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A partir de pesquisas feitas em sua escola e comunidade, adolescentes do Projeto Onda criaram e produziram a campanha antirracista “Por que não amar”. Referenciada em uma personagem fictícia chamada Luzia, a campanha conta com broches, adesivos, cartazes, um calendário e um vídeo de celebração da cultura negra.
 
O projeto Onda – Adolescentes em Movimento, é uma iniciativa do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), que foi agraciado com a primeira colocação do Prêmio Itaú-Unicef. O projeto desenvolve atividades de formação cidadã em escolas públicas do Distrito Federal.
 
Entre os objetivos da campanha “Por que não amar?” estão se reconhecer e autoafirmar, valorizar a beleza natural e celebrar a negritude, enfrentar o racismo na escola e na comunidade e sensibilizar as pessoas para gerar a vontade de mudar. “Para mim, a campanha que estamos produzindo é importante para levar autoestima para as pessoas que cresceram ouvindo que suas características físicas eram feias e inferiores”, diz Paulo Ricardo, um dos estudantes integrantes do Onda.
 
Os jovens refletiram sobre o poder da linguagem e o uso de palavras racistas no cotidiano, principalmente as que são voltadas para o cabelo crespo. Tiveram oficinas sobre gênero, formatos, linguagens de comunicação, assim como escolheram os públicos prioritários da campanha. “Eu me identifiquei com a conversa sobre cabelo porque eu sempre tive vergonha do meu. Desde pequeno quis ter o cabelo igual ao de outros meninos, porém não podia, porque parecia que ele não aceitava outros tipos de corte. Por isso eu me senti obrigado a manter o cabelo bem curto”, nos conta Victor Queiroz, um dos participantes do Onda. “Com a campanha eu percebi que o cabelo crespo é lindo, mas que o racismo nos impede de reconhecer, e é uma coisa que eu quero que todas as meninas saibam”, completa Márcia Mesquita, adolescente que também integra o projeto.
 
A partir de conversas, análises de músicas, poemas, documentários e dinâmicas, os encontros para a produção da campanha foram permeados por muito diálogo, estudo, reflexão e uso de ferramentas criativas. Para Diego Mendonça, um dos educomunicadores que estão participando do projeto, a campanha busca uma perspectiva de transformação da vivência cotidiana do racismo que faz parte da realidade dos adolescentes. “Minha expectativa é que eles saiam do processo transformados para que possam transformar a realidade concreta deles”.
 
Márcia Acioli, assessora do Inesc responsável pela execução do projeto Onda, comemora a consciência da identidade racial dos adolescentes que estão aprendendo a identificar as manifestações de racismo no cotidiano. “É bonito vê-los/las alegres e orgulhosos/as de ser quem são, fortes e determinados/as a lutar por uma escola sem violência e sem racismo”, afirmou.
 
Com informações do Inesc
Imagem: Reprodução

 
O Distrito Federal possui, desde 2016, um interessante atrativo para o turismo religioso: a relíquia do cinto de Nossa Senhora. A fração de corda que teria pertencido à Virgem Maria, doada por São Tomé, fica dentro de um relicário na Paróquia Divino Espírito Santo, no Riacho Fundo. Houve disputa entre instituições de todo mundo para recebê-la, incluindo igrejas dos Estados Unidos e da Alemanha.
 
A peça, que atrai a devoção de milhares de cristãos, está abrigada pela Igreja Sírian Ortodoxa de Antiquia. Na época da instalação da relíquia, o Patriarca Mor Ignatius Aphrem II esteve presente. O religioso esteve ainda nas igrejas Menino Jesus e Nossa Senhora em Taguatinga Sul, onde inaugurou um monumento em homenagem aos cristãos que morreram na Síria, Líbano e Iraque.
 
