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John Bunyan (Elstow, 30 de novembro de 1628 – Londres, 31 de agosto de 1688) foi um escritor e pregador cristão batista nascido em Harrowden, Elstow, Inglaterra. Foi o autor de The Pilgrim's Progress (O Peregrino), uma alegoria cristã bem popular entre países de língua inglesa.
 
Bunyan teve pouca educação escolar. Ele seguiu o seu pai no comércio de Tarish Tinker, e serviu no exército parlamentário de Newport Pagnell (1644–1647). Em 1649 ele casou-se com uma jovem mulher. Viveu em Elstow até 1655 (quando sua esposa morreu) e então se mudou para Bedford. Ele se casou de novo em 1659.
 
Em sua autobiografia, Grace Abounding (“Graça Abundante”), Bunyan descreve a si mesmo como um desregrado em sua juventude. Ele continuamente ouvia vozes alertando-o a “vender a Cristo”, e era torturado por temerosas visões. Depois de severos conflitos espirituais, teria escapado desta condição e veio a se tornar um entusiástico propagador do Evangelho. Foi batizado na igreja Batista em Bedford no River Great (Rio Grande) em 1653. Em 1655, se tornou um diácono e começou a pregar, com marcante sucesso desde o início.
 
Sociedade dos Amigos
 
Bunyan discordava fortemente dos ensinos dos Sociedade dos Amigos e tomou parte, durante os anos 1656-1657, em debates escritos com alguns dos líderes desse grupo. Primeiramente, Bunyan publicou "Some Gospel Truths Opened" ("Algumas Verdades do Evangelho Abertas") na qual ele atacou a crença Quaker. O Quaker Edward Burrough respondeu com "The True Faith of the Gospel of Peace" ("A Verdadeira Fé do Evangelho da Paz"). Bunyan replicou o panfleto de Burrough com "A Vindication of Some Gospel Truths Opened" ("Uma Vindicação de Algumas Verdades do Evangelho Abertas"), respondida por Burrough com "Truth (the Strongest of All) Witnessed Forth" ("Verdade, A Mais Forte de Todas, Testemunhada Adiante"). Depois, o líder Quaker George Fox entrou na rixa verbal publicando uma réplica à redação de Bunyan em sua obra "The Great Mystery of the Great Whore Unfolded" ("O Grande Mistério da Grande Prostituta Desvendado").
 
Sem licença e prisão
 
Em 1658 Bunyan foi processado por pregar sem uma licença. Não obstante, continuou a pregar e não sofreu aprisionamento até novembro de 1660, quando foi levado à cadeia municipal de Silver Street, Bedford. Ali ficou detido por três meses, mas, por se recusar a se conformar ou desistir de pregar, seu encarceramento foi estendido por um período de aproximadamente 12 anos (com exceção de algumas poucas semanas em 1666) até janeiro de 1672, quando Carlos II emitiu a Declaração de Indulgência Religiosa.
 
Naquele mês, Bunyan se tornou ministro da igreja puritana de Bedford. Em março de 1675, ele foi novamente preso por pregar, desta vez, no cárcere de Bedford, localizado na ponte de pedra sobre o rio Ouse, porque Carlos II havia anulado a Declaração de Indulgência Religiosa. Após seis meses ele foi liberto e, devido à sua popularidade, não mais foi preso.
 
Puritano
 
Bunyan se tornou um popular pregador e um prolífico autor, apesar da maioria de seus trabalhos consistir em sermões. Em teologia, ele era um Puritano.
 
Apesar de não ser uma pessoa estudada, conhecia a Bíblia em inglês muito bem. Ele também foi influenciado pela obra Commentary on the Epistle to the Galatians ("Comentário sobre a Epístola aos Gálatas") de Martinho Lutero, na tradução de 1575. Amava tudo o que dizia respeito aos cristãos da igreja Primitiva. Mesmo com poucos recursos, conseguiu comprar importantes livros sobre o assunto, guardar folhetos e recortes de revistas, que eram pouquíssimas na época dele.
 
Batismo e exclusão
 
Algum tempo antes de sua libertação final da prisão, Bunyan se envolveu em uma discussão com Kiffin, Danvers, Deune, Paul e outros. Em 1673, publicou Differences in Judgement about Water-Baptism no Bar to Communion ("Diferenças no Julgamento sobre Batismo nas Águas não são Barreiras para a Comunhão"), onde ele sustentou a ideia de que "A igreja de Cristo não tem o direito de excluir da comunhão o cristão que é um santo visível neste mundo, o oristão que anda segundo sua própria luz com Deus." Apesar de reconhecer que o "Batismo nas Águas é uma ordenança de Deus," ele se recusava a fazer disso "um ídolo", assim como pensava que faziam aqueles que usavam disto como um preceito para excluir outros.
 
