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O portal A12, ligado ao Santuário Nacional de Aparecida, conversou com a pastora Romi Bencke – secretária-geral do CONIC – sobre a Semana de Oração pela Unidade Cristã, edição 2019. Este ano, a SOUC será celebrada de 2 a 9 de junho - Semana de Pentecostes. O tema da Semana é inspirado no livro de Deuteronômio: "Procurarás a justiça, nada além da justiça" (Dt 16.11-20). Para mais informações sobre a Semana de Oração, clique aqui.
 
 Confira a íntegra do conteúdo publicado pelo A12:
 
Secretária geral do CONIC comenta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
 
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2019 (SOUC) que, no hemisfério norte, é celebrada de 18 a 25 de janeiro, terá como tema “Procurarás a justiça, nada além da justiça” (Dt 16.11-20). Realizada mundialmente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Mundial de Igrejas, a SOUC acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.
 
No hemisfério sul (inclusive no Brasil), a Semana de Oração será celebrada na semana de Pentecostes, que neste ano será entre 2 e 9 de junho.
 
SOUC
 
De acordo com a Secretária Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, pastora Romi Márcia Bencke, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2019 foi preparada por cristãos e cristãs da Indonésia.
 
O país tem uma população de 265 milhões de pessoas, das quais 86% se identificam como muçulmanas e 10% como cristãos, de diferentes tradições. A Indonésia é a maior nação do sudeste da Ásia. Sua diversidade se expressa em 1.340 grupos étnicos e 740 línguas locais. O idioma nacional é o Bahasa Indonésio.
 
Ainda de acordo com a Secretária Geral do CONIC, “a nação orienta-se em cinco princípios: crença em um único Deus, humanidade justa e civilizada, unidade da Indonésia, democracia guiada por sabedoria interna e unanimidade vinda de deliberações entre os representantes e justiça social para todo o povo. O lema do país é 'Bhineka Tungal Ika', que significa 'Unidade na Diversidade'”.
 
Iniciativas no Brasil
 
No Brasil, as principais atividades da SOUC têm sido as celebrações ecumênicas ao longo da Semana, com a realização de seminários, troca de púlpito, rodas de conversa sobre ecumenismo ou sobre o tema da Semana de Oração, programas de rádio, televisão e audiências públicas sobre diversidade religiosa.
 
Oferta da SOUC
 
A Pra. Romi Márcia destacou que a oferta da SOUC remete ao gesto da partilha presente nas antigas comunidades cristãs. “Simboliza a nossa capacidade de desprendimento e espírito comunitário. É a nossa contribuição concreta para o ecumenismo”, completou.
 
Os valores arrecadados ao longo da semana têm os seguintes destinos: 40% da coleta permanecem para a representação regional do CONIC (onde houver). Esses valores arrecadados contribuem para a motivação do ecumenismo em diferentes regiões, com a organização de seminários, encontros e oficinas de formação.
 
Os outros 60% da coleta são enviados para o CONIC Nacional: este recurso irá subsidiar a elaboração dos cadernos do próximo ano.
 
Fonte: A12
 

 
No dia 14 de fevereiro, integrantes do Grupo Ecumênico de Brasília (GEB) estiveram reunidos, no escritório da Diocese Anglicana de Brasília (DAB), para a eleição da nova coordenação. O grupo eleito ficará à frente do GEB no biênio 2019-2020. 
 
As seguintes igrejas estavam representadas: Igreja Batista Nacional em Planaltina; Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia; Igreja Presbiteriana Unida; Igreja Católica Apostólica Romana; Igreja Cristã Presbiteriana do Guará e Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.
 
 
O GEB é o regional do CONIC no Distrito Federal.
 
Eis a nova coordenação:
 
Presidente
Pr. Carlos Augusto Möller (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil)
 
Vice-Presidente
Presb. Kelson Corte (Igreja Cristã Presbiteriana do Guará)
 
Secretário
Monge Isaac Souza (Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia)
 
Ecônoma
Terezinha Barbás Pinto (Movimento dos Focolares - Igreja Católica Apostólica Romana)
 

 
Anistia Internacional afirma que as investigações devem chegar à verdade e identificar corretamente todos os envolvidos no assassinato e cobra das autoridades competentes respostas para inúmeras perguntas feitas em levantamento sobre o histórico do caso, lançado na última quarta-feira, 13 de fevereiro.
 