 
“Nós agradecemos e oramos por esta terra, por este país abençoado, hospitaleiro e generoso que acolheu há 130 anos os imigrantes que vieram do Oriente Médio, em particular da Síria e do Líbano”, disse o Patriarca naquela ocasião. “E, ao mesmo tempo, pedimos que Deus estenda sua santíssima mão sobre esse país e sobre seu povo acolhedor.”
 
 
Clique aqui e confira a reportagem (em vídeo).
Com informações do G1 / ISOA
Fotos: Reprodução

 
 
Em nota, Cimi repudia medidas que pretendem gestar o país a partir de propósitos que visam desqualificar os direitos individuais e coletivos de comunidades e povos tradicionais, atacar lideranças que lutam por direitos, ameaçar e criminalizar defensores e defensoras do meio ambiente, indigenistas, entidades e organizações da sociedade civil.
 
Confira a íntegra:
 
O presidente da República Jair Bolsonaro, minutos depois de sua posse, em 01 de janeiro de 2019, editou a Medida Provisória 870/2019. A MP tem a finalidade de estabelecer a estrutura do governo, os objetivos e funções de seus ministérios e órgãos e as medidas a serem adotadas pela administração pública federal.
 
Dentre as medidas está a transferência da Fundação Nacional do Índio (Funai), que até então encontrava-se no Ministério da Justiça (MJ), para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Concomitante a isso, retirou da Funai as suas principais atribuições, de proceder aos estudos de identificação e delimitação de terras, promover a fiscalização e proteção das áreas demarcadas, bem como aquelas onde habitam povos que ainda não estabeleceram contato com a sociedade nacional.
 
O governo, além de esvaziar as funções legais do órgão de assistência aos povos e comunidades indígenas, transferiu para o Ministério da Agricultura, comandado por fazendeiros que fazem oposição aos direitos dos povos, a atribuição de realizar os estudos de identificação, delimitação, demarcação e registro de áreas requeridas pelos povos indígenas. Em suma, o governo decretou, em seu primeiro ato no poder, o aniquilamento dos direitos assegurados nos artigos 231 e 232 da Constituição Federal, carta magna do país. Bolsonaro atacou severamente os povos indígenas, seus direitos fundamentais a terra, a diferença, o de serem sujeitos de direitos e suas perspectivas de futuro.
 
Entregar a demarcação de terras indígenas e quilombolas aos ruralistas – transferindo tal responsabilidade da Funai e do Incra ao Ministério da Agricultura – o governo desrespeita as leis e normas infraconstitucionais, bem como afronta a Constituição Federal. Fere, de pronto, o Art. 6º da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – sobre povos indígenas  e tribais, promulgada pelo Decreto n 5051, de 19 de abril  de 2004, bem como afronta o Art. 1º do Decreto 1775/1996, Art. 19 da Lei 6001/1973 e os Arts. 1º e 4º do Decreto nº 9010/2017. A medida fere ainda os direitos culturais dos Povos Indígenas com fundamento no  Art. 129, inciso V, da Constituição Federal.
 
O Conselho Indigenista Missionário vem a público repudiar tais medidas e denuncia-las como sendo componente de um conluio articulado pela bancada ruralista, empresários da mineração e da exploração madeireira com o objetivo desencadear um intenso processo de esbulho das áreas demarcadas, entregá-las a empreendimentos da iniciativa privada do país e do exterior e, além disso, inviabilizar novas demarcações de terras tradicionais.
 
No entender do Cimi, o governo recém-empossado pretende gestar o país a partir de propósitos que visam desqualificar os direitos individuais e coletivos de comunidades e povos tradicionais, atacar lideranças que lutam por direitos, ameaçar e criminalizar defensores e defensoras do meio ambiente, indigenistas, entidades e organizações da sociedade civil, ou seja, todos aqueles que se colocarem contra o projeto de exploração indiscriminada das terras e dos recursos nelas existentes. Não é à toa que a mesma medida provisória, determina que uma Secretaria de Governo, chefiada por um militar, faça o monitoramento de atividades e ações de organismos internacionais e organizações não governamentais no território nacional.
 
