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Evangélicas e evangélicos divulgaram na última terça-feira, 23, uma Carta Aberta em apoio ao padre Julio Lancellotti. Até o momento desta publicação 25 entidades assinavam o documento, entre elas, a Aliança de Batistas do Brasil, igreja-membro do CONIC.
 
Leia na íntegra.
 
Carta Aberta ao querido Irmão Julio Lancellotti
 
Caro Irmão Julio Lancellotti,
 
“Contudo, alegrai-vos por serdes participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também vos alegreis e exulteis na revelação da sua glória.” (I Pedro 4.13)
 
Nós, evangélicas e evangélicos abaixo assinadas/os, representadas/os pelas organizações em que militamos pelo Evangelho de Cristo, nos solidarizamos com você, caro Irmão, por conta das constantes ameaças que tem sofrido por sua atuação, principalmente em função da Pastoral de Rua e na defesa dos Direitos Humanos daqueles que são constantemente oprimidos nas ruas da maior capital do nosso País: São Paulo.
 
Reconhecemos nas suas ações a ação do Cristo, o pobre de Nazaré, marginalizado e amigo de marginais, o periférico que andou e amou os excluídos da sociedade.
 
Nos juntamos em oração e apoio, em força e graça nesse momento de perseguição, na certeza de que sobre você, amado irmão, está a bem-aventurança declarada por nosso mestre: “Abençoados são vocês, cujo compromisso com Deus atrai perseguição. A perseguição os fará avançar cada vez mais no Reino de Deus.
E isso não é tudo. Considerem-se abençoados sempre que forem agredidos, expulsos ou caluniados para me desacreditar. Isso significa que a verdade está perto de vocês o suficiente para os consolar – consolo que os outros não têm.” (Mateus 5.10-11 – A Mensagem)
 
Juntas e juntos, na fé que nos move em direção ao outro,
 
Brasil, 23 de Abril de 2019
 
1 – Movimento Negro Evangélico
2 – Coletivo Vozes Marias
3 – Evangélicas pela Igualdade de Gênero
4 – Evangélicos Pela Justiça
5 – Banho Solidário – Maceió
6 – Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro
7 – Jesus Cura a Homofobia
8 – Comunidade Anglicana Redenção – Vitória/ES.
9 – Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
10 – Igreja Batista Nazareth – Salvador – BA
11 – Rede Curviana
12 – Igreja Batista do Pinheiro – Maceió/AL.
13 – Comunidade Batista do Caminho – Belo Horizonte/MG
14 – Aliança de Batistas do Brasil
15 – Movimento de Ação e Reflexão Martin Luther King Jr
16 – Evangélicxs Pela Diversidade
17 – Igreja da Comunidade Metropolitana – São Paulo/SP
18 – Associação das Igrejas das Comunidades Metropolitanas do Brasil
19 – Comunidade Cristã Abraça-me – Belém/PA
20 – Communa Refúgio de Amor – São Paulo/SP
21 – Escola Ecumênica de Fé e Política de Maceió Rosa Parks.
22 – Rede Fale
23 – Esperançar
24 – Coluna Féministas do Justificando
25 – Ativismo Protestante
 
Foto: Reprodução Facebook

 
Domingo de Páscoa. Época de relembrar a Ressurreição de Cristo. No Sri Lanka, porém, foi dia de contar centenas de corpos, pessoas inocentes, que perderem suas vidas para o fundamentalismo. Os alvos prioritários eram os cristãos. Um mês antes, na Nova Zelândia, os alvos eram muçulmanos que rezavam. Em ambos os casos, algo em comum: pessoas fiéis a uma fé sendo massacradas em nome do ódio que cega.
 
No Sri Lanka, três igrejas e quatro hotéis foram atacados. O saldo de mortos só cresce. Até o momento do fechamento deste texto (25/04) eram 359. Mas cresce também a solidariedade. Lideranças religiosas de todo o mundo estão se manifestando. Nas mensagens, algo em comum: a esperança de que o amor triunfará. 
 
Confira:
 
O papa Francisco pediu “a todos para que não hesitem em oferecer a esta querida nação toda a ajuda necessária”. Ele também frisou esperar “que todos condenem estes atos terroristas, atos desumanos, não justificáveis."
 
O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas, Olav Tveit, afirmou: “A Cruz de Cristo é um sinal de solidariedade - particularmente com as vítimas do pecado. Estamos chocados com os terríveis ataques no Sri Lanka. A Cruz vazia é um protesto contra toda a injustiça e comportamento pecador. Mais uma vez, precisamos deste sinal de esperança, do túmulo vazio. O pecado e a morte não vão reinar para sempre”.
 
"Que difíceis, irritantes e tristes são estas notícias, especialmente porque os ataques aconteceram enquanto os cristãos comemoravam a Páscoa", lamentou o assessor de líderes da Igrejas na Terra Santa, Wadie Abunassar, que transmitiu sua solidariedade "ao Sri Lanka e a todos os seus habitantes nas várias confissões religiosas e origens étnicas".
 
