e em outros lugares, e declara que o seu direito de viver na própria pátria como cidadãos de igual dignidade com os outros é inviolável.

5) A secularização contemporânea promove a autonomia da pessoa em relação a Cristo e à influência espiritual da Igreja, identificando arbitrariamente o conservadorismo com a Igreja. A civilização ocidental, porém, traz a marca indelével da contribuição do cristianismo ao longo de toda a sua história.

6) Na abordagem moderna do matrimônio, a Igreja Ortodoxa considera indestrutível a relação de amor entre o homem e a mulher, "um grande mistério de Cristo e da Igreja". Ao estilo de vida dos fiéis, ele recomenda "ascese" e "abstinência", que "não diz respeito apenas à vida monástica. O ethos ascético é uma característica da vida cristã em todas as suas manifestações".

7) Quanto às relações entre fé cristã e ciências positivas, a Igreja Ortodoxa evita pôr tudo sob a tutela da pesquisa científica e não toma uma posição sobre questões científicas. Ela agradece a Deus que deu aos cientistas o carisma de descobrir dimensões desconhecidas na criação. Portanto, "o conhecimento científico, por mais rapidamente que possa estar avançando, não motiva por si só a vontade do homem, nem fornece respostas para sérias questões morais e existenciais, e à busca do sentido da vida e do mundo. Essas questões demandam uma abordagem espiritual, que a Igreja Ortodoxa tenta providenciar mediante uma bioética fundada na ética de Cristo e no ensinamento patrístico. Junto com o seu respeito pela liberdade da investigação científica, a Igreja Ortodoxa, ao mesmo tempo, aponta para os perigos escondidos em certas conquistas científicas e enfatiza a dignidade do homem e o seu destino divino".

8) A atual crise ecológica se deve a causas espirituais e morais. O homem deve tomar consciência de que é curador e administrador, e não proprietário da criação.

9) Diante do nivelamento rumo a uma homogeneidade impessoal, que é promovido de inúmeras maneiras, a Ortodoxia proclama e promove o respeito pela personalidade própria e distinta dos indivíduos e dos povos.

10) A Igreja Ortodoxa não interfere na política. A sua palavra continua sendo discreta, mas autônoma e profética como intervenção voltada a promover a dignidade do homem. A Igreja Ortodoxa, ao lado dos direitos humanos – que o defendem das ingerências e dos abusos do Estado –, reconhece a existência de deveres tanto para os cidadãos quanto para os políticos. Para todos é necessário a autocrítica. O direito à liberdade religiosa não se limita apenas ao exercício dos deveres religiosos da pessoa, mas se estende até incluir o ensino público da religião.

11) "A Igreja Ortodoxa se dirige aos jovens, que buscam de uma plenitude de vida repleta de liberdade, justiça, criatividade e também amor. Ela os convida a se unirem conscientemente à Igreja d'Aquele que é a Verdade e a Vida. (…) Os jovens não são apenas o futuro, mas também a dinâmica e o presente criativo da Igreja, tanto em nível local quanto em nível mundial."

12) "O Santo e Grande Concílio abriu o nosso horizonte ao mundo contemporâneo diverso e multifacetado. Ele enfatizou a nossa responsabilidade no espaço e no tempo, sempre com a perspectiva da eternidade."

Alguns dados conciliares

* Os participantes do Santo e Grande Concílio foram 156 bispos e não 290 como anunciado. Isso se deveu ao fato de que nem todas as Igrejas participantes tinham, na sua delegação, 25 bispos, ou seja, o primaz da Igreja mais 24 bispos. Polônia, Chipre, República Tcheca e Eslováquia tinham menos.

* A Igreja da Rússia espera os textos oficiais e definitivos para avaliá-los e, depois, se expressar.

* Alguns observam que as Igrejas ausentes somam a maioria dos fiéis representados.

* Alguns sites especializados relatam informações segundo as quais alguns bispos da Igreja da Grécia, do Chipre e da Sérvia não assinaram alguns textos finais.

* O Patriarcado de Moscou se prepara para avaliar os textos sinodais na reunião de julho do seu Santo Sínodo.