Nos discursos de posse do presidente e de seus ministros houve a sinalização de que o governo agirá de modo autoritário, haja vista afirmações de que não se pretende ouvir propostas que não as dos segmentos políticos e econômicos que o governo defende. Os pronunciamentos do ministro-chefe da Casa Civil dão sinais de que teremos um governo sectário, que atuará sem ouvir a sociedade civil organizada.
 
O Cimi confia que os Poderes Legislativo e Judiciário, quando forem chamados a avaliar e a se manifestar acerca do que está sendo deliberado e proposto, agirão com imparcialidade, prudência e sobriedade para desfazer todas proposições consideradas ilegais, tais como o deslocamento da competência da demarcação de terras da Funai para o Ministério da Agricultura e a ausência de consulta livre, prévia e informada aos povos e comunidades originárias e tradicionais estabelecidas pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificada pelo Estado Brasileiro, portanto aceita e incorporada ao ordenamento Jurídico do país.
 
Acreditamos que, a partir do protagonismo dos povos indígenas, das demais comunidades e grupos sociais afetados pelas medidas arbitrárias do governo Bolsonaro, serão desencadeadas intensas articulações, campanhas e mobilizações – no país e no exterior – com o objetivo de chamar a atenção de organismos e sociedades para a desastrosa política posta em prática no Brasil, conclamando a todos a se manifestarem junto às autoridades, na perspectiva de que a Medida Provisória 870/2019 seja rejeitada pelo Congresso Nacional assegurando então que os direitos individuais e coletivos tornem-se prioritários frente aos interesses políticos e econômicos corporativos.
 
Conselho Indigenista Missionário
 
Fonte: Cimi
Foto: Guilherme Cavalli/Cimi

 
Origem de diversas políticas públicas em prol da população, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) pode ser esvaziado – perdendo o protagonismo de anos anteriores. Isso porque uma Medida Provisória (MP 870) editada pelo governo no dia 1º de janeiro revoga dispositivos da Lei 11.346, de 2006, que criou o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), cujo objetivo era "assegurar o direito humano à alimentação adequada". Entre os incisos revogados, está aquele que inclui a Consea como parte integrante do Sisan.
 
Em nota, os representantes da sociedade que integram o Consea afirmam que receberam "com surpresa e grande pesar" a decisão, que segundo eles busca esvaziar as atribuições do órgão. "A institucionalização da participação de representantes de diferentes setores da sociedade civil em um órgão de assessoramento direto da Presidência da República, como o Consea, tem sido importante instrumento de escuta da sociedade civil para o aprimoramento de políticas públicas e fortalecimento do Estado brasileiro", dizem no documento (leia ao final do texto).
 
A Associação Brasileira de Nutrição (Asbran) repudiou a medida. Para a entidade, "o fim do Consea representa também o fim do grande debate que o Brasil vem fazendo sobre a fome, com ações de enfrentamento que se tornaram referência no mundo". Além disso, a decisão indica "um retrocesso incomparável nas políticas de segurança alimentar e nutricional, justamente em um momento em que o país precisa aprofundá-las". 
 
De caráter consultivo, o Conselho é formado por 60 pessoas, sendo dois terços representantes de entidades da sociedade e um terço do governo. Dali sugiram propostas como o Plano Safra da Agricultura Familiar, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
 
Nota de representantes da sociedade no Consea
 
A sociedade civil brasileira que compõe o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional recebeu, com surpresa e grande pesar, a decisão do governo federal recém-empossado em revogar, por meio de Medida Provisória nº 870, de 1º de janeiro de 2019, disposições constantes da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan), que visa assegurar o direito humano à alimentação adequada.
 
