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Estão abertos os Editais 2019 do Programa de Pequenos Projetos da FLD, que buscam fortalecer movimentos, redes e coletivos de mulheres, na defesa dos territórios tradicionais, dos bens comuns, da efetivação de políticas públicas e da defesa da democracia.
 
Objetivos
 
Justiça Econômica 
Apoiar ações de fortalecimento das mulheres de empreendimentos econômicos solidários por meio de atividades de formação e incidência, tendo em vista a justiça de gênero, o acesso às políticas públicas, e a participação plena e efetiva na gestão dos empreendimentos e nos espaços de controle social.
 
Justiça Socioambiental 
Fortalecer grupos da agricultura familiar agroecológica, de assentamentos da reforma agrária, de mulheres rurais e de Povos e Comunidades Tradicionais, para que atuem por uma justiça socioambiental no bioma Pampa, na perspectiva da gestão democrática com justiça de gênero.
 
Direitos
Fortalecer movimentos e redes que atuam na defesa de direitos e pela democracia.
 
Diaconia
Contribuir para o fortalecimento da atuação das instituições diaconais, da qualificação das equipes, da articulação em redes e da incidência.
 
Saiba mais aqui: www.fld.com.br

 
Procurarás a justiça, nada além da justiça
(Dt 16, 18-20)
 
A Semana de Oração pela Unidade Cristã 2019 nos convida a celebrarmos a Justiça fundamentada na graça de Deus. Esta justiça nos desafia a olharmos para a complexidade dos problemas da humanidade, a revermos as relações de poder e a compreendermos que os interesses individuais ou de grupos econômicos não podem ser colocados acima dos seres humanos, da integridade da Criação e do bem-estar da humanidade.
 
A Semana de Oração pela Unidade de 2019 foi preparada pelas igrejas da Indonésia, um país multirreligioso e com uma diversidade étnica surpreendente. No entanto, a pluralidade ao invés de ser motivo de alegria e celebração, tem sido em algumas situações, causa de divisões e agressões. Assim como no Brasil, na Indonésia, o fundamentalismo religioso ou a supremacia de um grupo étnico sobre outro, tem significado forte divisão no país, que também é caracterizado por acentuada desigualdade econômica.
 
As igrejas da Indonésia nos convidam a refletir sobre a justiça a partir da unidade na diversidade, conceito importante para o ecumenismo. A justiça precisa garantir a dignidade e a integridade de todas as expressões culturais e religiosas e precisa zelar pela Criação de Deus. 
 
Talvez estejamos vivendo em um momento da história em que a sobrevivência da Casa Comum está colocada em um risco muito alto. Diariamente, somos alertados e alertadas que precisamos transformar radicalmente nosso estilo de vida, nossas formas de organização, rever nossos valores, e redefinir as prioridades para a humanidade.
 
Para revertermos as situações de conflito, a agonia pela qual passa a Criação, mais do que nunca, temos a tarefa de superar a compreensão de que os interesses econômicos de poucas pessoas estão acima do bem comum. Da mesma forma, o individualismo não pode ser considerado critério para as relações humanas. Para que a Casa Comum esteja disponível para as gerações futuras, necessitamos recuperar o espírito da coletividade, a solidariedade, empatia, a compreensão de que nós, seres humanos, somos uma pequena parte da Criação de Deus. 
 
No Brasil, a Semana de Oração pela Unidade Cristã foi preparada pelo CONIC/MG, que nos chama a atenção para um novo crime ambiental provocado pelos interesses econômicos de grupos financeiros que têm na mineração a sua geração de riquezas. É impossível não pensarmos nas pessoas de diferentes tradições de fé e também nas pessoas que não se vinculam a tradições religiosas que perderam amigos, amigas e familiares no rompimento da Barragem do Córrego do Feijão. 
 
Queremos orar para que a Justiça da graça de Deus subverta a justiça humana que nem sempre assegura a reparação às pessoas afetadas pela ação de grandes corporações. Que das vidas interrompidas, pela destruição ambiental provocada pelo rompimento desta barragem sejam colocados acima das perdas financeiras das empresas mineradoras. 
 
Nesta Semana de Oração pela Unidade Cristã queremos orar por todas as famílias afetadas pela mineração. Vamos orar pelas pessoas que dependem do rio Doce, do rio Paraopeba e do Rio São Francisco para sobreviverem. Estes rios sofrem os impactos da exploração mineradora. Que possamos atuar para a recuperação dos rios. Em nossas orações, lembremos dos povos indígenas que também sofrem com esta a destruição e pelas inúmeras famílias camponesas que perderam suas roças. 
 