O arcebispo de Colombo, Sri Lanka, cardeal Malcolm Ranjith, pediu que os autores dos ataques sejam punidos. Ele disse que "apenas os animais podem se comportar assim" e fez um apelo para que o governo lance uma "investigação imparcial e forte".
 
Condenando os atentados, o bispo anglicano de Colombo, rev. Dhiloraj Canagasabey, disse: “A Igreja no Sri Lanka condena sem reservas esses atos covardes e cruéis de terrorismo e oferece suas profundas condolências às famílias e amigos daqueles que perderam suas vidas e foram feridos. Rezamos por eles e por suas famílias para que a presença consoladora de Deus continue com eles nessa trágica experiência”.
 
Lideranças da Igreja Metodista no Reino Unido também falaram. “Enquanto cristãos do mundo todo celebram o dia da ressureição, nós também compadecemos por todos que tiveram suas vidas tiradas nas igrejas e hotéis no dia de hoje. Oferecemos nossas orações e saudações aos irmãos e irmãs da Igreja Metodista, a todos cristãos, todas as pessoas de fé e de bem no Sri Lanka”, Michaela Youngson e Bala Gnanapragasam, presidente e vice-presidente da Conferência Metodista. “Oferecemos nossas orações e saudações aos irmãos e irmãs da Igreja Metodista, a todos cristãos, todas as pessoas de fé e de bem no Sri Lanka”, completaram.
 
O patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, também fez ouvir a sua voz firme de condenação de “todo ataque terrorista e atos de ódio, violência e fundamentalismo, independentemente de sua fonte”, convidando todos a cooperar “a fim de construir a coexistência pacífica e a colaboração e o respeito mútuo”.
 
O patriarca de Moscou, Kirill, enviou uma mensagem de condolências ao presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisene. “Estou profundamente chocado”, escreveu. “Espero que as autoridades estatais e os organismos competentes façam de tudo para que não somente os executores, mas também os organizadores desses crimes sangrentos, não fujam da responsabilidade dessas ações malvadas que cometeram”.
 
CONIC
 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) também se solidariza com os familiares das vítimas. Todo tipo de violência, sobretudo em nome da fé, é uma contradição sem limites. Deus é amor (1 João 4:8), e todo ato que está fora do amor não pode ser inspirado por Deus.
 
Que nossas esperanças triunfem sobre ódios e discursos que cegam e matam.
 
CONIC com agências
Foto: Reprodução

 
Em um momento em que a redução da maioridade penal volta a ser discutida como solução para a segurança, uma pesquisa realizada pela Fundação Abrinq mostra que as vítimas de homicídio no Brasil têm cor. Em 20 anos, o número de jovens negros assassinados aumentou 429%, ante 102% de jovens brancos.
 
A pesquisa levou em conta números divulgados pelo Ministério da Saúde sobre mortes de crianças e adolescentes até 19 anos. Os dados analisados são de 1997 até 2017. A fundação conclui que, baseado nos números, o Brasil vive em um cenário de guerra civil.
 
“Em todas as unidades da federação selecionadas, os negros constituem a maioria das vítimas, ocupando, em média, quatro em cada cinco casos de homicídios no ano de 2017”, diz o relatório.
 
“O exame das estatísticas de homicídios revela um País que convive com o extermínio de sua população de crianças e adolescentes, que são diariamente expostos aos riscos de terem suas vidas interrompidas antes mesmo de atingirem a idade adulta, especialmente quando tratamos de indivíduos de cor/raça preta ou parda”, conclui.
 
Foto: Reprodução
 

 
Os organizadores da Conferência de Lambeth dos Bispos Anglicanos do próximo ano (Lambeth Conference) anunciaram que 502 bispos e 382 cônjuges já se inscreveram para o evento decenal, e que os números de inscritos aumenta a cada dia. As inscrições, até o momento, vêm de 39 das 45 Igrejas Provinciais e Extra Provinciais da Comunhão Anglicana. “Em comparação com o evento de 2008, quando as inscrições ainda não haviam começado até este momento, esta é uma posição muito animadora”, disse Phil George, Diretor Executivo da Conferência.
 
Entre os primeiros a se inscrever está o Bispo Te Kitohi Pikaahu, da Te Tai Tokerau, parte da Igreja Anglicana de Aotearoa, Nova Zelândia e Polinésia. “A esperança é que eu volte para a Nova Zelândia revigorado, renovado e realizado pela experiência de Lambeth”, disse ele. “Na Lambeth Conference em 2008, tive uma perspectiva única das vidas de outros bispos que eram muito diferentes de mim em termos de teologia e liderança eclesial. Aprendi que tinha mais em comum com eles em termos dos desafios e bênçãos na minha experiência de ministério e liderança como bispo.”
 
O Bispo de Buhiga da Igreja Anglicana do Burundi, Evariste Nijimbere, disse que a Lambeth Conference seria uma oportunidade para abordar os objetivos da Comunhão Anglicana e pensar juntos sobre como avançar. “Pessoas de Deus em assembleia podem moldar umas às outras e encorajar umas às outras por meio do companheirismo”, disse ele.
 
