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O debate de ideias é sempre salutar nas sociedades democráticas. A divergência, ao contrário de empobrecer estruturas, fortalece a democracia, amplia direitos e promove a diversidade. 
 
Nos últimos meses, porém, o Brasil tem visto uma onda de discursos de ódio tomar conta das redes sociais. Nesses ambientes, sobra intolerância e falta amor. Não é por acaso que o salmista aconselha: “Evite a ira e rejeite a fúria; não se irrite: isso só leva ao mal” (Salmos 37:8).
 
Nos noticiários acompanhamos situações cada vez mais assustadoras:
 
- MBL denuncia agressão em ato de SP;
- Manifestante que levantava faixa de Marielle é agredido; 
- PM quebra braço de dirigente do PT em delegacia de Atibaia;
- Motorista avança sobre manifestação do MST e mata homem de 72 anos; 
- Homem atira contra acampamento de manifestantes a favor do ex-presidente Lula.
 
O que ainda não compreendemos?
 
Parece que ainda não entendemos que vidas são colocadas em risco quando um líder religioso afirma orar para que Deus possa “remover opositores de Bolsonaro”, ou quando um pastor famoso chama pessoas que tem afinidade com a esquerda de “esquerdopatas” – uma junção entre a palavra esquerda e psicopata ou sociopata. Enquanto cristãs e cristãos, precisamos semear a paz e trabalhar para fortalecer o diálogo pacífico de ideias (Tiago 1:19-20).
 
De acordo com a pastora presbiteriana Sônia Mota, diretora executiva da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), vivemos um estado de barbárie. “É a materialização do ódio aliado à licença para matar com a certeza da impunidade. No caso do manifestante do MST que foi propositalmente atropelado, temos o sangue de mais um trabalhador jorrando na terra e gritando por justiça. Como pastora, lembro do Cristo, morto e assassinado pelos poderes políticos, econômicos e religiosos da sua época e penso: muda o cenário, mudam os personagens, mas a situação é a mesma. O evangelho nos impele a não calarmos enquanto sangue inocente continuar sendo derramado”, declarou.
 
“O ódio que vemos contra pobres, mulheres, indígenas, quilombolas, LGBTQI+ não é isolado. Ele está articulado com questões econômicas. É um ódio construído e fortalecido por forças econômicas do agronegócio, da mineração e de empresas interessadas em nossa água, nosso petróleo, nossos recursos, sempre com vistas a acabar com nossa soberania nacional e nos destruir como país”, declarou a secretária-geral do CONIC, pastora Romi Bencke.

 
Organizações do movimento ecumênico (CONIC, Christian Aid, ISEAT-Bolívia, CJP-Colômbia e FEACT) estão trabalhando em uma ação global de solidariedade para proteger a Amazônia e seus habitantes. Para isso, estão reunindo igrejas, conselhos e organizações baseadas em fé para que se comprometam na luta por equidade e justiça na região. Portanto, lançamos a declaração em conjunto com parceiros, igrejas, organizações ecumênicas e Fóruns da ACT.
 
A ideia é que ela possa solidificar o apoio ecumênico do Norte e do Sul globais para que se trabalhe, juntas e juntos, em uma profunda expressão de solidariedade.
 
O documento será lançado pouco antes do Sínodo da Amazônia promovido pela Igreja Católica, que acontecerá em outubro de 2019. O Sínodo evidenciará a crise na floresta Amazônica, que desempenha um papel vital na saúde do planeta e a nossa declaração demonstrará o apoio e a força ecumênica na defesa da floresta e os povos que nela habitam.
 
Esta é uma oportunidade para o movimento ecumênico em todo o mundo se unir em defesa da Amazônia. Por isso, gostaríamos de convidar sua organização a endossar o documento como parte de uma ação de solidariedade.
 
Até o momento, a declaração conta com 79 adesões!
 
O documento pode ser assinado por organizações aqui neste deste link.
 
Junte-se a nós!
 
Foto: Pixabay

 
Nota do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs - RS
Mineração no RS e seus impactos socioambientais
 
"Porque não sabem fazer o que é reto, diz o Senhor, aqueles que
entesouram nos seus palácios a violência e a destruição" (Amós 3.10)
 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Rio Grande do Sul (CONIC RS) vem por meio desta se manifestar contra o avanço de projetos de mineração que ameaçam igualmente o meio ambiente e a vida de milhares de famílias de povos e comunidades tradicionais, que vivem da agricultura familiar, da pesca, além da qualidade da água para a população em geral. Os projetos Retiro (RGM), Caçapava do Sul (Nexa/Iamgod), Fosfato Très Entradas (Águia) e Mina Guaíba (Copelmi), chamados pela mídia empresarial de “nova era da mineração”, prometendo investimentos da ordem dos dois bilhões de reais e geração de mais de dois mil empregos diretos, seguem a mesma lógica de outros “investimentos” cujas consequências foram vistas nos desastres de Mariana e Brumadinho. 
 