Onze meses depois do assassinato da defensora de direitos humanos e vereadora Marielle Franco, a Anistia Internacional divulga novo levantamento reunindo informações veiculadas publicamente sobre o caso que indicam possíveis incoerências e contradições no decorrer das investigações. O documento intitulado “O labirinto do caso Marielle Franco e as perguntas que as autoridades devem responder” traz ainda uma lista de mais de vinte perguntas sobre pontos críticos que até hoje não foram esclarecidos.
 
“O que já foi revelado publicamente sobre o assassinato de Marielle levanta sérias preocupações da Anistia Internacional em relação a possíveis negligências, interferências indevidas, ou o não seguimento do devido processo legal durante as investigações. As autoridades devem responder às perguntas que agora são feitas sobre pontos críticos do caso. A Anistia Internacional continuará monitorando o caso até que todas as perguntas tenham sido respondidas e o caso, solucionado” afirma Jurema Werneck, Diretora Executiva da Anistia Internacional Brasil.
 
O documento foi construído a partir de informações divulgadas por autoridades públicas ou publicamente pela imprensa e traz as informações agrupadas em torno dos seguintes sete temas: disparos e munição, a arma do crime, os carros e aparelhos usados e as câmeras de segurança, procedimentos investigativos, responsabilidade e competência das investigações, acompanhamento externo e andamento das investigações. O documento traz ainda perguntas que as autoridades devem responder sobre cada um dos temas.
 
“Embora as investigações estejam sob sigilo, o que já foi divulgado publicamente sobre o caso levanta questões sérias sobre possíveis ilegalidades dentro de instituições de segurança no país, já que munições e armas de propriedade do Estado teriam sido desviadas. É de extrema preocupação que um lote de munição da Polícia Federal tenha sido desviado, usado em homicídios, e que depois de tanto tempo as autoridades não tenham dado uma explicação satisfatória” afirma Werneck.
 
Entre outros pontos críticos destacados no documento estão a falta de respostas o desligamento das câmeras de segurança do local do crime dias antes do assassinato, o desaparecimento de submetralhadoras do arsenal da Polícia Civil do Rio de Janeiro e negligências no armazenamento do carro. As falas públicas das autoridades sobre o andamento das investigações e estimativa de conclusão do inquérito policial também foram destacadas no documento.
 
“Desde que o assassinato de Marielle Franco completou cinco meses ouvimos autoridades dizerem publicamente que as investigações estavam andando e que o caso estava perto de ser concluído. Se até hoje não se sabe quem matou, quem mandou matar Marielle e nem a motivação do crime, em que as autoridades se basearam todos esses meses para afirmarem que as investigações estavam próximas do fim?” destaca Werneck.
 
Com o início de nova gestão no Governo Federal, outro tema de preocupação é o seguimento que será dado à investigação da Polícia Federal sobre as investigações da Polícia Civil.
 
“Em novembro do ano passado, o então Ministro da Segurança Pública anunciou que a Polícia Federal iria investigar as investigações do assassinato de Marielle Franco diante de denúncias de que haveria um grupo organizado com participação de agentes do estado agindo para interferir negativamente no andamento das investigações. Essa suspeita é grave e precisamos que as novas autoridades federais deem uma resposta à altura e que a gente saiba a conclusão da investigação aberta pela Polícia Federal” afirma Werneck.
 
Anistia Internacional tem se posicionado publicamente desde o assassinato de Marielle Franco na noite de 14 de março de 2018 cobrando das autoridades que garantam uma investigação célere, imparcial, independente e exaustiva sobre este crime. Passados onze meses, a Anistia Internacional cobra das autoridades que respondam às inúmeras perguntas feitas sobre pontos críticos do caso e que não podem cair no esquecimento.
 
“O que esperamos das autoridades hoje é que impulsionem uma investigação imparcial, independente e exaustiva sobre este crime e que respondam a cada uma dessas perguntas colocadas pela Anistia Internacional. E, acima de tudo, esperamos que as autoridades afirmem seu compromisso de garantir que as investigações cheguem aos verdadeiros responsáveis por esse crime brutal, e que identifique tanto os executores, quando os mandantes e a motivação” conclui Werneck.
 
Acesse aqui “O Labirinto do Caso Marielle Franco” atualizado
 

 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) enviou, entre os dias 11 e 14 de fevereiro, cartas a todos os congressistas brasileiros (senadores e deputados) ressaltando o posicionamento do Conselho sobre temas que possivelmente serão tratados na atual legislatura.
 
Logo na introdução, o texto ressalta que o objetivo não é “a defesa de interesses das Igrejas que compõem o CONIC”, uma vez que a existência do Conselho não tem como objetivo atuar em causa própria. “As preocupações que nos inquietam dizem respeito à possibilidade de perda de direitos que afetarão de maneira especial a população com maior vulnerabilidade”, frisa.
 
