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No Brasil, muitas pessoas associam o nome de João Ferreira de Almeida à Bíblia. Afinal, é dele uma das traduções mais usadas e apreciadas por aqui. Se a tradução de Almeida é amplamente conhecida, o mesmo não se pode dizer a respeito do próprio Almeida. Pouco, ou quase nada, se tem falado e escrito a respeito dele. Almeida nasceu por volta de 1628, em Torre de Tavares, Portugal, e morreu em 1691, na cidade de Batávia (hoje Jacarta, na ilha de Java, Indonésia).
 
O que se conhece da vida de Almeida está registrado na “Dedicatória” de um de seus livros e nas atas dos presbitérios de Igrejas Reformadas (calvinistas) do Sudeste da Ásia, para as quais trabalhou como pastor, missionário e tradutor, durante a segunda metade do século XVII.
 
Primeiros Ensaios de Tradução
 
Quando já se encontrava no Sudeste da Ásia, mais especificamente em Málaca (na Malásia), em 1644, então com 16 anos de idade, Almeida começou a traduzir para o português uma parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento. A tradução, feita do espanhol, foi terminada em 1645, mas nunca publicada. Cabe acrescentar que, no tempo de Almeida, o português era a língua de contato e comércio na rota para o Oriente.
 
Pastor no Sudeste da Ásia
 
Almeida ficou em Málaca até 1651, quando se transferiu para Batávia, uma pequena povoação na ilha de Java. Depois de passar por um exame preparatório e de ter sido aceito como candidato ao pastorado, acumulou novas tarefas: dava aulas de português a pastores, traduzia livros e ensinava catecismo a professores de escolas primárias. 
 
 
Em 1656, ordenado pastor, Almeida foi indicado para o Presbitério do Ceilão. Ao que tudo indica, esse foi o período mais agitado da vida do tradutor. A passagem de Almeida por Tuticorin (Sul da Índia), onde também foi pastor por cerca de um ano, mais uma vez parece não ter sido das mais tranquilas, sobretudo em função de conflitos com povos nativos.
 
Família
 
Foi também durante sua permanência no Ceilão que, ao que tudo indica, Almeida conheceu a mulher com a qual viria a se casar. Ela chamava-se Lucretia Valcoa de Lemmes (ou Lucrécia de Lemos). Mais tarde, a família cresceu com o nascimento de um menino e de uma menina.
 
Pastor e Tradutor em Batávia
 
A partir de 1663 (dos 35 anos de idade em diante), Almeida trabalhou na congregação de fala portuguesa da cidade de Batávia, onde ficou até o final da vida, em 1691. Nesta nova fase, teve uma intensa atividade como pastor. Ao mesmo tempo, retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude. Em 1676, comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto. Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado – ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E, também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo de Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda.
 
A Publicação do Novo Testamento em Português
 
Escolhidos os revisores, o trabalho começou e foi sendo desenvolvido vagarosamente. Quatro anos depois, irritado com a demora, Almeida resolveu não esperar mais: mandou o manuscrito para a Holanda por conta própria, para ser impresso. Mas o presbitério conseguiu fazer com que a impressão fosse interrompida. Passados alguns meses, depois de algumas discussões, quando o tradutor parecia estar quase desistindo de apressar a publicação de seu texto, cartas vindas da Holanda trouxeram a notícia de que o manuscrito havia sido revisado e estava sendo impresso naquele país.
 
Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica. Um ano depois, ela chegou à Batávia, mas apresentava erros de tradução e revisão. O fato foi comunicado às autoridades da Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído de lá foram destruídos, por ordem da Companhia das Índias Orientais. As autoridades holandesas determinaram que se fizesse o mesmo com os volumes que já estavam na Batávia. Pediram também que se começasse, o mais rápido possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto.
 
Apesar das ordens recebidas da Holanda, nem todos os exemplares recebidos na Batávia foram destruídos. Alguns deles foram corrigidos à mão e enviados às congregações da região (alguns exemplares dessa edição corrigida foram preservados). Isto se deu em 1683. Logo em seguida começou o trabalho de revisão e correção do Novo Testamento, que durou dez longos anos. Somente após a morte de Almeida, em 1693, é que essa segunda edição foi impressa, na própria Batávia, onde também foi distribuída. A terceira edição viria a ser publicada em 1712.
 
A Tradução do Antigo Testamento
 
Enquanto progredia a revisão do Novo Testamento, Almeida começou a traduzir o Antigo Testamento. Em 1683, ele completou a tradução do Pentateuco. Iniciou-se, então, a revisão desse texto, e a situação que havia acontecido na época da revisão do Novo Testamento, com muita demora e discussão, acabou se repetindo. Já com a saúde prejudicada – pelo menos desde 1670, segundo os registros –, Almeida teve sua carga de trabalho na congregação diminuída e pôde dedicar mais tempo à tradução. Mesmo assim, não conseguiu acabar a obra à qual havia dedicado a vida inteira. Em 1691, no mês de outubro, Almeida veio a falecer. Nessa ocasião, ele havia chegado até Ezequiel 48.21.
 
