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A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu Nota de Solidariedade na tarde deste sábado, 26 de janeiro, a respeito do fato ocorrido ontem, sexta-feira, quando houve o  rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho(MG).
 
Na nota, os bispos destacam que aquela tragédia recente e semelhante quando houve rompimento de outra barragem em Mariana (MG) ensinou muito pouco.
 
Em nome do episcopado brasileiro, os bispos da presidência se unem aos familiares das vítimas e às comunidades para pedir: “As famílias e as comunidades esperam da parte do Executivo rigor na fiscalização, do Legislativo, responsabilidade ética de rever o projeto do Código de Mineração, e do Judiciário, agilidade e justiça“.
 
A presidência manifesta estar unida também com toda a família arquidiocesana de Belo Horizonte e reforça o pedido do arcebispo, dom Walmor Oliveira: “É urgência minimizar a dor dos atingidos por mais esse desastre ambiental, sem se esquecer de acompanhar, de perto, a atuação das autoridades, na apuração dos responsáveis por mais um triste e lamentável episódio, chaga aberta no coração de Minas Gerais”.
 
No final da Nota de Solidariedade, a Presidência da CNBB “oferece orações ao Senhor da Vida em favor das famílias, das comunidades da Arquidiocese de Belo Horizonte, atingidas pelo rompimento da barragem da mineradora Vale. Convidamos cada pessoa cristã a se associar aos irmãos e irmãs que sofrem com a perda de seus entes queridos e de seus bens“.
 
Leia a Nota, na íntegra:
 
NOTA SOLIDARIEDADE
 
Toda a criação, até o presente, está gemendo como que em dores de parto
(Rm 8,22)
 
A tragédia em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, vem confirmar a profecia de São Paulo VI: “Por motivo de uma exploração que não leva em consideração a natureza, o ser humano começa a correr o risco de a destruir e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação (Discurso à FAO, (16/11/1970).
 
Por ocasião do “Desastre de Mariana”, também em Minas Gerais, o Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB afirmava que “é preciso colocar um limite ao lucro a todo custo que, muitas vezes, faz negligenciar medidas de segurança e proteção à vida das pessoas e do planeta” (25/12/2015). “O princípio da maximização do lucro, que tende a isolar-se de todas as outras considerações, é uma distorção conceitual da economia” (Laudato Sì, 195). Esse princípio destrói a natureza e a pessoa humana.
 
É muito triste constatar que o “desastre de Mariana” tenha ensinado tão pouco. É urgente que a atividade mineradora no Brasil tenha um marco regulatório que retire do centro o lucro exorbitante das mineradoras ao preço do sacrifício humano e da depredação do meio ambiente, com a consequente destruição da biodiversidade. “O meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos” (Laudato Sì, 95).
 
As famílias e as comunidades esperam da parte do Executivo rigor na fiscalização, do Legislativo, responsabilidade ética de rever o projeto do Código de Mineração, e do Judiciário, agilidade e justiça.
 
Unidos à família arquidiocesana de Belo Horizonte, assumimos como nossas as palavras do seu Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo: “É urgência minimizar a dor dos atingidos por mais esse desastre ambiental, sem se esquecer de acompanhar, de perto, a atuação das autoridades, na apuração dos responsáveis por mais um triste e lamentável episódio, chaga aberta no coração de Minas Gerais. A justiça seja feita, com lucidez e sem mediocridades que geram passivos, com sentido humanístico e priorizando o bem comum, com incondicional respeito e compromisso com os mais pobres” (25/01/2019).
 
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) expressa solidariedade e oferece orações ao Senhor da Vida em favor das famílias, das comunidades da Arquidiocese de Belo Horizonte, atingidas pelo rompimento da barragem da mineradora Vale. Convidamos cada pessoa cristã a se associar aos irmãos e irmãs que sofrem com a perda de seus entes queridos e de seus bens.
 
A esperança de viver na “Casa Comum” anime os nossos passos, e a fé na ressurreição ilumine a nossa dor!
 
Brasília-DF, 26 de janeiro de 2019
 
Cardeal Sérgio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
 
Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de Salvador
Vice-Presidente da CNBB
 
Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB
 
Foto: Reprodução / Isac Nóbrega/PR/site público 

 
Desastre em Brumadinho
 
No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gênesis 1.1). O primeiro capítulo da Bíblia é uma confissão de fé que reconhece em Deus a origem de tudo. Deus criou o mundo para que nele haja vida. O rompimento de uma barragem de rejeitos de minério de ferro em Brumadinho/MG, constitui o oposto da ação criadora de Deus. Em Brumadinho, no dia 25/01/2019, observamos a destruição e a morte.
 
