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Um passo a mais para divulgar a boa nova de Jesus Cristo! Assim podemos definir a criação da Suboro TV - A voz de Antioquia, emissora de TV oficial da Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia inaugurada no último 25 de março, com sedes no Líbano e na Alemanha.
 
O ato de inauguração foi presidido pelo Patriarca Moran Mor Ignatius Afrem II, no Líbano. Também compareceram à solenidade SS o Catholicos Aram I, Patriarca da Igreja Armênia Ortodoxa; Sua Beatitude o Cardeal Patriarca da Igreja Sirian Católica Ignatius Youssef III; diversos arcebispos, bispos, padres e fiéis da Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia e também de outras confissões cristãs, além de autoridades libanesas.
 
 
Na oportunidade, o Patriarca abençoou as instalações da TV e discursou parabenizando os fiéis da igreja por mais essa conquista. Logo após a cerimônia religiosa inaugural, os diretores da TV Suboro apresentaram o trabalho que será desenvolvido pelas equipes tanto no Líbano como na Alemanha.
 
 
Entre os objetivos indicados na “missão” do novo canal, está o de “difundir o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”, além de promover “a compreensão multicultural e o diálogo religioso”. A Suboro TV contará correspondentes em vários países, incluindo nações do Oriente Médio e do Ocidente.

Fonte: ISOA
Fotos: Syriac Patriarchate

 
No dia 28 de março de 2019, na cidade de São Paulo, foi realizada uma reunião com o objetivo de conhecer as ações de incidência que órgãos públicos e organizações da sociedade civil estão realizando para promover e defender os direitos da população imigrante e refugiada na cidade.
 
Participaram desta atividade a coordenadora do CRAI – Centro de Referência e Atendimento para Imigrante, Sávia Cordeiro; Alejandra Hernandez y Wilbert Rivas representantes de PALM – Presença da América Latina; os coordenadores do CAMI – Centro de Apoio e Pastoral do Migrante, Roque Pattussi e Carla Aguiar; Silvano Miró, da Ordem Ecumênica da Caridade; Gedeão Freire Alencar, da Igreja Betesda; Valeria Vilhena, Evangélicas pela Igualdade de Gênero; Romi Bencke, secretária-geral do CONIC, e Yury Puello articuladora do projeto “Imigrantes e Refugiados – Desafios da Casa Comum” na cidade de São Paulo. 
 
 
O projeto Imigrantes e Refugiados, citado acima, objetiva aumentar a ação de incidência pública com o fim de denunciar violações de direitos e propor estratégias para ampliar os mecanismos de proteção a esse público. O projeto é desenvolvido pelo Fórum Ecumênico ACT Brasil – FE ACT BRASIL e o CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, que reúne igrejas e organismos ecumênicos comprometidos com a superação do racismo, da xenofobia e das intolerâncias contra pessoas imigrantes e refugiadas. 
 
Texto: Yury Puello 
Fotos: Acervo Pessoal / Yury Puello 

 
1. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) é Igreja de Jesus Cristo no país. O alicerce que sustenta essa Igreja é o Evangelho de Jesus Cristo, manifestado nas Sagradas Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos (Constituição da IECLB, Art. 1º e 5º). Como Igreja fundamentada no Evangelho, a IECLB deve seguir os ensinamentos de Jesus Cristo e prestar contas, em primeiro lugar e acima de tudo, ao Senhor da Igreja.
 
2. A Igreja de Jesus Cristo tem a tarefa de ser sal e luz do mundo (Mateus 5.13-16). Este é um chamado para fazer a diferença. Mas o que significa tudo isto: ser sal, luz e fazer a diferença? A IECLB entende esta tarefa nos seguintes termos: propagar o Evangelho de Jesus Cristo; estimular a vivência evangélica pessoal, familiar e comunitária; promover a paz, a justiça e o amor na sociedade; participar do testemunho do Evangelho no País e no mundo (Constituição da IECLB, Art. 3º).
 
3. Propagar o Evangelho é anunciar aquilo que Jesus Cristo proclamou: “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo; arrependam-se e creiam no evangelho” (Marcos 1.15). Propagar o Evangelho é também anunciar o que Jesus Cristo fez por nós: Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou (1 Coríntios 15.1-4). Aquilo que Jesus proclamou e aquilo que ele fez por nós constituem o Evangelho que anunciamos. O anúncio de Jesus teve consequências em sua época e tem implicações em nosso contexto. Qual é o efeito do Evangelho nos dias de hoje?
 
4. O Evangelho tem consequências em todos os âmbitos da vida. Não é possível separar aquilo que é anunciado na Igreja daquilo que se vivencia no dia a dia: “Ao SENHOR pertence a terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam” (Salmo 24.1). Deus é o Criador de tudo e ocupa todos os espaços. É por isto que, na compreensão luterana, a Igreja, a Economia e a Política são consideradas ordens da Criação de Deus. Deus efetiva a sua vontade por meio da Igreja, da Economia e da Política, e cada pessoa é chamada a atuar com os dons dados por Deus nestes três âmbitos da vida. Dessa forma, a vivência evangélica pessoal, familiar e comunitária terá como efeito a promoção da paz, da justiça e do amor na sociedade.
 
5. No sentido bíblico, a paz não se caracteriza somente pela ausência de guerras e conflitos. Paz acontece quando há bem-estar espiritual, físico, social, político e econômico. Infelizmente, a sociedade brasileira não se destaca pela vivência dessa paz. Não há paz na economia, não há paz na política e não há efetivação constante da justiça. Parece que estamos na mesma situação descrita pelo profeta Isaías: “Não conhecem o caminho da paz, nem há justiça nos seus passos” (Isaías 59.8). A partir do que se justifica esta percepção tão negativa?
 