Estes recentes exemplos de mineração predatória trazem uma projeção bem diferente onde se soma ao custo humano e ambiental causado pelo tipo de exploração destrutiva que realizaram; a morte direta de centenas de pessoas, a destruição da vida de milhares de famílias e a completa degradação do meio ambiente.
 
Este é o modelo de mineração que se pratica em um país completamente entregue aos interesses do lucro e cada vez mais afastado do cuidado com a Vida. Como afirmou o profeta Amós, falando dos poderosos do seu tempo, fazemos ouvir nossa voz profética junto aos povos e comunidades tradicionais, entre eles as populações indígenas, kilombolas, benzedeiras, cigana, pesca artesanal, povo de terreiros e outras, guardiãs dos biomas há milênios. Também fazemos nossa a luta de todas as pessoas cujo sustento familiar vem da terra, da água e do correto uso de recursos naturais.
 
Não queremos ver mais uma vez a vida sacrificada em troca do lucro descomprometido de algumas empresas e do sofrimento sem tamanho causado a milhares de pessoas e ao meio ambiente.
 
Estamos aqui para dizer um rotundo “não” a esta violência proposta em nome da destruição e violação de direitos, disfarçados de “progresso” ou “desenvolvimento”. Não deixaremos que transformem terras e biomas preservados, processos produtivos respeitosos e a vida de populações tradicionais em favor de interesses puramente financeiros".
 
Reivindicamos o cumprimento do Artigo 225 da Constituição Federal: “Todas as pessoas têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
 
Entendendo que o direito de todas as pessoas e todos os povos não pode ser ignorado, nem negligenciado, e exigindo a interrupção de qualquer projeto de mineração que não contemple os direitos já adquiridos pelas populações que ocupam as áreas destinadas aos mesmos, o CONIC-RS se manifesta contrário a projetos minerários que sacrificam a vida da Criação e glorificam o capital.
 
Porto Alegre, 17 de Julho de 2019
 

 
A irmã Maria Inês Vieira Riberiro (mad) foi reeleita pela assembleia religiosa da Congregação das Mensageiras do Amor Divino como Presidente da CRB (Conferência dos Religiosos do Brasil) para o triênio de 2019-2022.
 
A votação ocorreu durante a 25ª Assembleia Geral das Entidades, em Brasília. Em relato, a Diretora relatou que aceita assumir esta missão e agradece a confiança. Mencionou também que, em sua nova gestão, pretende dedicar-se mais à questão da Amazônia e da identidade dos presbíteros religiosos.
 
“Para que tenhamos uma vida consagrada, masculina e feminina, de acordo com o Espírito de Jesus. E também outra coisa que está muito no meu coração é a questão do abuso sexual na Igreja, o abuso de menores, o tráfico humano e a questão das políticas públicas, a nossa inserção, para que possamos amparar os pobres e os pequenos, dado que, como já vimos na aprovação da Previdência, nosso trabalho como igreja, como cristãos, é ainda maior. Vamos nos unir! Eu confio na graça de Deus e digo, diante de Deus, da Divina e Trina ternura, da Trindade Santa, e da minha Mãezinha, meu sim”, proferiu a religiosa.
 
Veja a lista completa dos membros da dDiretoria e Conselho Fiscal da CRB:
 
DIRETORIA
 
Ir. Olavo Dalvit, lassalista
Ir. Eliene de Oliveira, nsc Bom Pastor
ir. Ana Teresa Pinto, salesiana
Pe. Nivaldo Pessinatti, salesiano
Pe. Antônio Neto, oblato de São José
Ir. Maria José Barbosa, beneditas da Divina Providência
 
CONSELHO FISCAL
 
Ir. Jardelino Menegat
Ir. Verônica da Silva
Ir. Maria Soledade
Pe. João Geraldo
Ir. Hélia Inácia
 
Veja a entrevista completa com a irmã Maria Inês CRB: http://bit.ly/30AqJXQ
 
Fonte: ANEC/CRB
Foto: Reprodução

 
Por Fabrício Veliq*
 
A cada ano que passa, cresce o número de suicídios no país. Entre 2011 e 2016, para se ter uma ideia, foram registrados 62.804 casos com motivos diversos, segundo a Agência Brasil. Esses dados são preocupantes e geram diversos questionamentos relativos à saúde pública do país.
 
