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1 – Natal é a festa do Amor de Deus. Na Bíblia podemos encontrar muitíssimos versículos que tratam do Amor. O Amor é a mensagem central de Sua palavra.
 
No Antigo Testamento, um dos momentos emblemáticos da história do povo de Deus e sua libertação da escravidão egípcia. A libertação ocorre porque Deus se compadece de seu povo. Deus movido por seu amor, “desce para libertar seu povo pois ouviu seu clamor” (Êxodo. 3.16)
 
No Novo Testamento, um dos versos mais lembrados é “Deus amou o mundo de tal maneira que enviou seu filho…” (S. João 3.16) E esse amor “revelado” no Filho, é para toda a criação. Deus “vem” ao mundo porque ama. O amor é que faz Deus se manifestar “em favor de”. Quem ama conhece a Deus. Quem ama está em Deus e Deus está nele, nos lembra a 1ª Carta de João.
 
Jesus, o Salvador viveu e ensinou o amor de Deus e às pessoas que o seguiam dizia: “amem-se mutuamente como eu amei vocês, um novo mandamento dou amem-se uns aos outros como eu amei vocês”.
 
Viver o Natal hoje, aqui e agora, é um convite para que experimentemos nós mesmos esse amor de Deus, e sejamos, ao mesmo tempo, instrumentos eficazes desse amor para com todas as pessoas em suas situações e condições de vida.
 
2 – Natal é a Festa da Humildade – Natal é, ainda, a festa da humidade. O filho de Deus, o Salvador, o Deus Emanuel – Deus conosco -, vem ao mundo “pobre e humilde”. Nasce em meio a uma família pobre, é reconhecido pelos pobres e humildes, principalmente. E seu ministério é marcado pela humildade que se traduziu em serviço e acolhida para todas as pessoas.
 
3 – Natal é a festa do compromisso – Assim como Deus agiu e age “em favor de”, por causa do seu Amor para com toda a criação, nós mesmos somos animados a assumir o compromisso de experimentar e compartilhar esse Amor. Assim como Deus olha a sua criação com misericórdia e se mobiliza, pois todas as pessoas são amadas por Ele, nós mesmos somos desafiados a agir como ele agiu, sentir como Ele sentiu. Nosso olhar deve ir em direção daqueles pelos quais Deus se compadeceu e compadece. Nossa preocupação maior e compromisso é buscarmos ser presença desse amor junto aquelas pessoas que precisam. Nosso olhar deve voltar-se para os que perderam suas casas, seu trabalho, para os que sofrem por causa da violência da exclusão, para aquelas famílias que tem seus filhos mortos por causa da sua etnia e condição social, por causa da sua sexualidade, dos povos nativos, das mulheres, das que perderam seus direitos fundamentais, das vulneráveis… Nessa realidade devemos ser presença do Amor de Deus que é para todas as pessoas, sem exclusão ou distinção.
 
Abençoada festa do Amor de Deus para todas as pessoas.
 
+ Naudal Alves Gomes
Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Diocesano da Diocese Anglicana do Paraná
 
Fonte: IEAB
Imagem: Pixabay

 
“...e eis que o astro que tinham visto do Oriente avançava à sua frente até parar em cima do lugar onde estava o menino. Entrando na casa viram o menino com sua mãe” (Mt 2. 9b-10a)
 
“...prantos e longo lamento: é Raquel que chora seus filhos e não quer ser consolada, porque eles já não existem” (Mt 2.18b)
 
DEUS irrompe na história humana pelo nascimento de JESUS e expõe os poderes humanos sustentados pela violência, o ódio e as discriminações.
 
No ano de 2018 muitas “Raquéis” lamentaram a perda de seus filhos e filhas. Muitas destas mortes foram injustificadas ou não explicadas.
 
Na noite de NATAL, possamos lembrar as mães de tantos jovens assassinados, na maior parte, negros e negras de periferia, lembremos ainda as mães imigrantes injustamente separadas de seus filhos e filhas. São mulheres que não encontram consolo. Seu lamento é uma forma de resistência e clamor por justiça.
 
QUE o astro que iluminou a criança de Belém e expôs a alegria de MARIA nos motive, como fez com os Reis Magos, à coragem da profecia que denuncia todas as formas de violências causadoras dos lamentos das “mulheres-Raquéis”.
 
Nosso horizonte é a “justiça, e paz, e alegria” (Romanos 14:17).
 
Abençoado Natal e um 2019 de esperanças e profecias!
 
CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
 
Imagem: Canva

 
Estaremos em recesso no período de 24/12/2018 a 06/01/2019, com retorno das atividades em 07/01/2019. Caso precise falar conosco neste período, encaminhe sua mensagem exclusivamente para os nossos e-mails institucionais:
 
Administração
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Comunicação
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Secretaria Geral
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Os/as participantes do Seminário Nacional Democracia e Direitos Humanos: desafios e perspectivas, realizado em Brasília nos dias 13 e 14 de dezembro de 2018, no marco dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, dos 30 anos da Constituição Federal e dos 25 anos da Declaração e Programa de Ação de Viena, vem a público manifestar que o Brasil vive um momento crítico no campo dos direitos humanos. O avanço do neoliberalismo e do conservadorismo ameaçam as conquistas históricas que resultaram de muitas lutas e resistências. 
 
O retrocesso nos direitos se efetiva através de políticas de desmonte das garantias e das condições de realização de todos os direitos para todas as pessoas. A reforma trabalhista, a reforma previdenciária, a Emenda Constitucional nº 95/2016 (que congela os investimentos em políticas públicas e direitos básicos por 20 anos), a reforma do ensino médio, o recuo em ações e leis de controle à exploração indiscriminada do meio ambiente, entre tantas outras medidas recessivas de austeridade se soma ao ataque às compreensões que defendem direitos humanos como universais, indivisíveis e interdependentes, com avanço na defesa da transformação de direitos em serviços a serem negociado no mercado. Estas perspectivas já presentes na sociedade são fortalecidas pelas políticas que vêm sendo desenvolvidas pelo atual governo e por aquelas que vêm sendo prometidas pelo governo que assumirá em 2019.
 
A esta situação se somam os ataques às organizações, aos movimentos, aos/às militantes, às causas e as lutas populares e por direitos. A desmoralização e a criminalização dos/as defensores e defensoras de direitos humanos cresce e se configura em ameaças, inclusive amplamente vocalizadas pelo futuro presidente. Os processos que já estavam em curso tendem a se tornar mais ameaçadores para aqueles e aquelas que atuam na promoção dos direitos humanos nos mais variados temas, direitos e sujeitos. 
 
A democracia também está em risco. Vem sendo transformada em simples meio de poder, sem compromisso com seu aprofundamento e qualificação. Pelo contrário, a eleição de um presidente e de vários parlamentares que expressam publicamente sua adesão e defesa da ditadura e que propõem ações autoritárias, violentas e antidemocráticas, ainda que no marco da democracia liberal, fazem com que o futuro fique comprometido, neste sentido. O ataque a um dos patrimônios da participação popular que são as experiências de democracia deliberativa, os conselhos, conferências e outros espaços, também é indicativo de que a recente construção, ainda carece de consolidação e exigirá uma luta profunda e intensa.
 
A cultura do individualismo, do “empreendedor de si” cresce e corrói a solidariedade fundamental que sustenta a promoção de relações humanizadas e humanizadoras. Com elas também avançam os discursos e práticas de ódio e de violência, reavivando a herança racista escravocrata, que crescem atingindo de modo cada vez mais dramático às pessoas empobrecidas e em situação de vulnerabilidade social, às mulheres, aos negros, aos povos tradicionais e indígenas, às juventudes, aos LGBTs, enfim, a todos/as que mais sofrem com a não realização dos direitos, sendo transformados/as em “vidas matáveis”, que se sentem cada vez mais ameaçados/as. O sistema de justiça e segurança tem se mostrado aquém das necessidades do enfrentamento da situação, já que menos de 8% dos homicídios são processados e chegam a alguma responsabilização. Diante disso cresce o punitivismo populista que reforça a autorização para que as forças de segurança promovam ainda mais truculência e morte. 
 
No campo das organizações sociais e populares, os ataques desmoralizadores e criminalizadores, enfraquecem sua capacidade de atuação e de promoção de espaços e processos intensos de resistência criativa e ativa e de luta para fazer o enfrentamento deste conjunto de situações. As organizações de direitos humanos passam por dificuldades de organizar o enfrentamento da situação. Mas nelas está a esperança fundante e fundamental, pois elas é que são a fonte e a força dos direitos humanos, já que tudo o que se conquistou foi por sua ação mobilizadora e pelas lutas por elas levadas adiante na sociedade. Por isso, o mais importante neste momento é criar caminhos para fortalecer as organizações populares de luta por direitos humanos, sua capacidade de ação local, mas também de promoção de ações articuladas em diferentes e complementares níveis, de promoção do internacionalismo, de mobilização das bases sociais, de realização de ações de formação e na defesa e qualificação dos espaços de incidência e de controle social e no monitoramento das políticas de direitos humanos e dos compromissos com os direitos humanos. 
 
Assim, a intensificação da promoção e proteção dos direitos humanos passa por reforçar os compromissos com aqueles e aquelas que historicamente possuem seus direitos violados e que ainda não viveram a realização dos direitos humanos. Fortalecer sujeitos/as de luta e construir processos interseccionais de ação e de mobilização são o alento de potência que se coloca como responsabilidade concreta que as organizações participantes deste seminário se propõe a levar adiante no próximo período.
 