6. A Economia deve garantir a produção e a distribuição justa dos meios de conservação e preservação da vida. Entretanto, percebemos muita concentração de bens e renda, exploração de mão de obra, desequilíbrio nas relações, esgotamento e degradação dos bens naturais. A cada ano aumenta o fosso que separa a parcela mais rica e a parcela mais pobre da população. Um grupo seleto de pessoas bilionárias concentra a maior parte da riqueza nacional e global. A voz profética continua atual: “Ai dos que ajuntam casas e mais casas, reúnem para si campos e mais campos, até que não haja mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra!” (Isaías 5.8).
 
7. Nós confessamos que Deus fez tudo o que existe. Aos olhos de Deus, toda a Criação é muito boa (Gênesis 1.31). Deus nos deu habilidades, capacidade criativa e responsabilidades. Como imagem e semelhança de Deus, deveríamos cuidar da Criação da mesma forma que Deus cuidaria (Gênesis 1.27; 2.15). O desmatamento, a poluição, o consumo excessivo e o uso desenfreado de agrotóxicos, evidenciam justamente o contrário. A liberação de agrotóxicos, já proibidos em outros países, traz consequências nocivas para a saúde humana e para a vida de outros seres criados por Deus. Os crimes ambientais de Mariana e Brumadinho chocaram pela destruição e violência. Sustentamos que agências reguladoras e órgãos ambientais devem exercer fiscalização rigorosa, sem conivência com interesses econômicos. Reiteramos a necessidade urgente de reduzir emissões dos gases que causam o efeito estufa. Reivindicamos ações de saneamento para diminuir os efeitos do esgoto. Precisamos desenvolver, em nossas casas e em nossas comunidades, ações de cuidado com o planeta. Se não agirmos, as gerações futuras sofrerão muito mais as consequências da nossa capacidade destrutiva e do descaso com o meio ambiente.
 
8. Entendemos que a função da Política é organizar a vida em sociedade e promover a justiça. Nossa democracia se fragiliza quando, em lugar do bem comum e da justiça social, prevalecem interesses pessoais e de grupos econômicos. Há dificuldade em consolidar políticas públicas que garantam a universalização do acesso à educação e saúde, assegurem o cuidado com o meio ambiente, o acesso a alimento saudável, o direito a uma aposentadoria digna. A prática da corrupção, que não é exclusividade da política, impregna o sistema político. Não havendo punição adequada, a corrupção acaba sendo vista como prática que “vale a pena”. Pessoas desempregadas, trabalhadoras e empresárias, comprometidas com princípios éticos do bem comum, são as que mais sofrem com o desvirtuamento político. Percebemos que também o sistema judiciário precisa ser aprimorado e funcionar imparcialmente, de acordo com o direito e as normas constitucionais.
 
9. Nos preocupa de forma especial o assunto da previdência social. Quem trabalha tem direito a aposentar-se de forma digna. Reconhecemos que é necessário reformar o sistema previdenciário para garantir sua sustentabilidade, mas defendemos que sejam observadas as diferentes análises da situação da previdência, que sejam cobradas as dívidas astronômicas e que a distribuição dos benefícios seja justa. A proposta de reforma previdenciária diminui benefícios, mas não mexe em privilégios de certas classes. Ela também não considera as diferenças entre profissões e as expectativas de vida regionais. É imprescindível mais transparência sobre a aplicação dos recursos para sustentar a previdência social. Precisamos nos unir para além das diferenças partidárias e de interesses privados, buscando o bem comum e amparando especialmente as pessoas mais necessitadas.
 
10. Os índices de violência no Brasil são assustadores. Com cerca de 60 mil homicídios por ano, nossos números se assemelham a regiões em situação de guerra. Os homicídios afetam especialmente pessoas jovens e negras. São assustadoras e extremamente graves as situações de pedofilia e abuso de crianças. A taxa de feminicídios (assassinato de meninas e mulheres) no Brasil é a quinta maior do mundo. Cresce a violência contra povos indígenas e a violência baseada em discriminação por orientação sexual. Sofremos também com a intensa sensação de insegurança, tanto nas cidades, como nas localidades rurais. Atividades pessoais e comunitárias muitas vezes são limitadas pelo medo. Os governos têm falhado sucessivamente no combate ao narcotráfico e à criminalidade. Armas são fabricadas para matar. A posse de armas não soluciona o problema da segurança pública, que é uma obrigação do Estado. Além de enfrentar as consequências da violência, é preciso perguntar pelas suas causas e se engajar em ações que sustentam a vida. Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, chamou de bem-aventuradas (felizes) as pessoas que promovem a paz (Mateus 5.9). Esta paz pressupõe a prática da não violência. A fé e a esperança cristã nos comprometem a buscar um mundo com menos armas, com mais paz e mais vida (Isaías 2.4).
 
11. A IECLB defende a liberdade de expressão, mas ela não pode ser confundida com mentira, calúnia, ódio, discriminação e apologia à violência. As polarizações se manifestam no cenário político e geram tensões nas relações sociais. Repudiamos e condenamos discursos e práticas de ódio, de violência, de racismo, de homofobia. Muitas vezes, perfis falsos e robôs estão na origem de mensagens que alimentam discórdia, intolerância e violência. Falsidades são repetidas tantas vezes até que sejam tomadas por verdades. A expressão fake news suavizou as consequências terríveis da mentira. Não podemos esquecer que o diabo é o pai da mentira (João 8.44) e que o compromisso cristão é com a verdade e a justiça (Efésios 6.14). O oitavo mandamento ordena não falar mentiras. Para cumpri-lo, de acordo com Martim Lutero, é necessário dizer a verdade e contradizer a mentira onde for necessário.
 