E, por fim, agradecer pela vida das pessoas que se organizaram para manifestar solidariedade, aos bombeiros e sua coragem e dedicação por recuperar as vidas soterradas.
 
Que o Deus da Justiça e da Graça nos encoraje!
Em Comunhão Ecumênica,
 
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Secretário Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
 
Pastora Sílvia Beatrice Genz
Pastor Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
 
Bispo Naudal Gomes
Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
 
Presbítera Anita Sue Wright Torres
Moderador da igreja Presbiteriana Unida do Brasil
 
Dom Paulo Titus
Arcebispo da Igreja Sirian Ortodoxa de Antoquia
 
Pastor Paulo César Pereira
Presidente da Aliança de Batistas do Brasil 
 

 
“Nós temos tradicionalmente identificado o pecado como sendo meramente o que as pessoas fazem às outras. Mas também é pecado o que as pessoas fazem que destrói a biodiversidade da criação de Deus; o que os seres humanos fazem que degradam a integridade do planeta, contribuindo para as mudanças climáticas, eliminando da terra suas florestas naturais ou destruindo os pântanos; o que os humanos fazem para contaminar as águas, a terra e o ar”, patriarca ecumênico Bartolomeu I. 
 
A Quaresma é um tempo quando a gente prepara o coração e a vida para celebrar as maravilhas da plástica. É um tempo de parada para refletir sobre os maus hábitos que ferem a Deus, nosso próximo e a criação de Deus. 
 
Na quarta-feira de cinzas quando os cristãos recebem o sinal da cruz na testa, a pessoa que dirige a celebração diz: “Afaste-se do pecado e acredita na boa nova”. 
 
Nesta Quaresma, cristãos anglicanos foram chamados a se afastar do pecado da destruição do planeta de Deus e de ferir o próximo quando usam “plástico de um só uso” (aqueles que, depois de usado, é descartado – canudos, por exemplo). 
 
Em 2050 haverá mais plástico nos oceanos do que peixes. O plástico já está dentro de nossa água potável. Plástico enchem os rios e são constantemente jogados em no solo. Este é, sem dúvidas, um dos grandes desafios que o planeta enfrenta. 
 
A boa nova é que há alternativas. Todos podem interromper o ciclo de dependência dos plásticos de único uso. Nesta Quaresma, a Comunhão Anglicana, através da Rede Anglicana para o Meio Ambiente, Green Anglicans e Aliança Anglicana, propõe um calendário com 40 dias de ações que pode ser encontrado aqui, em formado PDF.

 
Um dia após o lançamento da Campanha da Fraternidade 2019, com o tema “Fraternidade e Políticas Públicas”, a Arquidiocese de Curitiba lançou sua primeira ação concreta relacionada à Campanha: um edital para apoiar projetos sociais que tenham a proposta de combater a exclusão social e que possam ajudar a promover a participação cidadã na efetivação de políticas públicas. 
 
Os projetos sociais podem ser de grupos de natureza pastoral, vinculados a paróquias ou de organizações não governamentais. O valor máximo de apoio de cada projeto será de R$ 12.000,00 e o prazo para inscrição será até 3 de maio deste ano.
 
O edital é fruto do Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS), mantido com as doações realizadas pelos fiéis católicos durante a coleta nas missas do Domingo de Ramos - que neste ano será no dia 14 de abril. É lançado anualmente para apoiar financeiramente projetos que tenham relação com a Campanha da Fraternidade. No ano de 2018, vinte e cinco projetos sociais foram contemplados pelo FDS na Arquidiocese de Curitiba e o recurso total destinado chegou a aproximadamente R$ 185 mil.
 
O edital pode ser acessado no site www.arquidiocesedecuritiba.org.br.
 
Foto: Pixabay

No mês em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, diversas ações estão sendo promovidas no sentido de discutir igualdade, inclusão, violência de gênero, entre outros assuntos pertinentes ao tema. Duas dessas atividades vão acontecer em Brasília, no dia 13 de março: “Roda de Conversa - Vozes de Mulheres sobre o Sagrado” e a “Caminhada Inter-Religiosa: Em memória delas - Pela Vida de todas”. Em ambos os eventos, a entrada é franca.
 
