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Todos os anos, no dia 1 de maio, cristãos de todas as partes relembram os exemplos da missão de José Operário, esposo de Maria de Nazaré e pai adotivo do menino Jesus, (cf. Mt 1, 19-23). É no Dia do Trabalhador - como muitos países denominam - que operários de várias partes do mundo aproveitam para realizar manifestações públicas em defesa de relações trabalhistas mais humanas.
 
É na condição de operário que José, ensinou ao menino Jesus o oficio de ser carpinteiro, (cf. Mc 6, 3), na região da Galileia, zona norte da disputada metrópole Jerusalém. Podemos até refletir na imagem do menino carpinteiro, os milhares de jovens brasileiros, que ainda não tiveram a oportunidade do primeiro emprego.
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em pesquisa divulgada em março de 2019, são 13,1 milhões de pessoas desempregadas no Brasil. O número representa mais 892 mil pessoas desocupadas no país.
 
Na moderna Carpintaria da Sagrada Família, que aqui imaginamos em um exercício de fé, José, sobre o olhar atento de Jesus, recebe operários da indústria e dos serviços, estes dos serviços, os mais assíduos frequentadores do local. Seres humanos da era dos smartphones, tablets e aplicativos, “Infoproletários” ou info-operários, motoristas de aplicativos, operadores de telemarketing, geradores de conteúdos para redes sociais.
 
O repórter Marcelo Canellas produziu reportagem exibida em abril de 2019, pelo programa Fantástico, da Rede Globo, que revela informações de pesquisas sobre novas doenças que estão atingindo os info-operários. Ansiedade, síndrome do pânico, agressividade, insegurança, perda de sentido do trabalho, depressão, por muitas vezes José, ouve dos frequentadores da carpintaria que tudo isto começou com a revolução digital e a era dos smartphones.
 
Durante trinta anos, o Grupo de Pesquisa Metamorfoses do Mundo do Trabalho da Universidade de Campinas (UNICAMP) acompanhou as mudanças que a tecnologia provocou no perfil dos empregos. Em 1989, um ano depois da chegada da internet no Brasil, segundo o SENAI, havia 7,7 milhões de pessoas, 12,3% dos trabalhadores (nas indústrias). 11,9 milhões de pessoas, 19,1% dos trabalhadores (no setor de serviços).
 
Em 2017, segundo o SENAI, 9,6 milhões de pessoas, 9,2% dos trabalhadores (nas indústrias). 26 milhões de pessoas, 24,9% dos trabalhadores (no setor de serviços), ou seja, na indústria um crescimento discreto na abertura de vagas de trabalho, enquanto o setor de serviços foi turbinado pela revolução digital.   
 
A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) celebra, em 2019, mais uma campanha da fraternidade (CF), com o tema “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (cf. Is 1,27). É simplesmente a comunhão entre tema e lema da (CF) 2019 que responderá a muitas inquietações ouvidas por José, em sua carpintaria.
 
“Refletir sobre Políticas Públicas é importante para entender a maneira pela qual elas atingem a vida cotidiana, o que pode ser feito para melhor formatá-las e quais as possibilidades de se aprimorar sua fiscalização”, este é um dos itens do capítulo “ver” do texto base da (CF) 2019.
 
É preciso criar mecanismos, políticas públicas e previdenciárias que protejam operários tradicionais e info-operários, dialogando com o passado, presente e futuro via participação cidadã (de todos nós, igreja ou não), motivados pela fraternidade e respeito à dignidade do ser humano na busca de direitos e justiça nas relações trabalhistas, econômicas e tecnológicas.
 
Animados no exemplo de José, o pretérito operário carpinteiro, hoje, como muitos Josés, atingidos pelo desemprego, navegam ciberneticamente para não estarem desocupados, sempre conectados em busca de prover o sustento da família, lutando para não perder a dignidade com esperança em dias melhores, seguem impulsionados pela fé. São José info-operário, rogai por nós!
 
Nenhuma política pode negar a primazia do trabalho” - Dom Guilherme Werlang, bispo católico de Lages em Santa Catarina
 
DadoGalvão é cineasta documentarista, bacharel em administração de Marketing, pela FTC, especialista em fotografia pela UNIARA, estudante de teologia da UNINTER, agente da Pastoral Carcerária da Diocese de Jequié/BA.
 