12. Ao apontar para os graves problemas da nossa sociedade é necessário falar do pecado humano, que está na origem de tantos males que experimentamos, também na Igreja. Por isto, o anúncio do Evangelho requer o chamado ao arrependimento: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Cada pessoa precisa ser confrontada com as palavras de Jesus: “arrependam-se e creiam no evangelho”. Arrepender-se significa reconhecer que uma maneira de pensar e de agir está incorreta e que uma mudança, uma conversão, é necessária. Confiamos que “mediante o arrependimento, Deus afoga em nós o pecado e, através do perdão, nos faz ressurgir para uma nova vida de fé e amor” (Nossa Fé – Nossa Vida).
 
13. Pela ação do Espírito Santo, o Evangelho transforma vidas e habilita a produzir bons frutos. Por isto não podemos deixar de mencionar alguns sinais que percebemos na IECLB. Há práticas diaconais e parcerias com movimentos sociais engajados na busca pelo bem comum. Há grupos que se reúnem em torno de causas ambientais e programas que incentivam a agroecologia. Há preocupação com a justiça de gênero e reflexão ponderada sobre a sexualidade humana. Há pessoas que se reúnem para promover a cultura da paz e empreendedoras e empreendedores que se guiam por princípios éticos. Afirmamos a integridade da vida e a defesa dos direitos humanos fundamentais para todas as pessoas. Assumimos a visão de ser Igreja reconhecida pelo cuidado com a Criação de Deus. Temos compromisso com a educação integral que capacita para o agir socialmente responsável. Em toda a IECLB, pessoas se reúnem em culto e, a partir da comunhão com Deus e com outras pessoas, se dispõem a servir. Mas estamos fazendo tudo aquilo que está ao nosso alcance? Podemos fazer mais?
 
14. Como pessoas cristãs de confissão luterana, reconhecemos que o Estado é laico e que a sociedade brasileira deve ser regida pela Constituição Federal. Mas, a partir do Evangelho, temos um chamado para ser sal e luz em nosso país, seguindo os passos de Jesus. Não importa o tamanho e o número de nossas comunidades, nós podemos e precisamos fazer a diferença!
 
Presidência e Conselho da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
 
Fonte: IECLB
Nota do CONIC: todos os grifos são nossos
 

 
Nos dias 26 a 28 de março, a Abong – Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns realizou seu II Seminário Nacional e sua Assembleia Geral, em São Paulo, onde reuniu dezenas de organizações e movimentos sociais do campo da defesa dos direitos e dos bens comuns para discutirem o atual contexto do capitalismo mundial, as agendas e causas da resistência e da afirmação de um outro mundo possível e necessário, a importância dos protagonismos das mulheres, das mulheres negras, dos povos indígenas, das comunidades LGBTQI+, das juventudes, dos povos da floresta, das defensoras e defensores dos direitos humanos, econômicos, sociais e ambientais.
 
Nestes três dias, houve muitas trocas, solidariedade, afirmações de identidades, de companheirismo, acolhida, cuidado e amorosidade reforçando que, para nós, o outro mundo possível é aqui e agora, e está sendo construído por nós no cotidiano de nossas vidas, de nossas escolhas, de nossas práticas. O CONIC esteve representado no evento pela secretária-geral, Romi Bencke.
 
Ao final do Seminário Nacional e da Assembleia Geral, a Abong afirmou suas orientações estratégicas para o próximo período: 1. articular a resistência, radicalizar a democracia e a defesa dos direitos e dos comuns; 2. denunciar o atual modelo de desenvolvimento articulando com o debate sobre novos paradigmas e práticas para outro mundo possível; 3. defender um ambiente favorável para a atuação autônoma dos movimentos e organizações da sociedade civil; 4. fortalecer a Abong, sua base associativa e sua democracia interna.
 
Além disso, as organizações e os movimentos sociais aprovaram as seguintes moções:
 
1. em solidariedade ao povo de Moçambique, do Malawi e do Zimbábue pelo sofrimento com o ciclone, provocado pelas mudanças climáticas e resultado deste modelo de desenvolvimento que não respeita a natureza e a vida;
2. em apoio ao Movimento Internacional Lula Livre por entenderem que o ex-presidente merece um julgamento justo com uma corte imparcial e que esse direito deve ser garantido para que sejam reestabelecidas as bases da democracia no Brasil;
3. contra a proposta de reforma da previdência do Governo Bolsonaro porque ela aumenta as desigualdades com a mercantilização da previdência e a seguridade social;
4. contra a desvinculação orçamentária dos recursos destinados à saúde e à educação porque irá prejudicar as populações mais pobres e excluídas do povo brasileiro;
5. contra o fechamento ou congelamento dos conselhos de políticas públicas por entenderem que a participação autônoma das organizações e movimentos sociais nos conselhos é a melhor forma da sociedade civil fiscalizar a atuação do Governo Federal;
6. contra a comemoração golpe militar de 1964 porque os militares institucionalizaram a tortura, o sequestro e o assassinato de jovens que ousaram defender a democracia e os direitos do povo brasileiro;
7. de apoio à luta dos povos indígenas e contra a municipalização da saúde indígena que, se implementada, irá gerar mortes de crianças, mulheres e idosos indígenas, perpetrando o genocídio provocado pelo homem branco contra os povos brasileiros originários.
 
Ao final, a Assembleia Nacional da Abong elegeu seu novo Conselho Diretor, instância máxima de gestão democrática e participativa composto por uma grande diversidade de lideranças nacionais de todas as regiões do Brasil, com grande representatividade de mulheres, de negros e negras, jovens, defensoras e defensores de direitos humanos, humanistas, e de um amplo leque de profissionais ligadas às mais variadas causas e políticas públicas.
 
Com a realização do II Seminário Nacional e da Assembleia Geral, a Abong consolida seu papel como uma rede nacional que possui organizações atuantes nas mais variadas causas e territórios, OSCs de porte pequeno, médio ou grande que representam a diversidade da sociedade civil brasileira, em especial, aquelas que atuam da defesa da democracia, dos direitos e dos bens comuns e que terão um papel fundamental na participação e articulação de outras redes, plataformas e processos de organização do povo brasileiro, dos povos latino-americanos e dos povos do mundo para participarem de forma ativa na superarão das crises civilizatórias em que nosso planeta foi levado pelo atual sistema capitalista.
 