Para o CONIC, na atual conjuntura, “mais importante que impor à população costumes e comportamentos próprios de um determinado segmento religioso”, está a necessidade de “nos colocarmos a serviço de projetos coerentes com a paz e a justiça, que se concretizam na defesa dos direitos humanos”. 
 
A carta é encerrada desejando “um mandato comprometido com a justiça e, em especial, voltado para a superação das desigualdades e das violências que diariamente estão presentes nas vidas de brasileiros e brasileiras. Esperamos que os interesses a serem realmente defendidos não sejam apenas os que irão beneficiar grandes grupos econômicos, mas o conjunto da população brasileira e que toda a nossa política seja iluminada com sabedoria a serviço do bem comum”.
 
A seguir, leia o documento na íntegra.
 
Prezados congressistas,
 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) é uma associação que congrega Igrejas das tradições: Católica Apostólica Romana, Protestantes e Ortodoxa. Todas elas são reconhecidas pela seriedade e compromisso com a missão. Ao se reunirem em um Conselho de Igrejas, essas organizações baseadas na fé expressam o seu compromisso com o diálogo ecumênico, no qual as diferenças teológicas servem não para separar, mas para enriquecer a unidade entre as pessoas que professam a fé em Jesus Cristo. Nosso ecumenismo orienta-se por duas dimensões: vivência da comunhão e da espiritualidade ecumênica e inter-religiosa e presença pública em diálogos em torno de valores que fundamentam a perspectiva da equidade. Reconhecemos que alguns pilares são essenciais para o contexto brasileiro. Entre estes pilares destacamos: a laicidade do Estado, a pluralidade, a diversidade religiosa e cultural.
 
Dirigimo-nos a Vossas Excelências para cumprimentá-los nesta nova legislatura. O mandato democrático é um instrumento valioso e fundamental para a representação popular. 
 
Ao cumprimentá-los, gostaríamos de destacar alguns aspectos que nos preocupam enquanto Igrejas. Sabemos que estão colocados no horizonte de seus trabalhos a reflexão, o debate e a decisão em torno de questões cruciais para a vida da população brasileira. Destacamos que não nos manifestamos para a defesa de interesses das Igrejas que compõem o CONIC, uma vez que nossa existência não tem como objetivo atuar em causa própria. As preocupações que nos inquietam dizem respeito à possibilidade de perda de direitos que afetarão de maneira especial a população com maior vulnerabilidade. Preocupa-nos a reforma da previdência sem um amplo debate com a sociedade brasileira e sem considerar a situação das pessoas empobrecidas. Outras questões que nos preocupam são o Decreto que facilita o acesso da população à posse de armas de fogo, a fragilização das políticas para a demarcação de territórios indígenas e quilombolas, além de todas as políticas relacionadas à justiça ambiental.
 
Acreditamos que precisamos fomentar a cultura da paz e não fortalecer instrumentos que aumentem a violência. Nesse sentido, reafirmamos o valor da educação pública, plural e crítica como condição essencial para a cultura de paz. A sociedade brasileira convive diariamente com a violência e com polarizações; cabe-nos, portanto, um esforço conjunto para a superação do racismo, da desigualdade, da homofobia e da violência contra mulheres e crianças. 
 
Destacamos o quanto o mandato de cada uma de Vossas Excelências será importante para a construção de uma sociedade orientada por valores humanistas como os da misericórdia, da igualdade, do respeito às diferenças, da proteção às pessoas em situação de vulnerabilidade, da segurança construída em clima de paz. Acreditamos que, mais importante que impor à população costumes e comportamentos próprios de um determinado segmento religioso, é a necessidade de nos colocarmos a serviço de projetos coerentes com a paz e a justiça, que se concretizam na defesa dos direitos humanos, na proteção da mulher e da criança, na superação da violência doméstica e familiar, no acolhimento aos migrantes, no respeito à diversidade religiosa, nas lutas contra a discriminação por raça ou por orientação sexual, na defesa das populações indígenas e quilombolas, na preservação das florestas. Trata-se, enfim, do cuidado para com as pessoas, da paz e da preservação do mundo criado por Deus.
 
Em defesa dessa pauta, o CONIC vem há muitos anos caminhando com organizações não governamentais, movimentos sociais de promoção e defesa de direitos.  O que alguns chamam de ativismo, nós afirmamos como serviço!
 
O CONIC vê com preocupação a instrumentalização da fé em Jesus Cristo e da Bíblia para justificar a violência e a intolerância. Não podemos aceitar essa prática.
 