Assinam:
 
Articulação para o Monitoramento dos DH no Brasil - AMDH
Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural – ASSESSOAR/SC
Associação Kayrós - GO
Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas – CAA/MG
Centro de Defesa da Criança e Adolescente Pe. Marcos Passerini – MA
Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza – CDVHS/CE
Centro de Defesa dos Direitos Humanos – CDDH/CE
Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra – CDDH/ES
Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis - RJ
Centro de Defesa dos Direitos Humanos e Educação Popular – CDDHEP/AC
Centro de Defesa dos Direitos Humanos Marçal de Souza – CDDH/MS
Centro de Defesa dos Direitos Humanos Nenzinha Machado – CDDH/PI
Centro de Direitos Humanos de Cristalândia – CDHC/TO
Centro de Direitos Humanos de Formoso – CDHF/TO
Centro de Direitos Humanos de Palmas – CDHP/TO
Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennes – CDH/MT
Centro de Estudos Bíblicos – CEBI
Centro de Estudos do Trabalho e Assessoria aos Trabalhadores – CETRA/CE
Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará – CEDENPA
Centro de Estudos Feministas e Assessoria – CFEMEA/DF
Centro Dom Hélder Câmara de Estudos e Ação Social – CENDHEC/PE
Centro Dom José Brandão de Castro – CDJBC/SE
Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos – SP
Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo – CDHPF/RS
Comissão Pastoral da Terra – CPT/RO
Comissão Pró Indio de São Paulo – CPISP
Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos do Piauí 
Comunidade Tupinambá da Serra do Padeiro - BA
Conselho Indiginista Missionário – CIMI/MT
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs - CONIC
Coordenadoria Ecumênica de Serviços – CESE
Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE
Fórum Catarinense de Prevenção a Violência contra Crianças e Adolescentes
Fórum Ecumênico ACT Brasil - FEACT
Fundação Instituto Nereu Ramos – Lages/SC
Fundação Luterana de Diaconia - FLD
HEKS/EPER – BRASIL
Instituto Brasil Central – IBRACE/GO
Instituto Direitos Humanos – IDH/MG
Koinonia Presença Ecumênica e Serviço
Marcha Mundial das Mulheres – MMM/SC
Movimento de Atingidos por Barragens – MAB
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Movimento Estadual de Direitos Humanos – MEDH/TO
Movimento Nacional de Direitos Humanos - MNDH
Organização de Direitos Humanos Projeto Legal - RJ
Organização pelo Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas – FIAN Brasil
Processo de Articulação e Diálogo Internacional - PAD
Sociedade Maranhense de Direitos Humanos – SMDH
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos – SDDH/PA
SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia
União Estadual por Moradia Popular – UEMP/MA
 
Fonte: ​Articulação para o Monitoramento dos DH Brasil

 
Irmãs e irmãos em Cristo!
 
Na noite do nascimento de Jesus, os anjos cantaram “Glória a Deus nas maiores alturas do céu! E paz na terra para as pessoas a quem ele quer bem!” (Lucas 2.14). Os ecos deste hino continuam a vibrar em nossos corações, impulsionando a louvar a Deus e a vivenciar a paz.
 
Paz é um desejo constante em nossas vidas. Quem não quer viver em paz? Queremos que a família viva em paz, queremos viver em paz na Comunidade, queremos paz na escola, no trabalho, nos relacionamentos. Queremos paz no campo. Queremos paz em nosso meio social e político, tão dividido nos últimos tempos. Queremos que o mundo todo experimente a paz! Muitas vezes simplesmente desejamos encontrar a paz interior e viver em paz com o nosso próprio ser.
 
Quando desejamos algo, alimentamos uma esperança. Por isso é bom desejar a paz para alimentar a esperança de paz.
 
No sentido bíblico, a paz não se limita à ausência de discórdia, conflito e guerra. Paz acontece quando as relações com Deus estão bem. Paz acontece quando as relações entre as pessoas estão bem. Paz acontece quando a nossa relação com a Criação divina está bem. Paz é o bem-estar espiritual, físico, social, econômico e político. O que podemos fazer para que o desejo dessa paz abrangente se torne realidade?
 
Para realizar o desejo de paz, precisamos pedir pela paz. A paz é uma bênção de Deus: “O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz”. Toda vez que invocamos e recebemos esta bênção ao final de uma celebração litúrgica, outra coisa não desejamos do que a paz. Afinal, que bênção maior poderíamos ter do que a paz no sentido bíblico? Esta bênção de paz se manifesta de forma especial no Natal.
 