* Já o arcebispo Iov (Jó), responsável pela Sala de Imprensa do Concílio, quando perguntado por um jornalista russo, havia respondido que todas as decisões tomadas envolvem todas as Igrejas ortodoxas, incluindo também aquelas que não estavam presentes. E continuou: "Você vem de uma democracia, onde todos podem votar. Ora, alguns optam por não votar. Por acaso isso significa que eles não vivem em uma democracia?".

* O segundo responsável pelo Departamento de Relações Eclesiais Exteriores do Patriarcado de Moscou, Nicolai Balasof, aproveitou a oportunidade para lembrar que Moscou estava escutando. E comentou: "Entendo o esforço destes dias, mas estabelecer uma analogia entre um Sínodo da Igreja e um procedimento democrático não é oportuno nem adequado. Na Igreja, desde os tempos antigos, nunca houve democracia e nunca haverá". E concluiu que a democracia é uma regra da convivência humana, enquanto a força da Igreja provém de Deus. "Se os cânones da Igreja fossem examinados de acordo com os esquemas democráticos, surgiriam grandes perplexidades e embaraços. Por exemplo, nós não ordenamos mulheres bispas, e isso não é nada democrático. Assim como não é democrático permanecer no exercício da autoridade de forma vitalícia. Os mecanismos eclesiásticos são totalmente diferentes. No nível dos bispos, por força da 'homofonia', exige-se um comum acordo."

Fonte: ihu.unisinos.br
Foto: Reprodução

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Os cristãos são o maior grupo religioso perseguido no mundo e suas condições continuam piorando em muitos dos países que enfrentam graves limites à liberdade religiosa. É o que afirma o mais recente Relatório sobre a liberdade religiosa, publicado pela fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS).

Para sensibilizar mais a opinião pública ao tema da perseguição, a AIS iluminará a Fontana di Trevi de vermelho, simbolizando o sangue dos mártires cristãos mortos hoje por ódio à fé cristã (a Fontana de Trevi é a maior fonte luminosa de Roma).

Estima-se que os cristãos perseguidos no mundo inteiro são cerca de 200 milhões. E em muitas áreas as condições deles continuam piorando.

Na África, grupos jihadistas muçulmanos como Boko Haram e al Shabab ganham sempre mais terreno. Na Ásia, os fundamentalismos islâmico, hindu e budista se soma à perseguição perpetrada por regimes totalitários, como o norte-coreano.

Entre os cenários mais difíceis, obviamente, está o do Oriente Médio. No Iraque, de 2002 até hoje, a população cristã passou de um milhão para menos de 300 mil, com uma impressionante média de 60/100 mil que deixaram o país a cada ano. Se a tendência continuar, em apenas cinco anos a comunidade cristã deixará de existir no País do Golfo.

O patriarca caldeu de Bagdá, dom Louis Raphael I Sako, ressaltou a necessidade de crescer na opinião pública a consciência do martírio. “Infelizmente, perseguir os cristãos tornou-se um fenômeno difuso. Não somente no Iraque, mas em muitas partes do mundo e até no Ocidente, onde os fiéis são discriminados”.

Dom Louis recordou o valor do testemunho dos mártires cristãos: “Um modelo de amor total, fidelidade e sacrifício que deve levar todos a refletir. Nós, cristãos iraquianos, adquirimos força do testemunho de fé deles e temos a convicção de que o sangue dos mártires nos dará muita esperança e conseguirá mudar a situação atual”.

Também a Síria corre hoje o risco de acabar sem a presença de cristãos. Segundo o bispo caldeu de Aleppo, dom Antoine Audo, “de um milhão e meio de cristãos que viviam no país antes da guerra, restaram apenas 500 mil. O símbolo do êxodo de fiéis da Síria é a cidade-mártir de Aleppo, até 2011, reduto do cristianismo na Síria e casa de 160 mil fiéis. Hoje restam apenas 40 mil”.