Fonte: Anglican News
Foto: lambethconference.org

 
Pacaraima (RR), dia 14 de agosto de 2018. Cerca de 2,1 mil pessoas se juntam nas proximidades da paróquia Sagrado Coração de Jesus na esperança da primeira refeição do dia. São centenas de famílias venezuelanas que fugiram de seu país em busca de dignidade, com a fé e a esperança junto das bagagens. Quem comanda a equipe em torno do “café fraterno” é o padre Jesus Lopez Fernandez de Bobadilla, que além do fornecimento de alimentação há mais de um ano, conduz outras iniciativas de acolhimento e acompanhamento para com os venezuelanos, um “povo tão maltratado”, como caracteriza. A iniciativa recebe o apoio da diocese de Roraima (RR).
 
No Sul do país, às quartas-feiras, desde 2013, o compromisso é ir para a cozinha e levar de Kombi um jantar para a população de rua da cidade portuária de Itajaí (SC). A chamada “Kombi da sopa” foi idealizada pelo diácono Juarez Carlos Blanger, que atua na paróquia São Vicente de Paulo, pertencente à arquidiocese de Florianópolis (SC). São cinco cozinheiras que produzem 65 marmitas entregues em viadutos e outros pontos onde se encontram pessoas em situação de rua. Roupas e cobertores também são distribuídos nesta ação que está estruturada atualmente na Associação Maria Mãe de Jesus.
 
Dioceses, paróquias, associações, novas comunidades e institutos são exemplos de um exército de caridade que atua no Brasil. Junto com as 21 Pastorais Sociais estruturadas nacionalmente, as Obras Sociais da Igreja chegam à somatória de 499,9 milhões de atendimentos a cerca de 39,2 milhões de pessoas e aproximadamente 11,8 milhões de famílias.
 
Os dados são da pesquisa sobre a Ação Social da Igreja no Brasil encomendada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) à Fundação Grupo Esquel Brasil (FGEB), cujo presidente, o cientista social Silvio Sant’Ana, foi o responsável por organizar os dados no relatório.  A pesquisa se desenvolveu no campo ocupado por duas instâncias institucionais muito próprias no contexto eclesial: as “Obras Sociais” e as “Pastorais Sociais”.
 
De acordo com o responsável pela pesquisa, Silvio Sant’ana, obras sociais são organizações quase sempre com existência legal (pessoas jurídicas de direito privado) e, geralmente, vinculada a Institutos e Ordens Religiosas, ou à diocese, com pessoal especializado, dispondo de instalações físicas, recebendo pessoas e as demandas de interessados no atendimento. “É, de certa forma um núcleo ‘receptivo’, um local onde é ofertado à população um atendimento ou um serviço”, descreve.
 
Já as Pastorais Sociais, são organizações compostas majoritariamente por voluntários, nem sempre organizadas como pessoas jurídicas, que operam por “’busca ativa’ de pessoas ou segmentos sociais em situação de vulnerabilidade e risco”. O pesquisador ressalta a característica de atendimento voltado a grupos ou temáticas sociais especiais, “que requerem atenção específica devido as suas características e situações vivenciais”.
 
Em sua pesquisa, Silvio relata o sentido de ação social tomado pelos católicos no Brasil que se envolvem nas atividades de ajuda aos mais necessitados, os pobres. O termo, neste contexto, significa de forma mais elementar a oferta de comida e roupa. “É atitude louvável do ‘bom samaritano’”, resume o pesquisador. São exemplos disso as ações de padre Jesus, em Pacaraima, e do diácono Juarez, em Itajaí.
 
A pesquisa – A amostra da pesquisa é de 26 Igrejas Particulares no Brasil, entre dioceses e arquidioceses, e admite um erro amostral de até 5% para mais ou para menos. Os dados referem-se ao ano de realização da investigação, 2014. Foi decidido não incluir na pesquisa as organizações dedicadas a assistência de Saúde (hospitais) e as de Educação (escolas católicas). “De um lado não existem dados confiáveis e disponíveis sobre o atendimento realizado por estas instituições. De outro, as dimensões destes trabalhos são gigantescas e seguramente distorceriam os resultados quando mesclados com iniciativas menores”, explica Sant’Ana. No entanto, as Obras Sociais criadas e patrocinadas por hospitais e escolas católicos fazem parte da amostra.
 
É considerado o número de 10.760 paróquias, dado disponível de 2010, para encontrar mais de 32 mil iniciativas estruturadas, uma vez que, a partir de uma outra pesquisa, feita pelo Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais (CERIS), em 1999, que apontava pelo menos três iniciativas de ação social em cada paróquia do Brasil. A este número, somam-se as associações de obras sociais dispostas em cada diocese e as iniciativas dos mais de 500 institutos e ordens religiosas e de vida apostólica distribuídos em 1026 sedes em todo o país.
 
Dos 499,9 milhões de atendimentos da Igreja, 393,5 milhões correspondem às Obras Sociais. Este número corresponde a quase 30,3 milhões de pessoas atendidas, número equivalente a 88% do número total de pobres do país.
 