A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) expressa sua profunda consternação com este desastre. Em primeiro lugar, externamos nossa solidariedade às pessoas da região atingida. Sabemos que é impossível mensurar o drama das vidas arrastadas e soterradas pela avalanche de lama. Sabemos que é impossível mensurar o sofrimento de quem perdeu pessoas queridas. Sabemos que é impossível mensurar a aflição de quem espera ansiosamente por um sinal de vida ou por uma notícia. Não podemos mensurar a dor, mas podemos expressar solidariedade e afeto em orações, pensamentos, palavras e ações.
 
Ao Deus que criou a vida, suplicamos que conceda consolo e fortaleça a rede de amparo e cuidado que se formou em muitos lugares. Às nossas comunidades, pedimos que orem e desenvolvam ações para afirmar solidariedade. Às autoridades, reivindicamos que atuem vigorosamente nos diversos âmbitos para que assistência seja prestada, responsabilidades sejam apuradas e danos sejam mitigados. Que a ação do Estado seja firme e forte para evitar que novos desastres ocorram.
 
O número de pessoas desaparecidas é assustador. Além das vidas humanas, quantos animais e plantas pereceram? Que impactos socioambientais teremos? O rompimento da barragem é causado pela intervenção humana no ambiente natural. Há três anos, um desastre semelhante aconteceu em Mariana/MG. Que consequências tiramos destes dramas? Quanto vale a vida de pessoas? Quanto vale a vida de animais? Quanto vale a vida de plantas? Quanto vale o ambiente em que vivemos? É necessário apurar responsabilidades, julgar e punir adequadamente. É necessário criar mecanismos para fiscalizar e garantir segurança. É necessário também reafirmar o nosso compromisso com a vida e o cuidado com a Criação de Deus.
 
Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado” (Salmo 34.18). Desejamos que Deus conforte os corações abatidos, consolide a união pela vida e reanime em nós o compromisso de cuidar de tudo o que foi criado pela boa palavra divina.
Presidência da IECLB
 
Pa. Sílvia Beatrice Genz - Pastora Presidente
P. Odair Airton Braun - Pastor 1º Vice-Presidente
P. Dr. Mauro Batista de Souza - Pastor 2º Vice-Presidente
 
Foto: Reprodução

 
É com alegria que o CONIC disponibiliza, para download free, o cartaz da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), edição 2019. A arte ficará liberada aqui neste link (em JPG - média resolução), e neste link (em PDF - melhor resolução). Fique à vontade para compartilhá-la. 
 
 
Este ano, a SOUC será celebrada de 2 a 9 de junho - Semana de Pentecostes.
 
O tema da Semana é inspirado no livro de Deuteronômio: "Procurarás a justiça, nada além da justiça" (Dt 16.11-20).
 
Para mais informações sobre a Semana de Oração, clique aqui.
 
"Procurarás a justiça, nada além da justiça"
(Dt 16.11-20)
 
A Semana de Oração pela Unidade Cristã em 2019 foi preparada por cristãos da Indonésia. Com uma população de 265 milhões, 86% dos quais se identificam como muçulmanos, a Indonésia é bem conhecida como o país que tem a maior população muçulmana. No entanto, 10% dos indonésios são cristãos de tradições diversas. Tanto em termos de população como de grande extensão de terra, a Indonésia é a maior nação do sudeste da Ásia. Tem mais de 17.000 ilhas, 1.340 diferentes grupos étnicos e mais de 740 línguas locais, mas ainda assim está unida na sua pluralidade pela língua nacional Bahasa Indonésia. A nação se baseia em cinco princípios chamados Pancasila, com o lema Bhineka Tunggal Ika (unidade na diversidade). No meio da diversidade de etnias, linguagem e religião, os indonésios têm vivido pelo princípio de gotong royong, que é viver em solidariedade e com colaboração. Isso significa ter partilha nos diversos campos da vida, no trabalho, nas tristezas e festividades, vendo todos os indonésios como irmãos e irmãs.
 
Essa sempre frágil harmonia é hoje ameaçada de novas maneiras. Muito do crescimento econômico que a Indonésia tem experimentado em décadas recentes tem sido construído com um sistema centrado na competição. Isso está em evidente contraste com a colaboração de gotong royong. A corrupção é experimentada de muitas maneiras. Ela infecta a política e os empreendimentos, frequentemente com consequências devastadoras para o ambiente. Em particular, a corrupção enfraquece a justiça e a implementação da lei. Movidos por essas considerações, os cristãos da Indonésia sentiram que as palavras do Deuteronômio - "procurarás a justiça, nada além da justiça" (veja Dt 16, 18-20) - falavam fortemente sobre sua situação e suas necessidades. Antes do povo de Deus entrar na terra que Deus lhes tinha prometido, eles fizeram a renovação de seu compromisso com a Aliança que Deus estabelecera com eles.
 