A Conclusão da Obra
 
A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês, colega de Almeida. O texto do Antigo Testamento completo só viria a ser impresso em 1751. A Bíblia completa em um único volume só foi publicada em 1819. A edição de 1898, feita na Europa, viria a ser conhecida como “Revista e Corrigida”. Em meados do século XX, no Brasil, o texto de Almeida foi revisto e atualizado e essa edição é conhecida como “Revista e Atualizada”.
 
Com informações da Sociedade Bíblica do Brasil
Imagens: Reprodução

 
Entre os dias 19 e 23 de junho, a Paróquia da Santíssima Trindade da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) acolheu o 1° Congresso Igrejas e Comunidades LGBTI+. O evento foi promovido pela Paróquia e pela Koinonia Presença Ecumênica e Serviço, contando com o apoio de Igreja Episcopal Anglicana do Brasil/Junta Nacional de Educação Teológica (JUNET); Christian Aid Brasil; Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e AHF Brasil.
 
O Congresso reuniu diversas lideranças políticas, movimentos sociais e de defesa dos direitos humanos, pessoas que pesquisam ou são interessadas na relação entre espiritualidade e questões LGBTI+, e religiosos de diferentes comunidades de fé que puderam compartilhar suas experiências com outras comunidades e grupos, inclusive tratando temas como saúde, política e inclusão. No atual contexto, as comunidades têm diferentes posições nas questões envolvendo suas espiritualidades e a diversidade sexual de gênero, ora apoiando e acolhendo, ora excluindo ou invisibilizando seus fiéis e suas lideranças, tornando, ou não, seus espaços religiosos seguros.
 
Nancy Cardoso
 
Ao analisar o processo histórico de lutas da população LGBTI+ em nosso país e o avanço do pensamento conservador nos últimos anos, Nancy Cardoso, teóloga e integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), afirmou que neste momento é central “celebrar a vida”.
 
“Deus é amor. Mas existe um discurso que destrói as comunidades LGBTI+; destrói os corpos. Esse discurso é fundamentalista e destrói também as famílias. Por isso, precisamos pensar uma teologia que consiga reconstruir a vida, as comunidades, a coletividade”.
 
Igreja Anglicana
 
O reverendo Gustavo Gilson, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), descreveu brevemente o processo de conquista de espaço dentro da instituição a qual ele faz parte. Para ele, ocorre uma “tensão entre o evangelho da radicalidade do amor e uma ideia da religião da lei, da normatividade, que quase sempre está a serviço de poderes econômicos e políticos”. Ele também afirmou que os discursos religiosos e cristãos têm tido papel forte na reprodução e fortalecimento no modelo de poder cis-heteronormativo, “portanto é necessário pensar um outro ‘modelo de eclesialidade’ e enfrentar a misoginia e a lgbtfobia”, defendeu. 
 
“Eu sei o que eu passei para ver Deus sorrir para mim”
 
Um deus que nem sempre sorriu para suas e seus filhas, filhos... A frase é da pastora Alexya Salvador, da Igreja Comunidade Metropolitana (ICM). Junto a ela, somam-se diversas trajetórias nos testemunhos de rejeição das igrejas e comunidades àquelas e àqueles que não se enquadravam nos padrões de normatividade sexual e de gênero eleitos por essas igrejas.
 
Alexya é hoje a primeira pastora trans da América Latina. E é a partir das trajetórias dessas pessoas excluídas, e por estas pessoas, que ela propõe o debate. “Entender que a partir de nós se desponta um cenário até então não visto, não falado, não só dentro de seus ambientes, mas para o mundo”, disse.
 
Reverendo Arthur Cavalcante
 
Os desafios do acolhimento as pessoas da comunidade LGTBI+ em igrejas e espaços religiosos tem sido real. De acordo com o reverendo Arthur Cavalcante, reitor da Paróquia da Santíssima Trindade, a ideia de um Congresso surgiu no final do ano passado pela conjuntura que o país estava atravessando na esfera social, econômica, religiosa e política. “A pergunta era o que podia ser feito para trazer esperança na caminhada de nossas pessoas fiéis? O Congresso surge como uma proposta de usarmos a nossa experiência de Paróquia a serviço das pessoas. Acredito que o Congresso alcançou tais objetivos.”
 
Segundo o reverendo, foi uma proposta que não só usou as ferramentas/expertises teológicas da IEAB, como também o exercício do ethos anglicano, somado ao jeito da comunidade local de tratar assuntos tão delicados de forma prática e pastoral na última década. 
 