Roda de Conversa
 
 
Caminhada
 

 
Numa sociedade historicamente injusta com as mulheres, onde vemos casos de violência doméstica se multiplicando, essa passagem de Efésios, capítulo 5 é, muitas vezes, referência para a legitimação à opressão do homem sobre a mulher. No entanto, um olhar atento para esse texto da escritura evidencia que tal conselho era condicional. É necessário, portanto, levantar algumas suspeitas sobre ele quando se tem por base o conjunto do Evangelho. 
 
Quando a carta aos Efésios foi escrita, a bíblia (como a conhecemos hoje) ainda estava sendo formada, portanto, é importante que este texto da bíblia não seja isolado do seu contexto e, muito menos, do conjunto do Evangelho. 
 
A carta em questão nasceu dentro de um contexto patriarcal. O patriarcado é um sistema social e cultural em que poucos homens têm poder sobre mulheres, crianças, escravos e povo colonizado. Naquele contexto, portanto, compreendia-se a família a partir de uma lógica hierárquica, na qual o homem era tido como o chefe da família ou do clã. No entanto, a pergunta a ser feita é se nas experiências das primeiras comunidades cristãs esta lógica era mantida ou se eram vividas experiências em que as mulheres eram lideranças e protagonistas. 
 
Se lermos outras cartas paulinas, identificaremos que nas igrejas fundadas por Paulo as mulheres ensinavam, profetizavam, dirigiam a oração e tinham postos de autoridade. Lembremos de Priscila (At 18:26); as filhas de Felipe (At 21:8-9); as profetizas de Corinto (11:2-16); e de Febe (Rm 16:1-2). 
 
A tensão entre compreensões diferentes de sociedade e igreja também existia no período bíblico. Por um lado, havia grupos e lideranças que queriam manter a ordem hierárquica e a submissão das mulheres ao sistema patriarcal. Por outro, vemos experiências totalmente novas, em que mulheres e homens exerciam seus papéis de liderança em igualdade. 
 
É exatamente por isso que Efésios 5 precisa ser lido em um contexto amplo. Neste sentido, não é possível aceitar que se utilize esta passagem ou qualquer outro texto bíblico para impor o silêncio e a submissão das mulheres. Não é vontade de Deus que mulheres sejam submetidas a situações de violência e silenciamento.
 
As mulheres são imagem e semelhança de Deus (Gn 1:31). Deus se alegra quando as mulheres nascem (Sl 127:3), assim como os homens.
 
Como Cristo amou a igreja
 
Logo que fala sobre submissão da esposa, o mesmo capítulo diz: “maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5:25). Os homens cristãos precisam amar suas esposas assim como Cristo amou a igreja. Está claro! A proposta de Jesus talvez possa ser vista como um incentivo para que o homem viva uma nova experiência de masculinidade: uma masculinidade que não se baseia no uso do poder e da força, mas no amor e nas relações de igualdade. 
 
Submissão 
 
Exigir submissão da mulher ou de qualquer outra pessoa com base em um único versículo significa manipular a mensagem bíblica. 
 
Lembremos das passagens que negam veementemente qualquer tipo de submissão entre homem e mulher, como por exemplo: “não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3:28). 
 
É bom reconhecer também que somos todas e todos, mulheres e homens, geração eleita e povo adquirido de Cristo (I Pe 2:5-9). O sacrifício de Jesus na cruz não foi 60% para os homens e 40% para as mulheres. Não há base bíblica para afirmar isso. Ao contrário, Ele se entregou para a redenção de todos, igualmente (1 Tm 2:6, Gl 1:4, Jo 3:16-17).
 
Harmonizar ou entender a submissão
 
O texto nos provoca a reflexão sobre as transformações necessárias para que relações de igualdade, companheirismo entre mulheres e homens sejam possíveis. Não é submissão que se quer, mas amor e respeito.  Essa lógica encontra respaldo em várias passagens, mas especialmente nesta aqui: “mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir” (Mateus 20:26-28).
 
Deus não quer que as relações entre casais seja de “um fala e o outro obedece”. Deus mesmo reprovou a dominação de uma pessoa para com a outra quando disse: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas” (Mt 20:25) – arrematando logo em seguida com a seguinte orientação – “Não será assim entre vós” (Mt 20:26).
 