Kiffin e Paul publicaram uma resposta em Serious Reflections ("Sérias Reflexões", Londres, 1673), aonde eles discutiram em favor à restrição da Ceia do Senhor aos devotos batizados, e receberam a aprovação de Henry Danvers em sua obra Treatise of Baptism ("Tratado de Batismo", Londres, 1673 ou 1674). Como resultado da controvérsia, os batistas Particulares (Calvinistas) deixaram aberta a questão da comunhão com os não-batizados. A igreja de Bunyan admitia o batismo infantil.
 
O Peregrino
 
Bunyan escreveu O Peregrino – uma das obras mais lidas em língua inglesa – em duas partes. A primeira foi publicada em Londres, em 1678, e a segunda em 1684. Ele havia iniciado o escrito durante seu primeiro período de aprisionamento, e provavelmente terminou-a durante o segundo período do mesmo. A edição mais recente em que as duas partes foram combinadas em um único volume foi publicada em 1728. Seu nome completo é The Pilgrim’s Progress from This World to That Which Is To Come ("O Progresso do Peregrino deste Mundo Àquele que está por Vir"). Uma terceira parte falsamente atribuída a Bunyan apareceu em 1693, e foi reimpressa em 1852.
 
O encanto da obra é atribuído à intensa imaginação do escritor que cria personagens, incidentes, e cenas vivas na mente de seus leitores. O Peregrino é uma popular alegoria cristã, traduzida para várias línguas
 
Outras duas obras de Bunyan são menos conhecidas: The Life and Death of Mr. Badman ("A Vida e Morte do Senhor Badman", 1680), uma biografia imaginária, e The Holy War ("A Guerra Santa", 1682), outra alegoria. Um terceiro livro que revela a vida interior de Bunyan e sua preparação para seu designado trabalho é Grace Abounding to the chief of sinners ("Abundante Graça para o chefe dos pecadores", 1666). É uma obra muito prolixa e, uma vez que sendo a respeito da própria pessoa de Bunyan, poderia dar o parecer de ser intoleravelmente egocêntrica, exceto que sua motivação ao escrever tal obra foi somente com o intuito de exaltar o conceito cristão sobre a graça e confortar aqueles passando por experiências similares à sua.
 
Um outro livro foi "Through This Cross You Will Win", cujo original foi descoberto 200 anos após sua morte. Para esse livro Bunyan usou o subtítulo "The Church Who Survived in the Catacombs" (A Igreja que Sobreviveu nas Catacumbas)
 
Ao todo, Bunyan escreveu mais de 60 livros e folhetos. As obras mencionadas acima têm sido publicadas em diversas edições, e muitas estão acessíveis em português.
 
Com informações da Wikipédia
Edição: CONIC
Imagem: Reprodução

 
O Conselho de Igrejas para Estudo e Reflexão (CIER), regional do CONIC em Santa Catarina, definiu, durante sua 54ª Assembleia, as ações planejadas para o ano de 2022. O presidente co CIER, hoje, é o pastor Inácio Lemke, que também preside o CONIC.
 
Cofira, a seguir, como será o cronograma do CIER no próximo ano:
 
SEMINÁRIO SOUC 2022
Data: 09 e 10 de maio
Horário: Início às 12h00, com almoço e término dia 10/05 às 12h00
Local: Centro de Eventos Rodeio 12
 
SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE CRISTÃ
Data: 29 de maio a 05 de junho
Tema: “Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,2)
 
55ª ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA ELETIVA DO CIER
Data: 17 de outubro
Horário: 10h00 às 12h00
Local: Centro de Formação Católica de Lages
 
SEMINÁRIO DE ESTUDOS DO CIER
Data: 17 e 18 de outubro 
Horário: Início às 12h00, com almoço e término dia 18/10, às 12h00
Local:  Centro de Formação Católica de Lages
 
DINAMIZAÇÃO DOS NÚCLEOS ECUMÊNICOS
- Sem mais informações.
 
PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS ECUMÊNICOS
- Sem mais informações.
 
REUNIÕES DA DIRETORIA E CONSELHO FISCAL
1ª - 09 de maio – às 10h00 – Centro de eventos Rodeio 12
2ª - 17 de outubro – às 09h00 – Centro de Formação Católica de Lages
 
Com informações do CIER

 
Com alegria comunicamos a data do Seminário Estadual do CONIC-MG, que terá como tema Fundamentalismos: Dialogar para superar. Agende-se, pois será no dia 29 de setembro, quinta-feira, de 19h30 às 21h30.
 
O evento contará com as assessorias da professora Magali Cunha, do ISER, do professor pastor Antônio Ferrarezi, do Izabela Hendrix, e do padre Paulo Adolfo, do CEFEP, além do apoio e participação da Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB Leste 2 (MG e ES) e Membros-Fraternos do CONIC-MG.
 