Representações e Carta final
 
O congresso recebeu pessoas de diferentes estados, além de representações de países como Argentina, Escócia e Estados Unidos. Ao fim do encontro, a plenária do 1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+ divulgou uma Carta reafirmando, entre outras coisas, que “toda e qualquer pessoa tem direito de buscar a Deus, o sagrado, a espiritualidade, a fé, a verdade, o amor em qualquer espaço religioso, principalmente em suas tradições de origem”. Leia a íntegra aqui.
 
CONIC com informações de KOINONIA, Comissão Pastoral da Terra e IEAB
Foto: Julio Cesar Silva/KOINONIA

 
Um dos mais recentes bispos nomeados da Alemanha levantou as sobrancelhas chamando por uma “nova teologia” como uma resposta urgente às revelações de abuso de poder por parte do clero.
 
“Nós ainda não percebemos plenamente que a crise da confiança está pesando sobre a estrutura da Igreja com uma força absoluta”, alertou o bispo Heiner Wilmer, SCI, em uma recente entrevista no jornal alemão Süddeutsche Zeitung.
 
Aos 58 anos, lidera a diocese de Hildesheim, no nordeste da Alemanha, apenas desde setembro, mas essa não é a primeira vez que ele se torna manchete com suas declarações sinceras.
 
Wilmer, que foi superior geral e professor de uma ordem missionária mundial, conhecida como os Dehonianos (Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus) antes de se tornar bispo, recebeu críticas com apenas três meses no seu novo emprego quando ele disse à Kölner Stadt Anzeiger que o abuso de poder estava no DNA da Igreja.
 
“Eu contava com as críticas, mas não que muitas pessoas ficariam estressadas”, admitiu na sua última entrevista no Süddeutsche Zeitung, publicada em 12-06-2019.
 
“Minha declaração (que foi em dezembro de 2018) acertou um nervo, causando mais dores que eu imaginava. Mas eu mantenho o que disse”, disse o bispo.
 
Abuso de poder, tão antigo como o Evangelho, precisa ser tratado teologicamente
 
Ele argumenta que a Igreja esqueceu que os abusos de poder são tão antigos quanto o Evangelho, apontando muitos exemplos no Novo Testamento, incluindo como os discípulos brigavam sobre quem seria o primeiro entre eles.
 
Wilmer notou que a reação da Igreja à crise de abusos até agora foi aplicar disciplina e o direito canônico, aumentando a prevenção, a comunicação e trabalhando juntos com o judiciário e autoridades estatais.
 
“Isso tudo é bom e correto, mas nós ainda não alcançamos o enfrentamento fundamental do problema”, disse.
 
Na sua visão, isso requer que a Igreja pergunte a si mesmo o que a crise de abuso de poder significa na “forma como falamos sobre Deus, a Igreja e na forma como proclamamos o Evangelho”.
 
Ele alegou que silenciar os abusos sexuais por parte do clero foi consequência de uma excessiva exaltação da sacralidade da Igreja. Assim a violência sexual foi vista como algo que suja a santidade da Igreja e foi acobertada.
 
“Nós devemos descer para ver a Igreja pecadora, mas também enfrentarmos o problema teologicamente”, disse ele.
 
A Igreja deve sair da moralização para libertar as pessoas
 
Arcebispo Wilmer, que estudou na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma e tem doutorado em Teologia na Universidade de Freiburg, na sua nativa Alemanha, argumentou que uma imagem excessivamente exaltada da Igreja foi uma das razões que levaram à terrível extensão da violência sexualizada, que agora vem à tona.
 
“Nós estamos muito longe, interessados em polir a imagem da Igreja e falhamos em ver o ser humano. Eu acho uma terrível verdade!”, ele disse.
 
O bispo lamentou que no último século a Igreja “resvalou” na forma de proclamar o Evangelho, levando as pessoas a ver simplesmente uma instituição centrada na moralidade sexual.
 
"Nós permitimos que a Igreja se deteriorasse em uma instituição moral focada no que pode ou não acontecer debaixo dos lençóis", disse ele, ao mesmo tempo em que enfatiza que o sexto mandamento não é o único mandamento.
 
Wilmer disse que a mensagem de Jesus Cristo “não foi primordialmente moral”, mas objetivava libertar e redimir os seres humanos.
 
“No Evangelho de São Mateus ele não fala ‘se vocês se juntarem, serão a luz do mundo’ ou ‘se estiverem conforme as normas sexuais, vocês serão o sal da Terra’. Ele usou o indicativo e não o condicional ou imperativo, e disse ‘Vocês são o sal da Terra e a luz do Mundo como vocês são’”, disse o bispo.
 