Oferta da SOUC - Uma forma de fortalecer o ecumenismo
 
A oferta da SOUC simboliza o comprometimento das pessoas com o ecumenismo. É uma forma concreta de mostrar que acreditamos realmente na unidade dos cristãos (João 17:21). Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos, anualmente, da seguinte maneira: 40% para a representação regional do CONIC (onde houver), que é destinado a subsidiar reuniões e atividades ecumênicas locais, e 60% para o CONIC Nacional, para projetos de maior alcance.
 
Conta para depósito da coleta:
 
Banco Bradesco
Agência: 0606-8
Conta Poupança: 112.888-4
 

 
“Precisamos de ajuda. Estamos dormindo na Praça. Não podemos entrar no abrigo”. Este pedido de socorro é do jovem indígena warao, Jean Luís Jimenez e foi enviado desde Boa Vista, Roraima, ao Pe. Vilson Jochem, missionário da Consolata em Caracas. Jean Luís é um dos 3 milhões de imigrantes que deixaram a Venezuela rumo aos países vizinhos. 
 
Com essa informação, fomos até o bairro Pintolândia, zona Oeste da cidade, onde funciona o abrigo destinado aos indígenas e encontramos 17 warao, nove adultos e oito crianças vivendo na Praça Augusto Germano Sampaio. Dois dias depois, os indígenas somavam 30 pessoas sendo 17 crianças menores de 12 anos. O abrigo conta hoje com 665 indígenas e não recebe novos ingressos.
 
Chama atenção o caso de Mardelia Rattia, 25 anos, que chegou com cinco filhos incluindo uma bebê de dois meses. “A nossa situação é difícil. Penso nas crianças”, lamenta Mardelia constrangida. Ela quer seguir viagem para Manaus (AM) onde está a sua sogra com outros parentes. 
 
Doente e fragilizado, Jean Luís foi internado no Hospital Geral de Roraima, que também está lotado. “Aqui pelo menos está melhor do que na Praça”, observa deitado em uma maca nos corredores ao lado de vários pacientes, muitos deles venezuelanos. Quando der alta vai ficar na rua outra vez. 
 
Insegurança na Praça
 
No dia 18 de janeiro, à noite os soldados do Exército, que também são responsáveis pela infraestrutura e segurança nos abrigos, passaram pela Praça e abordaram alguns warao dizendo que eles não poderiam mais dormir ali. A ameaça assustou a todos. Na noite seguinte fomos ao local para evitar uma possível retirada. Depois de alguns diálogos com representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), responsável por abrigar e proteger os refugiados, os warao tiveram a garantia de continuar na Praça. Naquela noite, os soldados chegaram em dois carros, mas não se aproximaram do grupo. O fato trouxe muita insegurança e por isso é urgente encontrar uma solução. 
 
 
Entre os imigrantes se encontram vários profissionais qualificados, a exemplo da médica warao, Fiorella Lisenni R. Blanco que veio com uma criança, uma irmã professora e um irmão formado em direitos humanos. Ela improvisa atendimentos aos que precisam e organizou um cadastro do grupo. “Como o Brasil concede refúgio, mas não oferece uma acolhida digna? Estão nos ameaçando tirar até da Praça” questiona Fiorella. Indígenas gozam de direitos diferenciados garantidos pela Constituição e leis internacionais. Além disso, antropólogos lembram que os warao deveriam poder exercer a liberdade transfronteiriça de ir e vir como um fundamento cultural que historicamente se sobrepõe às nacionalidades do Brasil e Venezuela.
 
Pablo Mattos, da coordenação do ACNUR em Boa Vista, explica que “a decisão de criar novos abrigos é uma responsabilidade do Governo brasileiro”. O ACNUR acompanha o monitoramento dos migrantes, apoia a acolhida nos abrigos e a interiorização/integração. Com relação aos warao o representante do ACNUR se comprometeu continuar a busca de soluções em diálogo com as instituições envolvidas nesse trabalho. 
 
O problema não é de hoje. Um relatório divulgado em junho de 2018 pela ONU, fez 35 recomendações para garantir os direitos de indígenas venezuelanos em três eixos: os direitos universais, os direitos dos migrantes, e os direitos específicos dos povos indígenas. Eles devem ser atendidos enquanto imigrantes, mas sobretudo enquanto indígenas. Segundo dados da ONG Fraternidade Humanitária Internacional, ao menos 957 indígenas warao e e’ñepá estão em abrigos nas cidades de Pacaraima e Boa Vista. Eles percorrem mais de 900 km em um trajeto arriscado. 
 