Não só à saúde, mas também à Teologia. Afinal, num país cristão como o Brasil, o tema ainda é visto como um enorme tabu por grande parte da população. O próprio catecismo da Igreja Católica condena o suicídio, afirmando que tal ato “contraria a inclinação natural do ser humano para conservar e perpetuar a própria vida” (catecismo 2281), ainda que também considere que Deus pode oferecer a quem o pratica “ocasião de um arrependimento salutar” (catecismo 2283).
 
As igrejas evangélicas, por sua vez, na maioria dos casos, têm uma posição bem mais radical quanto à temática. Condenam todo ato suicida como pecado digno do inferno, que Deus não perdoa. A ideia, seguindo na mesma linha do catolicismo, é que a vida é um dom de Deus e, por isso, somente ele pode retirá-la. Desse modo, não é da alçada humana dar fim à própria vida.
 
Como protestante que sou, sinto-me mais à vontade para falar dessa realidade no meio evangélico no qual cresci. Nesse meio a cobrança para a uma vida de santidade é imensa e o medo do inferno é quase sempre a moeda de troca em diversos ensinamentos. Em outras palavras, são várias as denominações que pregam que não se deve pecar a fim de não se ir para o inferno, ao mesmo tempo em que cobram de seus membros uma santidade quase angelical para que sejam vistos como agradáveis aos olhos de Deus.
 
Diante disso, não é de se espantar que o suicídio seja tão condenado no meio evangélico. Facilmente se compreende também o porquê de se afirmar que aquele que o comete vai para o inferno, justamente por não ter tido a oportunidade de pedir perdão. Essas teorias causam enorme sofrimento aos familiares que ficam e que, além de sofrerem a dor da perda do ente querido, ainda têm que pensar que ele estará para sempre longe da graça de Deus.
 
Do ponto de vista da Teologia cristã, porém, é importante lembrar que toda e qualquer situação da vida humana deve ser lida sempre a partir do ponto de vista de Cristo e da graça de Deus, que alcança a todos. Na cruz, conforme narrado pelos Evangelhos, encontra-se o crucificado que toma o sofrimento do mundo e com ele sofre a agonia e o desespero da morte. Da mesma forma, naquele momento, o próprio Pai se faz presente, sofrendo junto com seu Filho todo o abandono e dor, bem como o Espírito. Este floresce a partir daí para levar conforto e lembrar ao mundo que a morte e o sofrimento não têm a última palavra, pois Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos.
 
Esse evento trinitário por excelência deve ser o prisma pelo qual a questão do suicídio deve ser vista na teologia cristã. No sofrimento e na dor que o suicida geralmente carrega consigo, que acredita causar a seus familiares e que tenta dar fim por esse ato extremo, ali, juntamente com ele, está presente Jesus.
 
A graça de Deus alcança todo desespero humano em sua radicalidade, de maneira que condenar a pessoa que suicida ao inferno se revela como não compreensão dessa graça. Se Deus é amor, como afirma a fé cristã, então todo sofrimento e toda dor de seus filhos e filhas é assumido por ele a fim de que possam descansar em seus braços e encontrar conforto para o que os fizeram abandonar a vida.
 
*Fabrício Veliq é protestante e teólogo. Doutor em teologia pela Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte (FAJE) e Doctor of Theology pela Katholieke Universiteit Leuven (KU Leuven). E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
 
Fonte: Dom Total
Imagem: Pixabay

 
O Brasil tem taxa de 30,5 homicídios a cada 100 mil pessoas, a segunda maior da América do Sul, depois da Venezuela, com 56,8. No total, cerca de 1,2 milhão de pessoas perderam a vida por homicídios dolosos no Brasil entre 1991 e 2017.
 
O país registrou taxas crescentes nos últimos anos, oscilando de 20 e 26 a cada 100 mil habitantes em 2012, para mais de 30 em 2017. No mesmo período, a Venezuela também viu aumento dramático, de uma taxa de 13 para 57 para cada 100 mil habitantes em 2017.
 
Um dos gráficos do estudo alertou para alto número de homicídios cometidos por policiais no Brasil na comparação com outros países das Américas. Segundo o UNODC, em 2015, a polícia brasileira assassinou 1.599 pessoas, na comparação com 218 em El Salvador, 442 nos Estados Unidos e 90 na Jamaica. No mesmo ano, 80 policiais foram mortos no Brasil, comparados com 33 em El Salvador, 41 nos Estados Unidos e oito na Jamaica.
 
Em torno de 464 mil pessoas foram vítimas de homicídios no mundo em 2017, mais de cinco vezes o número registrado em conflitos armados no mesmo período, afirmaram pesquisadores das Nações Unidas no início deste mês.
 