Ele destacou que Jesus tinha um incrível senso de beleza.
 
“Ele viu a fantástica beleza em um aleijado e faz ele sentir essa beleza e levantar sua cabeça”.
 
Da mera sobrevivência ao despertar fascínio pelo Evangelho
 
Dom Wilmer disse que isso é crucial para a Igreja se tornar uma comunidade que levanta as pessoas. E ele disse que, mais decisivamente para ele, que o Evangelho deve ser proclamado de uma forma que fascine as pessoas.
 
“Nós precisamos achar as brasas sob as cinzas para brilhar novamente, e começar com os anseios das pessoas por segurança e paz. Nós devemos dar-lhes espaço para crescer, espaço para desenvolver e espaço suficiente para respirar ", disse ele.
 
Ele alertou que quem está somente interessado na sobrevivência da Igreja “já está perdido”.
 
O mais recente bispo da Alemanha também disse esperançosamente que o procedimento sinodal da conferência nacional dos bispos começou.
 
Ele disse que engajar os leigos nas discussões sobre poder clerical, moralidade sexual da Igreja e estilo de vida dos padres não seria fácil. Mas ele disse estar convencido que isso seria bem sucedido.
 
A coragem para ouvir e mudar
 
No entanto, ele disse que será preciso muita coragem por parte dos bispos para poder "caminhar ombro a ombro" com os leigos e discutir questões como a ordenação sacerdotal, o celibato e o lugar das mulheres na Igreja.
 
Wilmer, que é padre há 32 anos, disse estar "apaixonadamente" comprometido com o celibato. Mas ele disse: "deve ser feito para brilhar mais radiantemente". A melhor maneira de fazer isso, ele argumentou, era torná-lo voluntário, em vez de obrigatório, como é hoje.
 
Ao mesmo tempo, o bispo disse que é crucial que as mulheres sejam colocadas em posições de liderança na Igreja e recebam maiores responsabilidades.
 
"Não podemos mais simplesmente dizer que a questão da ordenação de mulheres foi decidida de uma vez por todas, e ponto final", disse o bispo Wilmer.
 
Ele concluiu advertindo que, se a Igreja não encontrar uma maneira de colocar essas reformas em prática, ela se tornará marginal.

Fonte: La Croix International
Tradução: Wagner Fernandes de Azevedo/IHU Unisinos
Foto: Reprodução

 
Ao longo dos anos, padres russos foram chamados para abençoar tudo, desde tanques até mísseis.
 
Membros de uma comissão do conselho da Igreja aprovaram revisões preliminares das regras sobre a bênção dos militares em uma reunião em Moscou, no dia 19 de junho.
 
"Armas de destruição em massa e armas não pessoais em geral não devem ser 'bentas'", disse o bispo Savva, de Zelenograd, um alto funcionário do Patriarcado de Moscou, citando a prática de abençoar mísseis, tanques e outras armas de grande escala. "É aí que a posição da comissão está em desacordo com as práticas dos últimos anos."
 
O bispo acrescentou, porém, que armas pessoais ainda podem ser "abençoadas" porque são usadas por soldados no serviço militar "para a proteção da pátria".
 
A tarefa da comissão era refletir a "prática centenária da Igreja a partir dos textos litúrgicos e históricos", disse ele.
 
As revisões estão em andamento há pelo menos dois anos, disse o bispo Savva. As propostas serão aprofundadas até o final de julho e enviadas às dioceses para aprovação final.
 
Fonte: The Moscow Times
Tradução: Wagner Fernandes de Azevedo/IHU Unisinos
Foto: Vitaly Nevar/TASS

 
O dia 25 de junho marcou os 5 meses do crime da Vale em Brumadinho-MG, que deixou 272 pessoas mortas, uma vasta região devastada pela lama, o rio Paraopeba totalmente morto e um estado de depressão na maioria da população brumadinhense. Das 272 vítimas, 24 ainda não foram encontradas. Um culto em memória das vítimas, no fim de junho, contou com a presença da pastora presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), Silvia Beatrice Genz.
 
O rompimento da Barragem I do Córrego do Feijão em Brumadinho aconteceu dia 25 de janeiro de 2018, às 12h28min e desde então a Comunidade de Belo Horizonte vem acompanhando esses familiares junto com a Igreja Católica em Brumadinho. O primeiro desafio foi acompanhar as famílias no reconhecimento dos corpos no IML em Belo Horizonte e o devido sepultamento. Depois, veio o processo de luto acompanhado de muita revolta contra a Vale. Estudos preliminares comprovam que a Vale sabia do risco de rompimento da barragem. Por isso, as famílias tratam essa situação como um crime doloso da Vale, quando se assume o risco de matar.
 