A medida busca esvaziar as atribuições do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão de assessoramento direto da Presidência da República e integrante do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
 
Espaço de controle social e construção de propostas sobre o elemento primordial para a vida do ser humano ‒ a alimentação ‒, o Consea tem participação de dois terços de representantes de organizações sociais representativas dos setores mais vulneráveis da sociedade brasileira, que atuam em caráter voluntário, e um terço do governo, conforme determina o artigo 11 da Lei Orgânica nº 11.346, de 15 de setembro de 2006.
 
A institucionalização da participação de representantes de diferentes setores da sociedade civil em um órgão de assessoramento direto da Presidência da República, como o Consea, tem sido importante instrumento de escuta da sociedade civil para o aprimoramento de políticas públicas e fortalecimento do Estado brasileiro.
 
A inclusão do direito à alimentação na Constituição, a aprovação da Lei Orgânica, da Política e do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o Plano Safra da Agricultura Familiar, a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o Programa de Aquisição de Alimentos e as compras institucionais de alimentos da agricultura familiar para escolas e outros órgãos públicos são algumas das propostas que surgiram em debates no Consea e se tornaram políticas públicas para a garantia de uma alimentação saudável para toda a população.
 
O formato de participação social adotado pelo Brasil na área de segurança alimentar e nutricional tem sido exemplo para inúmeros países. Nos últimos anos, o Consea recebeu visitas de delegações nacionais e organismos internacionais para conhecer sua organização e atuação.
 
Assim, é preciso reforçar e consolidar o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional como um espaço democrático do Estado brasileiro ‒ e não de governos ‒ dando voz às organizações sociais representativas para que as políticas públicas consigam dar resposta aos problemas dos setores mais vulneráveis da sociedade brasileira.
 
CONSELHEIRAS(OS) REPRESENTANTES DA SOCIEDADE CIVIL NO CONSEA
 
Com informações da RBA e da ABRASCO
Foto: Pixabay
 

 
A Igreja “Worship Center Christian Church”, que fica no estado do Alabama – EUA, usou seus recursos financeiros para quitar dívidas de 48 famílias de sua congregação. Cerca de 41 mil dólares foram usados de forma generosa para que estas famílias possam ter um novo começo longe das dívidas.
 
O dinheiro doado foi o mesmo dinheiro que a instituição recebeu de doações de seus fiéis e a ideia foi do pastor presidente, Vanable H. Moody (foto acima), que afirmou que através deste ato pretende ser as “mãos e os pés de Jesus”, para aqueles que enfrentam adversidades: “Nós sentimos o chamado para erradicar essas dívidas, porque queremos dar às pessoas um novo começo e ajudá-las a sair deste buraco”.
 
A Igreja já trabalha há algum tempo ajudando os mais necessitados, realizando trabalhos para pessoas desabrigadas, visitando prisões na região e distribuindo alimentos. O pastor, que costuma dar alguns sermões relacionados à gestão financeira, explica o porquê considera sua atitude importante: “Tivemos uma série de mensagens que ensina sobre as finanças, e uma das mensagens direcionadas foi sobre a importância de viver livre de dívidas. Nesta mensagem, tratei com a dor que a dívida realmente provoca nas pessoas e prejudica a qualidade de vida de diferentes maneiras”.
 
As famílias ajudadas pela Igreja também receberam aulas sobre gestão financeira e a partir de agora poderão viver com a paz de quem não tem nenhuma dívida para quitar. Vanable disse que começou a prestar atenção e viu que muitas famílias no estado do Alabama estão com problemas financeiros, então além de sua igreja oferecer aulas, ele achou que poderia fazer algo a mais, os ajudando a “sair do buraco”: “Nós sentimos o chamado para erradicar essas dívidas, porque queremos dar as pessoas um novo começo e ajuda-las a sair deste buraco”.
 