Imagem: Tarsila do Amaral – Operários, com adaptações

 
Não é de hoje que o Presidente Bolsonaro utiliza-se do discurso da segurança para sustentar posicionamentos em geral violentos e insuflar o ódio entre grupos. Isto por si só, mostra que o Presidente carece mesmo reconhecer o lugar que ora ocupa e as atribuições que lhe são devidas. Ao anunciar que encaminhará para a Câmara Federal um projeto de lei, que dá ao proprietário rural total liberdade para atirar em caso de invasão da sua propriedade sem que isto incorra em punição, está efetivamente defendendo e concedendo licença para matar. Como se não bastasse, ao dizer que esta “é uma maneira de ajudar a combater a violência no campo”, está atestando que seu governo não tem política pública efetiva de segurança, e que um dos caminhos é armar a população e terceirizar a segurança de forma ilegal.
 
Nenhum país se afirma enfrentando questões sociais como é o caso da concentração da terra e de riquezas com ações de combate armado, nem com o uso da força policial e muito menos com a divisão da sociedade entre os que merecem viver e os que não merecem viver, sendo que os que têm direito à vida são os proprietários e os que não têm direito à vida são os camponeses/as sem terra ou os grupos que lutam por terra e território. Esta é a lógica defendida pelo atual governo, uma vez que trata movimentos e grupos de luta social pela terra e território como invasores, mas ao mesmo tempo é leniente e fecha os olhos para outros grupos, fazendeiros e grileiros que invadem e exploram propriedades públicas ou áreas de reservas ambientais.  A luta pela terra e pelo território é legítima, portanto, os movimentos sociais organizados, camponeses e camponesas sem terra, têm todo o direito de reivindicar sim a Reforma Agrária e de ocupar toda e qualquer área improdutiva, assim como também os povos indígenas e comunidades tradicionais tem direito aos seus territórios. Neste sentido, não é aceitável e plausível que um governo em regimes democráticos tome partido autorizando e fomentando que proprietários usem da força e da violência para enfrentar aqueles que lutam de forma legítima por seus direitos.
 
A Constituição Federal é claríssima em dizer que a propriedade é um direito.  No entanto, a Constituição também diz que a terra deve ter função social. Portanto, quando movimentos e grupos de luta pela terra e por território se organizam para lutar contra a concentração agrária ou pela garantia de seus territórios, eles estão lutando para que a Constituição seja respeitada. A defesa da propriedade privada não está acima do direito dos camponeses e das camponesas viverem dignamente, ou dos povos indígenas e comunidades tradicionais produzirem e reproduzirem seus meios de vida. Há um princípio ético e humanista que defende que a concentração de terra torna-se imoral sempre que esteja descumprindo o princípio maior da sua função social, o que, portanto, se sobrepõe ao sentida da propriedade privada em si mesma.
 
Por fim, o presidente não pode subtrair do Estado, o poder de dirimir os conflitos, de investigar, de julgar, de punir, incentivando a “justiça com as próprias mãos”, quando desloca para o cidadão o poder “de se defender”. Sob este aspecto a Constituição Federal não garante salvaguarda a nenhum cidadão sob hipótese alguma. Dizer que proprietários de terra estão autorizados a atirar atenta contra todos os princípios civilizatórios, além de constitucionais. Nenhum cidadão está acima da Lei. Segundo a Constituição de 1988, o que nos rege é o princípio da igualdade.
 
É assustador e estarrecedor o fato da autoridade máxima do país declarar que proprietários de terras estão livres para atirar. O presidente Jair Bolsonaro está insuflando ódio e incitando a sociedade brasileira ao conflito. Aos que comemoram tal declaração, é importante que considerem que a afirmação do presidente Jair Bolsonaro coloca os proprietários de terra na ilegalidade. Isso porque, mesmo que o presidente diga que podem atirar, a legislação do Brasil continua dizendo que a prática do crime deve ser penalizada. Desde já manifestamos nossa posição contrária a proposta de mudanças que quer inserir o excludente de ilicitude na lei penal brasileira!
 
Mais do que nunca precisamos fortalecer nossas convergências contra a violência no campo e em todos os lugares!
 