O Posto de Triagem oferece vários serviços de documentação e encaminha para os abrigos e o programa de interiorização. Pelo menos em outros seis locais os imigrantes recebem apoio de instituições para fazer documentos. É visível a falta de vagas nos abrigos. Toda segunda-feira são disponibilizadas apenas 40 vagas para uma demanda de mais de 200 pedidos. No dia 14 de janeiro, depois de caminhar pelo menos 8 km até o Posto de Triagem, um grupo de warao voltou para a Praça sem conseguir vaga. 
 
Equipe Missionária Itinerante
 
Depois de uma pausa, a Equipe Missionária Itinerante do Instituto Missões Consolata retomou, no dia 12 de janeiro de 2019, suas atividades. Os padres Luiz Carlos Emer (RB), Jaime Carlos Patias (DG) e Manolo Loro (RAM) integram o segundo grupo. No primeiro grupo estiveram os padres Sérgio A. Gonçalves, Hector Orlando Sánchez e Innocent B. Mbisamulo.  A prioridade da Equipe é acompanhar as pessoas mais vulneráveis e os indígenas warao originários da região do Delta Amacuro na Venezuela onde atuam os missionários da Consolata. “O pouco que conseguimos fazer já é muito para aliviar o sofrimento de quem deixou para trás tudo em busca da sobrevivência”, afirma o padre Luiz Emer ao voltar de mais uma visita ao grupo de indígenas. 
 
A Equipe procura dar apoio e encaminhar as diversas situações aos órgãos competentes sabendo que não é possível dar conta da demanda. O que conta são as atitudes destacadas pelo Papa Francisco: “Acolher, proteger, promover e integrar”. 
 
A Diocese de Roraima com suas pastorais e paróquias, e congregações como as Irmãs Scalabrinianas, São José de Chambéry, Nossa Senhora das Dores, Filhas da Caridade, Missionários e Missionárias da Consolata, Jesuítas, Maristas, entre outros, prestam vários serviços. 
 
Para o bispo de Roraima, Dom Mário Antônio, além da logística, “vemos a necessidade da acolhida pelas comunidades por meio da integração entre a população local e os venezuelanos, os novos residentes que chegam com a perspectiva de uma vida nova. Eles têm o direito de chegar e nós o dever de acolher, promover, proteger e integrar”, recorda o bispo. “Queremos que nossas comunidades integrem os imigrantes nas celebrações em português, espanhol ou na língua indígena. Vejo a migração uma oportunidade para viver o Evangelho: ‘amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, destaca Dom Mário.  
 
José Miguel Pinto e seus sete colegas, duas mulheres e duas crianças, chegaram caminhando desde Pacaraima, a 215 km de Boa Vista. No posto de atendimento da Paróquia N. S. Consolata eles mostram as feridas nas solas dos pés e os calçados rebentados. Como tantos outros, à noite o grupo dorme na calçada em uma das ruas próximas à Estação Rodoviário. A quantidade de imigrantes nas ruas e praças impressiona. José Miguel conta que uma noite, a polícia passou e retirou todos do local. Esse é o clima de insegurança que muitos deles vivem. 
 
Texto: Jaime C. Patias, IMC, Conselheiro Geral para América
Fotos: Jaime C. Patias

 
A Jornada Mundial da Juventude é um dos maiores eventos da Igreja Católica e reúne participantes de todo o planeta entre os dias 22 e 27 de janeiro. 
 
Este ano, o país-sede é o Panamá, onde os jovens passarão 5 dias de oração e muito conhecimento sobre a fé católica e questões que assolam a juventude e a evangelização.
 
A organização do evento divulgou as estatísticas da JMJ 2019. Os dados são impressionantes: 
 
  • são mais de 100.000 peregrinos inscritos. Eles são provenientes de 156 países;
  • 480 bispos se inscreveram, a maioria deles (48%) é do Panamá;
  • 380 bispos darão catequeses em 156 salas próprias para isso. As conferências acontecerão em 25 idiomas;
  • cerca de 22.500 voluntários vão trabalhar durante a jornada;
  • os países com o maior número de participantes são: Colômbia, Brasil, Costa Rica, México e Polônia;
  • 2.500 jornalistas estão credenciados para a cobertura do evento. 
Abertura
 
A Missa de boas-vindas aos peregrinos da JMJ Panamá 2019 foi celebrada pelo Arcebispo do Panamá, lugar que este ano acolhe o evento e que foi a primeira diocese em terra firme do continente americano. Em sua homilia, Dom José Domingo Ulloa Mendieta, recordou aos jovens o exemplo de disponibilidade aos planos de Deus de Maria, Mãe de Jesus e afirmou que a santidade é possível.
 