Com informações da Rádio Vaticano
Imagem: Open Doors

Em resposta ao atual cenário de desconstrução do princípio de igualdade entre todas as pessoas e a natureza - baseado em preconceitos, xenofobias, discriminações, patriarcalismos e ações de retiradas de direitos universais, além do uso da força e a orientação do Estado para este fim -, a sociedade civil brasileira e internacional promoverá, no dia 1 de agosto, uma grande Vigília da Dignidade, no Rio de Janeiro, cidade que recepcionará os Jogos Olímpicos 2016. A atividade abrirá o calendário do movimento “Rio 2016: Jogos da Exclusão”, que promove atos entre os dias 2 e 5 de agosto também no Rio.

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Afirmando a dignidade dos seres humanos e do planeta Terra e defendendo os direitos humanos, as instituições e movimentos sociais convocam todos e todas para somarem suas vozes à iniciativa: “Sejamos no RIO a revelação de que o verdadeiro Espírito de Paz entre os Povos, de Dignidade e de Direitos, que um dia foi o ideal olímpico, está de fato em nossas mãos civis e em nossa vontade de responsabilidade pelo futuro”.

Globalmente e no Brasil estão envolvidos diversos atores de diferentes países e territórios, que se juntarão à Vigília da Dignidade, ponto de acolhida de todas as expressões: das populações deslocadas (refugiadas, pelas guerras, pelo modelo de desenvolvimento para poucos), das mulheres, das crianças, das diversas orientações sexuais e identidades de gênero, dos negros e negras, dos povos indígenas, dos amantes das cidades e do campo, dos que têm fé e dos que não têm e daquelas pessoas mobilizadas em movimentos sociais - todas e todos a enviar seu “fogo simbólico” à Tocha na Vigília da Dignidade.

Aderem à iniciativa:

Conselho Mundial de Igrejas (CMI), The Peoples Movement for Human Rights Learning (PDHRE), Unicef, Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG), Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Articulação para o Monitoramento dos DH no Brasil, Associação de Comunidades Remanescentes de Quilombos do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj), Brahma Kumaris, Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), Centro Lúdico da Rocinha, Comissão Pastoral da Terra, Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, FASE, Fórum Ecumênico ACT Brasil, Fé Baha´’í, Fórum Social Mundial 2016, Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Instituto de Estudos da Religião (ISER), KOINONIA Presença Ecumênica e Serviço, Levante Popular da Juventude, Movimento Humanos Direitos (MHuD), Movimento Inter-Religioso (MIR), Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Observatório de Favelas, PAD - Articulação e Diálogo Internacional, Pastoral do Meio Ambiente da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Programa de Formação e Educação Comunitária (Profec), Rede Ecumênica da Juventude (REJU), Via Campesina.

Lado a Lado é um movimento global de pessoas e organizações de fé que querem ver a justiça de gênero se tornar realidade na vida de mulheres e homens ao redor do mundo. No Brasil, essa foi uma proposta inicialmente apresentada pela Christian Aid a qual se somaram CONIC, Koinonia, SADD/IEAB e mais tarde a RENAFRO compartilhando o objetivo de trilhar de forma conjunta o caminho da justiça de gênero.O encontro teve por objetivo apresentar o movimento para outras organizações e planejar ações comuns.

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No dia 14 de junho, em São Paulo, foi realizada uma reunião do grupo. A atividade foi iniciada com a partilha sobre como cada organização presente tem percebido o contexto brasileiro no que diz respeito a desigualdade de gênero. Diversos foram os temas tratados, entre eles, o fortalecimento de direitos, inclusão, fragilidade das políticas públicas como ferramenta de combare às desigualdades, conservadorismo religioso, direito das mulheres, população LGBT, etc.

"Retrocessos nos direitos das mulheres, da população LGBT, e o reforço ao modelo tradicional de família têm sido protagonizados por setores religiosos e apresentam a necessidade de um ação coordenada para contrapô-los. Essa ação precisa envolver atores ecumênicos, mas também construir alianças e parcerias com o movimento de mulheres. Nesse sentido, é importante reconhecer que não há um só caminho, mas que diferente estratégias precisam estar articuladas", declarou a secretária-geral do CONIC, Romi Bencke.