Articulação para o Monitoramento dos DH no Brasil
Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH
Processo de Articulação e Diálogo – PAD
Parceiros de MISEREOR no Brasil
Fórum Ecumênico ACT Brasil
Sociedade Maranhense de Direitos Humanos – SMDH
SOS Corpo – Instituto Feminista para Democracia
 

 
De 02 a 09 de junho - 2019
“Procurarás a justiça, nada além da justiça!” (Dt 16,18-20)
 
O Centro de Estudos Bíblicos, regional do Espírito Santo (CEBI-ES), está se preparando para viver e celebrar a Semana de Oração pela Unidade Cristã de 2019 (SOUC). Com esse objetivo o CEBI-ES, irá também realizar um Encontro de Formação sobre a SOUC 2019. O Encontro contará com a participação Pastores/a, Padre, Irmã e é aberto a todas as pessoas que desejam refletir sobre esse assunto. Ele acontecerá no dia 04 de maio, das 08h30 às 16h30, na Sala do CEBI-ES, em cima da Livraria Paulus, no Edifício Juel, sala 206, que na Rua Duque de Caxias, 121, ao lado da Escadaria Maria Ortiz, centro de Vitória
 
Uma mesa redonda abrirá o encontro, a partir das 09h, com a participação os/as seguintes líderes religiosos/as: Pe. Kélder Filgueira Brandão (Igreja Católica), Pra. Eliane Breda (Igreja Presbiteriana Unida), Pra. Claudete B. Ulrich (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), Pr. Kenner Terra (Igreja Batista); Pr. Davi Mesquiati (Igreja Assembleia de Deus) e Irmã Rita Cola (Conselho de Ensino Religioso do Espírito Santo - CONERES).
 
O Encontro continuará até à tarde e contará ainda com estudo do texto base da Semana de Oração pela Unidade Cristã e com Estudo Bíblico dos textos que farão parte do Círculos Bíblicos que estão sendo preparados pelo CEBI-ES para as diversas Igrejas Cristãs interessadas.
 
A Semana de Oração é um evento que acontece no hemisfério norte sempre na semana da Festa da Conversão de São Paulo (18 a 25 de janeiro). Já no hemisfério sul, esse movimento ecumênico de oração, é sempre realizado na semana que antecede a Solenidade de Pentecostes, que neste ano será entre 02 e 09 de junho.
 
Entre as atividades que estão sendo organizadas pelo CEBI-ES, estão a elaboração de um bloco de Círculos Bíblicos, composto por 04 encontros. Estes encontros de Círculos Bíblicos serão disponibilizados para aquelas Igrejas, Paróquias, Comunidades, Grupos ou entidades que já possuem essa prática de oração, ou que desejam fazer essa experiência ecumênica. 
 
SOUC
 
A Semana de Oração pela Unidade Cristã - (SOUC) 2019 - traz como assunto principal um texto bíblico tirado da Torá (Pentateuco), isto é, do livro do Deuteronômio 16,11-20. O texto escolhido como lema nos apresenta uma regra de vida bastante objetiva: “Procurarás a justiça, nada além da justiça” (Dt 16,18-20).
 
O texto-base da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) 2019 foi preparado por um grupo da Indonésia, representando os dez por cento de cristãos e cristãs espalhados nas 17 mil ilhas ali existentes. Esses cristãos e cristãs querem nos ajudar a lembrar que o mesmo Deus que caminhou com o povo que viveu e escreveu a Torá, é o mesmo que caminha conosco hoje.
 
Fonte: CEBI-ES
Arte: CONIC

 
Membros da igreja evangélica Assembleia de Deus Milagres, em Natal (RN), acamparam na Ponte Newton Navarro e já ajudaram a salvar 16 pessoas do suicídio. A boa ação começou depois que policiais militares noticiaram o resgate de um rapaz que tentou pular da ponte.
 
O “Sentinelas de Cristo guardiões da Ponte” está acampado na ponte desde o último sábado dia 20. Os voluntários usam rádios comunicadores e se revezam em turnos na vigília. As informações são do site Portal No ar e da página do Facebook Plantão Policial RN.
 
“A gente chega junto, oferece ajuda, conversa, ora e acompanhamos a pessoa até lá embaixo, onde um de nós ou mesmo a polícia, que passa muito por aqui, dá uma carona pra casa e entrega à família”, explica o voluntário Wellington Inácio de Mello Filo.
 