A pastora presidente da IECLB disse que veio trazer o abraço solidário da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e dizer que preservar a memória desse crime é uma das formas eficazes para que situações como essa não se repitam nunca mais. A Pastora Presidente disse se alegrar que através da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Belo Horizonte, toda a IECLB pode se sentir representada junto aos familiares das vítimas de Brumadinho. A Comunidade tem um Projeto de Acompanhamento as Vítimas das Barragens em Minas Gerais.
 
Em Minas, os casos de apreensão com a mineração continuam emergindo pelo Estado. Barão de Cocais, Nova Lima, Congonhas, Itabira, Ouro Preto e Belo Horizonte são alguns dos municípios na rota das barragens de risco. Moradores desses locais convivem com o terror psicológico da possibilidade iminente do rompimento de barragens. Somadas as mortes diretas, a destruição ambiental perdura por gerações e compromete a segurança hídrica dos municípios. O rio Paraopeba, por exemplo, atingido pelos rejeitos e pela lama da Vale em Brumadinho, era responsável por 30% do abastecimento hídrico de Belo Horizonte.
 
 
A Comunidade Luterana em Belo Horizonte acompanha os familiares com atenção pastoral e também tem observado as ações do governo do Estado depois do crime de Brumadinho. Lamentavelmente precisamos constatar que os desastres de Mariana em 2015 e Brumadinho em 2019 – ambos causados por rompimento de barragens de mineração da Vale - não foram capazes de mobilizar os gestores públicos a cumprir – por exemplo - com a correta aplicação da Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (TFRM).
 
A instituição de uma taxa é diferente de um o imposto que o governo tem liberdade de usar dentro do Orçamento. A TFRM foi criada em 2012 com a intenção de prover recursos para fiscalizar a atividade minerária. Nesse ano de 2019, de janeiro até o mês de maio, o Estado arrecadou 131 milhões de reais com essa taxa, mas gastou apenas 790 mil reais. Por isso, uma ação popular foi impenetrada nesse mês de junho 2019 no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, cobrando do governo estadual a aplicação desses recursos em ações de fiscalização do setor.
 
A ação popular é uma iniciativa de movimentos sociais e religiosos em Minas Gerais, que querem apontar saídas dessa encruzilhada que diz que é ruim com a mineração, mas é pior sem ela. Não é possível mais aceitar esse modelo extrativista depredatório que condena milhares de pessoas à morte e à lama. A mineração é necessária, mas ela deve ser também segura. Já existe tecnologia suficiente para implementar uma mineração segura e ecologicamente sustentável. É nisso que precisamos nos unir.
 
Com informações do Portal Luteranos
Fotos: Reprodução

 
Neste mês de junho fez 50 anos da Revolta de Stonewall, que deu a origem ao dia do Orgulho! Faz referência à revolta de Stonewall, ocorrida em Nova York, no dia 28 de junho de 1969, quando um grupo de pessoas LGBT resolveu enfrentar a frequente violência policial sofrida pelos homossexuais.
 
Nos anos 1960 havia ainda poucos lugares que aceitavam LGBTIs com tranquilidade, mas um deles, em Nova York, era o bar Stonewall Inn, no bairro de Greenwich Village. Esse bar era conhecido, aliás, por reunir a parcela mais marginalizada da comunidade: transgêneros, homens gays afeminados, mulheres lésbicas masculinizadas, drag queens, entre outros.
 
A época era propícia para colocar o dedo na ferida de questões delicadas. Os anos 1960 foram marcados pela contracultura, e os movimentos pelos direitos humanos e contra a guerra estavam em alta. Em 1969, cansados de tanta injustiça, a comunidade LGBTI que se reunia no Stonewall Inn se revoltou. Durante dias eles enfrentaram a polícia, que fazia batidas frequentes no bar, agindo contra os frequentadores com violência e opressão.
 
O que aconteceu no Stonewall Inn foi impossível de ser ignorado. Jornais como o New York Times e o New York Post cobriram os acontecimentos. O que começou como uma revolta contra a opressão policial no bar se transformou em uma luta pelos direitos LGBTI de uma forma mais ampla. Ninguém mais ia se esconder.
 
Em 1970, ano seguinte às Revoltas de Stonewall, aconteceram as primeiras Paradas LGBTI nos EUA, celebrando o aniversário do evento. A data exata da comemoração é 28 de junho – Dia Internacional do Orgulho LGBTI. Em 1970 aconteceram manifestações nas cidades de Los Angeles e Chicago, além de Nova York. Em 1971 foi a vez de Boston, Dallas, Milwaukee, Londres, Paris, Berlim Ocidental e Estocolmo. E, desde então, a cada ano, mais e mais cidades se unem e se organizam para lutar pelos direitos LGBTI.
 