Presença do Papa 
 
O Papa Francisco estará presente na JMJ Panamá. Ele desembarca por volta das 16h30 (hora local) desta quarta-feira, 23 de janeiro, e permanece no país até o próximo domingo, 27. O primeiro discurso público do pontífice está previsto para a manhã da quinta-feira, 24, no palácio presidencial, onde Francisco fará uma visita de cortesia ao Presidente da República do país anfitrião. O Papa ainda participa de Missas, encontro com religiosos, jovens e voluntários. 
 
Veja toda a programação da JMJ no site oficial do encontro (clique aqui para acessar). 
 
Com informações da Aleteia
Imagem: Reprodução

 
Foi realizada, nos dias 17 e 18 de janeiro, em Brasília, mais uma reunião de Diretoria do CONIC. Na pauta do encontro estava a preparação para a Assembleia deste ano – de 28 a 30 de maio – a reunião conjunta com a diretoria da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), em Salvador, nos dias 4 e 5 de abril, além do encontro entre igrejas brasileiras e palestinas (confira a matéria aqui). Um dos encaminhamentos do encontro foi a elaboração de uma nota a respeito do Decreto presidencial que, na prática, facilitou o acesso de pessoas a armas de fogo.
 
Confira a nota:
 
Decreto que facilita acesso a armas é preocupante
 
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou;
não vo-la dou como o mundo a dá. (Jo 14:27)
 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) vem a público manifestar sua preocupação pela publicação do Decreto da Presidência da República que facilita a posse de armas de fogo. Segundo o Decreto, assinado no dia 15 de janeiro, toda a pessoa com mais de 25 anos e sem antecedentes criminais poderá possuir até quatro armas em casa. Além disso, o Decreto estende a validade do registro de cinco para 10 anos, possibilitando a renovação automática do registro caso o portador da arma de fogo não esteja em situação irregular. 
 
Enquanto igrejas, acreditamos que o papel de todas as pessoas deve ser a promoção de uma cultura de paz.  Ao Estado cabe desenvolver programas de fortalecimento dos direitos humanos, de valorização dos profissionais da segurança pública, de garantia do acesso à justiça (especialmente daquelas pessoas que vivem em territórios de maior vulnerabilidade), além de desenvolver programas de ressocialização voltados às pessoas que cumprem penas privativas de liberdade e para egressos do sistema prisional, entre outras medidas contempladas no Artigo 3 da Lei 11.530/07. 
 
Na Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2005 - “Felizes os que promovem a paz” - nos empenhamos pela aprovação do Estatuto do Desarmamento. Acreditamos que uma sociedade armada não conduz à justiça ou à paz.  A fé nos oferece a certeza de que não se supera a violência com mais violência. Cabe-nos trilhar o caminho anunciado pelo profeta Isaías, que diz que bom é viver numa terra aonde as “espadas se tornem arados” (Is 2:4). 
 
Com a publicação do novo Decreto, a flexibilização de requisitos poderá permitir que mais armas entrem em circulação em todo território nacional. Cabe notar, contudo, que 61% da população brasileira rejeita a ideia de se facilitar o acesso às armas de fogo (Datafolha, em 31 de dez de 2018). Diversos estudos ligam o acesso facilitado a armas a suicídios e acidentes.  
 
Também é importante lembrar que, há seis meses, o relatório da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência recomendou restrição de acesso a armas de fogo. O documento traz um dado que assusta: apesar de ter 3% da população mundial, o Brasil responde por 14% dos homicídios em todo o mundo, com taxas semelhantes a países como Ruanda e Congo, que vivem situação de guerra civil. 
 
Muitos dos que defendem a flexibilização da posse de armas argumentam que o Estatuto do Desarmamento não deteve o avanço da violência. Mas isso não é verdade.  Basta dizer que nos nove anos anteriores à aprovação do Estatuto, de 1995 para 2003, a taxa de homicídios aumentou 21,4%. Nos nove anos seguintes, de 2003 para 2012, a mesma taxa aumentou 0,3%. Ou seja: mesmo com uma população consideravelmente maior, a taxa quase que foi freada. 
 
Para as mulheres e crianças, sobretudo, armas dentro de casa representarão riscos ainda maiores. Dos 46.881 homens mortos por armas de fogo em 2017, cerca de 10% morreram dentro de casa. No caso das 2.796 mulheres mortas da mesma forma, 25% foram vitimadas em domicílio. Em matéria publicada na revista Exame, a promotora de Justiça do MP de São Paulo, Silvia Chakian, integrante do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica, diz que a “flexibilização da posse de arma de fogo potencializa o risco de todas essas mortes por razões banais. Muitas mulheres morrem por força de conflitos corriqueiros e domésticos. Discussões que hoje terminam num empurrão ou num tapa podem terminar num feminicídio”.
 
Armar a população é reconhecer a incapacidade do Estado de desenvolver a política de segurança pública orientada pelos tratados de Direitos Humanos. É uma tentativa de terceirizar a segurança pública, que é dever do Estado. 
 