De acordo com um estudo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), a América Central é a região mais perigosa para se viver, onde o número de homicídios cresce em alguns locais específicos para 62,1 a cada 100 mil habitantes, segundo dados de 2017.
 
O Brasil tem taxa de 30,5 homicídios a cada 100 mil habitantes, a segunda maior da América do Sul, depois da Venezuela, com 56,8. No total, cerca de 1,2 milhão de pessoas perderam a vida por homicídios dolosos no Brasil entre 1991 e 2017.
 
A Colômbia registrou uma dramática queda nas taxas de homicídio, de mais de 80 para cada 100 mil habitantes em 1991 para 25 a cada 100 mil em 2017. A baixa pode ser parcialmente atribuída à intensificação da ação estatal contra o tráfico de drogas no país, de acordo com o UNODC.
 
Por outro lado, o Brasil registrou taxas crescentes nos últimos anos, oscilando entre 20 e 26 a cada 100 mil habitantes em 2012, para mais de 30 em 2017. No mesmo período, a Venezuela também viu aumento dramático, de uma taxa de 13 para 57 para cada 100 mil habitantes naquele mesmo ano.
 
O relatório lembrou que, em números absolutos, Nigéria e Brasil, que respondem por cerca de 5% da população global, responderam por 28% dos homicídios no mundo.
 
Um dos gráficos alertou para alto número de homicídios cometidos por policiais no Brasil na comparação com outros países das Américas. Segundo o UNODC, em 2015, a polícia no Brasil assassinou 1.599 pessoas, na comparação com 218 em El Salvador, um dos países mais perigosos da América Central, 442 nos Estados Unidos e 90 na Jamaica. No mesmo ano, 80 policiais foram mortos no Brasil, comparados com 33 em El Salvador, 41 nos Estados Unidos e oito na Jamaica.
 
Regiões mais seguras
 
As regiões mais seguras estão em Ásia, Europa e Oceania, onde índices de homicídios são de 2,3; 3,0 e 2,8 para cada 100 mil pessoas, respectivamente. Os números são bem abaixo da média global de 6,1 para cada 100 mil habitantes, de acordo com o Estudo Global sobre Homicídios 2019, feito pelo UNODC.
 
A taxa de homicídios na África (13,0) é menor que nas Américas (17,2), que teve o maior índice em 2017 desde que coletas de dados confiáveis começaram, em 1990. No entanto, há lacunas significativas de dados para alguns países africanos.
 
Crime organizado representa quase um a cada cinco homicídios
 
Uma constante desde o começo do século é a ligação entre crime organizado e mortes violentas, de acordo com o relatório.
 
O crime organizado foi responsável por 19% de todos os homicídios em 2017 e “causou muito mais mortes em todo o mundo do que conflitos armados e terrorismo, combinados”, afirmou Yury Fedotov, diretor-executivo do UNODC.
 
Assim como conflitos violentos, o crime organizado “desestabiliza países, enfraquece desenvolvimento socioeconômico e corrói o Estado de Direito”, de acordo com o UNODC.
 
Segundo Fedotov, a não ser que a comunidade internacional adote medidas decisivas, “metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16, de reduzir significativamente todas as formas violentas e taxas de homicídios relacionadas até 2030, não serão alcançadas”.
 
Homens jovens correm mais riscos em todas as regiões
 
A partir de uma análise de gênero, o relatório do UNODC também mostra que meninos e meninas com nove anos ou menos estão mais ou menos igualmente representados em termos de números de vítimas. Em todas as outras faixas etárias, porém, os homens representam mais de 50% das vítimas, de acordo com dados de 41 países.
 
Em todas as regiões, a possibilidade de meninos se tornarem vítimas de homicídios aumenta com a idade. Meninos e homens entre 15 e 29 anos são os que mais correm risco de homicídio globalmente.
 
Nas Américas, por exemplo, a taxa de vítimas entre 18 e 19 anos é de 46 a cada 100 mil pessoas – bem acima de outras regiões. Armas de fogo também estão envolvidas “bem mais frequentemente” em homicídios nas Américas do que em outras regiões, segundo o relatório.
 
“Altos níveis de violência estão fortemente associados a homens jovens, tanto como autores quanto como vítimas”, de acordo com o relatório. “Programas de prevenção à violência devem focar em fornecer apoio a homens jovens para impedir que sejam levados a uma subcultura de (…) gangues e tráfico de drogas”.
 
Feminicídio é “muitas vezes ignorado”
 
Embora mulheres e meninas representem uma porcentagem bem menor de vítimas em relação aos homens, elas continuam lidando com os homicídios cometidos por parceiros íntimos ou por familiares, segundo o relatório. Mais de nove a cada dez suspeitos em casos de homicídio são homens.
 