Inscrições
 
As inscrições estão abertas, gratuitamente, até o mesmo dia 29 às 12h00, pelo link: https://forms.gle/UFBtPoVZjUtwKQDL6
 
Inscreva-se e garanta sua participação!

 
Monsenhor Elia Volpi nos deixou no último dia 10 de setembro. 
 
Por muitos anos, Monsenhor Elia Volpi foi coordenador da Comissão Arquidiocesana de Ecumenismo, na Arquidiocese do Rio de Janeiro. 
 
Foi ele quem, em 2001, levou a dom Eugênio Sales o pedido das igrejas evangélicas para a organização do Conselho de Igrejas Cristãs do Rio de Janeiro.
 
Na época, Presbiterianos Unidos, Anglicanos, Luteranos e Metodistas, que já conheciam o monsenhor Elia por seu trabalho ecumênico, assinaram um documento, juntamente com várias comunidades Católicas, pedindo ao cardeal dom Eugênio Sales que apoiasse a organização de um Conselho Ecumênico no Rio de Janeiro. 
 
Monsenhor Elia foi um dos articuladores daquele movimento. Ele conseguiu a aprovação do arcebispo e o Conselho foi organizado em 2002, se tornando, em 2004, um organismo estadual.
 
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), representado por seu secretário executivo, pastor Ervino Schmidt, presidiu o culto de instalação do Conselho no Rio e deu posse à sua primeira diretoria, presidida por dom Felipo Santoro. 
 
Hoje, passados vinte anos, registramos nossa gratidão e prestamos uma singela homenagem para aquele que, quase sempre nos bastidores, de forma muito humilde e discreta, foi um grande impulsionador do diálogo ecumênico no Rio de Janeiro.
 
"Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor." (Mateus 25:23)
 

 
A Campanha Primavera para a Vida da CESE está na sua 21ª edição. O objetivo da ação é ampliar a articulação com as bases das Igrejas, disponibilizando estudos bíblico-teológicos inspirados em demandas sociais vivenciadas pela organização.
 
Em 2021, a campanha abordará o caminho da verdade como um princípio cristão que produz paz e justiça e denuncia os danos que a cultura de produzir e difundir “Fake News”, expressão sofisticada de expressar o termo "mentira", tem causado em nossa sociedade, de modo mais particular em nossas comunidades de fé. Tendo essa realidade em vista, o tema do ano é: Buscar a verdade: um compromisso de fé. "Guarda os teus lábios de falarem enganosamente, quem diz a verdade manifesta a justiça". Pv 12:17a.
 
Para marcar a data do lançamento, a CESE promoverá um seminário virtual no dia 22 de setembro, às 19h, no youtube da CESE. O seminário contará com a presença de Magali Cunha, jornalista e doutora em Ciências da Comunicação, coordenadora do Grupo de Pesquisa Comunicação e Religião da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM), membro da Associação Internacional em Mídia, Religião e Cultura e da Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC) e editora – geral do Coletivo Bereia, primeiro coletivo jornalístico de checagens de fake news religioso do Brasil.
 
O evento também contará com a participação de pessoas de organizações ecumênicas e populares que retratarão como a mentira afetou suas vidas. A mediação será de Sônia Gomes Mota, diretora executiva da CESE e pastora da IPU, e de Bianca Daébs, assessora para ecumenismo e diálogo inter-religioso da CESE e pastora da IEAB. Na ocasião será feito o lançamento de uma publicação com reflexões bíblico-teológicas sobre o tema da campanha (que poderá ser baixado em: www.cese.org.br).
 
Histórico da Campanha
 
Realizada desde o ano 2000, a Campanha Primavera para a Vida aborda, a cada ano, um novo tema. A CESE oferece subsídios bíblicos e teológicos para que as igrejas trabalhem nas suas reuniões, encontros, catequeses, estudos bíblicos e escolas dominicais. A Campanha busca associar a temática da justiça, paz e integridade da criação a outros temas de interesse da sociedade.
 
Em sua primeira edição, trabalhou o tema “Vamos todos juntos semear justiça”. Na edição de 2002, refletiu sobre a necessidade de “Semear solidariedade e paz”. Em 2003, voltou-se para uma das carências que mais aflige o país e clamou por “Pão e paz”. Em 2004, buscou animar a juventude brasileira a se engajar na construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, com o tema “Juventude e paz”. E em 2005, exortou a sociedade a sonhar com uma “Cidade de paz”.
 