Fonte: Abong
Foto: Reprodução
 

 
De 14 a 17 de agosto acontecerá, em São Leopoldo-RS, o VI Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião organizado pelo Programa de Gênero e Religião e pelo Núcleo de Pesquisa de Gênero da Faculdades EST.
 
HISTÓRICO
 
Em 2019 o Núcleo de Pesquisa de Gênero celebra 20 anos de sua constituição formal no Programa de Pós-Graduação em Teologia da Faculdades EST. Tendo em vista a caminhada percorrida e o atual contexto vivido na América Latina, o VI Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião será um espaço para apresentar, discutir e produzir conhecimento em torno de três eixos temáticos:
 
Vulnerabilidade: é um conceito utilizado em diversas áreas do conhecimento para discutir questões complexas como a manutenção e o aprofundamento da situação de pobreza e desigualdade, bem como para questionar padrões de relacionamento e auto identidade que têm um potencial de questionamento, subversão e transformação das estruturas. O VI Congresso quer aprofundar a discussão sobre esse tema como elemento denunciador de realidades de opressão e dominação e como elemento potencializador de processos de libertação.
 
Resistência: é um elemento fundamental para fazer frente aos processos de retrocesso e aprofundamento de práticas e sistemas violentos. A produção do conhecimento no âmbito feminista e de gênero, muitas vezes, ainda se dá como forma de resistência aos saberes hegemônicos. Uma resistência que também é feita da alegria do encontro e da partilha, da rebeldia e da imaginação que cria possibilidades onde não há. Nisso há implicações teóricas e metodológicas que serão exploradas no VI Congresso.
 
Justiça: é o horizonte utópico que orienta a produção do conhecimento e a atuação política. Reflete os projetos de sociedade expressos, por exemplo, na ideia bíblica de “shalom” e “novos céus e nova terra”, no conceito indígena de “bem viver” (sumak kawsay) ou na noção africana do ubuntu. Particularmente, interessa discutir no VI Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião a perspectiva da “justiça de gênero” como conceito e como política que visa a superação de todas as formas de desigualdade, violência e opressão e aponta para esperança que embala a construção de uma outra realidade a partir da imaginação criativa.
 
Abaixo documentos que contem uma descrição geral, a programação provisória e a chamada de GT que tem como prazo de envio de propostas o dia 15 de março.
 
 
 

 
Num momento de luto para a comunidade muçulmana na Nova Zelândia, a Federação Judaica de Greater Pittsburgh, nos Estados Unidos, quer devolver o gesto solidário que recebeu de grupos muçulmanos depois de um tiroteio na sinagoga Tree of Life no ano passado, que provocou a morte a 11 pessoas.
 
Em outubro de 2018, muçulmanos angariaram mais de 200 mil dólares para apoiar as vítimas desse tiroteio e as suas famílias.
 
Agora, a organização judia quer ajudar a comunidade muçulmana depois dos ataques desta às mesquitas na Nova Zelândia, vitimando 50 pessoas.
 
Num comunicado, a Federação Judaica de Greater Pittsburgh confirmou que estava arrecadando doações a serem destinadas aos irmãos muçulmanos da Nova Zelândia.
 
“Infelizmente, nós estamos familiarizados com o efeito devastador que um tiroteio em massa tem numa comunidade religiosa. Estamos enlutados com este ato de raiva sem sentido. Que aqueles que ficaram feridos possam se recuperar rapidamente e que as memórias das vítimas possam ser uma bênção para a eternidade”, diz um trecho do comunicado.
 
O amor sempre triunfará.
 
Com informações do Notícias ao Minuto
Foto: Reuters / BBC News Brasil

 
No Boeing 737 do Royal Air Maroc que o trouxe de volta a Roma, o Papa Francisco encontrou-se, como de costume, com os jornalistas e conversou com eles durante mais de meia hora sobre o diálogo com os muçulmanos, a declaração sobre Jerusalém, os migrantes e a Europa, o caso Barbarin, a liberdade de consciência em perigo nos países com tradição cristã.
 
Siham Toufiki, agência Map: Houve momentos muito fortes, esta visita foi um acontecimento histórico excepcional para o povo marroquino. Quais são as consequências desta visita para o futuro, para a paz no mundo, para a convivência no diálogo entre culturas?
 
Direi que agora há flores, os frutos virão mais tarde. Mas as flores são promissoras. Estou feliz, porque nestas duas viagens pude falar sobre o que me toca tanto no coração, tanto: a paz, a unidade, a fraternidade. Com os nossos irmãos muçulmanos e muçulmanas, selamos esta fraternidade no documento de Abu Dhabi e aqui no Marrocos todos vimos uma liberdade, uma fraternidade, uma acolhida de todos os irmãos com um respeito muito grande. Esta é uma bela flor de convivência que promete dar frutos. Não devemos desistir!
 
É verdade que ainda haverá dificuldades, muitas dificuldades porque, infelizmente, existem grupos intransigentes. Mas gostaria de dizer isto claramente: em cada religião há sempre um grupo integralista que não quer ir em frente e vive de recordações amargas, das lutas do passado, procurando mais a guerra e também semeando o medo. Vimos que é mais bonito semear a esperança, andar de mãos dadas sempre em frente.
 