“Assassinatos cometidos por parceiros íntimos são raramente espontâneos ou aleatórios”, disse Fedotov, destacando que o fenômeno frequentemente não é relatado e é “muitas vezes ignorado”.
 
Em tentativa de ajudar governos a responderem a homicídios, o relatório do UNODC identifica diversos impulsionadores do problema, além do crime organizado. Entre eles, estão a disponibilidade de armas de fogo, drogas e álcool, a desigualdade, o desemprego, a instabilidade política e os estereótipos de gênero.
 
Políticas específicas anticorrupção são necessárias
 
O estudo também destaca a importância de respostas à corrupção, de fortalecer o Estado de Direito e de investir em serviços públicos – especialmente em educação. Segundo o relatório da agência da ONU, estas são medidas “críticas” para reduzir crimes violentos.
 
Destacando o escopo mais amplo do relatório, que cobre da violência letal de gangues envolvendo armas de fogo às ligações com desigualdade e assassinatos relacionados a gênero, Fedotov afirmou ser possível responder à ameaça de redes criminosas através de políticas específicas.
 
Entre elas, estão a participação da comunidade e patrulhas policiais, assim como reformas políticas para fortalecer a confiança da população local nas autoridades.
 
Para jovens que já estão em gangues criminosas, é preciso ajudá-los com trabalhos sociais, programas de reabilitação e conscientização sobre alternativas não violentas.
 
Estes esforços podem ser mais eficazes se acontecerem em “certos países na América do Sul e Central, África e Ásia”, e “até mesmo em países com altas taxas nacionais de homicídios”.
 
O relatório destaca que intervenções locais podem ajudar a reduzir o crime, com exemplos positivos em território brasileiro que incluem Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.
 
Nessas áreas foram implementadas medidas direcionadas de prevenção do crime que visam explicitamente lugares, pessoas e momentos associados a uma alta concentração de crimes.
 
Embora o estudo do UNODC mostre que o número de homicídios aumentou de quase 400 mil em 1992 para mais de 460 mil em 2017, o relatório explica que a taxa global real caiu (de 7,2 em 1992 para 6,1 em 2017) quando levado em conta o crescimento populacional.
 
Clique aqui para acessar o documento completo (em inglês).
 
Fonte: Nações Unidas
Imagem: Reprodução/TV Brasil

 
O CONIC realizou, no mês de maio, sua Assembleia Geral Ordinária em São Paulo. Na ocasião, foram escolhidos os novos membros da diretoria que ficarão à frente do Conselho até 2022. Anita Sue Wright foi eleita para a 1ª Vice-Presidência. 
 
Biografia
 
Anita nasceu na capital baiana, Salvador. Membro da Igreja Presbiteriana Unida (IPU), hoje ocupa o cargo de moderadora da IPU – cargo máximo na estrutura da Igreja. Formada em Educação Artística pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e com e especialização em Abordagens Contemporâneas em Arte-Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), trabalhou por 25 anos na rede de ensino da Prefeitura de Vitória. Hoje é aposentada.
 
Sua experiência eclesiástica vem de berço, já que é filha de pastor – aliás, filha de Jaime Wright, nome conhecido por todos que lutaram contra a Ditadura Militar no Brasil, já que foi um dos líderes mais destacados a combater as violações de Direitos Humanos por parte do Estado brasileiro. Desde cedo Anita aprendeu “o caminho em que deve andar” (Pv 22:6). Foi professora de Escola Dominical, diaconisa, presbítera; a primeira mulher a ser eleita Moderadora de sua igreja, bem como a única neste cargo a ser reconduzida pela segunda vez.
 
“Também já fui moderadora do Presbitério de Vitória por duas gestões, e nosso Conselho Coordenador era composto exclusivamente de mulheres, outro fato inédito na história do Presbitério e da IPU”, comenta Anita.
 
Vida pessoal
 
Do casamento de 28 anos com Wilson Lords Torres, também pastor da IPU, vieram duas filhas: Rebeca, formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), e Isabel, que cursa Direito pela Multivix, em Vitória.
 
O que pensa sobre o Ecumenismo?
 
“Ecumenismo para mim é seguir o conselho de Santo Agostinho: ‘No que é indiscutível, UNIDADE; na dúvida, LIBERDADE; acima de tudo que prevaleça o AMOR.’ É unir forças para uma caminhada de fé, onde o respeito e o diálogo marcam sempre presença, na busca dos valores do Reino de Deus”, disse.
 
E sobre o CONIC?
 