Recentemente, o Alabama aprovou uma lei que permite que os credores possam quitar suas dívidas nos bancos, com taxas mais baixas. É importante salientar que o pastor não estava em busca de uma solução de curto prazo, pois foi à procura das famílias que estavam endividadas há bastante tempo e entendeu que elas precisavam de conselhos e aulas de educação financeira. Após quitarem suas dívidas, essas pessoas participaram de workshops de finanças, para que de fato, possam nunca mais contrair dívidas e passar os ensinamentos aos seus filhos.
 
Foto: divulgação Worship Center

 
Entre os dias de 27 de dezembro de 2018 e 1 de janeiro de 2019, o Centro de Estudos Budistas Bodisatva e o Instituto Caminho do Meio promoveram o evento 108 Horas de Paz. 
 
A ideia foi aproveitar o momento de “virada de ano” para avaliar o período que passou e, nas palavras da organização, “sonhar com um futuro melhor para nós mesmos, para as pessoas ao nosso redor, para a sociedade e para o meio ambiente”. O evento contou com a participação de diversas pessoas que, com ideias e propostas inovadoras, enriqueceram as reflexões. 
 
No segundo dia de atividades, 28/12, o CONIC esteve representado pela presidente do CONIC-RS representante do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa do Ministério dos Direitos Humanos, Edoarda Scherer. Trabalhando o tema Redes de Diálogo e Ação Social, a mesa do dia foi composta pelo historiador Luiz Gonzaga Souza Lima, professor Juarez Freitas, monge Marcelo Barros, Lama Padma Samten, além da representante do CONIC.
 
 
“É necessário, mais do que nunca, estarmos unidos de forma resiliente, para que possa ser feita uma autocrítica consciente que busque por caminhos de superação aos inúmeros desafios que colocam em evidência a perspectiva do que é ser cristão na sociedade brasileira”, disse Edoarda.
 
Sobre a importância da representação do Conselho Nacional de Igrejas no evento, ela explicou que “como CONIC, estar em um diálogo profundo e agenda de ações comum com demais crenças e religiosidades implica em professar a essência de nossa missão: a do anúncio do amor, traduzido pela busca da paz marcada pela justiça e busca de direitos”.
 
“Cada um de nós pertence a diferentes tradições, diferentes lugares, mas que a gente não se perca nisso. Que a diversidade das tradições seja nossa generosidade. E que consigamos nos unir em visões elevadas a partir de qualidades elevadas”, defendeu Lama Padma Samten.
 
A cobertura completa das 108 Horas de Paz você confere aqui: FB/revistabodisatva
 
CONIC com informações da Revista Bodisatva
Fotos: Kátia Kraemers

 
A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) apresentou o Relatório de Liberdade Religiosa (ILR) que analisa o estado deste direito humano, para todos os credos, em 196 países em todo o mundo.
 
De acordo com os dados publicados neste relatório, estima-se que 327 milhões de cristãos vivam em países onde há perseguição religiosa e 178 milhões em países onde se discrimina por seguir alguma religião. Isso significa que 1 de cada 5 cristãos no mundo vive em países onde há perseguição ou discriminação.
 
Durante a apresentação do Relatório de Liberdade Religiosa em Madri, Espanha, Javier Menéndez Ros, diretor do escritório de ACN Espanha, assegurou que nos últimos dois anos houve uma "diminuição significativa da liberdade religiosa no mundo, comprovando que há um crescente desrespeito por este direito nos últimos dois anos".
 
Uma situação que Menéndez Ros descreveu como "muito grave" pois, segundo explicou, "a liberdade religiosa é o barômetro de muitos outros direitos humanos. Quando o direito à liberdade religiosa é violado, é sistemático e imediato que haja outros direitos fundamentais que também sejam violados".
 
Dos 196 países analisados no relatório, em 38 ocorrem grandes violações contra a liberdade religiosa. Entre eles, 21 sofrem perseguição direta e 17 sofrem discriminação por causa do credo professado.
 
Desde a publicação do último relatório sobre a liberdade religiosa em 2016 até hoje, a situação em relação a este direito piorou, principalmente na Índia e na China.
 