Que respostas têm sido dadas diante dessa realidade e quais outras poder ser articuladas?

Os participantes concluíram, entre outras coisas, que está curso muitas experiências de promoção da justiça de gênero envolvendo igrejas locais e movimentos sociais, com incidência junto ao Congresso Nacional e coletivos de juventude. Neste sentido, seria importante evidenciá-las, mostrando sua relevância para a superação da desigualdade de gênero.

Participaram: Christian Aid, CONIC, RENAFRO, União das Mulheres Anglicanas do Brasil (UMEAB), Assessoria de Direitos Humanos Igreja Metodista 3ª Região, Evangelicas Pela Igualdade de Gênero-EIG, CLAI- Brasil - Igreja Batista do Pinheiro. E os teólogos: Maryuri Mora Grisales, Nancy Cardoso Pereira e Ronilson Pacheco.

Os principais líderes cristãos do Reino Unido manifestaram-se sobre as implicações do histórico voto pela opção de abandonar a União Europeia. O cardeal arcebispo de Westminster e presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales, Vincent Nichols, publicou um comunicado realista que detalha os principais desafios que, na sua opinião, o país enfrenta agora.

A reportagem é de Cameron Doody e publicada por Religión Digital, 24-06-2016. A tradução é de André Langer.

“Uma grande tradição do Reino Unido é a de respeitar a vontade do povo, expressada nas urnas. Hoje, tomamos um rumo que será exigente para todos”, escreve o cardeal Nichols.

O cardeal quis dirigir-se, em sua nota, aos políticos que seduziram a população do Reino Unido com promessas de melhorias nos sistemas de pensões e saúde públicos a custo do dinheiro que o país supostamente irá economizar, uma vez que não terá de contribuir para as arcas da União Europeia. Nichols pediu que as negociações, a partir de agora, se desenvolvam “com respeito e civilidade”, mas reclamou ao mesmo tempo “que os mais vulneráveis sejam apoiados e protegidos, especialmente aqueles que são alvos fáceis de empregadores inescrupulosos e traficantes de pessoas”.

Seja como for agora o “divórcio” do Reino Unido da União Europeia, o cardeal Nichols fez um apelo aos seus concidadãos para que não esqueçam “as nossas tradições de generosidade, de acolhida dos estrangeiros e de alojamento para os mais necessitados”. “Agora temos que trabalhar duramente para nos mostrarmos bons vizinhos e colaboradores resolutos nos esforços internacionais para resolver os problemas críticos do nosso mundo atual”, acrescentou na sua nota o arcebispo de Westminster.

A mensagem dos líderes anglicanos

Os dois prelados mais importantes da Igreja anglicana – o arcebispo de Canterbury, Justin Welby (foto), e o arcebispo de York, John Sentamu – divulgaram uma declaração conjunta em que exigem que o governo respeite o resultado do referendo e defina o mais rápido possível os próximos passos a seguir.

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“O voto para deixar a União Europeia”, escrevem os bispos da Igreja nacional, “significa que todos temos que re-imaginar agora o que implica ser o Reino Unido em um mundo interdependente e quais valores e virtudes deverão determinar e guiar as nossas relações com os outros”.

Assim como também fez o cardeal Nichols, os arcebispos Welby e Sentamu insistiram na necessidade de que desapareçam as diferenças de opinião que havia durante a campanha. “Todos temos que nos unir agora na tarefa comum de construir um país generoso e orientado para o futuro, que contribua para o bem-estar humano em todo o mundo”.

Da mesma forma, Welby e Sentamu preocupam-se com os cidadãos não britânicos que se encontram no país, mas que se sentem inseguros com o que possa lhes acontecer, e convidam os britânicos para que mostrem aos seus vizinhos, amigos ou companheiros de trabalho estrangeiros o quanto são apreciados.

Os dois arcebispos anglicanos também não se esqueceram dos líderes europeus nesta difícil situação, pelos quais rezam “enquanto enfrentam esta mudança dramática”. “Rezemos especialmente”, terminam sua mensagem, “para que avancemos na construção de um bom Reino Unido que, ao relacionar-se com o resto da Europa de uma nova maneira, desempenhe seu papel entre as nações pelo bem comum”.