Acreditamos na necessidade do cumprimento do mandato do próprio Cristo, que afirmou: Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. Isso não acontece transformando o Evangelho em lei, mas fortalecendo a sua dimensão de amor fraterno, respeito ao próximo e de uma cultura voltada para a construção de uma verdadeira paz.
 
Despedimo-nos expressando nosso desejo de um mandato comprometido com a justiça e, em especial, voltado para a superação das desigualdades e das violências que diariamente estão presentes nas vidas de brasileiros e brasileiras. Esperamos que os interesses a serem realmente defendidos não sejam apenas os que irão beneficiar grandes grupos econômicos, mas o conjunto da população brasileira e que toda a nossa política seja iluminada com sabedoria a serviço do bem comum.
 
Em comunhão ecumênica,
CONSELHO NACIONAL DE IGREJAS CRISTÃS DO BRASIL

 
Nos últimos 19 anos, ocorreu no Brasil uma intensificação da atividade minerária que contribuiu para um aumento eventual da participação do setor no Produto Interno Bruno (PIB), impulsionada pela crescente demanda internacional pelas commodities minerais, principalmente o minério de ferro. Concomitante à demanda externa ocorreu uma intensificação dos investimentos no setor.
 
Se do ponto de vista econômico a mineração contribuiu, momentaneamente, com o PIB nacional, os danos ambientais e sociais causados nesse mesmo período foram de grandes proporções. O rompimento da Barragem I da mina do córrego do feijão em Brumadinho, MG, sob responsabilidade da Vale S.A., pouco mais de três anos depois do rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, exige mudanças estruturais na relação entre a mineração, o Estado brasileiro e a sociedade.
 
O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho é o desastre com maior número de vítimas fatais na mineração no Brasil. Se, lamentavelmente, não forem encontrados vivos os desaparecidos, tratar-se-á do maior desastre com mortes de trabalhadores da mineração e o segundo maior desastre com barragens no mundo. Este desastre criminoso vem na sequência de outros, cabendo destacar: rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, MG (2015), rompimento do mineroduto da Anglo American em Minas Gerais (2018), vazamentos de rejeitos em Barcarena no estado do Pará (2009, 2017) contaminando a água e solo do município.
 
Dado o quadro de sucessivos desastres e sua nítida correlação com fragilidades na regulação, na fiscalização, bem como das instituições responsáveis por conduzir a política mineral brasileira, a situação da grande mineração no Brasil é um fato determinado de relevante interesse para a vida pública e a ordem constitucional, legal, econômica e social do País.
 
É cabível, urgente e inadiável, portanto, uma ampla investigação, não somente das causas do rompimento da Barragem I em Brumadinho, mas dos problemas que envolvem a grande mineração –  em especial àquela voltada à exportação de minério de ferro, cobre, bauxita, ouro e nióbio – em função da escala de extração e dos impactos gerados.
 
É essencial que tal investigação inclua aspectos de regulação, de fiscalização, de governança e que consiga abarcar os principais problemas, fragilidades e ameaças da mineração para o meio ambiente e a vida:
 
  • Licenciamento ambiental nos níveis estaduais e federal: seus principais problemas e fragilidades;
  • Atuação do antigo DNPM e atual ANM: identificação de fragilidades nas suas políticas regulatórios e operacionais, sucateamento da sua estrutura, influência política e corporativa do setor na condução das ações da Agência;
  • O problema das barragens: levantamento da situação das barragens considerando aspectos como: idade das barragens, estado dos licenciamentos, relatórios de monitoramento feitos por auditorias externas contratadas pelas mineradoras, relatórios de fiscalização pelo poder público, transparência do monitoramento das barragens;
  • Trabalhadores da mineração: investigação da situação dos trabalhadores incluindo levantamento de contratos diretos de trabalho e contratos com empresas terceirizadas para fornecimento de mão de obra; implementação de medidas de segurança (NR 22);
  • Tributação da mineração: investigar a atual carga tributária para a grande mineração considerando: i) o conjunto dos tributos e royalties que incidem no setor; ii) os incentivos fiscais regionais e outros benefícios tributários; iii) a utilização de mecanismos de evasão, elisão e sonegação fiscal; iv) a situação das dívidas tributárias com União, estados e municípios;
  • Solo e Subsolo: investigar estratégias das empresas de controle do solo e relação com conflitos fundiários existentes em áreas controladas pela grande mineração;
  • Infraestrutura da mineração: levantamento da situação das ferrovias, minerodutos e estruturas portuárias da mineração considerando aspectos como regulação e normas de contratos, condições de segurança, registros de acidentes;
  • Estrutura regulatória do acesso aos minérios: normas em vigor e suas fragilidades, incluindo execução dos planos de fechamento, bem como o abandono de minas e barragens pelas mineradoras;
  • Com a preocupação dos efeitos causados pela extração mineral, organizações da sociedade civil, assinam o presente documento solicitando dos partidos e parlamentares a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).
 