As Pastorais Sociais realizaram, em 2014, 106,4 milhões de atendimentos. São 8,9 milhões de pessoas atendidas e 2,7 milhões de famílias. A cobertura nas dioceses do Brasil tem destaque pela presença da Pastoral da Criança na totalidade das Igrejas Particulares do Brasil. Em seguida, somente a Pastoral Carcerária e a Pastoral da Pessoa Idosa têm cobertura em mais da metade das dioceses brasileiras. No menor grau de capilaridade, as pastorais do Surdo, da Mobilidade Humana, da Ecologia, Afro-Brasileira e dos Direitos Humanos estão em 9% das dioceses, cada, o que significa 25 localidades, praticamente coincidindo com o número de cidades capitais.
 
As áreas do atendimento – A pesquisa encomendada pela CNBB também faz uma classificação das pessoas atendidas nas obras e pastorais sociais a partir de funções sociais, assim divididas: saúde, assistência social (saúde + educação + proteção social básica), desenvolvimento e defesa de direitos e outros. Os números, segundo o pesquisador, devem ser entendidos considerando que a abordagem integral da pessoa “faz com que as estatísticas não consigam explicitar adequadamente a riqueza e diversidade da atividade realizada”. Isso pode ser exemplificado quando se considera o atendimento de uma Pastoral Social cujo trabalho é focado para atendimento de um grupo específico, mas a pessoa é assumida em seu contexto familiar e social.
 
Na ação da Igreja, há forte concentração nos serviços de atendimento na área da saúde, seguidos da assistência social. No âmbito das Obras Sociais, refere se a 40,9% e 46,7% dos atendimentos, respectivamente, sendo que a Assistência Social engloba, em conjunto, os serviços de saúde, educação e proteção social básica. As Pastorais Sociais destacam-se na defesa de direitos ou promoção de iniciativas de melhoria de renda ou emprego. São 3,1 milhões de pessoas atendidas, o que corresponde a 35% dos atendimentos. Assim como nas obras sociais, contudo, o atendimento na área da saúde é o mais expressivo: são 5,5 milhões de atendidos, 62,3% do total de pessoas a quem se destinam ações das pastorais.
 
Segundo a pesquisa, parte significativa do esforço na área de saúde está associada ao atendimento materno infantil, mas também são contemplados segmentos populacionais como pessoas soropositivas, dependentes químicos (de drogas permitidas ou não), pessoas ou grupos vítimas de violência e abusos de toda ordem, portadores de necessidades especiais.
 
Quem é quem no atendimento – No recorte por tipo de público atendido pela ação social da Igreja, o destaque vai para as crianças e jovens, que concentram 18% do número de atendidos. A Pastoral da Criança, por exemplo, atende mensalmente 1,2 milhão de crianças. Os idosos são o segundo grupo mais expressivo no atendimento, principalmente se o recorte for as Obras Sociais, onde se encontra um número até maior do que o de crianças e jovens: são 2,6 milhões de pessoas na terceira idade atendidas.
 
A população em situação de rua, a exemplo dos que recebem atenção do grupo da “Kombi da sopa”, em Santa Catarina, refere-se a 2,7% do total de atendidos por obras e pastorais sociais da Igreja. De acordo com a pesquisa, o número de atendidos, apesar de parecer pequeno dentro do universo estimado, representa quase metade dos “moradores de rua” recenseados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas capitais e áreas metropolitanas.
 
ENTREVISTA: “Eu não tinha a dimensão desse trabalho no país todo”
 
Para saber das impressões do pesquisador que esteve à frente dessa investigação sobre o trabalho social da Igreja no Brasil, Silvio Sant’Ana foi convidado para uma entrevista, da qual são extraídos os principais trechos:
 
Qual o sentimento ao ver as experiências e ao compilar os dados colhidos Brasil afora?
 
Eu sabia que a Igreja tinha uma série de obras sociais em todos os lugares, tem coisas muito lindas que a gente vê na rádio e na televisão ou visitando as comunidades. Mas eu não tinha a dimensão desse trabalho no país todo e da quantidade de esforço que é colocado para realizar isso daí. Normalmente você fica pensando que uma paróquia ou uma diocese tem lá uma obra social, uma coisa aqui, ali. Ao não ter somado o conjunto de tudo que está acontecendo, nós temos uma ideia muito fraccionada, muito quebrada do que existe, mas quando você começa a somar isso tudo, vê que realmente é uma coisa impressionante.
 
Sinceramente, não tem nada, do ponto de vista das outras instituições dentro do país, que chegue nem perto desse esforço tão grande. E outra coisa que fica mais impressionante ainda, que também a gente não se dá conta, é que isso não é instantâneo. Isso é todo dia, ano após ano. Não é como se faz manifestação e coloca 20 mil pessoas na rua. A coisa é permanente. Foi outra dimensão que eu não conseguia formular. Quantas coisas permanentes a gente pode dizer que existem no país com essa capacidade, com essa frequência? Aí tem um detalhe que também saiu da pesquisa é que a Igreja não tem noção do que está fazendo, do tamanho do trabalho que vem sedo feito. Isso ficou muito claro até com as pessoas com as quais nós trabalhamos e entrevistamos e conseguimos dados: elas mesmas se surpreendiam.
 