Os anos seguintes abraçaram as seguintes reflexões: “Mulheres e homens construindo cidades de paz” (2006); “Direitos e justiça para a paz” (2007); “Direitos e justiça: uma ação para crianças” (2008); “Direitos e justiça” (2009); “Justiça ambiental” (2010); “Direitos e justiça ambiental: cuidar de nossa casa comum” (2011); Justiça ambiental na perspectiva de direitos (2012); “Direitos humanos, desenvolvimento e justiça” (2013); O bem que você faz muita gente compartilha” (2014); “Eu respeito a diversidade religiosa e você?” (2015); “Direito à vida da juventude” (2016); “O clamor dos povos e da terra ferida: mineração aqui não!” (2017); Bem-aventuradas as vidas que defendem os direitos, a justiça e a paz” (2018); “Águas da resistência – ‘… porque tive sede e me deste de beber´ (Mt. 25,35b)” (2019). Em 2020, em decorrência da pandemia Covid-19, abordou o tema “As fomes do povo e as partilhas do reino de Deus em tempos de pandemia – ‘Porque tive fome, e me destes de comer’ (Mt 25.35a)”.

Com informações da CESE
Imagem: Reprodução

 
O papa Francisco, o patriarca ecumênico, Bartolomeu I, e o arcebispo da Cantuária, Justin Welby, se unem pela primeira vez em apelo urgente para o futuro do planeta. Os líderes da Igreja Católica Romana, da Igreja Ortodoxa Oriental e da Comunhão Anglicana advertiram conjuntamente sobre a urgência da sustentabilidade ambiental, seu impacto sobre a pobreza e a importância da cooperação global. 
 
No documento, os líderes cristãos pediram às pessoas que orem, neste Tempo da Criação, pelos líderes mundiais antes da COP26, que será em novembro.
 
“Convidamos a todas/os, qualquer que seja sua crença ou visão de mundo, a se esforçarem para ouvir o grito da Terra e dos pobres, examinando seu comportamento e comprometendo-se a fazer sacrifícios significativos em nome da Terra que Deus nos deu.” 
 
A declaração conjunta emite um aviso claro: “Hoje estamos pagando o preço? O amanhã poderá ser pior”. E conclui: “Este é um momento crítico. O futuro de nossas/os filhas/os e o futuro de nosso lar comum dependem disso.” 
 
Francisco, Bartolomeu e Justin também se manifestaram contra a injustiça e a desigualdade, dizendo:
 
“A perda da biodiversidade, a degradação ambiental e a mudança climática são as consequências inevitáveis de nossas ações, pois consumimos avidamente mais dos recursos da Terra do que o planeta pode suportar. Mas também enfrentamos uma profunda injustiça: as pessoas que sofrem as consequências mais catastróficas desses abusos são as pessoas mais pobres do planeta e as que tiveram a menor responsabilidade de causá-los.”
 
A seguir, leia a declaração na íntegra:
 
MENSAGEM CONJUNTA PARA A PROTEÇÃO DA CRIAÇÃO DE SUA SANTIDADE FRANCISCO,
SUA SANTIDADE BARTOLOMEU I, PATRIARCA ECUMÊNICO, E SUA GRAÇA JUSTIN WELBY, ARCEBISPO DA CANTUÁRIA 
 
Por mais de um ano, todos nós experimentamos os efeitos devastadores de uma pandemia global: todos nós, pobres ou ricos, fracos ou fortes. Alguns estavam mais protegidos ou vulneráveis que outros, mas a rápida propagação da infecção nos tornou dependentes uns dos outros em nossos esforços para nos mantermos seguros. Percebemos que, diante dessa calamidade global, ninguém está seguro até que todas/os estejam seguras/os, que nossas ações realmente afetam os outros e que o que fazemos hoje afeta o que vai acontecer amanhã.
 
Estas não são lições novas, mas tivemos que enfrentá-las novamente. Não desperdicemos este momento. Devemos decidir que tipo de mundo queremos deixar para as gerações futuras. Deus ordena: “Escolhe a vida, para que tu e teus descendentes possam viver” (Dt 30:19). Devemos escolher viver de forma diferente; devemos escolher a vida.
 
Muitos cristãos celebram o mês de setembro como a Época da Criação, uma oportunidade para orar e cuidar da criação de Deus. Enquanto os líderes mundiais se preparam para se reunir em novembro em Glasgow para deliberar sobre o futuro de nosso planeta, nós rezamos por eles e consideramos as escolhas que todos nós devemos fazer. Consequentemente, como líderes de nossas igrejas, apelamos a todos, independentemente de sua crença ou visão de mundo, a se esforçarem para ouvir o grito da Terra e das pessoas pobres, examinando seu comportamento e se comprometendo a fazer sacrifícios significativos em nome da Terra que Deus nos deu. 
 