“O CONIC tem papel fundamental no fomento do diálogo, por exemplo, quando promove a Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), mas não só isso; também na defesa de direitos humanos, da mulher, dos negros e indígenas, dos LGBT e demais minorias; defesa dos direitos trabalhistas e sociais, entre muitas outras frentes de atuação que coadunam com sua missão de “promover a interlocução com organizações da sociedade civil e governo para a incidência pública em favor de políticas que promovam a justiça e a paz”. 
 
Perguntada sobre como recebeu a notícia sobre o cargo que passaria a assumir, garantiu que foi com tranquilidade “por entender que o CONIC faz parte de minha trajetória ecumênica”. Para ela, o “maior desafio do movimento ecumênico nos dias de hoje é a fidelidade aos princípios que sempre nortearam o ecumenismo, quais sejam: a defesa de direitos; a luta ao lado daqueles e daquelas que sofrem; o compromisso com o diálogo, a justiça e a paz”.
 
“Também precisamos superar a polarização que tomou conta não só do país, mas também de nossas comunidades e igrejas; superar os obstáculos da indiferença presente em nossa sociedade com relação a temas tão caros para o movimento ecumênico, como a inclusão, a solidariedade às pessoas marginalizadas e oprimidas, aos imigrantes...”, ponderou.
 
Gratidão
 
“Sou grata a Deus por fazer parte da caminhada ecumênica desde minha adolescência, ao acompanhar a trajetória do meu pai na defesa dos direitos humanos e no exercício do ecumenismo muitas vezes de forma profética; Jaime Wright fez a diferença para muitas pessoas em sua trajetória como pastor, missionário, líder ecumênico; me espelho em seu exemplo para fazer minha própria caminhada como cristã, mulher, educadora e liderança eclesiástica”, finalizou.
 
 

 
São 450 famílias, que vivem há mais de 20 anos na usina falida Ariadnópolis, em Campo do Meio, Minas Gerais. Atualmente a área é chamada de Quilombo Campo Grande, possui vasta produção de alimentos e colhe 510 toneladas de café por ano. As famílias moram em casas de alvenaria, construídas sem qualquer apoio de políticas públicas. A usina encerrou suas atividades em 1996, porém ainda possui várias dívidas trabalhistas.
 
No lugar onde se produzia somente cana de açúcar e álcool e gerava renda para um único proprietário, hoje gera trabalho e renda para cerca de 2000 pessoas. As famílias produzem sem o uso de agrotóxico, como orienta o MST. São hortaliças, cereais, frutas, fitoterápicos, leite e derivados, produtos processados como doces e geleias. Tudo isso produzido de forma agroecológica ou em transição.
 
Amancio de Oliveira nasceu em Campo do Meio, trabalhou a vida toda na usina Ariadnópolis e foi demitido durante o processo de falência da empresa. Conseguiu receber seus direitos após 24 anos de disputa judicial. “Campo do meio faliu por causa dessa Usina. Hoje a Campo do Meio está reerguendo graças aos assentados que compram na cidade. Toda hortaliça vende na cidade, colhemos café, torra e vendemos na cidade. Antes eu vivia trabalhando para fazendeiro, trabalhava cedo para comer de tarde, só tinha uma calça e uma camisa”, conta o agricultor.
 
O decreto 356 de 2015 desapropriava 3.195 hectares das terras da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (CAPIA). No entanto, a pressão da bancada ruralista e latifundiários da região, junto ao judiciário fez com que esse documento fosse anulado, mesmo tendo passado por dois julgamentos que validaram a importante ação do governo de Minas Gerais.
 
“O avanço da ultra direita nessas eleições contra a classe trabalhadora, junto com a sanha do agronegócio, que apoiou a eleição do Bolsonaro, mostra o projeto que eles têm para o campo no Brasil. Essas ações de despejos que estão acontecendo em toda Minas Gerais vêm no sentido de criminalizar os lutadores populares e movimentos sociais. Querem acabar definitivamente com a pauta a Reforma Agrária, mas nossa história é resistir”, afirma Michele, da direção estadual do MST.
 
Fazendo da produção seu meio de contrapor as injustiças sociais e de denunciar os grandes latifúndios improdutivos, o Quilombo Campo Grande foi responsável pela produção de 55 mil sacas de milho, mais de 8 mil sacas de feijão e 8.500 sacas de café, na safra de 2017-2018. “O nosso grande proposito é produzir a partir da agroecologia, um alimento saudável e de qualidade, gerando segurança alimentar não só pra quem produz, mas para toda a população”, afirma Tuíra Tule, uma das responsáveis pela produção.
 