Então, primeiro, o tamanho é impressionante, segundo a permanência, ou seja, a continuidade histórica – muda uma coisa ou outra, mas tem uma permanência. E a terceira coisa é isso, que a própria Igreja, os próprios católicos, mesmo envolvidos não conseguem se dar conta da importância.
 
Podemos dizer que todo este envolvimento tem uma raiz evangélica e que também reflete a ausência do Estado na vida da população?
 
Eu, sinceramente, pelo que eu senti dentro da pesquisa, a motivação religiosa, de fé, é a principal coisa. Não é porque o Estado não faz, ou não está presente. É porque as pessoas são movidas a realizar o mandato da sua fé. E a gente pode comprovar isso, no seguinte: quando o Estado está presente, continua a funcionar. Se fosse substituição, complementariedade, quando o Estado chegasse, instalasse seus equipamentos, suas obras, etc. você pararia, como é o caso da Pastoral da Criança: no fundo, os líderes da Pastoral da Criança são agentes comunitários de saúde. Na época que começou, não existiam agentes comunitários de saúde, então se podia dizer “a Pastoral existe porque não tem o Estado…”
 
Muitas pessoas fazem as coisas que estão fazendo, não é porque o Estado A ou B, não. É porque elas querem fazer. Elas veem e se sentem impelidas a atuar. O senhor fala de as pessoas não terem dimensão do que é feito na área social. O que seria interessante para potencializar esse trabalho e garantir melhor organização no sentido de registrar as ações?
 
É uma questão cultural. Hoje, parece que as coisas só existem se aparecerem na foto ou no Facebook. O mundo real é o que está nas mídias. A nossa cultura está caminhando de um jeito que tudo tem que ser mostrado, tudo é visual.  A gente, por tradição religiosa, antiga, chega a dizer assim “você faça caridade, mas que a tua mão esquerda não saiba o que fez a direita fez”. Então a gente tem, por tradição católica, uma ideia de que não devemos ficar divulgando o que a gente está fazendo, senão a gente termina ficando igual aos fariseus. Isso gerou uma atitude em geral dentro da comunidade católica de não fazer esse registro. Acho que essa mudança que houve até na cultura do país requer da gente uma atenção maior com essa dimensão.
 
Eu acho que isso é importante, poder mostrar para a sociedade o que está acontecendo, e mostrar para nós mesmos. Quer dizer, quando eu sou um leigo em uma paróquia e eu ver o tamanho dos problemas que nós estamos enfrentando no Brasil, gigantescos, eu estou fazendo um negocinho mínimo, que não faz a menor diferença, e eu termino desanimando, porque o impacto é nenhum, praticamente, comparado com o mar de problemas, com o mar de dificuldades que existem. Mas quando você diz ‘eu sou um entre 15, 20, 30 milhões de católicos que estamos trabalhando e que estamos fazendo alguma diferença’. Isso ajuda também, motiva mais as pessoas a se dedicarem, é uma forma de reconhecer, valorar o trabalho que elas estão fazendo.
 
Fonte: CNBB
Foto: Reprodução

 
No Egito, continua o processo de "legalização" de locais de culto cristãos, construídos no passado sem as autorizações exigidas, juntamente com a concessão de autorizações para a construção de novas igrejas.
 
No mês passado, o comitê especial governamental encarregado das auditorias, legalizou mais 111 lugares de culto, elevando para 984 o número de igrejas cristãs regularizadas, restauradas ou construídas do zero em menos de 3 anos, a partir da aprovação da nova lei. sobre a construção e a gestão de locais de culto, de 30 de agosto de 2016.
 
Igrejas construídas "sem permissão": pretexto para fomentar violência sectária contra os cristãos
 
As igrejas submetidas à avaliação da Comissão governamental, criada especificamente para este fim, são sobretudo aquelas construídas antes que a nova lei sobre a construção dos locais de culto cristãs entrasse em vigor. O trabalho da Comissão consiste em verificar se milhares de igrejas e de locais de culto cristãos construídos no passado sem as autorizações exigidas, cumprem os padrões estabelecidos pela nova lei. A verificação é geralmente resolvida na "regularização" dos locais de culto, que são declarados compatíveis com os parâmetros definidos pelas novas disposições legais.
 
Nas últimas décadas, muitos dos locais de culto cristão foram construídos de forma espontânea, sem todas as autorizações necessárias. Ainda hoje, esses mesmos prédios, levantados por comunidades cristãs locais sem permissão legal continuam a serem usados de tempos em tempos ​como desculpa para grupos fundamentalistas fomentarem a violência sectária contra os cristãos.
 
A nova lei de 2016 sobre os locais de culto é um passo em frente
 
A lei sobre os locais de culto de agosto de 2016 representou um passo em frente objetivo para as comunidades cristãs egípcias em comparação com as chamadas "10 regras" acrescentadas em 1934 à legislação otomana pelo Ministério do Interior, que proibia entre outras coisas, a construção de novas igrejas perto de escolas, canais, edifícios governamentais, ferrovias e áreas residenciais. Em muitos casos, a aplicação estrita dessas regras impediu a construção de igrejas em cidades e povoados habitados por cristãos, especialmente nas áreas rurais do Alto Egito.
 