Fonte: IHU
Foto: Ben Curtis/AP

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Um ano após a publicação da encíclica Laudato si', são muitos os líderes ambientalistas assassinados em todos os cantos do planeta. E muitos outros continuam lutando por um mundo mais justo.

Tantos nomes, tantas histórias, tantos lugares. E são apenas a ponta do iceberg: quando esses ativistas não estão vinculados a grandes grupos internacionais, a sua morte acaba relegada a poucas linhas de crônicas locais, impossíveis de se encontrar.

A verdade é que a Laudato si', no mundo de hoje, não é uma palavra "superficial", mas sim o grito de tantos mártires. Dar-se conta disso é o primeiro passo para sair, também nesse âmbito, da "globalização da indiferença" que o Papa Francisco tantas vezes denunciou.

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Oh quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em comunhão Sl 133:1

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) viveu nestes últimos dias uma experiência inesquecível. Um longo processo de consulta no nível provincial e diocesano foi apresentada ao Sínodo Extraordinário, oportunizando a aprovação de uma nova Constituição e novos Cânones da Igreja. Estamos agradecidos a Deus pelo clima saudável, maduro e altamente respeitoso que vivemos nestes dias com uma verdadeira comunidade de discípulos e discípulas de Jesus Cristo.

A Igreja está juridicamente reconfigurada e as novas normas afirmam com clareza ainda maior o nosso ethos anglicano! Normas e procedimentos administrativos, pastorais, relativas ao ministério leigo, diaconal, presbiteral e episcopal contemplam agora princípios de maior transparência e publicidade. Uma atualização necessária após 22 anos da última reforma canônica.

Uma Igreja equipado para responder as necessidades de novos tempos. Uma questão que exigiu redobrada atenção foi a discussão sobre o Canon do Matrimônio Cristão. Um tema que sido crucial e que tem exigido da Igreja muita reflexão da Câmara Episcopal, da Câmara do Clero e do Laicato, bem como de toda a Igreja. A proposta de se adotar a neutralidade de gênero, embora contemplado na Liturgia oficial da Igreja, não foi definida porque a Igreja não alcançou o consenso necessário para aprovação! A maturidade do plenário sinodal indicou que se precisa aprofundar ainda mais o diálogo sobre este tema. Cada grupo que se colocou na defesa tanto da mudança como da manutenção não logrou alcançar os votos necessários para adotar a neutralidade de gênero. Seguindo a recomendação do Sinodo Ordinário de 2013, a IEAB seguirá tratando a matéria com seriedade e profundo senso de respeito. O Sinodo de 2017 deverá considerar novamente a matéria.

Um importante passo dado no plano do testemunho eclesial da Igreja foi dado com a regulamentação do Canon que trata da Diaconia. O projeto de serviço e incidência pública de nossa Província tem agora uma estrutura e papéis, bem como instâncias que promoverão o crescimento das ações em favor das pessoas excluídas da sociedade e afirma a dimensão do serviço como parte essencial de nossa missão.

A vivência litúrgica, o empenho de todas as equipes de trabalho, das comissões de Liturgia, Constituição e Cânones, Secretaria Geral, Câmara dos Bispos e da delegação Clerical e Leiga expressaram com clareza que estamos vivendo um tempo de maturidade na forma como nos entendemos como família Provincial. Como Primaz da Igreja, dou graças a Deus por isto.

Mesmo em meio a diferentes pontos de vista e mobilização de causas, saímos deste Sínodo fortalecidos e comprometidos a permanecemos unidos em torno da mesa eucarística. Estamos conscientes de nossa interdependência como membros do mesmo corpo, da mesma família de Cristo. Estamos motivados a aprender ainda mais o caminho do serviço, do amor e da justiça.

Que Deus continue abençoando a nossa Província e que sempre estejamos preparados para oferecer as razões da nossa fé!