Liderado pelo pastor Rubens, o acampamento possui tenda para refeições e barracas para repouso dos voluntários e das pessoas salvas por eles. “Quando identificamos um possível suicida, passamos uma mensagem por rádio a alguém que está no alto da ponte, passando as características físicas e vestimentas”, comenta a voluntária Elisângela Leonês.
 
O grupo fará a vigília na ponte por 30 dias, 24 horas e sete dias por semana. Os voluntários contam com a ajuda de pessoas que, aos poucos, vão tomando conhecimento dos resgates. Os rádios usados para a comunicação entre eles e a moto para o transporte de cima a baixo da ponte foram doados por empresários.
 
Ainda são necessárias doações de água, comida pronta e colchonetes. Um banheiro químico também é bem-vindo, comenta Elisângela. “Seria muito bom se alguma empresa pudesse nos emprestar um banheiro químico, porque estamos tendo que ir no mato mesmo.”
 
O que diz a Polícia Militar?
 
O Tente Coronel Franco, assessor de comunicação da Polícia Militar do RN, comentou que é um desejo antigo da corporação manter guarnição 24 horas por dia na Ponte Newton Navarro, já que o local é bastante procurado por pessoas com pensamentos suicidas. Porém, segundo o militar, a falta de efetivo impossibilita a vigília, que agora é feita pelos voluntários da igreja evangélica Assembleia de Deus Milagres.
 
Foto: Reprodução / Facebook Plantão Polícia RN

 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) realiza, agora em maio, sua Assembleia Geral Ordinária (AGO) e, também, a Assembleia Geral Extraordinária (AGE). A AGO será nos dias 28, 29 e 30 de maio. Já a AGE, no dia 29. Ambas serão realizadas no mesmo espaço: Centro de Formação Sagrada Família, Rua Padre Marchetti, 237 - Ipiranga, São Paulo – SP.
 
Confira as convocações:
 
CONVOCAÇÃO PARA A XVIII ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
         
Na qualidade de Presidente da Diretoria do CONIC, cumprindo o Art. 16, item I do Estatuto do CONIC, convoco os membros da Diretoria, os/as delegados/as das Igrejas-membro, regionais ecumênicos e membros-fraternos para XVIII Assembleia Geral Ordinária do CONIC, no período de 28 de maio, início com almoço e encerramento no dia 30 de maio de 2019, ao meio-dia. 
 
O local da XVIII Assembleia Geral Extraordinária será no Centro de Formação Sagrada Família, Rua Padre Marchetti, 237 - Ipiranga, São Paulo - SP, 
 
A XVIII Assembleia Geral Ordinária contará com a seguinte ordem do dia:
  • Seminário – Diversidade reconciliada na mesa comum – “...É Ele, com efeito que é a nossa paz:... destruiu o muro da separação: o ódio” (Ef 2.14);
  • Apresentação do relatório de atividades 2017-2019;
  • Apresentação e apreciação dos Relatórios Financeiros; 
  • Eleição da nova diretoria - gestão de 2019 -2022.
 
Na unidade do Espírito Santo.
 
Pastor Inácio Lemke
Presidente
 
 
CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINARIA
         
O Presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, cumprindo o Art. 16, item I do Estatuto convoca os membros da Diretoria, os/as delegados/as das Igrejas-membro, regionais ecumênicos e membros-fraternos para Assembleia Geral Extraordinária do CONIC, no dia 29 de maio de 2019.
 
O local da Assembleia Geral Extraordinária será no Centro de Formação Sagrada Família, Rua Padre Marchetti, 237 - Ipiranga, São Paulo - SP, com a seguinte ordem do dia:
  • Alteração do Estatuto do CONIC.
 
Na unidade do Espírito Santo.
 
Pastor Inácio Lemke
Presidente

 
Com o objetivo de apoiar advocacia, mobilização de recursos e alocação, e networking entre os provedores e facilitadores cristãos de saúde, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) inicia um mapeamento ecumênico global de instalações de saúde cristãs.
 
No ano passado o Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas aprovou uma estratégia Ecumênica de saúde global destinada a fortalecer a contribuição das igrejas para “saúde e bem-estar para todos” (objetivo de desenvolvimento sustentável nº 3). E as informações do mapeamento serão úteis para as igrejas, as organizações cristãs internacionais, a OMS (Organização Mundial da Saúde) e outras agências internacionais de desenvolvimento, bem como os governos.
 