Vimos, também no diálogo com vocês aqui no Marrocos, que são necessárias pontes e sentimos dor quando vemos pessoas que preferem construir muros. Por que sentimos dor? Porque aqueles que constroem os muros acabarão presos pelos muros que construíram. Mas aqueles que constroem pontes vão muito avante. Para mim, construir pontes é algo que vai quase além do humano, exige muito esforço. Sempre me tocou muito uma frase do romance de Ivo Andrich, "A Ponte sobre a Drina": ele diz que a ponte é feita por Deus com as asas dos anjos para que os homens se comuniquem... para que os homens possam se comunicar. A ponte é para comunicação humana. E isto é bonito e eu vi isso aqui no Marrocos. Em vez disso, os muros são contra a comunicação, são a favor do isolamento e aqueles que os constroem tornar-se-ão prisioneiros. Não se vêem os frutos, mas vêem-se muitas flores que darão frutos, por isso vamos continuar assim.
 
Nadia Hammouchi, TV 2M: O senhor se encontrou com o rei de Marrocos e com o seu desejo de diálogo. O que é preciso, na prática, para reforçar o diálogo?
 
Sempre que há um diálogo fraterno, há uma relação em vários níveis. Permitam-me uma imagem: o diálogo não pode ser de laboratório, deve ser humano, e se é humano é com a mente, o coração e as mãos, e assim são assinados acordos. Por exemplo, o apelo comum sobre Jerusalém foi um passo avante dado, não por uma autoridade do Marrocos e por uma autoridade do Vaticano, mas por irmãos crentes que sofrem ao verem que esta cidade da esperança ainda não é tão universal como todos nós queremos que seja: judeus, muçulmanos e cristãos. Todos nós queremos isto. E por isso assinamos este desejo: é um desejo, um chamado à fraternidade religiosa que é simbolizada nesta cidade que é toda nossa. Todos somos cidadãos de Jerusalém, todos os crentes.
 
Nicolas Seneze, La Croix: Ontem, o rei de Marrocos disse que protegerá os judeus marroquinos e os cristãos de outros países que vivem no Marrocos. Faço a seguinte pergunta sobre os muçulmanos que se convertem ao cristianismo: o senhor está preocupado com estes homens e mulheres que correm o risco de serem presos ou são condenados à morte noutros países muçulmanos? Outra pergunta sobre o Cardeal Barbarin: Esta semana, os conselhos da diocese de Lyon votaram quase unanimemente a favor de uma solução duradoura para a sua saída. É possível para o senhor, que é muito ligado à sinodalidade da Igreja, escutar este apelo de uma diocese em situação tão difícil?
 
Posso dizer que no Marrocos há liberdade de culto, há liberdade religiosa, há liberdade de pertença religiosa. A liberdade sempre se desenvolve cresce, pensemos em nós, cristãos, 300 anos atrás se havia essa liberdade que temos hoje. A fé cresce na consciência da capacidade de compreender si mesmo. Um monge francês, Vincenzo De Lerino, do século oitavo-nono, cunhou uma bela expressão para explicar como se pode crescer na fé, explicar melhor as coisas, crescer na moral, mas sempre permanecendo fiel às raízes. Ele disse três palavras, mas que marcam o caminho: ele diz que crescer na explicação e na consciência da fé e da moral é preciso consolidá-la ao longo dos anos, expandidos no tempo, mas é a mesma fé que é sublimada ao longo dos anos.
 
Assim se entende por exemplo que hoje retiramos do Catecismo da Igreja Católica a pena de morte - há 300 anos queimavam os hereges vivos - porque a Igreja acentuou na consciência moral o respeito pela pessoa e a liberdade de culto também cresce, também nós devemos continuar a crescer, há pessoas católicas que não aceitam o que o Vaticano II disse sobre a liberdade de culto, a liberdade de consciência, há pessoas que não aceitam católicos, nós também temos este problema, mas também os irmãos muçulmanos crescem na consciência e alguns países não compreendem bem ou não crescem tão bem como outros, no Marrocos há este crescimento. Neste quadro há o problema da conversão: alguns países ainda não a vêem, não sei se é proibida, mas a prática é proibida. Outros países como o Marrocos não criam problema, são mais abertos e mais respeitosos, procuram um certo modo de proceder com discrição. Outros países com os quais falei dizem: não temos problemas, mas preferimos que o batismo eles façam fora do país e retornem cristãos. Preocupa-me outra coisa: a retrocessão nossa, cristãos, quando tiramos a liberdade de consciência, pense você, nos médicos e nas instituições hospitalares cristãs que não têm o direito de objeção de consciência, por exemplo, à eutanásia. A Igreja foi para a frente e vocês, países cristãos, foram para trás? Pensem nisto porque é uma verdade. Hoje nós, cristãos, corremos o perigo que alguns governos nos tirem a liberdade de consciência que é o primeiro passo para a liberdade de culto. A resposta não é fácil, mas não acusemos os muçulmanos, devemos nos acusar, a nós, nestes países onde isto acontece. Devemos ter vergonha.
 
Então, sobre o cardeal Barbarin, ele, um homem da Igreja, pediu demissão, mas eu não posso moralmente aceitá-la porque, juridicamente, mas também na jurisprudência mundial clássica, há a presunção de inocência durante o tempo em que a causa está aberta. Ele apelou e a causa está aberta. Depois, quando o segundo tribunal dá a sentença, vemos o que acontece. Mas tem sempre a presunção de inocência. Isto é importante porque vai contra a superficial condenação dos meios de comunicação social. O que diz a jurisprudência mundial? Que, se um caso está aberto, existe a presunção de inocência. Talvez não seja inocente, mas há a presunção. Uma vez falei de um caso na Espanha sobre como a condenação dos meios de comunicação social arruinou a vida de sacerdotes que foram depois reconhecidos inocentes. Antes de fazer a condenação mediática, pensar duas vezes. E ele escolheu honestamente, mas não, eu me retiro, peço uma licença voluntária e deixo ao Vigário Geral administrar a arquidiocese até que o tribunal dê a sentença final.
 