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB
Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale
Articulação para o Monitoramento dos DH no Brasil
Ação Sindical Mineral – ASM
Associação Bem Te Vi Diversidade
Associação Alternativa Terrazul
Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos
Comissão Brasileira de Justiça e Paz – CBJP
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria – CNTI
Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração
Conectas
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC
Comissão Pró Índio de SP – CPI/SP
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Coordenadoria Ecumênica de Serviços – CESE
FIAN Brasil
Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE  
Fórum Brasileiro de Ong´s e Movimentos Sociais – FBOMS
Greenpeace
Grupo Política, Economia, Mineração e Sociedade – POEMAS
Iglesias y Minería
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – Ibase
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Instituto Sócio Ambiental – ISA
International Rivers Brasil
Justiça Global – JG
Justiça nos Trilhos – JnT
Movimento Pela Soberania Popular na Mineração – MAM
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
ORGANON
PACS
Processo de Articulação e Dialogo Internacional – PAD
Rede Brasileira de Justiça Ambiental – RBJA
Rede Cerrado
Sinfrajupe
SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia
Uma Gota no Oceano
WWF
 
Fonte: Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração
Imagem: Pixabay

 
O arcebispo dom Walmor e os bispos auxiliares da Arquidiocese de Belo Horizonte reuniram-se, na Cúria Metropolitana, com representantes do CONIC-MG e do poder público, com o propósito de fortalecer as iniciativas que preveem o aperfeiçoamento da legislação ambiental, especialmente no que diz respeito à segurança no processo de extração de minério e ao cuidado com a população que vive no entorno das áreas de extração. Dom Marco Aurélio Gubiotti, bispo diocesano de Itabira e Coronel Fabriciano, importante região mineradora de Minas Gerais, participou da reunião, apresentando seu apoio à iniciativa da Arquidiocese de Belo Horizonte e a preocupação com os riscos que correm as pessoas que residem em municípios onde existem barragens de rejeitos.
 
Desde a tragédia humana e ambiental ocorrida em Brumadinho, com o rompimento de uma barragem com rejeitos de mineração da Vale, no dia 25 de janeiro, a Arquidiocese de Belo Horizonte dedica-se a amparar as vítimas e dialoga com o poder público na busca pelo aperfeiçoamento das leis ambientais.
 
Participaram da reunião representantes da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Alemg), do Ministério Público e do CONIC-MG.
 
No primeiro encontro desta série de iniciativas em defesa das populações e do meio ambiente nas regiões mineradoras, dom Walmor e os bispos auxiliares receberam, na Cúria Metropolitana, o bispo diocesano de Divinópolis, dom José Carlos de Souza Campos, que representou o Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB), e integrantes do Poder Executivo Estadual, Tribunal de Justiça, Procuradoria Geral do Estado, Defensoria Pública Federal e de Minas Gerais, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e docentes da PUC Minas que integram a força tarefa formada pela Procuradoria Geral da República para conduzir as investigações a respeito do rompimento da barragem em Brumadinho.
 
Foto: Reprodução

 
A Edições CNBB disponibilizou a Playlist da Campanha da Fraternidade de 2019 com todas as músicas para as celebrações litúrgicas. O material pode ser acessado nas principais plataformas digitais: Itunes, Spotify, Youtube e SoundClound. A iniciativa é uma forma de estimular e incentivar a participação de todos os cidadãos, a nível nacional, nesta Campanha que é realizada anualmente pela Igreja no Brasil. 
 
Este ano, a CF 2019 terá início em todo o país no dia 06 de março. Com o tema “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela Justiça”, busca conhecer como são formuladas e aplicadas as políticas públicas estabelecidas pelo Estado brasileiro.
 
Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB destaca que a Campanha tem como objetivo estimular a participação em Políticas Públicas, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja, para fortalecer a cidadania e o bem comum, sinais de fraternidade.
 
Ainda de acordo com ele, a Campanha acontece no ano em que o papa Francisco proclamou o mês de outubro como Mês Missionário Extraordinário. “Os batizados em sua missão no mundo participando da construção de Políticas Públicas que construam a fraternidade”, disse.
 
Plataformas
 
Acesse agora nas principais plataformas digitais e ouça quando quiser!
 