Muitos estabelecimentos de cuidados de saúde (HCFs) de igrejas enfrentam desafios com o financiamento de serviços, especialmente em serviços que atendem populações mais vulneráveis, com cuidados de saúde de qualidade. Outro problema é a falta generalizada de água potável adequada, saneamento e higiene em estabelecimentos de cuidados de saúde. O secretário-geral da ONU, António Guterres, já fez um apelo à ação, visando alcançar 100% de cobertura básica de serviços em todos os HCFs em todo o mundo até 2030. Além disso, a OMS lidera uma iniciativa para fortalecer a emergência e o cuidado cirúrgico essencial como um componente da cobertura universal de saúde.
 
No caso de projeto sociais de organizações ecumênicas, temos o exemplo de KOINONIA, que por meio de seus eixos temáticos de trabalho também atua com projetos ligados à saúde em relação à prevenção ao HIV/Aids e Outras Infecções Sexualmente Transmissíveis entre a população LGBTI+, sobretudo juventude, como atual projeto Prevenção Sem Fronteiras, bem como as rodas proporcionadas pela Rede Religiosa de Proteção à Mulher Vítima de Violência que também discute questões do bem estar físico, emocional e saúde sexual e reprodutiva das mulheres.
 
Exemplos como os acima mostram como uma abordagem coletiva e ecumênica pode contribuir para os serviços prestados às comunidades. Por conta disso, foi elaborado uma pesquisa online para facilitar o mapeamento. O Conselho Mundial de Igrejas também enfatiza que os dados serão armazenados pelo órgão em Genebra, de acordo com as leis suíças sobre proteção de dados e segurança e que o feedback dos dados será dado a todas as instituições participantes.
 
Com assistência técnica da Associação Médica Cristã da Índia, foram desenvolvidos dois questionários online destinadas às:
 
– Associações de saúde cristã, redes ou qualquer organização, a nível global, regional, nacional ou subnacional. Esta pesquisa está localizada em: https://cmc-biostatistics.ac.in/redcap/surveys/?s=MLK4MW7LD7
 
– Próprias instalações de saúde cristãs, incluindo hospitais, centros de saúde, instituições de formação ou organizações comunitárias. Esta pesquisa está localizada em: https://cmc-biostatistics.ac.in/redcap/surveys/?s=CNX7TRXDH9
 
Fonte: Koinonia
Foto: Pixabay

 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) manifesta solidariedade à jovem evangélica Camila Montovani que, após uma série de ameaças, terá que deixar o país. A seguir, confira a nota do CONIC, conjunta com o Fórum Ecumênico ACT Brasil.
 
Nota de Solidariedade à Camila Montovani e seus familiares
 
“Felizes as pessoas que promovem a paz,
porque serão chamadas filhas de Deus” (Mt5.9)
 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e o Fórum Ecumênico ACT Brasil (FEACT) expressam irrestrita solidariedade à Camila Montovani e seus familiares. 
 
Uma das atuações de Camila, uma jovem evangélica, é prestar solidariedade e apoio pastoral a mulheres evangélicas que sofrem violência doméstica e não conseguem romper com este ciclo porque são orientadas por lideranças religiosas de que “a mulher cristã deve ser submissa a seu marido”. 
 
Lembramos que nas histórias do Antigo Testamento bíblico muitas mulheres ousaram desafiar o sistema opressor, entre elas, Vasti, que não se submeteu ao rei Assuero (Est 1.1-22).
 
Há bastante tempo, o protagonismo de Camila tem provocado a raiva de líderes religiosos evangélicos fundamentalistas. Hoje, a raiva tornou-se ódio.
 
As ameaças se tornaram graves. Sua casa e seus familiares passaram a ser vigiados e Camila ficou sem lugar fixo para morar. Foi obrigada a mudar a rotina. A gravidade das ameaças obriga Camila a sair do país.
 
O CONIC e o FEACT colocam-se ao lado de Camila e de seus familiares. Denunciam que outras pessoas evangélicas, engajadas em movimentos de promoção e defesa dos direitos humanos, estão sofrendo ameaças semelhantes. 
 