A primeira edição da Parada do Orgulho LGBTI em São Paulo aconteceu em junho de 1997, na Avenida Paulista. Icônico palco de protestos e celebrações, a avenida recebeu cerca de 2 mil gays, lésbicas, travestis e ativistas para celebrar o orgulho e protestar contra o preconceito. Em 2019, a Parada reuniu cerca de 3 milhões de pessoas.
 
Agora que você já sabe um pouquinho da história envolvendo esse dia, que tal nutrir um pouco mais de empatia com nossos irmãos e irmãs LGBTI? Jesus nos ensina a amar incondicionalmente. Isso significa que o amor cristão não impõe condições. Além disso, vale lembrar que “a misericórdia triunfa sobre o juízo!” (Tiago 2:13). 
 
Portanto, antes de julgar, ame!
 
CONIC com informações dos Escoteiros do Brasil
Foto: Pixabay

 
Inspirados em fazeer o bem e preocupados com o número cada vez maior de pessoas em situação de rua, a americana Shelly Roder e o padre Louis Vitale deram início a um projeto que abriu, literalmente, as portas das paróquias de seus bairros para as pessoas sem-teto.
 
O The Gubbio Project foi fundado em 2004 e acontece até hoje nas paróquias católicas de São Bonifácio, no bairro de Tenderloin, e de São João Evangelista, no distrito de Mission – ambas ficam em São Francisco, cidade do estado da Califórnia, nos EUA. A partir das 6 horas, os moradores de rua são acolhidos nas duas paróquias e, nelas, encontram um lugar seguro e acolhedor para descansar pois, segundo os fundadores da obra, a falta de sono é um dos problemas de saúde mais críticos para os desabrigados.
 
As igrejas não oferecem somente os bancos para dormir, mas também cobertores, meias, kits de higiene, cuidados com os pés, encaminhamentos para serviços e recursos externos, acompanhamento espiritual e até massagens (parceiros do projeto oferecem o serviço uma vez por semana). Somando as duas paróquias, cerca de 330 desabrigados são acolhidos por semana.
 
O nome Gubbio faz referência à cidade italiana onde, segundo uma lenda, o santo católico São Francisco de Assis negociou um acordo de paz entre os habitantes da cidade que estavam assustados e um lobo faminto, mostrando que com a comunicação, poderiam encontrar um terreno em comum.
 
Sem perguntas e julgamentos
 
De acordo com o site do projeto, os três principais objetivos da iniciativa são: fornecer um espaço limpo, bonito, silencioso e seguro para as pessoas descansarem durante o dia; cultivar um senso de comunidade entre as pessoas em situação de rua, bem como um senso de compreensão e responsabilidade na comunidade em geral; e atender ao bem-estar físico, social, psicológico e espiritual dos sem-teto que são acolhidos nas duas paróquias.
 
Nenhuma pergunta é feita quando os moradores de rua entram nas igrejas e também não há fichas de inscrição. A ideia é que nenhum deles seja excluído e nem se sinta questionado ou julgado. Pelo contrário, nessas paróquias todos são bem-vindos, respeitados e tratados com dignidade. O projeto faz com que essas pessoas percebam que também são parte da comunidade, assim como todos os outros fiéis da vizinhança que vão até a igreja para rezar, proporcionando, inclusive, a aproximação entre todos.
 
Com informações da Aleteia
Foto: Facebook/The Gubbio Project

 
Após três décadas de escavação, arqueólogos da Universidade de Nebraska encontraram na cidade bíblica de Betsaida um portão que remonta ao tempo de Davi, entre 11 e 10 a.C. O achado oferece um vislumbre das antigas civilizações do território, alterando o que se sabia sobre o reino de Israel.
 
Encontrado em uma colina rochosa com vista para o Mar da Galileia, em Israel, o portão é o mais antigo da área. "Não há muitos portões das capitais neste país a partir desse período", afirmou o arqueólogo-chefe Rami Arav, da Universidade de Nebraska, que supervisiona o projeto desde 1987.
 
“Betsaida era o nome da cidade durante o período do Segundo Templo, mas durante o Primeiro Templo ela era a cidade de Zer”, explicou Arav, citando uma parte da Bíblia que menciona as cidades fortificadas de Zer.
 
O portão recém-descoberto indica que o local já foi um centro urbano protegido e importante. Com o achado, os pesquisadores propõem que o rei Davi pode não ter sido o único governante da época, mas apenas um dos vários chefes locais. As ruínas ao redor do portão sugerem que ele fazia parte de um reino aramaico, e não israelita.
 
Os arqueólogos também encontraram uma estela de pedra com a imagem do deus da lua, datado do século 11 a.C., joias e moedas — uma delas datada de 35 a.C. e feita para comemorar a chegada de Cleópatra e Marco Antônio ao território.
 