A importância da sustentabilidade
 
Em nossa tradição cristã comum, a Escritura e as/os santas/os fornecem insights esclarecedores tanto sobre as realidades do presente quanto sobre a promessa de algo maior do que o que vemos neste momento. O conceito de administração – responsabilidade individual e coletiva por nosso dom dado por Deus – representa um ponto de partida vital para a sustentabilidade social, econômica e ambiental. No Novo Testamento, lemos sobre o tolo homem rico que armazena grandes riquezas de trigo enquanto esquece sua finitude (Lc 12:13-21). Também encontramos o filho pródigo que toma sua herança antes de seu tempo, apenas para esbanjá-la e acabar com fome (Lc 15:11-32). Somos advertidas/os contra adotar soluções de curto prazo e aparentemente baratas para construir na areia, em vez de construir na rocha para que nossa casa comum possa resistir às tempestades (Mt 7:24-27). Estas histórias nos convidam a ter uma perspectiva mais ampla e a reconhecer nosso lugar na história universal da humanidade. 
 
Mas nós seguimos na direção oposta. Maximizamos nossos próprios interesses em detrimento das gerações futuras. Ao nos concentrarmos em nossa própria riqueza, descobrimos que os recursos de longo prazo, incluindo a riqueza da natureza, são esgotados para obter vantagens a curto prazo. A tecnologia tem desdobrado novas possibilidades de progresso, mas também de acumulação desenfreada de riqueza, e muitas/os de nós nos comportamos de maneiras que mostram pouca preocupação com outras pessoas ou com os limites do planeta. A natureza é resiliente, mas delicada. Já estamos vendo as consequências de nossa recusa em protegê-la e preservá-la (Gn 2:15). Agora, neste momento, temos a oportunidade de nos arrepender, de fazer uma reviravolta decisiva, de ir na direção oposta. Devemos buscar generosidade e justiça na maneira como vivemos, trabalhamos e usamos o dinheiro, em vez de ganhos egoístas. 
 
O impacto sobre as pessoas que vivem na pobreza
 
A atual crise climática fala muito sobre quem somos e como vemos e tratamos a criação de Deus. Enfrentamos uma justiça implacável: perda de biodiversidade, degradação ambiental e mudança climática são as consequências inevitáveis de nossas ações, pois consumimos avidamente mais recursos da Terra do que o planeta pode suportar. Mas também enfrentamos uma profunda injustiça: as pessoas que sofrem as consequências mais catastróficas desses abusos são as pessoas mais pobres do planeta e as que tiveram a menor responsabilidade de causá-los. Servimos um Deus de justiça, que se deleita na criação e cria cada pessoa à imagem de Deus, mas que também ouve o grito das pessoas que são pobres. Consequentemente, há um chamado inato dentro de nós para responder com angústia quando vemos uma injustiça tão devastadora. 
 
Hoje estamos pagando o preço. O clima extremo e os desastres naturais dos últimos meses nos revelam novamente com grande força e com grande custo humano que as mudanças climáticas não são apenas um desafio futuro, mas uma questão imediata e urgente de sobrevivência. Inundações, incêndios e secas generalizadas ameaçam continentes inteiros. O nível do mar está subindo, forçando muitas comunidades a se deslocarem; ciclones devastam regiões inteiras, arruinando vidas e meios de subsistência. A água se tornou escassa e os alimentos inseguros, causando conflitos e deslocamentos para milhões de pessoas. Já vimos isso em lugares onde as pessoas dependem da agricultura em pequena escala. Hoje o vemos nos países mais industrializados, onde mesmo uma infraestrutura sofisticada não pode evitar completamente uma destruição extraordinária. 
 
O amanhã poderia ser pior. As crianças e adolescentes de hoje enfrentarão consequências catastróficas se não assumirmos agora, como “companheiras/os trabalhadoras/es de Deus” (Gn 2:4-7), a responsabilidade de sustentar nosso mundo. Muitas vezes ouvimos de jovens que entendem que seu futuro está ameaçado. Por elas/es, devemos optar por comer, viajar, gastar, investir e viver de forma diferente, pensando não apenas no interesse imediato e no lucro, mas também nos benefícios futuros. Arrependemo-nos dos pecados de nossa geração. Estamos com nossos irmãos e irmãs mais jovens ao redor do mundo em oração comprometida e ação determinada por um futuro que cada vez mais corresponde às promessas de Deus.  
 
O imperativo da cooperação
 
Durante toda a pandemia, aprendemos o quanto somos vulneráveis. Nossos sistemas sociais se tornaram frágeis e nos demos conta de que não podemos controlar tudo. Devemos reconhecer que a forma como usamos o dinheiro e organizamos nossas sociedades não beneficiou a todos. Nós nos encontramos fracas/os e ansiosas/os, mergulhadas/os em uma série de crises: sanitária, ambiental, alimentar, econômica e social, todas profundamente interligadas. 
 