Soundcloud→ https://goo.gl/Uum3jh
 
Materiais
 
Outros materiais foram produzidos para dar apoio nesta missão: círculos bíblicos, que trazem aprofundamento da Palavra de Deus; sugestão de celebração ecumênica, para reunir pastores e representantes de outras Igrejas na preparação desse evento; a Cartilha Fraternidade Viva, rodas de conversa com a perspectiva de aprofundar-se no tema e a vigília eucarística e celebração da misericórdia.
 
Também pensando nos jovens, a Comissão para a Juventude da CNBB preparou um material que é direcionado a juventude das diversas realidades eclesiais, para que sejam contagiados pela Luz de Cristo. Aos educadores, por ter um papel fundamental na sociedade, fazendo com que os educandos sejam sempre esclarecidos sobre a sua realidade e as possibilidades de melhor desenvolver a sociedade, foi preparado subsídios para o Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio e Ensino Superior. Todos eles estão disponíveis no site da Editora da CNBB (clique aqui).
 
Fonte: CNBB
Imagem: Reprodução

 
As perseguições contra cristãos aumentaram em 2018 no mundo pelo sexto ano consecutivo, de acordo com a ONG Portas Abertas, que publicou no mês passado o seu índice anual.
 
Esta organização protestante analisa a situação dos cristãos que são vítimas de opressão, discriminação e até assassinatos em 50 países do mundo.
 
No total, 245 milhões de cristãos - católicos, ortodoxos, protestantes, evangélicos, pentecostais, cristãos expatriados, convertidos - são perseguidos, o que equivale a "um a cada nove cristãos", em comparação com um em cada doze no ano passado, de acordo com a organização.
 
O número de cristãos mortos subiu de 3.066 para 4.305 entre novembro de 2017 e outubro de 2018, um aumento de 40%.
 
"O índice revela uma perseguição contra as minorias cristãs, que aumenta ano após ano", escreve Michel Varton, diretor da Portas Abertas, neste relatório.
 
"O que chama a atenção é que a África se tornou o centro da violência contra os cristãos", com 4.165 mortes. "Apenas a Nigéria registrou 3.731 assassinatos, contra 2.000 em 2017", informou à AFP.
 
Este país enfrenta uma dupla ameaça, a representada pelo grupo extremista islâmico Boko Haram, que é "cada vez mais violento", e a dos "pecuaristas peuls, que descem ao sul do país e atacam sistematicamente aldeias cristãs".
 
No entanto, é a Coreia do Norte que mais uma vez lidera este ranking anual. Mas o número de mortes neste país é desconhecido devido à falta de "dados confiáveis". A ONG diz que "dezenas de milhares de cristãos estão presos em campos de trabalhos forçados".
 
A organização também alerta sobre a situação no México, onde "organizações criminosas e cartéis de drogas atacam os cristãos porque consideram as igrejas como fontes de renda", enquanto na Colômbia, segundo essa organização, "grupos criminosos ameaçam os cristãos que se opõem à sua autoridade e muitas vezes os forçam a pagar um imposto pela sua proteção ".
 
O Afeganistão, a Somália, a Líbia, o Paquistão, o Sudão, a Eritreia, o Iêmen, o Irã, a Índia e a Síria, estão na lista de países onde ocorre "extrema perseguição" de cristãos.
 
A ONG considera que "o extremismo islâmico é um fator importante na perseguição de cristãos em 38 dos 50 países do índice", especialmente na África, Oriente Médio e Ásia.
 
Em um ano, "o número de igrejas atacadas, danificadas ou incendiadas (...) quase duplicou, passando de 793 para 1.847", enquanto "o número de cristãos detidos aumentou de 1.905 para 3.150" no mesmo período.
 
Com informações da AFP / Estado de Minas
Foto: Reprodução / Portas Abertas

 
Entre 2017 e 2018 houve uma explosão de violência contra as mulheres. A média mensal de agressões subiu 24%. Em 2018, 7.634 mulheres foram vítimas todos os meses, ante 6.139, no ano anterior. Os casos de tentativa de feminicídio, por exemplo, mais que dobraram e ultrapassaram sete mil registros. Há 25 anos, o Brasil tenta reverter esse quadro, sem sucesso. Entidades internacionais alertam para o enfraquecimento de políticas públicas para o setor.
 