Portanto, de agora em diante, quando você ouvir por aí esse papo de que as mulheres precisam ser submissas, suspeite e pergunte: se Deus é amor, porque Deus seria favorável à dominação de gênero? Se você desejar, pode imprimir esse artigo e compartilhar com quem pensa assim. Convide amigos e amigas para uma conversa aberta sobre o tema. Muitas injustiças têm sido perpetradas em função de interpretações bíblicas realizadas fora de contexto e com o interesse de manter relações de poder desiguais. A letra mata (2 Cor 3:6). E mata de verdade. Quantas não são as irmãs que, mesmo diante de um casamento opressor, ficam quietas e se resignam na condição de submissas “por que a bíblia diz que deve ser assim” e porque a liderança religiosa de sua comunidade de fé a orienta a aguentar a relação de dominação pelo bem da família? Muitas acabam mortas pelos companheiros (leia A igreja e a violência doméstica contra as mulheres).
 
Texto fora de contexto é pretexto para opressão. Vamos sempre nos atentar ao conselho que diz: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2 Tm 4:3-4).
 
“Mas tu, sê sóbrio em tudo” (2 Tm 4:5).
 

 
A Campanha da Fraternidade (CF 2019) acaba de ser lançada oficialmente pelo Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Dom Sérgio da Rocha, que estava acompanhado na cerimônia pelo secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Além deles, também foram convidados para o ato Geniberto Paiva Campos, médico cardiologista do Observatório do Distrito Federal; Gilberto Vieira dos Santos, secretário-adjunto do Conselho Indigenista Missionário (Cimi); e Vânia Lúcia Ferreira Leite, membro da Pastoral da Criança e do Conselho Nacional de Saúde.
 
Dom Sérgio recordou a mensagem do Papa Francisco para a Campanha da Fraternidade, que pode ser lida aqui, e disse que um dos principais objetivos é contribuir para o conhecimento da importância do tema e promover uma participação maior na elaboração de políticas públicas nos diversos âmbitos da vida social (saúde, educação, segurança pública, meio ambiente, etc.) temas já trabalhados em anos anteriores.
 
Dom Sérgio explicou que é importante refletir sobre o tema por meio de encontros de formação, palestras, debates e rodas de conversa. Há diversos modos de participar da vida política, muito além da militância em partidos políticos, como participação em conselhos paritários, em audiências públicas, em movimentos sociais e tantas outras iniciativas de cidadania responsável.
 
Missão profética
 
O Presidente da CNBB também afirmou que “as políticas públicas devem assegurar e efetivar direitos fundamentais da população, a começar dos mais pobres e vulneráveis. O bem dos pequenos e fragilizados é critério para assegurar se a política está efetivamente a serviço do bem comum. Os pobres e excluídos não podem ser esquecidos; ao contrário, devem ser considerados com especial atenção e elaboração de políticas públicas“.
 
Mais uma vez, a Igreja não pretende oferecer soluções técnicas para os problemas sociais, nem se deixa guiar por ideologias ou partidos. Cumpre a sua missão profética nas condições concretas da história, oferecendo aquilo que tem de mais precioso: a luz da fé, a Palavra de Deus, os valores do Evangelho. “A Igreja oferece critérios, princípios, valores éticos, a serem acolhidos na ação político partidária e demais iniciativas no âmbito político, tendo como grandes fontes a Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja”, disse.
 
Sociedade
 
O presidente da CNBB fez a seguinte constatação: “A Campanha da Fraternidade tem repercutido não apenas no interior das comunidades católicas, mas também nos diversos ambientes da sociedade. Pela sua natureza, ela sempre vai muito além da Igreja Católica. Tem contado, cada vez mais, com a participação de muitas entidades da sociedade civil, de escolas, de outras igrejas cristãs e de órgãos públicos. A Campanha exige ações comunitárias, além das iniciativas pessoais. Exige sempre com muito diálogo, reflexão e ação conjunta, especialmente para desenvolver o tema das políticas públicas. A construção de políticas públicas deve ser tarefa coletiva numa sociedade democrática e participativa“.
 
Fonte: CNBB
Foto: Reprodução

 
Nesta sexta-feira, 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. 
 
A data faz referência a um trágico acontecimento, em 1857, nos Estados Unidos, em que operárias de uma indústria têxtil foram queimadas vivas por protestarem por melhores salários, condições de trabalho, redução da jornada de trabalho de 16h para 10 horas/dia e tratamento igualitário em relação aos homens. Naquele ano – e não é muito diferente ainda hoje em dia –, as operárias recebiam um terço do salário dos homens para executarem as mesmas atividades. 
 