Fonte: Vatican News / Agência Fides
Foto: Reprodução / AFP or licensors
 

 
Em quatro anos, o número de casos de intolerância em Belém, segundo dados da Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH), aumentou 900%. Em 2015, um inquérito policial relativo à intolerância religiosa foi registrado. Em 2016 e 2017, foram quatro casos em cada ano. Já em 2018, o número de procedimentos subiu para nove. Nos primeiros meses de 2019, três inquéritos já foram instaurados.
 
A maioria dos casos, segundo a delegada titular Hildenê Falqueto, é referente a injúria contra religiões de origem africana, como a umbanda e o candomblé. A denúncia, porém, pode ser feita em relação a qualquer religião.
 
Uma das pessoas que registrou inquérito este ano foi a zeladora de santo Vanessa Pereira, do terreiro “Barracão do Seu Zé”. De acordo com ela, as ameaças, proferidas por uma vizinha - que não será identificada na matéria, mas que já responde judicialmente pelo caso - não são apenas contra o seu centro, mas também contra a integridade física dela, de seus familiares, amigos, clientes e até seu cachorro, ocorrem há dois anos.
 
A DCCDH já investiga o caso da zeladora de santo, que relata que a vizinha “vai para o meio da rua, grita, da última vez ameaçou jogar água quente na minha filha e no meu cachorro. Ela me 'xinga' de macumbeira, diz que sou fracassada, xinga as pessoas que vão no terreira. Ela aborda eles na rua dizendo para não ir lá, que é coisa do demônio”.
 
A primeira denúncia já havia sido feita em junho de 2018, em uma delegacia de bairro. O resultado, porém, não foi satisfatório: o processo foi visto como uma briga entre as partes e, segundo Vanessa, "isso deu forças para ela [a vizinha] e as ofensas aumentaram". Uma nova denúncia foi necessária. Dessa vez, Vanessa levou o caso à delegacia especializada.
 
"Fiz o novo boletim de ocorrência no dia 02 de abril, quando ela abordou o meu pai dentro do supermercado. Ele é idoso, ficou assustado. Poucos dias antes, ela também abordou uma pessoa que frequenta o terreiro e fez um escândalo. Disse que ela estava traindo Deus, porque o centro era coisa do demônio. Com esses dois casos, decidi fazer o novo B.O." conta.
 
Sobre o caso da umbandista, a delegada afirma que ele está sendo tratado como intolerância religiosa. "Opinião todo mundo tem o direito de manifestar, mas é preciso ter respeito. A partir do momento que a opinião se transforma em uso de elementos negativos voltados a outra pessoa, deixa de ser opinião e passa a ser crime" declara, ao explicitar que casos de intolerância religiosa tem se tornado cada vez mais frequentes, apesar de, constitucionalmente, o Brasil ser laico há mais de um século.
 
"O maior número de casos da nossa delegacia é de intolerância religiosa, muito mais até do que os crimes homofóbicos. É um número bastante significativo e a gente normalmente os capitula nos casos de injúria qualificada. Quando há ameaças, como é o caso da mãe Vanessa, a situação agrava" explica.
 
Ela ainda recomenda que “as pessoas constituam provas, testemunhas, porque muitos casos já foram arquivados por falta de provas”. “É preciso se munir de provas, para que tenhamos um inquérito forte, para levar ao judiciário o maior número de provas possível para convencimento do promotor e juiz" orienta.
 
Questionada sobre as sentenças para essas pessoas, a delegada é enfática ao afirmar que por ser um crime passível de pena, "elas podem ser presas”, já que não é considerado de menor potencial ofensivo. A pena, nesses casos, é de até quatro anos.
 
A Delegacia de Combate aos Crimes Discriminatórios e Homofóbicos fica localizada na rua Avertano Rocha, no bairro da Campina. Ela funciona de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h. Nos finais de semana e outros horários, o B.O pode ser feito em outras delegacias com a solicitação que seja tramitado à delegacia especializada. As principais atribuições da referida delegacia é o combate a crimes de injúria racial, racismo, intolerância religiosa e homofobia.
 
SEGURANÇA PÚBLICA DIZ QUE CASOS RECUAM EM 2019
 
No Pará, de janeiro a março de 2018, 44 casos de crimes praticados contra igrejas, templos ou centros espíritas, foram registrados, segundo a Segup. Nesse ano, o número diminuiu para 10.
 
Em nota, a Segup reforçou que os crimes considerados são: dano, calúnia, perturbação ao culto religioso, furto, roubo e tentativa de furto, mas ressalta que a Secretaria de Inteligência de Análise Criminal (SIAC) do órgão "realizou busca na base de dados pelos filtros "Local da Ocorrência" e "Identificação do Fato", onde constassem igrejas, templos religiosos e centros espíritas, etc. Isso não significa que eventos como roubo furto ou dano, por exemplo, tenham sido praticados em virtude de intolerância religiosa".
 
