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Café Teológico 2026 debate fé, fundamentalismos e possibilidades do diálogo entre credos e culturas

Café Teológico 2026 debate fé, fundamentalismos e possibilidades do diálogo entre credos e culturas
Café Teológico 2026 reúne lideranças para refletir sobre fé, fundamentalismos e diálogo entre credos e culturas
Café Teológico 2026 reuniu lideranças e pessoas atuantes no campo acadêmico, Ecumênico e inter-religioso para refletir sobre fé, fundamentalismos e cooperação entre credos e culturas.
 O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) realizou, no dia 2 de junho de 2026, o Café Teológico 2026 com o tema “Fé e fundamentalismos: desafios para o diálogo e a cooperação entre credos e culturas”.

A atividade foi transmitida pelo canal do CONIC Brasil no YouTube e reuniu pessoas com trajetória na Teologia, no movimento ecumênico, no diálogo inter-religioso e na Educação Popular. A conversa buscou refletir sobre os impactos dos fundamentalismos na vida social, religiosa, política e comunitária, especialmente em um contexto marcado por polarizações e intolerância religiosa.

A proposta do encontro partiu de uma pergunta central: como construir caminhos de diálogo entre diferentes crenças, culturas e modos de viver?

A íntegra da conversa está disponível no canal do CONIC Brasil no YouTube.

A conversa contou com a participação de Cláudio de Oliveira Ribeiro, Pastor Metodista, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e autor de O Princípio Pluralista; Priscilla dos Reis Ribeiro, doutoranda pela UFRJ, mestre em Teologia Histórica, Ecoteóloga feminista, Indigenista em formação e Pastora da Igreja Batista do Caminho (RJ); Elias Wolff, doutor em Teologia, mestre em Filosofia, professor da PUCPR e membro da Comissão Teológica do CONIC; e Angélica Tostes, Teóloga, ativista ecumênica e interfé, Educadora Popular e coordenadora de cursos no CESEEP.

Na abertura, Elias Wolff destacou que os fundamentalismos atravessam a vida cotidiana, alcançando famílias, comunidades de fé, igrejas, religiões e a sociedade. Sua reflexão apontou para a necessidade de superar posturas que transformam a diferença em ameaça e dificultam a convivência fraterna. 

"Percebemos que as polarizações causam tensões no âmbito social, familiar e comunitário, nas Igrejas, nas religiões e nas várias comunidades de fé. O fundamentalismo se expressa como uma reação violenta a quem pensa diferente, a quem crê diferente e a quem vive de forma diferente, dificultando a construção de uma convivência fraterna entre as diferenças.” Elias Wolff

Angélica Tostes chamou atenção para a importância de não confundir fundamentalismo religioso com fé ou religião.Em sua fala, destacou que os fundamentalismos atuam como projetos de poder, muitas vezes sustentados pela imposição de uma única verdade e pela negação da diversidade.

Cláudio de Oliveira Ribeiro refletiu sobre as agressividades, ressentimentos e culturas de ódio associadas às posturas fundamentalistas. O professor também chamou atenção para a necessidade de escuta e autocrítica, lembrando que o enfrentamento aos discursos autoritários não pode reproduzir a mesma lógica de agressividade que se deseja superar.

Priscilla dos Reis Ribeiro apresentou caminhos práticos para a superação dos fundamentalismos, destacando a defesa dos direitos humanos, a formação de lideranças religiosas e a cooperação entre diferentes credos e culturas. Para ela, a dignidade humana, a proteção das pessoas e a construção de pontes devem estar no centro de qualquer tradição de fé comprometida com a vida.

Ao longo do encontro, também foram abordados temas como o uso da Bíblia em discursos fundamentalistas, os desafios do ecumenismo entre as juventudes, o papel das mulheres nas Igrejas, a contribuição das religiosidades amazônicas e a importância da justiça social como caminho de aproximação entre diferentes comunidades de fé. A conversa também apontou possibilidades práticas para fortalecer o diálogo, como rodas de conversa com juventudes, materiais acessíveis sobre diversidade religiosa, projetos sociais inter-religiosos, ações de acolhimento e canais digitais colaborativos, como podcasts, vídeos e perfis compartilhados entre lideranças de diferentes tradições de fé.

O Café Teológico 2026 foi realizado pelo CONIC e Misereor, com parceria do Núcleo Ecumênico e Inter-religioso NEIR-PUCPR, CESEEP e Sementes da Democracia. A atividade proporcionou debate e interação direta entre participantes, convidados e público, com presença de pessoas das cinco regiões do país.

A iniciativa reafirma o compromisso do CONIC com a promoção da Unidade que ocorre a partir do reconhecimento e respeito da diversidade por meio do diálogo Ecumênico e Inter-religioso, da cultura de paz, dos direitos humanos e da cooperação entre diferentes tradições de fé em favor de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.


Por CONIC Brasil

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