Do vosso Primaz,

++ Francisco

O CONIC criou, em seu site, o espaço Religiões e Democracia. A ideia é refletir as relações entre a religião e a democracia e trabalhar a temática com o auxílio de perguntas feitas a lideranças religiosas, teólogos e teólogas, cientistas da religião e de outras áreas do conhecimento. Convidamos vocês para lerem as entrevistas e manifestarem opiniões. Sempre em um espírito de diálogo e respeito às ideias.
 
Nessa primeira da série, falamos com Sônia Mota, diretora executiva da CESE.
 
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1) De que modo as religiões podem contribuir para o aprofundamento da democracia?

É verdade que por princípio, todas as religiões têm um elemento profético, que busca por justiça e igualdade em contextos de opressão e desigualdade e de luta pelo bem estar da coletividade. Mas também é verdade que algumas religiões têm uma dimensão legitimadora do status quo. A reflexão teológica deve resgatar a dimensão profética das religiões para que possa haver um trabalho em conjunto por uma sociedade mais justa.

As religiões podem dar uma grande contribuição para o fortalecimento da democracia se permitirem que seus fiéis exerçam a sua liberdade de questionar e criticar a própria religião - quando passível de crítica - e as concepções, práticas e projetos que atentem contra a dignidade humana. A partir de seu fundamento no transcendente (Deus), as religiões podem ser o elemento crítico de ditaduras e absolutismos políticos e econômicos e, assim, contribuir para a construção de estados democráticos.

2) Algumas religiões acreditam que a democracia é incompatível com aquela fé. Como lidar com isso?

A experiência de fé pode ser tão marcante e forte que tende a absolutizar-se, ou seja, a reconhecer a própria experiência como a única verdadeira e a própria religião como sendo a única certa. Esta tendência exclusivista é, por natureza, contrária ao pluralismo de ideias, instituições, credos, ideologias. Cabe à teologia distinguir entre legitimidade da opção de fé própria e a aceitação da possibilidade de a verdade revelada ser mais ampla do que uma experiência específica ou uma religião específica. Lamentavelmente, para alguns grupos, a democracia e o pluralismo são, muitas vezes, entendidos como uma relativização de valores que ameaça as bases de fé e a identidade desses grupos religiosos. A questão é saber como educar para uma sociedade pluralista onde se reconheça que a crença religiosa e política de indivíduos não seja absolutizada como a única verdade válida para toda a sociedade. Num mundo tão complexo e plural como o nosso, despertar para a consciência em relação à diversidade é tarefa urgente. Uma sociedade democrática aceita a pluralidade e a diversidade e defende o direito de consciência e opção religiosa de cada indivíduo. A minha fé não pode ser obstáculo para as escolhas de outras pessoas que vivem e pensam diferentemente de mim.

3) No Brasil, expressões religiosas, sobremaneira cristãs, se apossam cada vez mais dos espaços públicos conquistando grandes representações no Congresso Nacional. Como avalia esse fenômeno?

No atual momento a laicidade do Estado brasileiro está fortemente ameaçada. Um Estado laico deve zelar, em primeiro lugar, pela livre manifestação de todas as religiões sem se deixar guiar por pressões religiosas Um Estado laico deveria pautar suas políticas públicas a partir da necessidade e dos anseios dos cidadãos e cidadãs manifestados por meio do voto, plebiscito ou outra forma de expressão da vontade popular garantido que todos e todas cidadãos sejam contemplados por políticas públicas.

O atentado ao Estado laico tem se manifestado nos últimos anos, sobretudo para interferir em políticas públicas no que diz respeito à sexualidade humana. Juízes usam a religião para legitimar violência doméstica, políticas públicas sobre corpo e sexualidade feminina são pautadas por religião, a disputa pelo conceito de família continua usando moldes religiosos. O recém aprovado Estatuto da Família estipula o conceito de família apenas ao formato restrito à heterossexualidade e à obrigação patriarcal de produzir filhos biológicos, ofende os casais homoafetivos e revela um retrocesso histórico na luta e direitos LGBT e de todos os direitos civis e constitucionais. É um projeto baseado em uma interpretação do Evangelho, numa flagrante afronta e violação do Estado Laico.