A nível nacional, dados do extinto Ministério dos Direitos Humanos (MDH) apontam que, de 2015 ao primeiro semestre de 2017, uma denúncia de intolerância religiosa foi registrada a cada 15 horas no Brasil. O levantamento ainda indicou que a maioria das vítimas é de religiões de origem africana (39%).
 
Fonte: O Liberal
Foto: Fábio Costa / Reprodução

 
Quase um milhão de pessoas estiveram envolvidas em conflitos no campo em 2018 no Brasil, aponta um estudo da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgado nesta sexta-feira (12/04), em Brasília.
 
Os conflitos no campo – principalmente disputas por terra e água – aumentaram 4% em relação a 2017, passando de 1.431 para 1.489. No total, 960.342 pessoas estiveram envolvidas, 36% a mais do que em 2017 (708.520). Destas, 51,6% são da região Norte, área que também concentra a maior porcentagem de terras em conflito: 92%.
 
A extensão de terras em disputa vem aumentando nos últimos anos, passando de 8,1 milhões de hectares em 2014 para 39,4 milhões no ano passado, o equivalente a 4,6% do território nacional, aponta a pesquisa.
 
Para a CPT, conflitos são as ações de resistência e enfrentamento que acontecem no âmbito rural, envolvendo a luta pela terra, água, direitos e pelos meios de trabalho ou produção. 
 
Quando os dados são analisados separadamente, destaca-se o grande crescimento dos conflitos por água, que passaram de 197, envolvendo 35,4 mil famílias (177.090 pessoas) em 2017, para 276, envolvendo 73,6 mil famílias (368.465 pessoas), em 2018 – um aumento de 40,1% no número de conflitos e de 108% no de famílias. O índice é o maior desde 2002, quando a CPT começou a registrar separadamente este tipo de conflito.
 
Ribeirinhos e pescadores são as principais vítimas dessas disputas: 80,5%. Outro dado destacado pela comissão é que metade desses conflitos foi causada por mineradoras, sendo 111 protagonizados por empresas internacionais e 28 por empresas nacionais. O Nordeste concentra 48,1% dos casos, o Sudeste, 30,8%, e o Norte, 18,8%. Bahia e Minas Gerais foram os estados com mais disputas por água, com 65 casos cada um. Para 2019, a comissão espera um cenário ainda pior, devido à tragédia de Brumadinho.
 
Quando considerados os conflitos especificamente por terra, foram 118.080 famílias (590.400 pessoas) envolvidas em 2018, contra 116.572 famílias (530.900 pessoas), em 2017, um aumento de 11%. Novamente a região Norte é a mais atingida, com um aumento no número de pessoas envolvidas de 119,7% em 2018 em relação ao ano anterior.
 
Os conflitos trabalhistas também aumentaram, sobretudo as ocorrências de trabalho escravo: de 66 casos, envolvendo 530 pessoas, em 2017, para 86, envolvendo 1.465 pessoas, em 2018. Se somadas às três ocorrências de superexploração em 2018, são 89 ocorrências de conflitos trabalhistas – 35% a mais do que em 2017.
 
 
Menos assassinatos
 
Em meio a tantos dados negativos, uma boa notícia é a diminuição do número de assassinatos em conflitos no campo: 28, bem abaixo dos 71 de 2017.
 
Segundo a CPT, é comum que em anos eleitorais haja menos assassinatos. No entanto, de acordo com o relatório, o perfil dos mortos chama a atenção e preocupa.
 
Em 2017, 36 dos 71 mortos foram em cinco massacres (mortos três ou mais nas mesmas circunstâncias), já em 2018, 57% dos assassinados eram lideranças (16 dos 28). Para a CPT, isso significa uma tentativa de "punição exemplar", que visa remover o "entrave ao desenvolvimento”, eliminando líderes e tentando evitar que novos se formem. Dos 28 assassinatos, três (10%) ocorreram em Anapu, no Pará, onde em 2005 foi morta a missionária americana Dorothy Stang.
 
Dados preliminares de 2019 são alarmantes. Até agora, já foram registrados dez assassinatos em conflitos, número que pode ser ainda maior, já que três pessoas estão desaparecidas após um ataque em 30 de março, no Amazonas.
 
Mulheres e agrotóxicos
 
O levantamento da CPT também demonstra que 486 mulheres sofreram algum tipo de violência (tortura, agressão, tentativa de assassinato, aborto, intimidação etc.) em conflitos no campo em 2018, o maior índice desde 2008. Desse total, duas mulheres sem-terra morreram em decorrência da situação de conflito nos acampamentos em que moravam, seis sofreram tentativas de assassinato e 37 sofreram ameaças de morte.
 
O relatório da CPT alerta, ainda, para o uso excessivo de agrotóxicos. De 2000 a 2018, foram 363 vítimas em conflitos envolvendo pesticidas, que morreram ou tiveram a vida ameaçada devido ao contato com esses produtos químicos. Esse número inclui, por exemplo, casos de intoxicação de trabalhadores e moradores do campo, assim como lideranças rurais perseguidas por denunciar o problema.
 