Após o início do projeto de escavação e de sua identificação como um local bíblico, no final dos anos 80, multidões de peregrinos cristãos têm visitado Bethsaida por sua importância no livro sagrado.
 
Fonte: Aventuras na História
Imagem: Reprodução

 
Questões a ponderar: Tem conhecimento da existência de pessoas portadoras de deficiência na sua comunidade? Como são tratadas as pessoas portadoras de deficiência na sua comunidade? São tratadas com dignidade e respeito? Ou são evitadas e desprezadas? São tratadas com receio e estigma? São bem recebidas na igreja?
 
Calcula-se que, a nível global, existam 15% de pessoas a viver com deficiências – o que significa aproximadamente mil milhões de pessoas. As pessoas portadoras de deficiência são frequentemente as pessoas mais marginalizadas e mais pobres nas nossas comunidades. Infelizmente, podem enfrentar estigma (quando as pessoas têm atitudes negativas para com elas) e discriminação (quando as pessoas as tratam de maneira diferente por motivo da sua deficiência).
 
Frequentemente, a questão da deficiência não é falada. Tanto na sociedade em geral, quanto nas igrejas, o assunto parece um tabu. Por vezes, as pessoas portadoras de deficiência são até escondidas e mantidas longe da vista por causa da vergonha e de mal-entendidos. A deficiência pode ser um “problema escondido” que necessita de ser revelado, discutido, trabalhado, ensinado... socializado!
 
O que diz a Bíblia?
 
A Bíblia diz que toda a humanidade é criada à imagem de Deus (Gênesis 1) e amada incondicionalmente por Deus (João 3:16). Isto inclui as pessoas portadoras de deficiência. Em toda a Bíblia, vemos a preocupação especial de Deus com as pessoas que são desfavorecidas e excluídas.
 
Para os cristãos, Jesus deve ser o nosso exemplo. Jesus encontrou sempre tempo para falar com as pessoas portadoras de deficiência, apoiar estas pessoas e aceitá-las plenamente. Em Mateus 20:29-34, Jesus saía de Jericó quando encontrou dois cegos.
 
Em vez de os curar imediatamente, Jesus perguntou-lhes: “Que quereis que vos faça?”. Na cultura da época, estes homens teriam sido marginalizados por causa da sua deficiência, mas Jesus queria dar-lhes dignidade falando e tratando pessoalmente com eles. Da mesma forma, com a mulher que tinha um fluxo de sangue havia 12 anos (Lucas 8:40-48), sofrendo vergonha e estigma, a preocupação de Jesus foi para além das necessidades físicas dela. Jesus chamou-lhe “filha de Israel” – um nome que exprimia amor e honra. E, embora Jesus curasse frequentemente as pessoas fisicamente, a Sua principal preocupação era sempre curar por dentro – curar os nossos corações para nos levar à relação correcta com Deus. Em 1 Coríntios 12, Paulo fala da igreja como um corpo. Se bem que sejamos todos diferentes, todos nós somos valiosos. Não há ninguém sem mérito e valor no reino de Deus. Fomos todos criados para um fim, com algo de valor para oferecer. A igreja é chamada a ser uma comunidade inclusiva que ofereça amor, valor e respeito a todas as pessoas. Nós somos chamados a não ter preconceitos e a dar a todas as pessoas a oportunidade de desempenhar um papel na comunidade que realize o seu potencial.
 
Compreender a deficiência
 
Há muitos tipos de deficiência diferentes, desde pequenos problemas que as outras pessoas poderão não notar, até condições que põem a vida em perigo. Há também muitas causas de deficiência diferentes. A ajuda médica pode melhorar determinados tipos de deficiência – se estiver disponível. 
 
A deficiência inclui:
 
+ Deficiência física – de nascença ou provocada por acidente ou doença posterior. Os exemplos incluem o palato fendido, a síndrome da poliomielite, ou a lesão da coluna provocada por um acidente rodoviário.
+ Surdez ou cegueira – de nascença ou por doença.
+ A deficiência emocional – resultante de experiências angustiantes, negligência ou abuso.
dificuldades de aprendizagem.
 
Como é que a deficiência afeta as pessoas?
 
Muitas pessoas dessas pessoas portadoras de deficiência vivem na pobreza e não lhes são dadas oportunidades de educação e de trabalho. Por vezes, são-lhes também negados cuidados de saúde (por ex. imunizações) e uma boa nutrição. Podem sofrer de estigma e rejeição nas suas comunidades. Será que em nossas igrejas essas pessoas são acolhidas, empoderadas e capacitadas para virar esse jogo? Ou nada é feito por elas? Precisamos refletir urgentemente sobre isso.
 