Como forma de reivindicar essa e outras lutas históricas por igualdade, entre as quais, o direito de poder sair na rua sozinha, o sufrágio universal, creches, direito de estudar, entre outros, é que foi instituído um Dia Internacional da Mulher. Mas até chegar a essa data, muitas outras manifestações foram necessárias e, infelizmente, milhares de outras mulheres morreram.
 
Apesar de sabermos que o Dia Internacional da Mulher existe porque historicamente as mulheres são marginalizadas e invisibilizadas, e seus direitos violados, existem aqueles que questionam: mas por qual razão não temos o dia internacional do homem?Parece piada, mas é sério! E embora tais questionamentos tenham propósitos aparentemente despretensiosos, no fundo eles visam: 1) deslegitimar a luta das mulheres que são oprimidas por serem mulheres e 2) reescrever a história secular/milenar de opressão das mulheres, numa tentativa de ressignificar todas as situações em que o sexo feminino foi subjugado nas sociedades humanas. 
 
Para esse ponto, encontramos aqui uma reflexão interessante:
 
“Que poder as mulheres têm para oprimir os homens no ponto de vista hierárquico? Que base histórica e social existe para essa opressão? A mulher é oprimida e não opressora. Em nenhum contexto isso se altera.
 
Mulheres morrem por serem mulheres, homem não morrem por serem homens. Homens matam mulheres por serem mulheres. [...]
 
Ao entendermos tudo isso, fica fácil saber o porquê da não existência de um dia internacional do homem. Seria o mesmo de existir um dia da consciência branca ou uma parada hétero/dia do orgulho hétero.
 
Homens [...] já são privilegiados e já estão no topo da hierarquia. Não precisam de mais visibilidade, porque sua superioridade social garante exclusiva atenção. Já as mulheres, oprimidas, têm direito a pelo menos um dia para promoção da visibilidade de sua luta.”
 
Enquanto igrejas cristãs, é nosso dever mostrar que Deus não se agrada da injustiça:
 
+ Ele “não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34)
+ Criou homem e mulher em pé de igualdade (Gênesis 1:31)
+ Em Cristo não há distinções de sexo que legitime a opressão (Gálatas 3:28)
 
Atividades
 
As mulheres do Movimento Espiritualidade em Ação, do qual o CONIC faz parte, organizam, para o dia 13 de março, duas atividades em alusão ao Dia Internacional da Mulher. 
 
A primeira será uma Roda de Conversa que vai abordar o tema: “Vozes de Mulheres sobre o Sagrado”. A ação será na Fundação Cultural Palmares, em Brasília.
 
 
A segunda atividade será uma Caminhada Inter-Religiosa “Em Memória Delas – Pela Vida de Todas”, que fará alusão às muitas mulheres vítimas de violência e feminicídio. A concentração também será na Fundação Palmares, conforme convite abaixo. 
 
 

 
O mês de fevereiro foi bastante efusivo para a liderança da Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia (ISOA); assim como o início de março. As atividades patriarcais incluíram desde encontro ecumênico – com representantes de outras igrejas cristãs – até momentos inter-religiosos. Confira, a seguir, detalhes de como foram essas atividades. Com informações de Aniss Sowmy.
 
22 de fevereiro
 
O patriarca Mor Afrem II recebeu a delegação da Federação Luterana Mundial no Patriarcado em Bab Tuma, Damasco na Síria. A delegação era chefiada pelo bispo emérito da Igreja Luterana na Jordânia e Terra Santa, dom Munir Yunnan. Na oportunidade, eles discutiram a situação na Síria com relação à ajuda aos cristãos necessitados.
 
 
 
26 de fevereiro
 
O patriarca recebeu a visita de Miguel Porto Parga, embaixador de Cuba para a Síria e a Jordânia. A reunião entre os dois foi, também, no Patriarcado em Bab Tuma, Damasco.
 
 
28 de fevereiro
 
Nesta data, o líder ortodoxo esteve reunido com o arcebispo da ISOA em Cochin, na Índia, para discutir assuntos específicos da Igreja naquele país.
 
 
4 de março
 
O patriarca convidou a Delegação Nacional de Reconciliação de Homs, na Síria, para uma discussão sobre a situação síria, em especial em Homs, Hama e cercanias onde nossa Igreja tem um grande número de fiéis. Mor Afrem elogiou os esforços da Delegação em espalhar a cultura do amor e da tolerância na região. A comitiva era chefiada pelo Xeique Issam Al Masri, diretor de doações de Homs, e por Mohammad Khadour, presidente da Câmara de Turismo da Síria.
 