Uma das maiores riquezas do acampamento é justamente a sua produção de forma agroecológica, em especial do Guaií, café tipo arábica. Ele vem sendo comercializado para escolas, entidades públicas e através de feiras, lojas da reforma agrária, tudo com um preço justo para que o consumidor possa ter acesso a produtos de qualidade e sem veneno. Só em 2017 foram vendidos mais de 120 mil pacotes do café pela Cooperativa Camponesa.
 
Tendo em vista o risco iminente que as famílias correm de perder sua moradia e tudo o que foi conquistado até agora, os mesmos pedem quem aqueles que sabem a importância e reconhecem o valor da luta por dignidade assinem a moção de apoio e enviem um e-mail para vara agrária de MG pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com cópia para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (entidade que está acompanhando o caso).
 
Fonte: MST
Foto: Reprodução

 
O portal Universa Uol (@universauol) publicou uma matéria sobre violência contra as mulheres e o papel das igrejas nesse debate. A reportagem, que está bem interessante, contatou o CONIC e conversou com a pastora Romi Bencke, secretária-geral. O texto é assinado por Camila Brandalise.
 
Confira:
 
Bispa Sonia: "Mulheres chegam ao altar com roxo. Precisamos ajudá-las"
 
Uma das fundadoras da igreja evangélica Renascer em Cristo, Sonia Hernandes, atende por mês cerca de 100 mulheres pedindo ajuda para sair de uma situação de violência doméstica. "Elas nos procuram no altar com os olhos roxos, hematomas nos braços e nas pernas e relatando ameaças de morte por parte dos maridos", diz Sonia.
 
Bispa Sonia, como é conhecida, diz ter criado um grupo de advogados voluntários para orientar essas mulheres. A evangélica também pretende implementar em suas igrejas o projeto Tempo de Despertar, aplicado na ressocialização de homens agressores. O programa, que hoje funciona em fóruns de Justiça de São Paulo, promove tratamento psicológico e grupos de conversa para homens, na tentativa de diminuir a reincidência das agressões.
 
O Tempo de Despertar deve ser expandido para outras duas igrejas evangélicas e uma congregação católica.
 
Sem saber como fazer uma denúncia, com medo do marido ou de serem, injustamente, culpadas por destruir a família ao fazer uma queixa, muitas vítimas encontram na igreja a tábua de salvação, e nos líderes religiosos aqueles que vão lhes dizer o que devem fazer. Para Sonia, muitas denominações falham nesse trabalho. "Sei que há instituições religiosas, e não só evangélicas, que fazem a mulher aceitar se calar. Isso arrebenta a vida delas", diz.
 
Sonia já foi um dos grandes nomes do movimento neopentecostal no Brasil. Depois de um período reclusa e outro detida, voltou a público com a eleição de Jair Bolsonaro, de quem é próxima - esteve ao lado do presidente na posse e na Marcha para Jesus, em 20 de junho. Ela e o marido, Estevam Hernandes, fundaram a Renascer em 1986 e chegaram a ter 1.200 templos (hoje são cerca de 400). A igreja entrou em derrocada por volta de 2002. Uma série de acusações criminais foram golpes duros. Em 2012, o casal foi absolvido do crime de lavagem de dinheiro pelo Supremo Tribunal Federal por causa de um erro na acusação.
 
"Igrejas que dizem para não denunciar estão assinando o atestado de óbito da vítima"
 
A negligência em casos de violência é tão recorrente, que lideranças religiosas e associações têm instruído, de maneira prática, seus integrantes a ouvir e ajudar as vítimas. O CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), que reúne as igrejas Católica, Luterana, Anglicana, Batista, Presbiteriana e Ortodoxa, divulgou um comunicado no dia 22 de junho direcionado a pastores, padres e reverendos: "Parem de aconselhar a mulher que é agredida fisicamente pelo marido a orar e esperar em Deus; mandem ela ir até uma delegacia denunciar o covarde. Do contrário, vocês são cúmplices do crime".
 
"Ainda há muitos religiosos que aconselham as mulheres a se calarem para 'salvar o casamento', mas é preciso que eles tomem consciência de que, quando pedem para a mulher não denunciar o marido agressor, podem, na verdade, estar assinando o atestado de óbito da vítima", diz a secretária-geral da CONIC, Romi Bencke.
 
Outra denominação evangélica, a Igreja Apostólica da Fonte, também se dedica ao tema e realizou, no dia 6 de junho, a conferência "Empoderadas em Deus", para falar sobre violência doméstica. "O fator religião pode confundir a vítima, que pensa duas vezes antes de denunciar pelo medo de desmantelar a família, um pilar fundamental na igreja", afirma Rúbia de Sousa, autointitulada bispa. "Tentamos mostrar que essa culpa não é dela e a encaminhamos para psicólogas." 
 