Deus se fez humano no ventre de Maria. Na humildade de um cocho de animais, Jesus foi acolhido e adorado como “Príncipe da Paz”. O nascimento de Jesus foi uma ação de Deus para estabelecer paz. Jesus veio trazer perdão e salvação. Em Jesus Cristo, a nossa relação com Deus é restabelecida. Jesus também nos ensinou a restabelecer a relação com as pessoas através da prática do perdão, da justiça, do amor.
 
Para realizar o desejo de paz, precisamos trabalhar pela paz. A paz é um compromisso. “Deixo com vocês a paz, a minha paz lhes dou” (João 14.27a). Estas palavras, que constituem o lema da IECLB em 2019, reafirmam que o primeiro passo foi dado. Jesus Cristo nos deixou a paz, e cabe a nós transmiti-la. Seguindo os passos de Jesus, é nosso compromisso promover a paz e o bem-estar de todas as pessoas.
 
Como podemos promover a paz em nossas famílias e em nossas Comunidades? Diante da violência racial, da violência contra mulheres e da violência doméstica, o que podemos fazer para promover a paz nas relações? Diante da miséria e da fome, o que podemos fazer para promover a paz econômica e social? Diante da destruição dos bens naturais, o que podemos fazer para promover a paz ambiental? Natal é tempo de refletir sobre o compromisso de paz anunciado pelos anjos em Belém. É também tempo de tomar e firmar compromissos para a promoção da paz.
 
Deus é a nossa fonte de paz (Romanos 15.33). Vamos beber desta fonte e trabalhar para que a paz se torne realidade em nossas vidas, em nossas Comunidades, em nosso mundo. Abençoado Natal e um novo ano repleto de paz!
 
Presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB
 
Fonte: IECLB
Foto: Pixabay
 

 
Membros da Diretoria e do Conselho Curador do CONIC se reuniram, respectivamente, nos dias 12 e 13 de dezembro, em Brasília. Na programação destes dois encontros, destaque para assuntos referentes às atividades do Conselho ao longo do ano corrente e o planejamento de ações para 2019.
 
Reunião da Diretoria
 
Os participantes se debruçaram sobre uma pauta bastante extensa, que incluiu desde questões de auditoria e tesouraria, passando por partilhas do projeto Imigrantes e Refugiados e a deliberação para que a próxima reunião de Diretoria seja em conjunto com a Diretoria da CESE, como era no passado. 
 
“A proposta de encontro reunindo CONIC e CESE é resgatar uma prática que já ocorria, quando as diretorias das duas organizações se reuniram anualmente para fortalecer os vínculos e o testemunho conjunto por uma diaconia transformadora e ecumênica”, explicou a secretária-geral do Conselho, Romi Bencke. 
 
O encontro conjunto já tem até data para acontecer: 4, 5 e 6 de abril de 2019.
 
Conselho Curador
 
Com a presença das direções de todas as igrejas-membro do CONIC (Aliança de Batistas do Brasil, Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida e Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia), uma das principais deliberações foi a definição de data e local para a próxima Assembleia do Conselho, que será nos dias 28, 29 e 30 de maio de 2019, em São Paulo.

 
O Processo de Articulação e Diálogo (PAD) realizou, nos dias 12 e 13 de dezembro, em Brasília, sua reunião anual com a presença de organizações de diversos estados do Brasil, incluindo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), KOINONIA, CESE, FLD, a agência de cooperação internacional HEKS – como representante das agências de cooperação participantes e apoiadoras da articulação –, entre outras.
 
Uma das principais discussões foi o papel e o lugar do PAD no contexto atual brasileiro, além de diálogo e planejamento de atividades para 2019, a partir das orientações da Coordenação Executiva.
 
Marilia Schüller, que representou KOINONIA, destacou a discussão de uma agenda de temas relevantes para a realidade brasileira como direitos civis e políticos, defesa da democracia, respeito à diversidade, a questão da criminalização dos defensores e defensoras de direitos humanos, continuidade dos esforços de fortalecimento da sociedade civil.
 
Pelo CONIC, Romi Bencke falou a partir do campo da religião no atual momento. Ela abordou a questão das intolerâncias e chamou atenção para o fato de que numa democracia todas as crenças precisam ser respeitadas, incluindo suas garantias constitucionais. 
 
Convenção 169 da OIT
 
Na noite do dia 13, foi feito o lançamento do documento Situação Atual no Brasil em relação à regulamentação dos processos consultivos da Convenção 169 da OIT. O documento produzido pelo PAD com o apoio da HEKS, Christian Aid e Pão para o Mundo é um inventário que tem por objetivo fazer uma análise da questão em pauta, trazendo uma avaliação crítica sobre a adoção desde a ratificação, com os principais desafios e obstáculos para sua efetivação. 
 
O estudo completo pode ser acessado aqui: www.pad.org.br
 
CONIC com informações de KOINONIA
Foto: Reprodução

 
Foi instalado oficialmente, no dia 16 de dezembro, o novo Vigário Patriarcal no Brasil para as Igrejas Tradicionais dos Imigrantes Sírio-Ortodoxos, Mor Severius Malke Mourad.
 
