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Tem início o Seminário da XVIII Assembleia do CONIC

 
Teve início nesta terça-feira, 28 de maio, em São Paulo, o seminário Diversidade Reconciliada na Mesa Comum, que marca a abertura da XVIII Assembleia Geral Ordinária do CONIC
 
Com o tema “...É Ele, com efeito que é a nossa paz ... destruiu o muro da separação: o ódio”, baseado em Efésios 2.14, a atividade foi aberta com as boas-vindas do pastor Inácio Lemke, que fez uma breve apresentação da diretoria e da equipe do CONIC, além dos delegados e delegadas presentes. 
 
Diversidades irreconciliadas
 
Em seguida, a pedagoga e cientista social Kelli Monfort conduziu o painel Diversidades irreconciliadas – análise do atual contexto de polarização, violência e intolerância. A mesa contou com a moderação do presbítero Daniel Amaral, da Igreja Presbiteriana Unida (IPU). 
 
 
Kelli fez um apanhado histórico sobre as muitas crises pelas quais a sociedade atual passa - desde a econômica, passando para ambiental, social, entre outras -, e como tudo isso impacta a vida das pessoas lá nas bases. Um dado concreto que ela trouxe, e que de certo modo pode ser considerado um efeito colateral dessas muitas crises, é o aumento do número de suicídios entre jovens. “O que faz com que pessoas tão novas, com 15, 20 anos, desistam de tudo?”, questionou. 
 
“É necessário que haja um novo comportamento da sociedade para que possamos encontrar, coletivamente, as respostas adequadas a estes novos e desafiadores contextos. Como recuperar laços de cooperação, solidariedade, em contraposição ao narcisismo, ao individualismo? E como não cruzar os braços para essa cultura de ódio que paira na sociedade?”, perguntou Kelli. Como proposições concretas, ela acenou para as tarefas de 1) retomadas de lutas, 2) formação política e 3) trabalho de base, tarefas essas que devem ser assumidas pelas igrejas e comunidades eclesiais, bem como pelos movimentos sociais.
 
Jesus Cristo aponta para a reconciliação
 
Daniel Souza, doutor em teologia, anglicano, ficou à frente do painel “Do que era dividido, fez uma unidade. Em sua carne destruiu o muro da separação: o ódio (Ef 2.14b) - A fé em Jesus Cristo aponta para a reconciliação”. Ele iniciou sua apresentação compartilhando um pouco de suas histórias pessoais em relação à Eucaristia, desde sua concepção enquanto jovem - quando Eucaristia estava ligada a pequenas experiências em família -, até sua vivência atual. No conjunto de sua reflexão, ele situa a Eucaristia como um elemento político teológico, que resulta em espaços de encontro, de experiências comunitárias, de unidade.
 
 
Mas como criar unidade num ambiente de divisões?
 
“Eucaristia tem uma conexão direta com missão. Mas qual nosso conceito de missão? Se pensarmos como um colonizador, missão terá um sentido de impor algo a alguém. Isso acaba excluindo, segregando, dividindo as pessoas. Precisamos pensar em Eucaristia de um modo que nos coloque pra fora disso. Se for necessário, precisamos fazer uma des-missão”, frisou Daniel.
 
“Como falar em eucaristia enquanto 1% das pessoas concentra a mesma riqueza que os outros 99%? Não adianta, no domingo de manhã, dizer ‘Isto é o meu corpo’ se, quando saímos da igreja, não conseguimos enxergar os corpos abandonados pelas ruas. Eucaristia é olhar para os crucificados de nossa época. É proclamar a ressurreição destes muitos que estão sepultados (ainda vivos) em nossas comunidades. Precisamos repensar nossas práticas”, concluiu.
 
Therezinha Motta, leiga católica, mediou este segundo momento.
 
Conselho Curador
 
Na parte da manhã, o Conselho Curador do CONIC, formado pelas presidências das igrejas-membro, esteve reunido para debater regimento interno, acolhida de novos Membros Fraternos ao Conselho, entre outros assuntos administrativos.
 
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Texto: Assessoria CONIC
Revisão: Raquel Colet