"Pastora me dizia que eu não deveria me separar mesmo que ele me batesse"
 
Foi com uma referência à Bíblia que a pastora de uma igreja evangélica respondeu ao pedido de ajuda da dona de casa M. D., 27 anos, quando ela contou que era espancada pelo marido. "Os humilhados serão exaltados", disse a religiosa, que ainda orientou M. a jejuar, passar sete madrugadas orando e "aguentar as humilhações" do agressor.
 
"Ele me dava tapas no rosto, me chamava de vagabunda, já me empurrou da cama e disse que ia passar a faca em mim. Pedi ajuda para essa líder e fiz o que ela disse, mas não resolvia. Estava morrendo por dentro", conta M.
 
Ela ouvia que não deveria se separar e que tinha que ser forte e aguentar as explosões de raiva do marido, mesmo que ele a agredisse fisicamente. "Um dia, ele me segurou pelo pescoço dizendo que ia me matar. Em seguida, contei para a minha irmã, que chamou a polícia. Fui então levada a um abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica", diz M., que hoje que mora em Rondônia, em uma casa de acolhimento para mulheres agredida.
 
"Depois que me separei, ninguém da igreja me procurou para saber como eu estava, pois eles são contra o divórcio." 
 

 
Nesta segunda-feira, 8 de julho, a Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS), a Aliança Cristã Evangélica Brasileira (ACEB) e a Visão Mundial emitiram uma nota conjunta intitulada “Criança não deve trabalhar, infância é para sonhar”. O documento enfatiza o apoio dessas organizações às “políticas públicas que são eficazes na proteção social, inclusão econômica, proteção e educação para enfrentamento às causas raízes da exploração do trabalho infantil”.
 
Na semana passada, em uma live no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro deixou transparecer que apoia o trabalho infantil. Num dos trechos, o chefe do executivo chegou a dizer que o trabalho infantil “não prejudica em nada” – num aparente desconhecimento da realidade brasileira acerca do assunto e dos estudos acadêmicos que tratam do tema. 
 
Além dos evangélicos, outras entidades também já se manifestaram (leia aqui). 
 
A seguir, veja a nota da RENAS, ACEB e Visão Mundial:
 
NOTA PÚBLICA DA VISÃO MUNDIAL, ALIANÇA EVANGÉLICA
E REDE EVANGÉLICA NACIONAL DE AÇÃO SOCIAL PARA A PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
CONTRA TODA FORMA DE EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL
 
Como organizações comprometidas com a justiça para a infância, temos nosso trabalho fundamentado na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança.
 
Trabalhamos pela proteção de crianças e adolescentes contra todas as formas de violência e compreendemos que o trabalho infantil afeta de diferentes formas a vida presente e futura de meninas e meninos, a sua saúde, educação, segurança e bem-estar.
 
Defendemos o que está previsto na Constituição Federal de que todas as formas de trabalho infantil são proibidas para crianças e adolescentes com menos de 16 anos de idade (Art. 7º, inciso XXXIII), cuja única exceção é para a aprendizagem profissional, a partir dos 14 anos, sob critérios de proteção cuidadosamente previstos nesta legislação.
 
Infelizmente, o trabalho infantil é uma realidade para 2,4 milhões de crianças e adolescentes brasileiros entre 5 a 17 anos, o que representa 6% da população (40,1 milhões) nesta faixa etária (PnadC, 2016).
 
Esse cenário precisa causar inquietação e perplexidade que apontem para uma mudança. Afinal, este problema impacta não somente a vida deles, mas da sociedade como um todo. Crianças e adolescentes que trabalham são comprometidos no seu processo de aprendizagem e desenvolvimento, aumentando um ciclo vicioso que limita as futuras oportunidades de emprego pela baixa qualificação, perpetuando a pobreza e a exclusão social.
 
Os cidadãos brasileiros entendem o quanto o trabalho infantil impacta negativamente a infância. O estudo sobre percepção da violência contra crianças e adolescentes realizado pela Visão Mundial e a Ipsos revelou que 88% dos brasileiros entrevistados consideram que o trabalho infantil é prejudicial e de alto impacto na vida da criança e do adolescente (2017).
 
Com isso, apoiamos as políticas públicas que são eficazes na proteção social, inclusão econômica, proteção e educação para enfrentamento às causas raízes da exploração do trabalho infantil.
 
Nessa causa, todos ganham. Todas as crianças e adolescentes têm direito à vida digna e de serem totalmente protegidos.
 
Precisamos de todos para pôr fim à violência contra crianças e adolescentes.
 
Foto: OIT/M.Crozet