Mor Severius terá sob sua jurisdição as seguintes comunidades da ISOA: Igreja Sírian Ortodoxa Santa Maria, em São Paulo-SP; Igreja Sírian Ortodoxa São João, em Mirandópolis-SP; Igreja Sírian Ortodoxa São Jorge, em Campo Grande-MS; Igreja Sírian Ortodoxa São Pedro, em Alagoinha-MG, além de uma crescente comunidade para refugiados sírios em Curitiba-PR.
 
Para os brasileiros nos demais estados do Brasil, incluindo os novos convertidos, Mor Tito Paulo George Hanna continua sendo o responsável. Mor Tito também permanece à frente dos trabalhos ecumênicos da Igreja.
 
Rito
 
Delegado por Sua Santidade o Patriarca Mor Ignatius Aphrem II, Sua Eminência Mor Tito Paulo George Hanna, Arcebispo Presidente e Núncio Apostólico da Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia no Brasil presidiu o Rito da Synthronise (Instalação), na presença do clero e dos fiéis do Vicariato Patriarcal no Brasil. Durante o rito, o Sustatikon foi lido, declarando a nomeação oficial de Sua Eminência Mor Severius Malke Mourad como Vigário Patriarcal no Brasil.
 
 
O Arcebispo Mor Severius Malke Mourad dirigiu-se aos fiéis rezando para que seu ministério fosse abençoado e pedindo também em favor daqueles aos quais seus cuidados espirituais e administrativos foram confiados.
 
Tome nota!
 
No Brasil, para melhor atender às demandas dos fiéis que provêm de contextos multiculturais, a ISOA mantém trabalhos específicos voltados para dois públicos: 1) brasileiros natos que adotam a fé ortodoxa; 2) imigrantes e descendentes de imigrantes (igrejas de colônia). Esses trabalhos, que estão sob a anuência do Patriarca Mor Ignatius Aphrem II, contribuem para a valorização da diversidade cultural dentro da Igreja.
 
Biografia
 
 
Mor Severios Malki Murad nasceu em Malkia na Síria em 1965, estudou no Seminário Teológico de Santo Afrem em Damasco e foi ordenado monge em 1985, recebendo o sacramento do sacerdócio em 1986 e concluiu seus estudos universitários no Seminário Copta, no Egito.
 
Serviu como Orientador do Seminário Teológico em Damasco até o ano de 1993, quando fora apontado Representante Patriarcal no Brasil. Em 15 de Agosto de 1996 foi ordenado Bispo e Representante Patriarcal para Jerusalém, Jordânia e demais Locais da Terra Santa.
 
Em 26 de agosto de 2017, apresentou renúncia referente aos serviços da Representação Patriarcal em Jerusalém, Jordânia e demais Localidades da Terra Santa. Agora, em 16 de dezembro de 2018, foi instalado como Representante Patriarcal para as Igrejas Tradicionais de Colônia Sírio-Ortodoxa no Brasil.
 
Mor Severius Malke Mourad fala aramaico-siríaco, árabe, inglês, sueco e português.
 

 
“Aos filipenses, o Apóstolo escreveu: Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Perto está o Senhor (Filipenses 4.4-5). Quem aqui está, todas as Comunidades da IECLB, na companhia do amplo leque de Igreja, entidades, instituições, organizações com quem a IECLB se relaciona, todos e todas temos motivos para nos alegrar, especialmente nesta noite. Afinal, reunimo-nos nesta noite em Culto para celebrar o ponto culminante de uma dinâmica da estrutura pastoral e administrativa da IECLB, qual seja: em outubro passado, no XXXI Concílio, em Curitiba/PR, foi eleita a Presidência para a Gestão 2019-2022. Neste Culto, hoje, a Presidência lá eleita será investida em ato presidido pelo atual Pastor Presidente, P. Dr. Nestor Friedrich. Confessamos que até aqui o Senhor da Igreja nos conduziu e cremos que também doravante Ele a conduzirá, por isso, inspirando-nos na palavra de Paulo aos filipenses, entoamos Alegrai-vos sempre”, convidou a Comunidade ao canto o P. Dr. Romeu Martini, Assessor Teológico da Presidência, no Culto de Investidura da nova Presidência da IECLB, realizado em 15 de dezembro de 2018, na Paróquia Matriz, em Porto Alegre/RS.
 