Cristina Cabrejas, agência Efe: No discurso de ontem às autoridades, o senhor disse que o fenômeno migratório não se resolve com barreiras físicas, mas aqui no Marrocos a Espanha construiu duas barreiras com lâminas para cortar aqueles que querem superá-las. O senhor conheceu algum deles em qualquer encontro. E o Presidente Trump nestes dias disse que quer fechar completamente as fronteiras e também suspender a ajuda a três países da América Central. O que o senhor gostaria de dizer para estes governantes, para estes políticos que ainda defendem estas decisões?
 
Em primeiro lugar, o que eu disse há pouco: os construtores de muros, sejam de lâminas que cortam como facas ou de tijolos, tornar-se-ão prisioneiros dos muros que fazem. Primeiro... o que a história dirá? Em segundo lugar, Jordi Evole quando me entrevistou, mostrou-me um pedaço desse fio com as facas. Digo-lhe sinceramente que fiquei comovido e depois quando ele foi embora, chorei. Chorei porque não entra na minha cabeça e no meu coração tanta crueldade. Não entra na minha cabeça e no meu coração ver afogar-se no Mediterrâneo… esta não é a forma de resolver o grave problema da imigração, que eu entendo: um governo, com este problema tem “uma batata quente” nas mãos, mas deve resolvê-lo, de outra forma, humanamente. Quando eu vi aquele fio, com facas, eu não podia acreditar. Uma vez que eu tive a oportunidade de ver um filme da prisão de refugiados que retornam, que são enviados de volta. Prisões não oficiais, prisões de traficantes. Se você quiser, eu posso mandá-lo a você. Eles fazem sofrer,  fazem sofrer. As mulheres e crianças são vendidas, os homens ficam. E as torturas que você vê no filme são inacreditáveis. Era um filme feito em segredo. Eu não os deixo entrar: é verdade porque não tenho lugar, mas há outros países, há a humanidade da União Europeia. Toda a União Europeia tem de falar. Não os deixo entrar, ou os deixo afogar ali, ou os mando embora sabendo que tantos deles vão cair nas mãos destes traficantes que vão vender as mulheres e as crianças, matarão ou torturarão para fazer escravos os homens. Isto está filmado, está à disposição de vocês.
 
Uma vez que falei com um governante, um homem que eu respeito e direi "o nome, Alexis Tsipras. e falando sobre isso e dos acordos de não deixar entrar, ele me explicou as dificuldades, mas no final ele me falou com o coração e disse esta frase: "os direitos humanos vêm antes dos acordos". Esta frase merece o Prêmio Nobel.
 
Michal Werner Schramm, Ard Roma: O senhor há muitos anos combate para proteger e ajudar os migrantes, como fez nos últimos dias no Marrocos. A política europeia vai exactamente na direcção oposta. A Europa torna-se como bastão contra os migrantes. Esta política reflete a opinião dos eleitores. A maioria desses eleitores é cristã-católica. O senhor como se sente com esta triste situação?
 
Vejo que muitas pessoas de boa vontade, não só católicos, mas pessoas boas, de boa vontade são um pouco tomadas pelo medo que é a pregação habitual do populismo, o medo. O medo é semeado e depois as decisões são tomadas. O medo é o início das ditaduras. Vamos para o século passado, para a queda da República de Weimar, repito isto muitas vezes. A Alemanha precisava de uma saída e, com promessas e medos foi avante Hitler, conhecemos o resultado, conhecemos o resultado. Aprendemos com a história, isso não é novo: semear medo é fazer uma coleta de crueldade, de fechamentos e até mesmo de esterilidade. Pensem no inverno demográfico da Europa. Também nós que vivemos na Itália temos abaixo de zero. Pensem na falta de memória histórica: a Europa foi feita por migrações e esta é a sua riqueza. Pesemos na generosidade de muitos países, que hoje batem à porta da Europa, com os migrantes europeus a partir de 84, os dois pós-guerra, em massa, a América do Norte, a América Central, a América do Sul. O meu pai foi lá depois da guerra e foi acolhido. Um pouco de gratidão... É verdade, para ser compreensivos, que o primeiro trabalho que temos de fazer é tentar assegurar que as pessoas que migram por causa da guerra ou da fome não tenham essa necessidade.
 
Se uma Europa tão generosa vende armas ao Iêmen para matar crianças, como faz a Europa a ser coerente. E digo que isto é um exemplo, mas a Europa vende armas. Depois há o problema da fome e da sede. Se a Europa quer ser a mãe Europa e não a avó Europa, tem de investir, tem de tentar inteligentemente ajudar a levantar através da educação, através dos investimentos, e isto não é meu, disse a Chanceler Merkel. É algo que ela leva avante: impedir a emigração não com a força, mas com a generosidade, os investimento educativos e econômico, etc., e isto é muito importante. Segundo, sobre como agir, é verdade que um país não pode receber todos, mas há toda a Europa para distribuir os migrantes, há toda a Europa. Porque a acolhida deve ser com o coração aberto, depois acompanhar, promover e integrar. Se um país não pode integrar, deve pensar imediatamente em falar com outros países: você quantos pode integrar, para dar às pessoas uma vida digna. Outro exemplo que vivi na minha pele no tempo das ditaduras é a Operação Condor em Buenos Aires, na América Latina, na Argentina, Chile e Uruguai. Foi a Suécia que recebeu com uma generosidade impressionante. Aprendiam imediatamente a língua à custa do Estado, encontraram trabalho, encontraram um lar. Agora você sente, a Suécia, um pouco com dificuldade na integração, mas diz isso e pede ajuda. Quando lá estive no ano passado, o primeiro-ministro deu-me as boas-vindas, mas na cerimônia de despedida foi uma ministra, uma jovem ministra que penso era a da Educação, era um pouco acastanhada porque era filha de uma sueca e de um migrante africano: tão integrada no país que eu dou como exemplo, a Suécia. Mas para isso é preciso generosidade, é preciso continuar, mas com os muros ficaremos fechados nestes muros.
 