Depois da reunião, a ISOA ofereceu um almoço aos presentes e convidou todos a conhecerem o complexo patriarcal de Maraat Sednaya, em especial o Altar dos Mártires do Genocídio de 1915-1925, conhecido como SAYFO; a Gruta de Nossa Senhora do Cinturão; as dependências do Auditório Santo Afrem; a Casa dos Anjos Pequeninos (orfanato); a fábrica de remédios Melkart; o Mosteiro da Santa Cruz e a Universidade Siríaca de Antioquia.
 

 
Como sensibilizar líderes e igrejas evangélicas para pensar e agir em prol do cuidado da criação de Deus? Essa perguntou foi norteadora para o encontro dos Grupos de Trabalho (GTs) da campanha Renovar Nosso Mundo, que reuniu dezoito pessoas nos dias 23 e 24 de fevereiro, nas dependências do Seminário Teológico Batista Independente, em Campinas, São Paulo.
 
Formados por pessoas de diversos lugares do Brasil e de distintos contextos de atuação, os três grupos de trabalho da campanha focam nas seguintes temáticas: água e energia, resíduos e teologia. O objetivo do encontro foi pensar e elaborar estratégias para o desenvolvimento da campanha em 2019.
 
UM ENCONTRO DE GERAÇÕES
 
Um ponto marcante do encontro foi o momento das apresentações, na parte da manhã do primeiro dia de reunião. “Foi um encontro de gerações. Pessoas com tanta experiência, como o pastor Werner, há mais de 30 anos militando na área ambiental, e pessoas como a Camila, com apenas 22 anos, começando agora com tanta energia e disposição pra esse chamado da igreja para o cuidado com a criação.”, descreveu Simone Vieira, coordenadora de advocacy na Tearfund Brasil.
 
A mais jovem do grupo, a oceanógrafa Camila Andreussi, considerou o encontro muito especial, por causa do contato com pessoas que lutam e trabalham há tanto tempo na área. Ela disse ter se sentido muito encorajada e motivada.
 
As cinco regiões do país estavam representadas na ocasião. Tânia Wutzki, secretária da campanha, também comentou que “um ponto alto foi a oportunidade de conhecer as iniciativas, metodologias e experiências das pessoas, organizações e igrejas presentes. Quanta riqueza e oportunidade de servir”, enfatizou.
 
GRUPOS DE TRABALHO
 
Foram momentos de muito diálogo e troca de experiências com o objetivo de delimitar objetivos. Timóteo Carriker, integrante do GT de Teologia, disse que que o grupo debateu bastante para identificar qual a melhor maneira de transmitir os temas da campanha para pastores e líderes, numa perspectiva bíblica. “Chegamos ao consenso de que a gente precisa trabalhar diversas áreas, sendo uma delas o conhecimento de dados da situação atual do planeta. Outra dimensão que achei muito bacana é trabalhar a parte emotiva. Não adianta só dar informações racionais, estatísticas do mundo e lógica do discurso bíblico, é preciso sensibilizar através de música, de salmos, e outras estratégias”, comentou Carriker.
 
Entre as ações propostas, o GT de Teologia planeja a produção de vídeos temáticos e vídeos com sugestões de livros que abordam assuntos ambientais. O GT de Resíduos, baseado na metodologia “Ver, Julgar, Agir e Colher”, quer sugerir às igrejas fazer um “raio x”, listando tudo o que entra na igreja, avaliando a real necessidade, pensando como e onde serão descartados os resíduos, tudo com o intuito de repensar os hábitos de consumo nas igrejas.
 
Uma rica série de atividades foi proposta pelo GT de Água e Energia, tais como seminários sobre o assunto, grupos de reflexão, intercâmbios, oficinas de boas práticas, materiais para serem usados em liturgias e escolas bíblicas, entre outras.
 
Todas as ações e atividades propostas pelos grupos de trabalho irão compor o plano de ação 2019 da campanha Renovar Nosso Mundo, a fim de que líderes e igrejas evangélicas conheçam e entendam a necessidade de cuidar da criação de Deus, e, principalmente, comecem a colocar em prática boas ações de cuidado ambiental.
 
Foto: Reprodução