Em ato solene, o P. Nestor investiu a Pa. Sílvia Beatrice Genz (nascida em em Santa Cruz do Sul/RS, filha de Leonildo Genz e Norma Maurer Genz) no cargo de Pastora Presidente, o P. Odair Airton Braun, Pastor Sinodal do Sínodo Paranapanema (nascido em 20 de fevereiro de 1970, em Palmitos/SC, filho de Egon Braun e Traudi Hertha Braun), no cargo de Pastor 1º Vice-Presidente e o P. Dr. Mauro Batista de Souza (nascido em 4 de junho de 1967, em Novo Hamburgo/RS, filho de Valdecy Ilustre de Souza e Melita Morais de Souza) no cargo de Pastor 2º Vice-Presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
 
 
A Equipe de Liturgia foi integrada, além do P. Nestor, que coordenou o Ato de Investidura, pela Pa. Sílvia, responsável pela Pregação, pelo P. Inácio Lemke, Pastor 2º Vice-Presidente, pela Cat. Daniela Hack, Coordenadora de Educação Cristã, pela Diác. Ma. Carla Vilma Jandrey, Coordenadora de Diaconia e Programa Diaconia Inclusão da IECLB, pela Miss. Lúcia Helena Klüg Roesel, com participação dos novos Vice-Presidentes, P. Odair e P. Mauro. O Grupo Dona Voce participou da parte musical, conduzida pela Coordenadora de Música da IECLB, Mus. Dra. Soraya Eberle.
 
No ato de Investidura, após a Presidente do Conselho da Igreja, a Conselheira Anelize Marleni Berwig, representante pelo Sínodo Rio Paraná, informar as atribuições da nova Presidência, segundo a Constituição da IECLB, o P. Nestor Friedrich deu seguimento ao ato: “Tendo ouvido o que reza a Constituição da IECLB, pergunto: ‘Vocês se comprometem a exercer essa tarefa de maneira responsável e em fidelidade ao Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo?’. Então, respondam: ‘Sim, nos comprometemos, com o auxílio de Deus!’”, ao que os eleitos responderam afirmativamente. Da mesma forma aconteceu quando o P. Nestor orientou: “Vocês também ouviram o que dizem as Escrituras sobre a liderança na Igreja, por isso pergunto: ‘Vocês prometem exercer o seu mandato de acordo com a Palavra de Deus, obedientes ao nosso Senhor Jesus Cristo, em espírito de estudo e oração e em observação ao estabelecido na Constituição, no Regimento Interno e demais Documentos Normativos da IECLB?’. Então, respondam: ‘Sim, com o auxílio de Deus!’”, ao que a nova Presidência eleita, mais uma vez, respondeu afirmativamente.
 
“A cruz é sinal de renúncia, de serviço e de entrega ao nosso Senhor Jesus Cristo, a quem anunciamos e seguimos. Recebam esse sinal!”, afirmou o P. Nestor na entrega da cruz que distingue os cargos assumidos. Na Imposição de Mãos com Oração e Bênção, o Pastor Presidente pediu “Agradecemos-te, onipotente Deus, que, em Jesus Cristo, nos convocaste para o teu serviço. Agradecemos-te por esta irmã e estes irmãos que hoje assumem a função de liderança espiritual, pastoral e teológica na IECLB e para a IECLB. Dá-lhes sabedoria e força. Dá que exerçam alegres e fielmente o seu mandato, de acordo com a tua vontade. Abençoa a Pa. Sílvia, o P. Odair e o P. Mauro, sim, abençoa esta Presidência da IECLB. Abençoa também as suas famílias. Guia e orienta a sua atividade junto às Comunidades, às Paróquias, aos Sínodos, junto à Ecumene, onde quer que atuem. Desperta em todos nós o desejo sincero de, sob o pastoreio da nossa Presidência, servir-te. Fortalece a nossa fé. Concede-nos zelo no amor fraternal, para que sejamos, em verdade, Igreja de Jesus Cristo, para a tua glória. Amém”.
 
 
Os Assistentes da Presidência investida fizeram os votos e foram entregues os diplomas aos recém-investidos. A Pa. Carmen Michel Siegle, Coordenadora de Gênero, Gerações e Etnias da IECLB, foi Assistente do P. Mauro. A Pa. Vera Maria Immich foi Assistente do P. Odair. A Diac. Ruthild Brakemeier foi Assistente da Pa. Sílvia.
 
Na sua prédica, a Pa. Sílvia, a partir do texto de Filipenses 4.2-7, destacou “O Apóstolo Paulo, quando escreve essa carta, está na prisão. Escreve à Comunidade por sua ligação pelo seu amor e pelo seu cuidado para com a Comunidade. Escreve uma carta marcada pelo tema da alegria que vem pela fé: Alegrar-se no Senhor! Isso não significa que a tristeza não faça parte da vida cristã, como o próprio Paulo experimenta na prisão. Ele sugere à Comunidade que as pessoas sejam amáveis, não sejam ansiosas e orem, agradecendo, lembrando que a paz de Deus guardará os corações e as mentes das pessoas unidas em Cristo Jesus”.
 