Estas crises nos apresentam uma escolha. Estamos em uma posição única para enfrentá-los com miopia e especulação ou para aproveitá-los como uma oportunidade de conversão e transformação. Se pensarmos na humanidade como uma família e trabalharmos juntos rumo a um futuro baseado no bem comum, podemos nos encontrar vivendo em um mundo muito diferente. Juntos podemos compartilhar uma visão de vida na qual todos prosperam. Juntos podemos escolher agir com amor, justiça e misericórdia. Juntos podemos caminhar em direção a uma sociedade mais justa e realizada, com os mais vulneráveis no centro.
 
Mas isto significa fazer mudanças. Cada uma/um de nós, individualmente, deve assumir a responsabilidade de como utilizar nossos recursos. Este caminho exige uma colaboração cada vez mais estreita entre todas as igrejas em seu compromisso de cuidar da criação. Juntas/os, como comunidades, igrejas, cidades e nações, devemos mudar de rumo e descobrir novas maneiras de trabalhar juntos para quebrar as barreiras tradicionais entre os povos, para deixar de competir por recursos e começar a colaborar. 
 
Para aqueles com responsabilidades mais amplas – administrar administrações, administrar empresas, empregar pessoas ou investir fundos – dizemos: escolher benefícios centrados nas pessoas; fazer sacrifícios de curto prazo para salvaguardar todos os nossos futuros; tornar-se líderes na transição para economias justas e sustentáveis. “A quem muito foi dado, muito será pedido” (Lc 12:48). 
 
Esta é a primeira vez que nós três nos sentimos obrigados a abordar juntos a urgência da sustentabilidade ambiental, seu impacto sobre a pobreza persistente e a importância da cooperação global. Juntos, em nome de nossas comunidades, apelamos para o coração e a mente de cada pessoa cristã, de cada crente e de cada pessoa de boa vontade. Oramos por nossos líderes que se reunirão em Glasgow para decidir o futuro de nosso planeta e de seu povo. Mais uma vez, lembramos da Escritura: “Escolhe a vida, para que tu e teus descendentes possam viver” (Dt 30:19). Escolher a vida significa fazer sacrifícios e exercer contenção. 
 
Todas/os nós, quem quer que sejamos e onde quer que estejamos, podemos desempenhar um papel na mudança de nossa resposta coletiva à ameaça sem precedentes das mudanças climáticas e da degradação ambiental. 
 
Cuidar da criação de Deus é um mandato espiritual que requer uma resposta comprometida. Este é um momento crítico. O futuro de nossas crianças e de nosso lar comum depende disso.
Patriarca Ecumênico, Bartolomeu I
Papa Francisco
Arcebispo da Cantuária, Justin Welby
 
Com informações da IEAB
Tradução para o português: Paulo Ueti – Escritório da Comunhão Anglicana – Londres/Reino Unido 

 
Nos últimos anos, vemos no Brasil um fenômeno bastante curioso: a extrema necessidade de encontrarmos ídolos que nos libertem da realidade. Isso é muito compreensível em um país com taxas de desemprego sempre galopantes; insegurança alimentar que ameaça milhares de pessoas; ascensão social quase impossível a quem não nasce numa família de classe média; índices de violência que se assemelham a países em estado de guerra, e poderíamos seguir com a lista. 
 
Essa busca por um ídolo perpassa todas as esferas da nossa sociedade. Do futebol temos a constante eleição de semideuses que, façam o que fizer, acabam justificados de tudo em função da “alegria” que proporcionam ao povo. Um exemplo disso foi o caso do goleiro Bruno. Condenado por um crime bárbaro – de ter sido o mandante do assassinato da mãe de seu filho –, ele ainda encontra apoio em uma legião de fãs. Fosse noutros tempos, ou noutras terras, além de ser condenado pela justiça, seria relegado ao mais absoluto ostracismo social.
 
Precisamos de ídolos que nos obliterem de uma realidade sofrida, dura, cheia de incertezas. Hoje temos um emprego. Amanhã, quem sabe como será? Os ídolos nos causam a sensação de que, quem sabe um dia, também poderemos alcançar a felicidade eterna, fama, dinheiro. Os ídolos representam a projeção perfeita de uma realidade fantasiada, que ajuda a enganar a dureza da vida. A devoção aos ídolos, algo muito atual com a ascensão das redes sociais, onde raramente há tristeza, alivia a dor e provoca a impressão que participamos da vida de quem alcançou o topo. Daí a ideia de que temos nossos “mitos salvadores”. Mesmo que tais mitos tenham pés de barro, são adorados e seguidos. 
 