4) As religiões de matriz africana, por outro lado, estão pouco representadas. Como você interpreta isso?

É fato que a representação de religiões de matriz africana no Congresso nacional é inexpressiva. Talvez seja mesmo resquício colonial e processo de exclusão e preconceito que estas religiões enfrentam no nosso país. Também pode ser que o preconceito com as religiões de matriz africana levem candidatos/as que professam a sua fé nos orixás a esconderem este fato dos eleitores. Penso que mais importante do que o número de cristãos, candomblecistas ou dos sem religião que ocupam espaço no Congresso é o modo como estes representantes atuam e lutam em favor de causas. Se as pautas e projetos apresentados objetivarem o bem comum da sociedade e promoverem o respeito às diferenças e às pluralidades, preservarem a laicidade do Estado, cooperarem para a paz e a resolução de conflitos, defenderem os direitos das minorias, tanto faz a confissão religiosa dos representantes.

5) Agora, uma pergunta provocativa: é possível, a partir da teologia ou das teologias cristãs, estabelecer relação entre religião e democracia? Se sim, quais seriam as chaves teológicas? Se não, quais seriam as chaves teológicas?

Acho que o que se chama de teologia pública – que estuda a atuação e manifestação da fé em espaços públicos – é a que se dedica a esta área. Essa teologia se baseia no interesse da fé cristã em estabelecer uma vida digna para todos os integrantes de uma sociedade. Um dos termos chave dessa teologia é “cidadania”, ou seja, a possibilidade da participação de todas as pessoas na construção da sociedade civil.

Também não podemos esquecer a contribuição que a Teologia da Libertação e seus múltiplos desdobramentos (teologia negra, teologia feminista, teologia ameríndia, teologia queer) deram e continuam dando ao processo democrático e ao empoderamento de grupos socais antes invisibilizados. A defesa dos direitos de minorias será sempre um aporte que as religiões podem trazer para o aperfeiçoamento democrático.

Na Europa, os valores da religião cristã foram importantes na construção da democracia e no estabelecimento dos direitos individuais. No Brasil, a reflexão teológica pode contribuir para o aprofundamento do conceito de democracia. Sabemos que a democracia representativa atual nem sempre se comporta como “poder do povo”, por causa de uma herança colonial oligárquica que ainda deve ser superada. Além da contribuição positiva assinalada acima, a teologia sempre terá também uma função crítica em cada regime governamental e forma de Estado, evitando a absolutização do poder e desvelando ideologias demagógicas e práticas políticas nefastas.

6) É comum utilizar a bíblia para legitimar e justificar posturas antidemocráticas. É possível identificar possíveis iluminações bíblicas que contribuiriam para o fortalecimento da democracia e para a valorização das diversidades?

A Bíblia deve ser lida dentro de seu contexto. Se não se fizer isso, cada um encontrará o que quiser dentro dela para legitimar a sua própria opinião. Mas se observarmos o conteúdo do todo, há, grosso modo, uma tradição libertária e igualitária na Bíblia e uma óbvia tendência de estender a salvação a todos, inclusive aos inimigos. Anteriormente já foi mencionado o elemento profético. Todas as igrejas e religiões têm este elemento profético, baseado em seus livros canônicos. Várias ações de defesa de direitos realizadas por igrejas e organismo ecumênicos são fundamentadas em textos bíblicos. Não posso aceitar que grupos fundamentalistas distorçam o texto bíblico sem reagir. Para a religião cristã a Bíblia é texto sagrado que serve para iluminar a vida, dar sabor e ser luz que ilumina os caminhos a serem trilhados. Ao partir desta compreensão encontro lá um Deus libertador que se encarna na humanidade para sentir suas dores e sofrimentos e a partir desta experiência apontar caminhos de fraternidade, de liberdade, de solidariedade. Encontro um Cristo que rompe com exclusivismos, com preconceitos, que abraça o diferente sem fazer proselitismos. Um Cristo que não se preocupa com rótulos religiosos, mas com o ser humano.