Cristiana Caricato, Tv2000: O senhor tem medo do risco que as ditaduras podem gerar. Ainda hoje um ministro italiano, em referência à conferência de Verona, disse que mais do que a família, é preciso ter medo do Islã. Estamos em risco de ditadura? E depois uma curiosidade: o senhor com frequência denuncia a ação do diabo, o fez no recente encontro sobre a protecção dos menores. Que podemos nós fazer para combate-lo, especialmente no que se refere aos escândalos da pedofilia?
 
Um jornal, depois do meu discurso no final do encontro sobre a proteção dos menores, disse: "O Papa foi inteligente, primeiro disse que a pedofilia é um problema mundial, depois disse algo sobre a Igreja, no final lavou as mãos e culpou o diabo. Um pouco simplista, não é? Um filósofo francês, nos anos 70, fez uma distinção que me deu muita luz. Ele disse: para entender uma situação é preciso dar todas as explicações e depois procurar os significados. O que significa socialmente? O que significa pessoalmente ou religiosamente? Eu tento dar todas e também as medidas das explicações. Mas há um ponto que não se pode compreender sem o mistério do mal.
 
Pense na pornografia infantil virtual. Houve dois encontros, pesados, em Roma e Abu Dhabi. Pergunto-me por que se tornou algo do cotidiano? Porque - estou falando de estatísticas sérias - se você quer ver abuso sexual de crianças ao vivo, pode se conectar à pornografia infantil virtual, eles mostram. Eu não minto. Eu me pergunto, os responsáveis não podem fazer nada? Nós na igreja faremos de tudo para acabar com esta chaga, faremos de tudo. Eu naquele discurso, dei medidas concretas. Já existiam, antes do encontro, quando os presidentes da conferência me deram a lista que dei a todos. As pessoas responsáveis por essas sujeiras, são inocentes? Aqueles que ganham dinheiro com isto? Em Buenos Aires, com duas autoridades da cidade, fizemos uma portaria, uma disposição não vinculativa para hotéis de luxo, que dizia "coloque na recepção deste hotel, não se permitem relações com menores". Ninguém quis colocá-la. Não, mas você sabe, não se pode, parece que estamos sujos, você sabe que nós não fazemos isso, mas sem o anúncio. Um governo não consegue identificar onde fazem estes filmes com as crianças? Todos filmes ao vivo. Para dizer que o flagelo mundial é grande, mas também que não se pode entendê-lo sem o espírito do mal, é um problema real. Para resolver isto, há duas publicações que recomendo: um artigo de Gianni Valente no Vaticano Insider onde ele fala dos donatistas. O perigo que a Igreja hoje corre de se tornar donatista ao fazer prescrições humanas, esquecendo as outras dimensões. Oração, a penitência, que não estamos habituados a fazer. Ambos! Porque para vencer o espírito do mal não é 'lavar-se as mãos', dizer 'o diabo faz isso', não. Também nós temos de lutar com o diabo, com as coisas humanas.
 
A outra publicação foi feita pela “Civiltà Cattolica”. Eu tinha escrito um livro, em 1987, as cartas da tribulação, eram as cartas do Padre Geral jesuíta quando a companhia estava prestes a ser dissolvida. Fiz um prólogo, estudaram essas cartas, e estudaram as cartas que fiz ao episcopado chileno e ao povo chileno. Como agir com isso, as duas partes, a parte científica contra a parte espiritual. O mesmo foi feito com os bispos dos Estados Unidos, as propostas eram demasiadas metodológicas, sem vontade, a dimensão espiritual foi negligenciada. Gostaria de dizer o seguinte: a Igreja não é congregacionalista, é católica, onde o bispo deve pegar pela mão e o Papa também deve pegar pela mão como pastor. Mas como? Com medidas disciplinares e também com a penitência, com a oração, com a acusação de si mesmo. Eu ficaria grato se vocês estudassem as duas coisas: a parte humana e a espiritual.
 
Fonte: Vatican News
Imagem: Reprodução / ANSA

 
Com o objetivo de refletirmos o tema e prepararmos a Semana de Oração pela Unidade Cristã - SOUC 2019, o Conselho de Igrejas para Estudo e Reflexão (CIER) convida você para participar do Seminário "Procurarás a justiça, nada além da justiça".
 
Data: 06 e 07 de maio de 2019.
- Início às 12h00, com almoço e término, dia 07, com almoço.
 
Local: Centro de Eventos Rodeio 12.
- Rua José Ostrowski Jr. 150 - Bairro: Rodeio 12.
 
PROGRAMAÇÃO
 
Dia 06 de maio
 
12h15 – Almoço
14h00 – Abertura: P. Inácio Lemke
14h15 – Devocional: Equipe de Tubarão
14h30 – Introdução ao tema: Assessora
15h30 - Cafezinho
15h45 – Tema: Assessora (Romi Bencke - CONIC)
18h30 – Jantar
20h00 - Assessora (Romi Bencke - CONIC)
 
Dia 07 de maio
 
07h30 – Café da manhã
08h00 – Devocional: NE de Chapecó
08h30 – Tema: Assessora (Romi Bencke - CONIC)
10h00 – Cafezinho
10h15 – Tema: Assessora (Romi Bencke - CONIC)
11h15 – Encaminhamentos – avaliação
11h45 – Bênção – Dom Rafael Biernaski
12h15 - Almoço
 
INVESTIMENTO
  
Pacote com hospedagem e alimentação: R$ 178,00.
- Quem levar roupa de cama e banho terá um desconto de R$15,00.
 
INSCRIÇÕES
 
Secretaria do CIER: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.,  até 26 de abril de 2019.
Mais informações: (48) 9 8426 5058.
 
OBSERVAÇÃO
 
Despesas de viagem e hospedagem estão a cargo de cada participante ou entidade.