Martinho Lutero dizia “ali onde colocas o teu coração, ali está o Teu Deus”. Este é o sentido da idolatria. Por isso, talvez, caiba a pergunta: o que temos no Brasil são pessoas devotas ao Deus da misericórdia, da paz com justiça, que exige que tenhamos responsabilidade com o bem comum ou temos uma legião de seguidores de ídolos? Onde está o coração das muitas pessoas devotas? Nem sempre está neste Deus que se faz humano entre nós. Por vezes, o coração está na devoção acrítica de pastores, pastoras, padres pops e afins. Pessoas com muita capacidade de retórica, com carisma e discurso audaz. São ídolos que arrastam multidões para seus abismos de poder.  Assim como no futebol, não importam o que façam: eles seguem incorruptíveis diante de seus devotos seguidores. Veja o caso da ex-deputada federal e autodenominada pastora, Flordelis. Condenada por ter mandado matar o próprio marido, segue sendo defendida em suas redes sociais por fiéis seguidores. 
 
A pessoa que segue um ídolo não consegue conceber a ideia de que o objeto de sua adoração possa falhar. Isso seria transformar a realidade idealizada em dor e frustração. É necessário defender a pessoa idolatrada de todas as ameaças de um “mundo corrompido”. Mesmo que o ídolo se apresente como ungido por Deus e mande usar armas, a incoerência não está no discurso do ídolo, mas na realidade corrompida. A violência, neste caso, pode ser um mal necessário para se alcançar a redenção. Varrer o mal para que os bons triunfem. 
 
E, claro, os ídolos também estão na política. Eles estão lá, erigidos em seus altares, aguardando os sacrifícios exigidos para atender os seus devotos. Tais sacrifícios estão presentes na perseguição de tudo o que supostamente pode significar a porta de entrada para o mal: na atual realidade política, um dos sacrifícios exigidos é eliminar, a todo o custo, uma tal de ameaça comunista, ou então, acabar com uma “ideologia de gênero”, mesmo que não se tenha a mínima ideia do que ambas significam. 
 
Mas e quando o ídolo quebra, por que seus pés são de barro? Aí a pessoa idólatra pira. Para esta pessoa, é inadmissível que o “eleito” não seja tão perfeito e acima do bem e do mal quanto se acreditava. Há que arrumar culpados ou culpadas para a queda do ídolo. Nada pode derrubar e acabar com o ídolo. O mito permanece. Cria-se, aí, a figura do ídolo incompreendido, injustiçado, perseguido por quem não reconhece o que é o bem. Um ídolo não peca, não erra, não perde.
 
Superar a idolatria é bastante difícil. Enquanto a realidade for cruel, o ser humano apega-se a tábuas de salvação que criam realidades paralelas. Isso tem sido assim desde a Roma antiga. Por que haveria de ser diferente agora? Fato é que nem ídolos e nem mitos salvam nações. Não salvam, sequer, a eles próprios. E só sobrevivem enquanto as pessoas o reconhecem como tal. 
 
*Romi Márcia Bencke é pastora luterana e atual secretária-geral do CONIC.
 
Artigo publicado, originalmente, no Brasil de Fato DF
Imagem: Pixabay

 
De vez em quando conversamos com pessoas que, em nome da fé, argumentam que não irão tomar a vacina.
 
Influenciadas por uma visão triunfalista de Deus, buscam a todo custo impor a ideia de que "Deus vai nos proteger". Esquecem, porém, que a morte é parte da vida. E que a morte pode chegar por diversas vias, incluindo pela Covid-19. Elas esquecem, também, que o próprio Deus dotou o homem de inteligência (dom divino) para que este pudesse criar soluções aos problemas que enfrentamos. E as vacinas são um exemplo desse dom utilizado a serviço do bem.
 
"Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado." (Tiago 4:17)
 
Para fortalecer os argumentos bíblicos pela vacina, a Diaconia criou cards muito legais (veja abaixo), que foram divulgados em suas redes sociais acompanhados do seguinte texto:
 
Os almoços de domingo agora vão ficar mais tranquilos: à luz da bíblia, você pode explicar para seu pai, sua mãe e outras pessoas porque os crentes devem se vacinar. Jesus veio para que tenhamos vida plena, e não morte! E é para viver a vida que o Senhor nos deu que temos de nos vacinar!
 
Veja os cards:
 
 
 
 
Se você gostou dos cards e compartilha dessas mesmas ideias, ajude-nos a divulgar.
 
Vamos juntos pela vacina, pela vida, pelo amor.
 
#vacinassalvamvidas
 
Com informações de Diaconia
Imagens: Reprodução

 
Por pastora Rosane Pletsch*
 
Em meu ministério pastoral, desde que iniciei, até hoje, percebo que há cada vez mais distanciamento com a realidade da morte.
 