A perseguição vivida por estas pessoas é consequência da instrumentalização da fé cristã para legitimar práticas de violência e discursos de ódio. O fundamentalismo religioso não aceita o pluralismo e nem a crítica à religião - mesmo que ela cause algum tipo de opressão ou violência.
 
A fé cristã não pode ser instrumentalizada para subjugar as pessoas, nem para dominar territórios, impondo medo às pessoas. A fé cristã não pode ser associada com armas e nem com o crime organizado.  
 
A fé evangélica não é violência. Não está fundamentada no exclusivismo e nem no autoritarismo. Ela se orienta pela graça amorosa de Deus e pela liberdade.  É este o testemunho das muitas tradições evangélicas no país. Não aceitaremos que nossa tradição de fé seja instrumentalizada para a promoção do ódio, do racismo, do sexismo e outras formas de dominação e violência.
 
Que a paz de Jesus Cristo, seu testemunho radical de vida, contrário a todo o poder opressor estatal e religioso nos oriente e fortaleça.
 
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
Fórum Ecumênico ACT BRASIL
 
Para mais informações: 61 3321-4034
 

 
Evangélicas e evangélicos divulgaram na última terça-feira, 23, uma Carta Aberta em apoio ao padre Julio Lancellotti. Até o momento desta publicação 25 entidades assinavam o documento, entre elas, a Aliança de Batistas do Brasil, igreja-membro do CONIC.
 
Leia na íntegra.
 
Carta Aberta ao querido Irmão Julio Lancellotti
 
Caro Irmão Julio Lancellotti,
 
“Contudo, alegrai-vos por serdes participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também vos alegreis e exulteis na revelação da sua glória.” (I Pedro 4.13)
 
Nós, evangélicas e evangélicos abaixo assinadas/os, representadas/os pelas organizações em que militamos pelo Evangelho de Cristo, nos solidarizamos com você, caro Irmão, por conta das constantes ameaças que tem sofrido por sua atuação, principalmente em função da Pastoral de Rua e na defesa dos Direitos Humanos daqueles que são constantemente oprimidos nas ruas da maior capital do nosso País: São Paulo.
 
Reconhecemos nas suas ações a ação do Cristo, o pobre de Nazaré, marginalizado e amigo de marginais, o periférico que andou e amou os excluídos da sociedade.
 
Nos juntamos em oração e apoio, em força e graça nesse momento de perseguição, na certeza de que sobre você, amado irmão, está a bem-aventurança declarada por nosso mestre: “Abençoados são vocês, cujo compromisso com Deus atrai perseguição. A perseguição os fará avançar cada vez mais no Reino de Deus.
E isso não é tudo. Considerem-se abençoados sempre que forem agredidos, expulsos ou caluniados para me desacreditar. Isso significa que a verdade está perto de vocês o suficiente para os consolar – consolo que os outros não têm.” (Mateus 5.10-11 – A Mensagem)
 
Juntas e juntos, na fé que nos move em direção ao outro,
 
Brasil, 23 de Abril de 2019
 
1 – Movimento Negro Evangélico
2 – Coletivo Vozes Marias
3 – Evangélicas pela Igualdade de Gênero
4 – Evangélicos Pela Justiça
5 – Banho Solidário – Maceió
6 – Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro
7 – Jesus Cura a Homofobia
8 – Comunidade Anglicana Redenção – Vitória/ES.
9 – Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
10 – Igreja Batista Nazareth – Salvador – BA
11 – Rede Curviana
12 – Igreja Batista do Pinheiro – Maceió/AL.
13 – Comunidade Batista do Caminho – Belo Horizonte/MG
14 – Aliança de Batistas do Brasil
15 – Movimento de Ação e Reflexão Martin Luther King Jr
16 – Evangélicxs Pela Diversidade
17 – Igreja da Comunidade Metropolitana – São Paulo/SP
18 – Associação das Igrejas das Comunidades Metropolitanas do Brasil
19 – Comunidade Cristã Abraça-me – Belém/PA
20 – Communa Refúgio de Amor – São Paulo/SP
21 – Escola Ecumênica de Fé e Política de Maceió Rosa Parks.
22 – Rede Fale
23 – Esperançar
24 – Coluna Féministas do Justificando
25 – Ativismo Protestante
 
Foto: Reprodução Facebook

 
Domingo de Páscoa. Época de relembrar a Ressurreição de Cristo. No Sri Lanka, porém, foi dia de contar centenas de corpos, pessoas inocentes, que perderem suas vidas para o fundamentalismo. Os alvos prioritários eram os cristãos. Um mês antes, na Nova Zelândia, os alvos eram muçulmanos que rezavam. Em ambos os casos, algo em comum: pessoas fiéis a uma fé sendo massacradas em nome do ódio que cega.
 