Tentativas de feminicídio, violência moral, patrimonial, psicológica, sexual, obstétrica, institucional e tráfico de mulheres dispararam. Os dados fazem parte do balanço, obtido pelo Correio, do canal de denúncias do então Ministério dos Direitos Humanos — agora, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O cenário fica ainda mais grave quando se avalia outras seis violações que entraram no último ano na lista de denúncias do Ligue 180, como ameaça, violência doméstica, familiar, policial, virtual e contra a diversidade religiosa, além de um tópico que aglutina crimes como “outros registros”.
 
Os números foram avaliados por especialistas e militantes da causa da mulher. Eles foram incisivos: são dados alarmantes, e as investidas masculinas estão cada vez mais cruéis. A violência moral, quando se calunia, difama ou injuria a honra ou a reputação da mulher, subiu 114%: saltou de 1.849 em 2017 para 3.960 no último ano. A violência sexual cresceu 21,5%: saiu de 3.696 casos para 4.491. Já a violência patrimonial — quando há ato de violência que implique dano, perda, subtração, destruição ou retenção de objetos, documentos pessoais, bens e valores — passou de 892 episódios para 1.115, ou seja, 25% a mais no mesmo período.
 
Desde 1994, a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, conhecida como Convenção de Belém do Pará, da qual o Brasil é signatário, caracteriza a violência contra o sexo feminino como “qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública quanto na esfera privada”. Depois, a Lei Maria da Penha foi criada para endurecer a punição.
 
Chocante
 
O cotidiano violento para a mulher, de fato, persiste em 2019. Desde o início do ano, uma média de cinco ocorrências por dia foram registradas. Ao todo, 107 casos de feminicídio ou de tentativa foram denunciados, sendo que 68 acabaram consumados, e 39, tentados, até 24 de janeiro. O levantamento foi realizado pelo professor Jefferson Nascimento, doutor em direito internacional pela Universidade de São Paulo (USP). Há registros de ocorrências em pelo menos 94 cidades, distribuídas por 20 estados e o DF.
 
Na última semana, casos de todo tipo de violência chocaram o país. No DF, um homem matou a  mulher e atirou no filho, na 316 Norte. Ela foi enterrada na sexta-feira. Em Santa Catarina, balanço da Secretaria de Segurança Pública contabilizou cinco casos de feminicídio. No Espírito Santo, uma mulher foi agredida enquanto dormia — o marido a atacou a golpes de tesoura.  Em 2018, 7.036 foram vítimas de tentativa de feminicídio.
 
Para Raquel Marques, presidente da Associação Artemis, centro cultural feminista, essa é uma questão cultural. “Quando se fala em aumentar penas e tipificar crimes, estamos trabalhando com o que será feito após o acontecimento. Não estamos nos preocupando com o principal, que é o antes, com a prevenção. Temos de pensar que esse homem é comum. E que ele um dia se apaixonou, dividiu a casa, teve filhos, mas que, no inconsciente dele, a mulher é extensão do seu patrimônio”, critica.
 
A militante explica que é preciso estimular a intolerância social a qualquer violência. “Tudo começa com a desqualificação moral, com pequenas ofensas. Depois, vêm um empurrão, um tapa. A violência não é do dia para a noite. Ameaça, por exemplo, é registrada só por registrar, para se ter estatística. Na maior parte dos casos, nada é feito”, aponta.
 
Raquel acredita que falta estrutura social para a mulher sair do ciclo da violência, como creche e emprego. “Quando falta o básico, não adianta criar abrigo. A sociedade inteira precisa viabilizar isso em todos os aspectos. As mulheres se escondem porque são julgadas, ficam arredias para não aumentar o problema dentro de casa, não têm dinheiro para sair”, frisa.
 
Comentário do CONIC
 
Deus odeia todo tipo de violência (Pv 16:29); quando essa violência é voltada contra aqueles ou aquelas que são mais frágeis, e que deveriam ter a nossa proteção, Ele abomina! (Pv 31:8-9). O profeta Habacuque chegou a afirmar que Deus é "tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar" (Hc 1:13). Enquanto cristãos e cristãs, enquanto igreja brasileira, precisamos falar desse assunto nas nossas fileiras, nas nossas casas. 
 
Não podemos fazer "boca de siri". Ao contrário: é necessário que lideranças, membresia, todos e todas, estejam atentos e atentas à violência que não está só "lá fora", mas também - muitas vezes - ao nosso redor. Toda vítima de violência doméstica precisa de amor. Não ignore-a. E todo agressor precisa de punição. Denuncie-o! "Ah, mas ele é meu líder..." - pode dizer alguém. Não importa: Deus não compactua com o mal (Mq 2:1-11 e Mq 3:1-6). Não compactue você também. Denuncie, ligue 180! "Pois o Senhor é justo, e ama a justiça" (Salmos 11:7).
 