 
Reunidos entre os dias 26 e 28 de março na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), os bispos que integram o Conselho Permanente da entidade emitiram uma mensagem na qual demonstram preocupação com a Reforma da Previdência – PEC 06/2019.
 
No texto, os bispos reafirmam que o sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. “Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários” (Nota da CNBB, março/2017).
 
Eles reconhecem que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário adequado à Seguridade Social. Alertam, no entanto, que as mudanças contidas na PEC 06/2019 sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens.
 
Apontam  também que o discurso de que a reforma corta privilégios precisa deixar claro quais são esses privilégios, quem os possui e qual é a quota de sacrifício dos privilegiados, bem como a forma de combater a sonegação e de cobrar os devedores da Previdência Social. “A conta da transição do atual regime para o regime de capitalização, proposto pela reforma, não pode ser paga pelos pobres”, reforçam.
 
Ainda na mensagem, os bispos fazem um apelo ao Congresso Nacional para que favoreça o debate público sobre esta proposta de reforma da Previdência que incide na vida de todos os brasileiros. “Conclamamos as comunidades eclesiais e as organizações da sociedade civil a participarem ativamente desse debate para que, no diálogo, defendam os direitos constitucionais que garantem a cidadania para todos, dizem em um dos trechos.
 
Confira abaixo, a mensagem, na íntegra:
 
MENSAGEM DO CONSELHO PERMANENTE DA CNBB
 
“Serás libertado pelo direito e pela justiça” (cf. Is 1,27)
 
Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF nos dias 26 a 28 de março de 2019, assistidos pela graça de Deus, acompanhados pela oração da Igreja e fortalecidos pelo apoio das comunidades eclesiais, esforçamo-nos por cumprir nossa missão profética de pastores no anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo e na denúncia de acontecimentos e situações que se opõem ao Reino de Deus.
 
A missão da Igreja, que nasce do Evangelho e se alimenta da Eucaristia, orienta-se também pela Doutrina Social da Igreja. Esta missão é perene e visa ao bem dos filhos e filhas de Deus, especialmente, dos mais pobres e vulneráveis, como nos exorta o próprio Cristo: “Todas as vezes que fizestes isso a um destes pequeninos que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40). Por isso, nosso olhar se volta constantemente para a realidade do país, preocupados com propostas e encaminhamentos políticos que ameacem a vida e a dignidade dos pequenos e pobres
 
Dentre nossas atuais preocupações, destaca-se a reforma da Previdência – PEC 06/2019 – apresentada pelo Governo para debate e aprovação no Congresso Nacional. Reafirmamos que “o sistema da Previdência Social possui uma intrínseca matriz ética. Ele é criado para a proteção social de pessoas que, por vários motivos, ficam expostas à vulnerabilidade social (idade, enfermidades, acidentes, maternidade…), particularmente as mais pobres. Nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários” (Nota da CNBB, março/2017).
 
Reconhecemos que o sistema da Previdência precisa ser avaliado e, se necessário, adequado à Seguridade Social. Alertamos, no entanto, que as mudanças contidas na PEC 06/2019  sacrificam os mais pobres, penalizam as mulheres e os trabalhadores rurais, punem as pessoas com deficiência e geram desânimo quanto à seguridade social, sobretudo, nos desempregados e nas gerações mais jovens. O discurso de que a reforma corta privilégios precisa deixar claro quais são esses privilégios, quem os possui e qual é a quota de sacrifício dos privilegiados, bem como a forma de combater a sonegação e de cobrar os devedores da Previdência Social. A conta da transição do atual regime para o regime de capitalização, proposto pela reforma, não pode ser paga pelos pobres. Consideramos grave o fato de a PEC 06/2019 transferir da Constituição para leis complementares regras previdenciárias como idades de concessão, carências, formas de cálculo de valores e reajustes, promovendo desconstruções da Constituição Cidadã (1988).
 
Fazemos um apelo ao Congresso Nacional que favoreça o debate público sobre esta proposta de reforma da Previdência que incide na vida de todos os brasileiros. Conclamamos as comunidades eclesiais e as organizações da sociedade civil a participarem ativamente desse debate para que, no diálogo, defendam os direitos constitucionais que garantem a cidadania para todos.
 
Ao se manifestar sobre estas e outras questões que dizem respeito à realidade político-social do Brasil, a Igreja o faz na defesa dos pobres e excluídos. Trata-se de um apelo da espiritualidade cristã, da ética social e do compromisso de toda a sociedade com a construção do bem comum e com a defesa do Estado Democrático de Direito.
 
O tempo quaresmal, vivido na prática da oração, do jejum e da caridade, nos leva para a Páscoa que garante a vitória, em Jesus, sobre os sofrimentos e aflições. Anima-nos a esperança que vem de Cristo e de sua cruz, como ensina o papa Francisco: “O triunfo cristão é sempre uma cruz, mas cruz que é, simultaneamente, estandarte de vitória, que se empunha com ternura batalhadora contra as investidas do mal” (Evangelii Gaudium, 85).
 
Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, interceda por todos os brasileiros e brasileiras!
 
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
 
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de Salvador
Vice-Presidente da CNBB
 
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB
 
Fonte: CNBB
Imagem: Reprodução

 
A Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político, a partir de projeto apresentado à União Europeia, lança Chamada Pública Nacional de Apoio a Atividades Autogestionadas de Formação para Formulação e Incidência na Reforma do Sistema Político.
 
O apoio se dará por meio de aporte financeiro de até R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para organizações, movimentos e coletivos interessados em realizar atividades autogestionadas sobre os temas relacionados à reforma do sistema político. Ao todo, serão selecionadas até 60 atividades, no total de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais).
 
Inscreva sua organização até 30/4.
 
Saiba mais aqui: https://bit.ly/2OeMGGO