Do total de vítimas, 91 eram crianças. Escolas rurais servem de cenário para um terço das vítimas de conflitos por terra relacionados a agrotóxicos. É o caso de uma escola do Paraná.
 
Em novembro do ano passado, um trator de uma fazenda de soja vizinha violou as regras para distância mínima e aplicou Paraquate, agrotóxico proibido na União Europeia, a poucos metros do colégio. Os alunos, que brincavam na quadra, foram atingidos, e mais de 50 crianças e adolescentes, intoxicados.
 
A CPT acredita, no entanto, que o número de vítimas dos agrotóxicos possa ser muito maior, já que muitos trabalhadores não denunciam o uso inadequado dos agrotóxicos por medo de represálias.
 
Do total de conflitos, o estado do Pará é o que apresenta o maior número de pessoas envolvidas: 311.377, em 177 casos. Já o Maranhão é o estado com o maior número de disputas: 201, envolvendo 80.803 pessoas. 
 
A Comissão Pastoral da Terra foi fundada em 1975, em plena ditadura militar. Em 1991, a entidade ganhou o Prêmio Right Livelihood, por sua campanha dedicada à justiça social e à observância dos direitos humanos para pequenos agricultores e sem-terra no Brasil. Para ilustrar esta 33ª edição do relatório anual, a entidade optou por um olhar feminino: todas as fotos foram feitas por mulheres.
 
Fotos: Reprodução

 
“Ensinar inglês gratuitamente para pessoas trans de baixa renda”, assim começa a publicação do professor Thiago Peniche ao falar do projeto Es(trans)geiros, que oferece cursos grátis para travestis e pessoas trans todos os sábados, às 15h30, no Centro do Rio de Janeiro. A iniciativa conta com o apoio do pastor Luiz Gustavo Silva e dos fiéis da Igreja da Comunidade Metropolitana do Rio de Janeiro, uma igreja evangélica que defende os Direitos Humanos, prega a radical inclusão em Cristo Jesus e cede o espaço para as aulas.
 
“Todo o evangelho é um evangelho de resgate. Estamos seguindo o amor de Deus revelado em João 3:16, onde aprendemos que Deus enviou o seu filho Jesus para resgatar a humanidade. A palavra é inclusão, o maior mandamento registrado por Jesus: amar o ´próximo como ati mesmo”, diz o pastor, que se orgulha de pertencer a congregação fundada em 1968, por Troy Perry, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
 
“Seguimos o evangelho, que não faz acepção de pessoas. Incluir as pessoas na igreja e na sociedade é o nosso lema”, completa o pastor, que fala com orgulho de poder ajudar na Vakinha que o projeto estrangeiros faz na internet para manter as portas abertas.
 
“Ajudamos cedendo o espaço, projetor, quadro branco e um cafezinho. Uma iniciativa como essa do professor Thiago temos que apoiar. As pessoas trans estão mais à margem da sociedade. Com esse curso queremos que tenham uma melhor qualificação para o mercado de trabalho”, conta o pastor.
 
Quem se interessar pela a viabilização do projeto social Es(trans)geiros, pode contribuir aqui. Segundo os organizadores, o dinheiro será utilizado para impressão de material didático, xerox e recarga de caneta do quadro e ainda deve custear um lanche para os os alunos e a passagem do professor.
 
Fonte: O Dia
Foto: Reprodução

 
“Chegando a um lugar chamado Calvário, ali o crucificaram...
E Jesus dizia: ‘Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem’.”  (Lc 23:33a,34a)
 
Páscoa, tempo de relembrar a vitória da vida sobre a morte. Tempo de celebrar as resistências. Tempo de renovar a fé e acreditar que a violência e o ódio não triunfarão.
 
Na sexta-feira da Paixão, fazemos memória à tortura sofrida por Jesus de Nazaré (Is 53:7). Um anunciador da paz incômoda. Daquela paz que provoca os poderes autoritários, sejam políticos ou religiosos (Mt 12:4).
 
A resposta ao anúncio da Paz foi a tortura (Mt 26:67). A mesma tortura que se atualiza e violenta os corpos de quem, no século XXI, reivindica direitos.
 
Mas Deus é amor (1 Jo 4:8). E Ele fortalece as nossas esperanças (Sl 71:5). 
 
As mulheres da época de Jesus não desistiram do projeto de Paz anunciado por Ele. Elas eram as excluídas e as violentadas. Não tiveram medo de enfrentar os poderes opressores. Sua coragem lhes permitiu testemunhar a ressurreição (Mt 28:1-9).
 
Que nesta Páscoa possamos nos inspirar na coragem de Maria Madalena, de Joana, de Maria, mãe de Tiago e das outras tantas mulheres que estavam com elas. Que esta inspiração nos fortaleça a não desanimarmos e não desistirmos das resistências necessárias para que as transformações que nos conduzirão à Justiça da graça de Deus aconteçam.
 
Ele ressuscitou, afirmaram as mulheres!
 
Ele ressuscitou, afirma a nossa fé!
 
Feliz Páscoa.
 
CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
 
Foto: The Africa Image Library