Isso ocorre porque, entre os principais atores repressivos da liberdade religiosa, o relatório assinala os "estados autoritários", como é o caso da China, e o auge do "nacionalismo extremo" que acontece na Índia.
 
Mas nem tudo é má notícia. O Relatório também apontou que a situação melhorou em países onde o último estudo mostrava violações graves do direito à liberdade religiosa, como no Iraque e na Síria. "No Iraque e na Síria, muitos cristãos estão voltando para seus lugares de origem e estão reconstruindo suas vidas, suas casas", assegurou Menéndez Ros.
 
Entretanto, um "ponto de preocupação" é a região central da África, pois evidenciaram o deslocamento de numerosos grupos terroristas. Segundo explicou o diretor da ACN Espanha, “nessa região, que inclui países como a Mauritânia, Senegal, Camarões, Mali, Gâmbia, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Sudão, República Centro-Africano e Etiópia, entre outros, evidenciaram há alguns anos um aumento da presença de guerrilheiros que adquirem diferentes nomes e grupos, cada vez quebrando mais a maneira pacífica que estes países tiveram para entender a convivência entre as religiões tradicionais".
 
Ainda de acordo com o Relatório, nota-se que 61% da população mundial vive em países onde a liberdade religiosa não é respeitada, isto significa que 6 de cada 10 pessoas no mundo não podem expressar a sua fé com total liberdade.
 
Com informações da ACI Digital
Foto: Reprodução

 
 
No ano que está para terminar, a Agência Fides apresenta o relatório com números e circunstâncias em que missionários "batizados comprometidos na vida da Igreja" foram mortos em diversas partes do mundo de forma violenta, não necessariamente por ódio à fé.
 
No total são 40, quase o dobro de 2017, os missionários assassinados no ano que está prestes a acabar. A maior parte deles, sacerdotes, 35.
Segundo dados coletados pela Agência Fides, após oito anos consecutivos em que o número mais elevado de missionários assassinados foi registrado na América, em 2018 é a África a ocupar o primeiro lugar neste trágico ranking. Também neste ano muitos perderam suas vidas durante tentativas de roubo ou furto, em contextos sociais de pobreza, degradação e onde a violência é a regra da vida, a autoridade do Estado ausente ou enfraquecida pela corrupção, ou onde a religião é instrumentalizada para outros fins.
 
O sacrifício da África
 
19 sacerdotes, 1 seminarista e 1 leiga são as vítimas na África. Comove a morte de Thérese Deshade Kapangala, da República Democrática do Congo. Ele tinha apenas 24 anos de idade e estava se preparando para começar seu caminho de postulante entre as Irmãs da Sagrada Família. Ela foi assassinada em janeiro 2018 pela violenta repressão dos militares que tentavam sufocar os protestos contra as decisões do Presidente Kabila, promovidos por leigos católicos em todo o país.
 
Thérese, que cantava no coro da paróquia e era muito ativa na Legião de Maria, havia participado da Missa na cidade de Kintambo, ao norte de Kinshasa. Logo depois, ela tentou organizar uma marcha de protesto. O exército estava do lado de fora da igreja e abriu fogo contra os manifestantes que buscavam abrigo no templo. Thérese foi atingida ao tentar proteger uma criança com seu corpo.
 
Um massacre brutal em que foram mortos na Nigéria padre Joseph Gor e padre Felix Tyolaha por pastores / jihadistas nos povoados de Mbalom, no Estado de Benue, na parte central do país que divide o norte de predominância muçulmana, do sul em grande parte habitado por cristãos.
 
O massacre ocorreu na madrugada de 24 de abril de 2018, durante a Missa matinal, muito frequentada. Tinha acabado de iniciar e os fiéis ainda estavam entrando na igreja, quando vários tiros foram disparados por um grupo armado. Dezenove pessoas, incluindo os dois padres, foram mortas a sangue frio. A seguir, os bandidos entraram no povoado, saquearam e destruíram mais de 60 casas.
 