Preocupa-nos que este Decreto tenha sido assinado ignorando a ampla discussão com a sociedade acumulada nos últimos anos, curvando-se a interesses de grupos específicos. E lamentamos que pessoas cristãs têm empenhado tempo e prestígio na defesa dessa pauta que não corresponde à vontade de Jesus Cristo, afinal, ao longo de sua vida, Jesus anunciou a paz. 
 
Por isso, clamamos ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal que deem espaço à sensatez e desfaçam, no amparo da Lei, o Decreto assinado pela Presidência da República.
 
“Bem-aventuradasas pessoas pacificadoras,
pois serão chamadas filhas de Deus” (Mt 5:9)
 
CONIC - CONSELHO NACIONAL DE IGREJAS CRISTÃS DO BRASIL

 
No dia 28 de janeiro, em Brasília, representantes de igrejas brasileiras e palestinas se encontrarão na sede da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Brasília – EQS 405/406 – Asa Sul. Temas como a possível transferência da Embaixada brasileira de Israel para Jerusalém, o fortalecimento das relações entre igrejas do Brasil e da Palestina e a questão das peregrinações à Terra Santa serão abordados.
 
Integram a delegação de igrejas palestinas as seguintes autoridades: Rev. Dr. Mitri Raheb, ex-presidente do Sínodo do Evangélico da Igreja Luterana na Jordânia e na Terra Santa; fundador e presidente da Universidade de Artes e Cultura Dar al-Kalima (Belém); membro do Conselho Nacional Palestino e do Conselho Central Palestino; Pe. Ibrahim Faltas, representante Franciscano do Estado da Palestina; Rev. Jack Sara, presidente da Bethlehem Bible College e ex-pastor sênior da Igreja da Aliança de Jerusalém; Pe. Bruno Varriano, sacerdote da Igreja Católica da Anunciação, em Nazaré; Ibrahim Alzeben, embaixador da Palestina no Brasil; Amirah Hannania, diretora do Comitê Superior Presidencial para Assuntos da Igreja; Sr. Emad Elsus, representante da comunidade palestina na América Latina.
 
Coletiva de imprensa:
 
Após o encontro, no mesmo local, os participantes ficarão à disposição para uma coletiva de imprensa sobre os temas ali tratados. Haverá tradutores.
 
 
Serviço:
 
Reunião entre igrejas brasileiras e palestinas
 
Quando: 28 de janeiro
Horário: 14h às 17h30
Onde: Comunidade Evangélica de Confissão Luterana – EQS 405/406 – Asa Sul, Brasília
 
Informações: (61) 3321 4034 - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 
Todo início tem um final. E na tarde desta quinta-feira, 17 de janeiro, chegou o momento de encerrar o 32° Curso de Verão, iniciado no dia 9 deste mês, com a temática: “Por uma cidade acolhedora: somos todos migrantes”.
 
A despedida de pessoas e de lugares que nos faz florescer é sempre muito difícil. Uma exposição, na entrada do TUCA, das obras feitas pelos cursistas da tenda “Arte e espiritualidade do cotidiano” dava sinais de como seria a tarde de todos que partilhariam os momentos finais do Curso.
 
Situando ainda mais os participantes do encerramento sobre o tema da edição de 2019, Guto Godoy, artista popular do Curso e autor do Painel deste ano, por meio de vídeo explicou sua obra.
 
Aprofundando a realidade simbolizada na obra de Guto, foi exibido um material de campanha intitulado “Caminhos da solidariedade”, que integra o projeto de acolhimento da Diocese de Roraima, em defesa dos migrantes venezuelanos, que vai ao encontro do chamado do Papa Francisco – acolher, proteger, promover e integrar.
 
Na sequência, os cursistas da tenda “Arpilleras: justiça e paz em nossas mãos” transitaram pelo Teatro da PUC-SP, exibindo suas obras, feitas à mão. O grupo que por meio do bordado representa resistência, destacou o lema: “Se fere a minha existência, nós seremos resistência”.
 
Com a apresentação de uma montagem coletiva, a tenda de “Arte e militância em diálogos” também deixou seu recado: “Eu milito porque existo e existo porque resisto”.
 
Na mesma sintonia, a tenda “Poesia: prática e política” defendeu: “Ser errante, ser migrante não é diferente, faz parte da gente”.
 
Estreando no Curso de Verão, a tenda “Diversidade, cidadania e bem viver”, que tem como patrona a vereadora pelo PSOL, Marielle Franco, assassinada em 2017 no Rio de Janeiro/RJ, soltou o grito: “Marielle vive!” para cada grupo de resistência lembrado.
 
“Ninguém solta a mão de ninguém”, cantou e encantou a tenda de “Música” que encerrou a socialização das tendas.
 