A Pastora Presidente recém-investida pergunta à Comunidade: “Irmãos e irmãs em Cristo, hoje, com as nossas diferenças como IECLB, como pessoas cristãs, ecumênicas, qual é a nossa tarefa? A nossa tarefa é espalhar o Evangelho de Cristo e ter fé, inclusive nos momentos de sofrimento. Não podemos ter medo de falar sobre nenhum assunto. O diálogo deve levar para a avaliação a luz da Palavra de Deus, o caminho para a vida. Devemos criar espaços seguros na Comunidade, ser uma Igreja que se importa com quem é vítima e com quem agride, na esperança que Jesus oferece mudança de vida. Quando Jesus convoca, dizendo ‘ide’, entendo que significa colocar-se à disposição onde, quando e da maneira que Deus dirige, em um projeto que não é da minha cabeça somente nem de algumas cabeças tampouco um sonho de poder, mas um sonho de servir, frisou a Pa. Sílvia.
 
“Alegrai-vos sempre no Deus da vida, dando sinais, testemunhos no diálogo, no relacionamento em casa e em todos os lugares”, exortou a Pastora: “Tenham atitudes que mostrem arrependimento e mudança de vida para uma vida de bondade, justiça, beleza, compaixão, misericórdia, partilha e, assim, tenham uma 'provinha' de nova vida. Tenhamos alegria em Cristo!”.
 
A finalizar a sua Prédica, a Pa. Sílvia se reportou aos seus colegas na nova Presidência: “Temos muitos desafios pela frente, P. Odair, P. Mauro, mas nós não estamos sós. Deus está conosco. Em Cristo, Ele diz: ‘Estarei com vocês até o fim’. Confiantes nessa promessa, em comunhão com irmãos e irmãs que também vivem sob essa promessa, queremos fazer da Comunidade, a família de fé, um lugar seguro para o diálogo, com aconchego, acolhimento e fortalecimento da fé, para testemunharmos e espalharmos o Evangelho, que é a nossa Missão, e saber que a vida é um presente”.
 
As ofertas do Culto de Investidura, uma forma de responder ao amor de Deus por nós com o gesto de ofertar por gratidão e com liberdade, foram destinadas ao Programa de Acompanhamento a Estudantes de Teologia, de maneira a apoiar estudantes que tenham o firme propósito de ingressar no Ministério com Ordenação. Nesse Programa, são oferecidas atividades que visam a contribuir com a formação e o desenvolvimento de cada estudante, como Retiros, Orientação para o Desenvolvimento Pessoal e Mentoria Espiritual.
 
Após as homenagens e a Bênção Final, a Comunidade confraternizou com um coquetel especialmente preparado para a ocasião pelo Grupo Mãos Dadas (Rede de Comércio Justo e Solidário, que tem apoio da Fundação Luterana de Diaconia - FLD), de São Leopoldo/RS.
 
 
Fonte: IECLB
Fotos: Reprodução

 
Estudantes e lideranças indígenas e universitárias realizaram, na última sexta-feira (14), a cerimônia de inauguração da Casa do Estudante Indígena Augusto Ópẽ da Silva na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O ato aconteceu junto ao primeiro bloco da moradia, localizado no campus sede da universidade, em Camobi. O COMIN esteve na celebração através da presença da assessora de projetos Kassiane Schwingel.
 
A cerimônia iniciou pela manhã, no gramado em frente ao prédio, com celebração e pronunciamento das lideranças indígenas e das e dos estudantes presentes. Entre as lideranças, estava o presidente da Comissão de Implementação e Acompanhamento do Programa Permanente de Formação de Acadêmicos Indígenas (CIAPPFAI), cacique Natanael Claudino, da Terra Indígena (TI) Kaingang de Santa Maria. Para ele, as universidades ainda estão em processo de construção e estarão prontas quando souberem lidar com as diferenças. Por isso, cabe aos povos indígenas ajudar a construir esse espaço que precisa ser aberto a todas e todos. “Essa conquista é pensando nas gerações futuras, nos nossos netos. Nós estamos plantando. Começamos aqui com três alunos e hoje são 66”, disse ressaltando o quanto foi dura a luta para se conseguir a moradia. Também estiveram no ato o Kujã do povo Kaingang, Jorge Garcia, e sua esposa Maria. Ambos, assim como outras lideranças, fizeram falas de aconselhamento às e aos estudantes indígenas da universidade.
 
Já as estudantes e os estudantes presentes reforçaram, em suas falas, que a casa não é um presente da universidade, mas que foi fruto de muita luta das lideranças e do coletivo indígena para que de fato o processo saísse do papel, lembrando, por exemplo, da ocupação da reitoria em 2014. Além disso, ressaltaram que a presença indígena na universidade não é importante apenas para as acadêmicas e acadêmicos, mas que, aos poucos, o espaço do campus está sendo utilizado também por famílias indígenas de forma geral.
 