Idoso e muito amado era padre Albert Toungoumale-Baba, centro-africano, 71, morto na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, não muito distante do bairro PK5 Bangui, capital da República Centro-Africana, onde houve um massacre que provocou a morte de pelo menos 16 pessoas e que causou uma centena de feridos. Um grupo armado atacou a paróquia, enquanto padre Albert e alguns fiéis estavam celebrando a Missa para a festa de São José, em 1º de maio de 2018. O sacerdote assassinado, um dos mais idosos da diocese de Bangui, muito estimado pelos fiéis, encontrava-se naquela igreja para a celebração como capelão do movimento "Fraternité Saint Joseph".
 
Amor pelas pessoas e paixão pela fé
 
Também a América pagou um alto tributo de vidas em 2018. Foram assassinados 12 padres  -  7 somente no México - e 3 leigos. Entre as vítimas, chama atenção a história do padre Juan Miguel Contreras García, ordenado sacerdote pouco antes de morrer. Tinha apenas 33 anos, quando na noite de 20 de abril de 2018 foi morto no final da Missa que celebrava na Paróquia São Pio de Pietrelcina, em Tlajomulco, Estado de Jalisco (México), onde estava substituindo outro sacerdote ameaçado de morte.
 
Um comando invadiu a igreja dirigindo-se à sacristia, onde abriu fogo contra o sacerdote.
 
Padre Riudavets Carlos Montes, um padre espanhol da Sociedade de Jesus (SJ) 73 anos, foi encontrado amarrados e com sinais de violência na comunidade indígena peruana de Yamakentsa. Padre Riudavets havia formado centenas de líderes indígenas e era totalmente consagrado à sua missão, sempre disponível. Também ele amava a comunidade e por ela era amado.
 
Missionários: partilha e coragem
 
Das diferentes histórias que a Agência Fides relata no final de 2018, surge um único denominador comum: a partilha que em cada latitude, padres, religiosos e leigos são capazes de estabelecer com as pessoas, levando um testemunho evangélico de amor e de serviço para todos, e a coragem pela qual, mesmo diante de situações de perigo, os missionários permanecem em seu lugar, para serem fiéis aos seus compromissos.
 
Fonte: Vatican News
Foto: Reprodução

 
 
O Papa Francisco criticou líderes nacionalistas que culpam os imigrantes pelos problemas dos próprios países e fomentam a desconfiança na sociedade buscando ganho desonesto e promovendo políticas xenófobas e racistas.
 
"Discursos políticos que tendem a atribuir todo o mal aos imigrantes e a privar os pobres de esperança são inaceitáveis", disse o papa, que não mencionou qualquer país ou líder.
 
O pontífice de 82 anos, que fez da defesa dos imigrantes um pilar de seu papado, fez os comentários em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz da Igreja Católica, em 1º de janeiro, que é enviada a chefes de Estado e de governo e a organizações internacionais.
 
O papa disse que os tempos atuais estão "marcados por um clima de desconfiança enraizado no medo dos outros ou de estrangeiros, ou na angústia a respeito da própria segurança pessoal".
 
Francisco disse ser triste que a desconfiança "também seja vista no nível político, em atitudes de rejeição ou formas de nacionalismo que criam dúvidas sobre a fraternidade de que nosso mundo globalizado tem tanta necessidade".
 
A mensagem chega em um momento no qual a imigração é uma das questões mais polarizadoras em países como Estados Unidos, Itália, Alemanha e Hungria.
 
Francisco já trocou farpas com o presidente norte-americano, Donald Trump, e o político italiano de direita, Matteo Salvini, por causa dos direitos dos imigrantes.
 
O papa também elogiou o primeiro Pacto Global para a Migração da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece objetivos para o aprimoramento da administração da migração.
 