7) Algumas vozes analisam a laicidade do Brasil como ambígua. É possível a relação entre religião e política sem ferir a laicidade? Como analisar a presença pública da religião no Brasil e sua relação com o Estado?

Em primeiro lugar, há que esclarecer qual é o tipo ou grau de laicidade que se pretende no país. Existem mais do que meia dúzia de possibilidades de relacionar religião e Estado. Um olhar para os outros países mostra a diversidade com que se pode entender Laicidade. No Brasil, ainda não há muita clareza, qual modelo se quer seguir. Aparentemente se busca mais o modelo de estímulo às manifestações religiosas, com diversos privilégios legais específicos (isenção de impostos, etc.). Este modelo pode ser uma herança do Brasil colonial; mas é, de fato, contestado por ateus. Em outros países, os privilégios legais são menores, mas os acordos bilaterais (público-privados) de prestação de serviços são mais diversificados (serviços sociais, educação, saúde pública, etc.).

Pessoas religiosas, independentemente de coloração denominacional, sempre vão também estar na política. A religião não é somente algo interior, relativo à alma, mas ela busca concretizar valores na área de atuação das pessoas. Isso não precisa ser algo ruim. A fé cristã, em seu princípio ético, é uma das religiões que lutam pela justiça e igualdade de direitos para todos e o bem estar de toda a coletividade. O mal não é a religião, mas quando pessoas/políticos buscam o interesse pessoal ou benefícios e privilégios para a sua própria confissão, denominação ou religião, ou quando querem impor os seus princípios de fé para toda sociedade. Na época do Brasil império havia privilégios para a Igreja Romana; alguns destes privilégios continuam até hoje. Novas denominações cristãs reivindicam estes mesmos direitos também para si ou, então, criam novas benesses, aí começam os problemas.

Biografia:

Sônia Mota – Diretora Executiva da CESE

Graduada em teologia pelo Instituto de Educação Teológica da Bahia (ITEBA), em 1992, onde iniciou sua caminhada ecumênica inter-religiosa. Licenciou-se em filosofia na Universidade Federal da Bahia em 1997. Primeira pastora ordenada pela Igreja Presbiteriana Unida do Brasil (IPU). Em 2003, tornou-se mestre em teologia, pelo Instituto Ecumênico de Pós Graduação da Faculdade da Escola Superior de Teologia em São Leopoldo, Rio Grande do Sul na área de História da Igreja. Foi assessora de ecumenismo e coordenadora executiva no CECA – Centro Ecumênico de Capacitação e Assessoria e hoje ocupa o posto de Diretora Executiva na CESE- Coordenadoria Ecumênica de Serviço..

CESE

Organização Ecumênica, sem fins lucrativos que há 43 anos atua no Brasil na defesa de direitos. Sua missão é fortalecer organizações da sociedade civil, especialmente as populares, empenhadas nas lutas por transformações políticas, econômicas e sociais que conduzam a estruturas em que prevaleça democracia com justiça. Para cumprir sua missão tem as seguintes estratégias: Apoio a pequenos Projetos; Diálogo e Articulação e Formação.

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Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Vargem Grande Paulista SP – 16 a 19 de Junho de 2016

O Sínodo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil conclama as autoridades públicas competentes, bem como a sociedade civil em geral, a unirem-se em repúdio ao brutal assassinato do líder indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, ocorrido na região de Caarapó-MS.

Nossa Igreja conclama todas as pessoas à defesa das comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul e, em especial, ao povo Guarani Kaiowa, que têm sido vítimas de reiteradas ameaças e de etnocídio orquestrado e perpetrado por mílicias a serviço do agronegócio na região.

Nos solidarizamos com as famílias que perderam entes queridos brutalmente assassinados, e demandamos das autoridades regionais e nacionais, medidas imediatas para a defesa da vida e das garantias constitucionais que vêm sendo reiteradamente violadas. Que Deus, Pai de todas as pessoas, tenha misericórdia e proteja os inocentes dessa barbárie.

Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?
Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás? (Habacuque 1.2)