Homenageados do Curso de Verão
 
O segundo momento do encerramento foi dedicado às homenagens para três pessoas queridas e de muita importância para todos os envolvidos no mutirão dessa formação ecumênica e popular conhecida como Curso de Verão.
 
A primeira homenageada foi Cecília Bernardete Franco, coordenadora do Curso, que ao som da música “Flores”, do grupo Flor de Minas, recebeu flores e calorosos abraços dos monitores e de integrantes das equipes de serviço como forma de agradecimento por sua dedicação, sensibilidade e garra.
 
Padre José Oscar Beozzo, coordenador do CESEEP e um dos idealizadores do Curso de Verão, que está afastado por conta de um tratamento quimioterápico, também foi homenageado por meio de uma canção. A letra escolhida para esse momento foi “Trem bala”, de Ana Vilela.
 
O ciclo de homenagens foi concluído com a presença graciosa e inspiradora de “seu” João, como é conhecido o violinista que integra a equipe de animação do Curso. Aos 86 anos, trinta deles dedicado ao mutirão, ele emociona e inspira com sua sabedoria, vida e resistência. Em sua participação no encerramento, não foi diferente. Encantou a todos ao tocar seu violino, vestindo saia, em homenagem à luta de resistência das mulheres. Sua história de vida e de caminhada junto ao Curso foi lembrada e reverenciada por todos os presentes.
 
Cursistas assumem compromissos em apoio aos migrantes
 
A derradeira parte da celebração trouxe uma síntese sobre os principais pontos aprofundados ao longo dos nove dias de formação com o tema “Por uma cidade acolhedora: somos todos migrantes”, representada pela Carta Compromisso do Curso.
 
Cientes e comprometidos com a responsabilidade humana, eclesial e cidadã diante do sofrimento e desafios enfrentados pelos migrantes, os cursistas que passaram pela plataforma da Estação 32° Curso de Verão assumiram os compromissos listados na Carta. Dentre eles, estão:
 
- Conhecer, divulgar e fiscalizar a execução da legislação sobre os direitos das/os migrantes;
 
- Acolher e aprender a conviver de forma integrada e solidária com as/os migrantes e refugiadas/os, valorizando suas raízes, culturas e respeitando sua fé e expressão religiosa;
 
- Criar e estimular o desenvolvimento de estruturas e redes de solidariedade para acolher e acompanhar as/os migrantes e refugiadas/os em suas necessidades.
 
Uma mensagem enviada pelo Padre Beozzo foi escutada atentamente por todos. Com sua sensibilidade, força e sabedoria, ele orientou: “Sabendo que não estão sozinhas ou sozinhos, mas de mãos dadas numa grande rede de solidariedade, com gente simples, mas de muita fé e muita garra, se comprometam a fazer em suas comunidades àquelas coisas pequenas capazes de promover mudanças extraordinárias”.
 
O 33º Curso de Verão, será realizado de 08 a 16 de janeiro de 2020 e terá como tema “Espiritualidades na cidade: por uma dimensão libertadora”.
 
O Curso de Verão é um mutirão, composto por pessoas, entidades, movimentos sociais, Igrejas, comunidades e famílias, que contribuem para uma formação ecumênica e de educação popular organizada pelo CESEEP (Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular) em parceria com a PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e o TUCA (Teatro da Universidade Católica de São Paulo).
 
Ira Romão / Comunicação / CV2019
Foto: CV2019

 
Celebramos hoje, 21 de janeiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A Lei Federal 11.635/07, que cria o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, surgiu como uma homenagem à Iyalorixá Gildásia dos Santos – a Mãe Gilda. A religiosa morreu em 21 de janeiro de 2000 vítima de complicações de um infarto após ter sua foto publicada na matéria "Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes", do jornal Folha Universal. A casa onde ela residia foi invadida, seu esposo foi ofendido e agredido e o Terreiro depredado.
 
Mas o Brasil é um Estado Laico. Se é laico, não possui religião oficial ou uma crença que mereça privilégios em detrimento de outras. Em um país laico, todas as expressões religiosas devem ser igualmente respeitadas e atendidas em suas diferentes demandas - sobretudo protegidas! Por isso, é papel do Estado garantir liberdade de culto não apenas às igrejas cristãs, mas também às mesquitas, sinagogas, templos budistas, casas de umbanda, terreiros de candomblé, centros espíritas, etc.
 
Cabe lembrar - sempre é bom lembrar - que a intolerância religiosa é CRIME, vide artigo 20 da Lei 7.716/89. Induzir ou incitar discriminação e preconceito em razão da religião prevê pena de 1 a 3 anos, além de multa. Assim, se você não concorda ou não gosta da fé praticada pelo seu amigo, por sua vizinha ou pelo coleguinha de trabalho, tem esse direito. Mas deixe que eles sigam em paz... e como diz um ditado popular, “o seu direito acaba onde começa o dos outros”.
 