Várias nações, inclusive EUA, Itália, Hungria e Polônia, não foram à reunião no Marrocos, enquanto o futuro chanceler do governo Jair Bolsonaro já anunciou que vai retirar o país do pacto.
 
'Beatitudes do Político'
 
Francisco denunciou uma lista de "vícios" de políticos que disse terem minado a democracia autêntica e atrapalhado a vida pública através de várias formas de corrupção.
 
Entre eles, incluiu a malversação de recursos públicos, o ganho desonesto, a xenofobia, o racismo, a falta de preocupação com o meio ambiente e a pilhagem de recursos naturais.
 
Ele propôs oito "Beatitudes do Político" --formuladas primeiramente pelo falecido cardeal vietnamita François-Xavier Nguyen Van Thuan-- como um guia para o comportamento daqueles que ocupam cargos públicos.
 
Estas, afirmou, estabeleceriam metas para políticos que, entre outras qualidades, deveriam ter uma compreensão profunda de seu papel, exemplificar pessoalmente a credibilidade, trabalhar pelo bem comum e realizar mudanças radicais.
 
Com informações da Reuters
Foto: Marina Testino / ACI Prensa

 
“Ao celebrarmos o Natal, nós estamos celebrando o cuidado de Deus, que agora não envia mais outros, mas Ele mesmo”. A fala é do bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aos colaboradores da Matriz da entidade, durante celebração eucarística das vésperas de Natal e em ação de graças também pelo ano de trabalho.
 
Dom Leonardo Steiner fez a reflexão a partir das passagens bíblicas, recordando que Deus sempre cuidou de seu povo, com Abraão, Moisés, os profetas, o rei Davi e depois com Jesus. “São Paulo recorda o cuidado de Deus, tem uma história de cuidado, não é algo que de repente desce do céu, é Deus cuidando do seu povo”, afirmou.
 
Segundo dom Leonardo, o cuidado de Deus é tão extremo que ele enviou seu próprio filho: “Ele mesmo vem, se faz um de nós para cuidar de nós. Vem dizer que a nossa humanidade é preciosa, que a nossa fragilidade é preciosa, que nós não devemos desprezar a nossa humanidade e a nossa fragilidade”. Para o secretário-geral da CNBB, Deus se faz menino e vem à terra mostrar “que é na nossa fraqueza que está a nossa grandeza”.
 
“Ele sofreu como nós até sofrer a morte. Mas sem o nascer de Deus não haveria salvação, sem o nascer de Deus não haveria libertação, não haveria uma nova compreensão da nossa vida, da nossa existência, do sentido do nosso existir. Sem o nascimento de Deus, não conseguiríamos compreender em profundidade o porquê de tanta dor, de tanto sofrimento na nossa vida ou na humanidade, por exemplo. Esses transtornos da nossa humanidade nós conseguimos ver e compreender quando começamos a meditar a fragilidade, a pequenez de Deus, a necessidade de Deus, a entrega de Deus”, explicou.
 
Essa condição de necessidade na qual Deus se coloca, ao se tornar como um dos seus filhos, é admirável, propõe dom Leonardo: “Isso quer dizer para nós cuidarmos de nossa fragilidade, da nossa humanidade, de nós mesmos, porque Deus veio cuidar de nós. Isso diz para cuidarmos uns dos outros, em casa, nas nossas famílias, ter essa preocupação um com o outro, o perdão”.
 
A admiração se torna assim expressão de fé: “a nossa fé tem algo extraordinário. Baseado no nascimento de Deus em Jesus, a nossa fé deveria ser de admiração, pois Deus foi tão próximo, tão palpável, ‘tão nós’. Não como outro de nós, ‘tão nós’ ele é”.
 
Ao final da celebração, dom Leonardo Steiner manifestou, em nome dos outros membros da Presidência da CNBB, votos para o Natal e para o ano de 2019.
 
Fonte: CNBB
Imagem: Reprodução