No Sri Lanka, três igrejas e quatro hotéis foram atacados. O saldo de mortos só cresce. Até o momento do fechamento deste texto (25/04) eram 359. Mas cresce também a solidariedade. Lideranças religiosas de todo o mundo estão se manifestando. Nas mensagens, algo em comum: a esperança de que o amor triunfará. 
 
Confira:
 
O papa Francisco pediu “a todos para que não hesitem em oferecer a esta querida nação toda a ajuda necessária”. Ele também frisou esperar “que todos condenem estes atos terroristas, atos desumanos, não justificáveis."
 
O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, Olav Tveit, afirmou: “A Cruz de Cristo é um sinal de solidariedade - particularmente com as vítimas do pecado. Estamos chocados com os terríveis ataques no Sri Lanka. A Cruz vazia é um protesto contra toda a injustiça e comportamento pecador. Mais uma vez, precisamos deste sinal de esperança, do túmulo vazio. O pecado e a morte não vão reinar para sempre”.
 
"Que difíceis, irritantes e tristes são estas notícias, especialmente porque os ataques aconteceram enquanto os cristãos comemoravam a Páscoa", lamentou o assessor de líderes da Igrejas na Terra Santa, Wadie Abunassar, que transmitiu sua solidariedade "ao Sri Lanka e a todos os seus habitantes nas várias confissões religiosas e origens étnicas".
 
O arcebispo de Colombo, Sri Lanka, cardeal Malcolm Ranjith, pediu que os autores dos ataques sejam punidos. Ele disse que "apenas os animais podem se comportar assim" e fez um apelo para que o governo lance uma "investigação imparcial e forte".
 
Condenando os atentados, o bispo anglicano de Colombo, rev. Dhiloraj Canagasabey, disse: “A Igreja no Sri Lanka condena sem reservas esses atos covardes e cruéis de terrorismo e oferece suas profundas condolências às famílias e amigos daqueles que perderam suas vidas e foram feridos. Rezamos por eles e por suas famílias para que a presença consoladora de Deus continue com eles nessa trágica experiência”.
 
Lideranças da Igreja Metodista no Reino Unido também falaram. “Enquanto cristãos do mundo todo celebram o dia da ressureição, nós também compadecemos por todos que tiveram suas vidas tiradas nas igrejas e hotéis no dia de hoje. Oferecemos nossas orações e saudações aos irmãos e irmãs da Igreja Metodista, a todos cristãos, todas as pessoas de fé e de bem no Sri Lanka”, Michaela Youngson e Bala Gnanapragasam, presidente e vice-presidente da Conferência Metodista. “Oferecemos nossas orações e saudações aos irmãos e irmãs da Igreja Metodista, a todos cristãos, todas as pessoas de fé e de bem no Sri Lanka”, completaram.
 
O patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, também fez ouvir a sua voz firme de condenação de “todo ataque terrorista e atos de ódio, violência e fundamentalismo, independentemente de sua fonte”, convidando todos a cooperar “a fim de construir a coexistência pacífica e a colaboração e o respeito mútuo”.
 
O patriarca de Moscou, Kirill, enviou uma mensagem de condolências ao presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisene. “Estou profundamente chocado”, escreveu. “Espero que as autoridades estatais e os organismos competentes façam de tudo para que não somente os executores, mas também os organizadores desses crimes sangrentos, não fujam da responsabilidade dessas ações malvadas que cometeram”.
 
CONIC
 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) também se solidariza com os familiares das vítimas. Todo tipo de violência, sobretudo em nome da fé, é uma contradição sem limites. Deus é amor (1 João 4:8), e todo ato que está fora do amor não pode ser inspirado por Deus.
 
Que nossas esperanças triunfem sobre ódios e discursos que cegam e matam.
 
CONIC com agências
Foto: Reprodução