Anos atrás, as pessoas eram cuidadas em casa e vinham a óbito em casa; muitas eram veladas em suas casas ou, então, na igreja. Passava-se a noite juntos. O sino, no caso da igreja luterana, batia avisando toda a comunidade circundante que alguém tinha falecido. Se era óbito de adulto ou criança, o sino era batido de forma diferente. No período do velório, as pessoas almoçavam na casa, havia grupos que ajudavam a preparar os alimentos. As pessoas enlutadas não ficavam sozinhas. A vizinhança se envolvia em todo o processo, até ajudava a família enlutada a fazer o serviço na lavoura, pois muitas vezes, já tinham passados semanas no hospital ou em casa mesmo, cuidando do doente. Todo o adoecer era acompanhado com momentos de oração e de visita. Era um apoio integral. Tudo isso é muito importante. Um conceito e uma práxis que devemos buscar atualizar.
 
Hoje, temos os hospitais onde as pessoas doentes são levadas, temos capela mortuária e pouca coisa ocorre em casa ou na igreja. Tudo é mais individualizado e distante da comunidade, dos grupos de apoio.
 
Com a pandemia da Covid-19, nem capela mortuária, nem casa. A pessoa falecida vai direto do leito do hospital para a sepultura. O ato é restrito à família e, às vezes, nem isso. Alguns familiares não viram nada, ou seja, não viram a pessoa falecer e nem viram o seu sepultamento. Este é o caso das pessoas que compõem o grupo de risco ou que estavam em isolamento ou até mesmo internadas também. Tem casos que até se tem dúvidas se a pessoa sepultada ali era, realmente, o seu familiar.
 
O acompanhamento nos casos de morte é feito através de muitos ritos, momentos de empatia, proximidade: o abraço, segurar na mão, o gesto de levar uma flor, compartilhar partes da história de vida da pessoa falecida, mencionar coisas boas que ela fez, ou deixou. Os familiares podem dizer algo, ou simplesmente ser presença. Não é a fala o mais importante nestas horas. Tudo isso são atitudes e gestos de amparo e de entrega. Todos estão ali choram juntos, recebem um abraço de solidariedade. No velório, quanto mais pessoas estão presentes, mais confortante é para as pessoas enlutadas. Muitas vezes me dizem: “Pastora eu nem sabia que meu pai (ou mãe) era tão querido assim. Viu quantas pessoas vieram ao velório?” Tudo isso é conforto. No cemitério ou na casa mortuária, orar juntos, cantar o hino preferido da pessoa falecida, colocá-la na terra, por sobre ela terra e flores... isso tudo é parte do ritual de entrega.  
 
Sabe-se que o corpo está ali, que tudo foi feito com amor e cuidado. Na pandemia, pouco ou quase nada disso pode ser feito. Mesmo nos casos em que o vírus não está mais ativo, o ritual é limitado em relação ao número de pessoas que podem participar. Tudo é feito a distância e até com medo.
 
A CULPA
 
Toda morte gera culpa. A gente sempre pensa que poderia ter feito algo melhor, que poderia ter dito isto ou aquilo. Na pandemia, este sentimento é maior, pois cuidar da pessoa que adoeceu é quase impossível para a família. Quando a família percebe, os sintomas estão ali, a pessoa interna, é intubada, enfim... todo esse processo. Não há mais tempo para dizer algo, para pedir perdão, para explicar algo. A separação é rápida e drástica. Tão importante quanto o ritual fúnebre é o acompanhamento pós sepultamento, quando tudo passou e o luto começa a ser elaborado. No atual momento, tal acompanhamento é muito difícil, pois se um familiar veio a óbito pela Covid-19, há o risco de a família também estar infectada. 
 
ORAÇÃO
 
Quero falar algo também do apelo pastoral, da oração, do pedido a Deus por cura. Está correto correr para os braços de Deus, pedir cura, depositar toda a nossa confiança em Deus. Quem, frente à proximidade da morte de uma pessoa querida, não grita a Deus. Mas eu também tenho visto uma visão meio triunfalista de Deus, e no fundo, uma negação da morte. É como se Deus, como todo poderoso, devesse e pudesse erradicar a morte. Que a morte precisa ser varrida da vida. Claro que Deus pode livrar da morte, mas nós também precisamos saber que a morte faz parte da vida. Ajuda mais, ao invés de um Deus triunfalista, ter a confiança de que também, ou melhor, principalmente, no sofrimento e na morte, Deus se faz presente. Isso não significa falta de fé, nem que Deus abandonou a pessoa. Mas é confiança em Deus, que é solidário, próximo, sensível.
 
*Rosane Pletsch é pastora na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Maringá, Paraná. 
 
Imagem: Pixabay

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