Não basta entrar, é preciso permanecer
 
A UFSM é destaque no país em relação à política de moradia para estudantes. Além disso, conta hoje com um dos maiores grupos indígenas de discentes na região sul. A partir dessa presença indígena cada vez maior e do impulsionamento do debate sobre as ações afirmativas na universidade, implantadas em 2008, surgiu a demanda e o diálogo das e dos estudantes indígenas com a reitoria para a criação não só de um processo seletivo diferenciado, mas também de políticas de inserção e permanência.
 
A proposta para a construção da moradia estudantil indígena foi idealizada em 2014 pela CIAPPFAI, fruto dessa reivindicação das acadêmicas e acadêmicos e da conquista de lideranças indígenas, principalmente Augusto Ópẽ da Silva – líder Kaingang que faleceu em 2014 e dá nome à casa devido ao reconhecimento por sua luta não só para que a juventude indígena pudesse ingressar no ensino superior, mas que também fosse capaz de permanecer nas instituições de ensino. Ele foi, inclusive, o criador da CIAPPFAI em 2008. Além disso, a iniciativa contou com o apoio de entidades indigenistas como o COMIN que, desde o início, acompanha a demanda das e dos estudantes indígenas da UFSM e, a partir da divulgação do projeto da moradia indígena, passou a acompanhar a construção da casa, sendo representado na CIAPPFAI pelo assessor de projetos Sandro Luckmann.
 
O acadêmico do curso de Direito e uma das lideranças estudantis indígenas, Rodrigo Mariano, do povo Guarani M’bya, afirmou que ter uma casa na universidade específica para os indígenas é muito positivo porque, dessa forma, o grupo se sente em casa, o que não acontecia quando dividiam a moradia com estudantes não indígenas. “Somos seis povos, mas quando nos encontramos aqui é como se fosse uma família. Deixamos as diferenças culturais de lado e confraternizamos os momentos em que estamos juntos, nos organizamos da nossa maneira e discutimos nossos problemas, como se estivéssemos na aldeia”, disse. Apesar de atender uma demanda importante, no entanto, Rodrigo ressalta que é preciso pensar no futuro, pois a tendência é que no próximo semestre, com a chegada das novas e novos estudantes, o prédio vai atingir sua capacidade máxima e, dessa forma, se os novos blocos não forem construídos, o grupo vai enfrentar problemas de falta de vagas e superlotação. Esse foi, inclusive, um dos motivos para a realização da inauguração da casa: uma forma de pressionar os órgãos responsáveis pela execução do projeto para que ele se concretize como um todo.
 
Para Rodrigo, entidades como o COMIN tiveram papel essencial durante esse percurso, principalmente pelo diálogo e cobrança perante a instituição. “Se fôssemos apenas coletivo indígena talvez não teríamos o mesmo êxito. É um olhar de fora que dialoga com a universidade, mas que sabe das especificidades dos povos indígenas”, disse. O acadêmico, no entanto, lembra que a universidade ainda está longe de pensar na inclusão total dos povos indígenas e de minorias sociais como um todo. “É difícil se sentir incluído em um espaço que nunca foi pensado para nós. Até mesmo na sala de aula nos sentidos excluídos: os currículos não debatem a questão indígena, independente do curso, e acabamos levantando essas discussões e fazendo eventos por iniciativa própria”, destaca.
 
Estrutura da casa
 
O projeto da universidade visa a construção de quatro prédios semelhantes, na mesma área, dispostos em forma de círculo, simulando uma aldeia indígena. A área central, entre as edificações, além de ser um espaço de convivência, seria destinada à realização de rituais. O primeiro bloco foi finalizado no início deste ano e entregue às e aos discentes indígenas ainda no primeiro semestre. A casa oferece 96 vagas exclusivas para estudantes indígenas e, atualmente, abriga moradoras e moradores de seis povos: Guarani Kaiowá, Guarani M’bya, Kaingang, Terena, Tupiniquim e Xakriabá. Desde março, são 74 pessoas residindo no local, entre elas e eles filhas e filhos dependentes das e dos acadêmicos indígenas.
 
O prédio tem três andares e doze apartamentos mobiliados, cada um com quatro quartos, um banheiro, uma sala e uma cozinha, totalizando uma área de 1.244,16 m² e um investimento, entre construção e mobiliário, de aproximadamente R$ 1,8 milhão. O projeto dos quatro blocos prevê o preenchimento de 490 vagas, no entanto as obras dos demais prédios ainda não têm previsão de execução. De acordo com o vice-reitor da UFSM, Luciano Schuch, o futuro do projeto de ampliação da moradia depende da liberação de recursos federais.
 
Fonte: Comin
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