Para empoderar essas pessoas, talvez deveríamos centrar [...] a nossa atenção nas “capacidades” das pessoas em vez de focar nas suas “deficiências”. Muitas vezes, quando é dado às pessoas portadoras de deficiência o apoio de que necessitam, elas são capazes de encontrar o lugar que lhes compete na sua comunidade.
 
E então, que tal compartilhar esse artigo com os membros da sua igreja?
 
Fonte: Com informações da Ultimato (exceto os itálicos)
Foto: Pixabay

 
A ACT Aliança* emitiu nesta terça-feira, 25 de junho, uma Declaração sobre Democracia e Estado de Direito no Brasil. No documento, a organização manifesta preocupação com os rumos da democracia brasileira. Cita, por exemplo, o conluio altamente controverso e politizado entre o procurador-chefe da operação Lava-Jato e o juiz Sergio Moro – fato que por si só poderia anular o processo. O texto também chama atenção para o “espaço cada vez menor para a sociedade civil, a diminuição da imparcialidade e liberdade de imprensa e o aumento da corrupção e das posições políticas que carecem de transparência”.
 
Confira a íntegra:
 
Declaração: Democracia e Estado de Direito no Brasil
 
Genebra, Suíça, 25 de junho de 2019
 
É com espanto e preocupação que recebemos as notícias do Brasil sobre as alegações de conluio altamente controverso e politizado entre o procurador-chefe da operação anticorrupção “Lava-Jato” e o juiz responsável pelo caso, que atualmente é o ministro da Justiça do Brasil. Este novo evento político se soma à onda de problemas negativos que o Brasil vem experimentando desde junho de 2016, quando a ex-presidente Dilma Rousseff foi retirada de sua função através de um processo de impeachment duvidoso, e onde o mesmo juiz autorizou, de forma ilegal, a divulgação de gravações de ligações telefônicas da presidente Rousseff, em uma saga que envolveu vários políticos e a mídia corporativa.
 
Desde esse retrocesso contra a democracia no Brasil, a violência política custou centenas de vidas. Execuções extrajudiciais, sumárias e arbitrárias estão cada vez mais direcionadas a defensores de direitos humanos, líderes sociais e políticos, povos indígenas, afrodescendentes, mulheres e pessoas LGBTI. O racismo, a xenofobia, o ódio aos pobres, a homofobia e a misoginia estão aumentando em todos os níveis e, em alguns casos, até mesmo sendo promovidos por autoridades governamentais de alto nível.
 
Os membros da Aliança ACT no Brasil estão preocupados com o estado de deterioração da democracia no país, e estão sendo afetados pela reação violenta contra os direitos humanos e o estado de direito, o espaço cada vez menor para a sociedade civil, a diminuição da imparcialidade e liberdade de imprensa e o aumento da corrupção e das posições políticas que carecem de transparência.
 
A Aliança ACT espera que o sistema judicial brasileiro se baseie em práticas legais e que todos os juízes sejam imparciais, justos e não tendenciosos, e sigam estritamente as leis e a Constituição brasileira. Também espera que a decisão de garantir os preceitos democráticos seja baseada na lei, e não na pressão de grupos econômicos, religiosos ou políticos. A violação das prerrogativas de independência e imparcialidade do judiciário pode levar ao uso político e ideológico do sistema judicial e deve ser denunciada.
 
A Aliança ACT saúda a divulgação pelos meios de comunicação da desonestidade sistemática praticada por funcionários públicos. O público tem o direito de saber, e a sociedade civil tem a obrigação de denunciar as injustiças como forma de fortalecimento da democracia e para manter governos e instituições responsáveis e transparentes.
 
Portanto, a Aliança ACT insta as instituições brasileiras a realizar uma investigação adequada sobre o caso de conluio e a reverter os delitos graves, o comportamento antiético e as práticas ilegais levadas a cabo por funcionários públicos que põem em risco a democracia, os direitos humanos e o estado de direito. Exortamos ao Supremo Tribunal Federal brasileiro para acelerar a investigação e a restauração da justiça em todos os processos que foram implementados ilegalmente. Esse é um passo fundamental para garantir uma sociedade democrática, pacífica e inclusiva.
 
Rudelmar Bueno de Faria
Secretário-Geral
ACT Aliança
 
 
*ACT Aliança é uma coalizão de 155 igrejas e organizações relacionadas a igrejas que trabalham juntas em mais de 125 países para criar mudanças positivas e sustentáveis na vida das pessoas pobres e marginalizadas, independentemente de sua religião, posição política, gênero, orientação sexual, raça ou nacionalidade. ACT é apoiada por uma equipe de 30 mil pessoas de organizações membros, e mobiliza a cada ano cerca de US$ 3 bilhões para o seu trabalho, em três áreas específicas: ajuda humanitária, desenvolvimento sustentável e defesa de direitos.