Com informações do Correio Braziliense
Foto: Reprodução / Antonio Cunha/CB/D.A Press

 
Os momentos de catástrofe exigem atitudes ecumênicas das igrejas. Atitudes individualizadas não são efetivas. Em situações de catástrofe as igrejas precisam se reunir e coordenar desde as primeiras ações, que no caso de Brumadinho foi organizar a doação de água, alimentos, roupas, artigos de higiene pessoal. Em menos de 48 horas já havia tanto material que não eram mais necessárias novas doações. Isso aconteceu por causa da enorme solidariedade, mas também porque as igrejas e a sociedade civil foram pressionando a Vale para assumir as necessidades econômicas por essa tragédia. 
 
As igrejas passaram então a atuar em outros espaços de solidariedade. Além de criar redes oração, foi importante levar as pessoas que queriam ajudar para mais perto da catástrofe. Desta forma, foram surgindo várias ações ecumênicas de apoio como, por exemplo, grupos de jovens que foram trabalhar com as crianças de familiares vítimas da tragédia, usando para isso o roteiro das Semanas Bíblicas de Férias. Alguns jovens músicos organizaram oficinas de música, onde ensinavam os jovens vitimados a cantar sua tragédia. Esse mesmo grupo, sob a orientação de um médico veterinário, passou a cuidar dos animais sobreviventes. Os adultos criaram uma lavanderia comunitária para lavar a roupa dos bombeiros militares e várias pessoas se colocaram à disposição como bombeiros voluntários durante o período de buscas de sobreviventes. Houve também um grupo de mulheres que passava de velório em velório, preparando café, água e algo de comer para as famílias enlutadas e, sobretudo, levando um abraço, ajudando as pessoas a se sentirem acompanhadas no momento de seu maior sofrimento. Tudo isso com o apoio financeiro de coletas de solidariedade das igrejas. 
 
Depois de duas semanas, os sobreviventes começam a pensar na reconstrução. Reconstruir não significa apenas levantar paredes. Significa também reconstruir vidas, reconstruir esperanças, tomar decisões em relação ao futuro. 
 
 
A empresa Vale começou a fazer doações de 100mil reais por cada funcionário morto ou desparecido. No entanto, essa generosidade da empresa pode ter o objetivo de individualizar as demandas por indenização, como aconteceu em Mariana, onde cada um tem seu advogado e passados já mais de 3 anos, ninguém foi indenizado. Por isso, o Ministério Público do Trabalho adverte que as demandas em casos de catástrofes como essa devem ser sempre coletivas. Essa é a maneira correta para lutar com as grandes empresas e conseguir resultados mais rápidos. Por isso, nesse momento da reconstrução é fundamental que as igrejas, no acompanhamento pastoral, também tenham condições de orientar corretamente as vítimas. 
 
Ecumenismo para ações transformadoras
 
As igrejas devem levantar a voz profética em relação a uma economia que tem por objetivo único o crescimento compulsivo e ilimitado - crescimento da produção, crescimento do consumo, crescimento da extração de recursos, crescimento da poluição, crescimento da catástrofe climática e ambiental. É importante que as empresas se instalam e tragam empregos. Mas devemos nos perguntar sobre os riscos humanos e ambientais dessas empresas.  Aqui em Minas Gerais há ainda 18 barragens de rejeitos de minério de ferro em situação de perigo de rompimento. São verdadeiros monstros que podem devorar pessoas e o meio ambiente a qualquer momento. Então, antes que as empresas se instalem, devemos perguntar pelos riscos e as medidas de prevenção para a proteção da vida humana e do meio ambiente.  
 
Porque servimos ao Deus da vida, isso significa resistir e procurar transformar todos os valores e sistemas destruidores da vida. Pois as consequências das catástrofes nos mostram que se o atual sistema econômico, os padrões atuais de pensamento e comportamento continuarem - como ocorre atualmente - as condições de vida do planeta serão destruídas. Que depois da ajuda emergencial, as igrejas possam continuar se reunindo dentro de um movimento ecumênico para avaliações críticas e ações transformadoras.
 
Na quarta-feira seguinte à catástrofe, dia 30 de janeiro, já no final da tarde, o céu escureceu e, por alguns instantes, o vento soprou forte derrubando árvores. Quase não choveu, mas o barulho de trovões foi intenso. Parecia que o Espírito de Deus estava pairando, desolado, sobre aquela destruição deixada pela catástrofe da Vale.
 
Texto: Pr. Nilton Giese - Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Belo Horizonte
Foto 1: Reprodução / Nilton Giese