Uma denúncia a cada 15 horas
 
O Brasil registra uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas. Os adeptos de religiões de matriz africana estão entre os principais alvos. Casos recentes, como os ataques nas redes sociais contra a imagem, o legado e a memória de mãe Stela de Oxóssi, no fim do ano passado, e os ataques a terreiros em comunidades do Rio, deixam claro que muita coisa precisa mudar.
 
Nem tudo está perdido
 
No Paraná, religiosos se reunirão para dizer NÃO à intolerância. Estarão lá diversas lideranças cristãs, representantes das religiões de matriz africana e indígenas, judeus, muçulmanos, bahá'ís, messiânicos, gnósticos, entre outros. Uma das presenças confirmadas é a do primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), dom Naudal Alves. A IEAB é igreja-membro do CONIC. Outra atividade vai ser em Brasília, no Templo da Boa Vontade. Por lá, lideranças e praticantes de diversas religiões também estarão reunidos para tratar do assunto. A secretária-geral do CONIC, Romi Bencke, confirmou presença.
 
Para Romi, ter uma data lembrando o combate à intolerância religiosa é muito importante. "Nosso país já prevê a separação entre religião e Estado na Constituição, além da liberdade religiosa, mas ter um dia especial para reafirmar que a intolerância religiosa não pode ser aceita é fundamental para lembrarmos que somos um país não apenas de  uma religião, mas com muitas religiões e, também, com pessoas que optam em não ter religião. Infelizmente, os casos de intolerância religiosa têm crescido. Talvez uma das razões para isso seja a necessidade de reafirmação das identidades religiosas. Quanto mais me fecho em minhas verdades, menos tolerância e respeito tenho pelo outro. Neste sentido, a proposta ecumênica torna-se pedagógica, porque afirma que a diversidade religiosa é expressão da graça de Deus", afirmou.
 
O que fazer?
 
Reúna amigos da igreja, da escola ou do seu bairro para debaterem o tema. Conversar sobre o assunto já é um bom sinal. Tente propor reflexões no sentido de "se colocar no lugar do outro". E não esqueça: você não é obrigado a praticar “minha religião”, mas precisa cultivar o respeito. 
 
CONIC com informações de: Brasil de Fato, Bem Paraná, Portal Vermelho
Imagem: Ateliê15 / CONIC

 
Nos países do Hemisfério Norte a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) já começou. Lá, o período tradicional para as celebrações da SOUC foi fixado entre 18 e 25 de janeiro -  tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo. O tema para 2019 é: "Procurarás a justiça, nada além da justiça", baseado em Deuteronômio 16:11-20.
 
No dia 16/01, falando sobre a SOUC, o papa Francisco afirmou que "devemos rezar para que todos os cristãos voltem a ser uma só família, coerente com a vontade divina, que quer 'que todos sejamos um' (Jo 17, 21)". Ele também defendeu que o ecumenismo não é uma "coisa" opcional. Neste sentido, disse que a "intenção da SOUC é amadurecer um testemunho comum e concertado na afirmação da verdadeira justiça e no apoio aos mais fracos, através de respostas concretas, adequadas e eficazes".
 
Indonésia
 
Este ano, o material para a SOUC foi preparado por cristãos da Indonésia. Com uma população de 265 milhões, 86% dos quais se identificam como muçulmanos, a Indonésia é bem conhecida como o país que tem a maior população muçulmana. No entanto, 10% dos indonésios são cristãos de tradições diversas. 
 
O país tem mais de 17.000 ilhas, 1.340 diferentes grupos étnicos e mais de 740 línguas locais, mas ainda assim está unida na sua pluralidade pela língua nacional Bahasa Indonésia. A nação se baseia em cinco princípios chamados Pancasila, com o lema Bhineka Tunggal Ika (unidade na diversidade). 
 
No meio da diversidade de etnias, linguagem e religião, os indonésios têm vivido pelo princípio de gotong royong, que é viver em solidariedade e com colaboração. Isso significa ter partilha nos diversos campos da vida, no trabalho, nas tristezas e festividades, vendo todos os indonésios como irmãos e irmãs.
 
Semana de Oração no Brasil
 
No Hemisfério Sul, portanto no Brasil, as Igrejas celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (este ano será de  2 a 9 de junho). Por aqui, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados.
 
Em breve, neste link, você terá todas as informações necessárias para celebrar a SOUC no Hemisfério Sul, inclusive informações para a aquisição dos subsídios e o cartaz para download.
 
Desejamos uma santa Semana de Oração aos nossos irmãos e irmãs do Hemisfério Norte.
 
CONIC com agências